segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Estudo Bíblico Vida Espiritual do Casal

 Vida Espiritual do Casal


"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus , em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor do Senhor" Ef 55:18-21

Quando falamos de vida espiritual nos referimos a uma obra que é realizada pelo o Espírito Santo de Deus. (Jo 3:3). Conforme o profeta Ezequiel profetizou Deus estaria trocando o coração duro do homem por um coração de carne e poria neles seu Espírito (Ez 36:26). Assim, podemos entender que é o Espírito de Deus quem aplica a obra redentora no homem (arrependimento, fé, regeneração, santificação – cf. Jo 16:8; Rm 5; 8:26 ). Somente os que andam no Espírito vivem  a plena vida que Cristo tem a oferecer aos que o aceitam como Salvador.

A forma como o casal conduz sua vida espiritual determina assim seu grau de maturidade e comunhão com Deus. Percebemos que apesar de viverem debaixo do mesmo teto, muitos casais estão vivendo níveis diferentes na vida espiritual o que tras em muitos momentos dificuldades no relacionamento e nas atividades cotidianas. As prioridades passam a ser diferentes, o modo de encarar a vida também tem outro sentido. Além disso, nota-se que não há a preocupação do cônjuge Ter uma experiencia profunda com Deus.

Uma vida espiritual precisa ser marcada então pelo enchimento do Espírito, e é com base no que o apostolo Paulo nos falou é que vamos abordar então sobre a vida espiritual. Enchei-vos do Espírito, esta é a exortação. Vejamos o que Paulo quer nos ensinar com isto. Antes porém, é bom que considere-se quatro ressalvas:

- Ser Cristão verdadeiro não é uma garantia de que o casamento e a vida familiar darão automaticamente certo.
- Ser cristão comprometido com os padrões bíblicos pode trazer dificuldade ainda maiores ao casamento.
- Casamento e criação de filhos não são assuntos á parte de nossa fé.
- O conceito bíblico de casamento é único e diferente de todos os demais.

Assim podemos entender que não é somente ser crente que as situações se resolverão da noite para o dia. Na realidade passamos por um processo, onde o Espírito Santo vai trabalhando em nossas vidas nos preparando para a eternidade (II Co 3:18). Neste caminhar necessitamos várias vezes de nos enchermos do Espírito do Senhor.

I – COMO CASAL SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO?

Para o apóstolo Paulo existem três passos necessários para obedecermos ao imperativo: Louvando ao Senhor de Coração v.19;  Agradecendo por tudo ao Senhor v.20 e Sujeitando-nos uns aos outros no temor de Cristo v.21. Ser cheio do Espírito Santo não é apenas falar em línguas. O crente cheio do Espírito Santo demonstra na sua vida “marcas” que comprovam sua vida transformada. Assim sendo, ser cheio do Espírito Santo inclui:

a) Uma vida de louvor a Deus v.19 - Em Jo 4:23 temos a orientação sobre a verdadeira adoração. Adorar a Deus deve ser uma atitude baseada na verdade e conduzida pelo Espírito. Somente aqueles que tem o Espírito podem verdadeiramente adorar a Deus. Desta mesma forma,  o louvor a Deus deve ser uma atitude conduzida pelo Espírito. Não sou eu quem determino como devo louvar a Deus. É Deus que estabelece critérios sobre o louvor que Ele recebe.  Deus é digno de louvor – 1 Cr 16:25; O louvro  Deve estar continuamente em nossa vida Sl 34:1;  Devemos estar na presença de Deus com louvor Sl 100:4; Deus deve ser louvado pelo que é – Sl 147:1; Devemos sermos como crianças a fim de que nosso louvor seja autêntico e sincero diante de Deus – Mt 21:16. Não podemos esquecer que também devemos oferecer sacrifícios de louvor (Hb 13:15), ou seja fruto dos nossos lábios que confessam que Cristo é Senhor.

b) Uma vida de gratidão a Deus v.20 - Um coração marcado pelo Espírito de Deus é grato. Sabe reconhecer as dádivas que vem de Deus e também aquilo que as pessoas fazem por ele. No mundo, onde o egoísmo e o individualismo impera, a gratidão é cada vez mais rara. Devemos aprender a sermos agradecidos (Cl 3.15,16). Ser grato a Deus é saber agradecê-lo provisão (Mateus 6:11,30-34), pela proteção sobre sua vida (Sl 91:1; Ed 8:31) pela salvação (Rm 3:24,25).

c) Uma vida de submissão a Deus e ao próximo v.21 - Paulo escrevendo aos Filipenses diz: nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; (2.3). Este texto é bem claro em dizer que o crente deve aprender a se submeter ao próximo. Esta submissão não é escravidão. Ela representa o ato de servir, de não querer ser mais que o outro, de ver no próximo alguém semelhante.  É o Espírito de Deus que nos capacita a viver assim. Portanto, é preciso abrir “espaço” em seu coração para que cheio do Espirito de Deus você seja capacitado a respeitar e submeter ao próximo. Onde praticamos esta sujeição mútua?

- Na igreja v. 18–21;
- Na Família 5:22 a 6:4;
- No trabalho 6:5-9

Observe que aqui o apóstolo afirma que uma vida cheia do Espírito é marcada pelo louvor, a gratidão e pela sujeição mútua. Entendemos então que ser cheio do Espírito não é apenas falar em línguas , ou pregar bem ou orar fervorosamente. A atuação do Espírito de Deus na vida do casal pode se evidenciar nestes pontos apresentados por Paulo e são características que demonstram a importância de um caráter transformado por Deus.

Portanto, o ensino de Paulo sobre o casamento e a família (e também sobre nossos relacionamentos no trabalho) é a continuação explicativa do mandamento “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”, que por sua vez é uma explicação do mandamento principal enchei-vos do Espirito.

II – FAMÍLIA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO

Paulo em Ef 5:22 ss esta tratando com maridos, mulheres , pais e filhos quanto aos seus deveres mútuos, passando-lhes instruções que devem controlar esses relacionamentos. Toda exortação de Paulo quanto ao procedimento do casal esta baseada num imperativo: ser cheio do Espirito. Assim, no relacionamento familiar saudável deve o Espirito de Deus Ter primazia para que assim haja a plenitude da ação de Deus. Lares onde o Espirito de Deus não tem liberdade são marcados por tristezas, problemas no relacionamento, visto que suas vidas estão vivendo longe do verdadeiro conhecimento de Deus.

Tratando especificamento da questão da sujeição na família podemos verificar as seguintes questões:

- O amor do marido pela esposa, seguindo o modelo de Cristo é sacrificial;
- Santifica e cuida da esposa
- É sublime porque é figura do amor de Cristo pela igreja

Quem alcança estas atitudes demonstra Ter na sua vida o Espírito de Deus e cumpre o mandamento da sujeição. Em resposta a uma atitude madura e provedora do homem Paulo demonstra que a mulher tem como resposta o respeito e a submissão ao esposo. É importante ressaltar que num mundo onde os papeis (não as pessoas) de homem e mulher não são mais caracterizados, a bíblia tras uma forte enfase sobre como devem andar enquanto casal que possuem vida espiritual.

Esta atitude promovera o lar e trará oportunidades de crescimento tanto nas áreas do sentimento como também na fé.

III- IMPLICAÇÕES DE UMA VIDA ESPIRITUAL DO CASAL

Uma vida do casal onde ambos são cheios do Espirito e procuram viver nessa dimensão tras diversos beneficios:

a) Proporciona a ambos a oportunidade de amadurecerem juntos na fé.
b) Representa a formação de uma herança espiritual para sua família (filhos)
c) Fortalece o relacionamento
d) Cria ambiente para ministrarem um ao outro (oração, consolo, exortação, ensino, etc...).
e) É um discipulado permanente no lar (um aprendendo com o outro) a como seguir a Cristo
f) Renova as forças da casal nas diversas áreas de suas vidas.

Conclusão:
A palavra enchei-vos esta no tempo verbal que indica três coisas importantes.
- Esta no imperativo passivo – isto indica que a ação de encher não é nossa e sim do Espirito de Deus. Cabe-nos abrir nosso coração para que o Senhor nos encha. É uma atitude de disposição que Deus exige de nós.
- Esta no plural – ou seja, é para todos serem cheios
- É uma ordem (imperativo) isto indica que não é uma opção e sim uma ordem.

Cabe a você hoje abrir seu coração pois Deus quer te encher.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

As Pragas e Seu Significado


Deus enviou as pragas, em resposta a uma pergunta de Faraó: Quem é o Senhor? (Ex 5:2). Deus queria que o povo soubesse que não existia Deus senão o Senhor. Deus queria destronar os deuses pagãos que o Egito possuía, e também, através das pragas libertar o seu povo. O objetivo do Senhor é proclamar o seu nome em toda a terra, porque o que acontecia no Egito (o mundo da época) toda terra ficaria sabendo. Todos teriam que saber que o mundo é do Senhor, toda a terra e a sua plenitude, e todos que nela habitam. Todas as pragas (exceto a dos primogênitos) tinham como objetivo envergonhar os falsos deuses. 


A praga das águas tornando-se em sangue (Ex 7:19-25). O rio Nilo para os egípcios era um deus. Tal veneração era tanta que eles diziam que o Egito era a dádiva do Nilo. Achavam que as águas do Nilo eram abençoadoras e purificadoras. Então Deus fez com que as águas se tornassem em sangue para destronar esse deus.

A praga das Rãs (Ex 8:1-15). Esta praga estava relacionada à deusa da fertilidade que atuava na terra, na lavoura, nos animais. Para os egípcios, as rãs também representavam deuses. Deus manifesta juízo sobre mais um deus estranho. 


As pragas dos piolhos, das moscas, e das úlceras (Ex 8:16-19; 8:20-32; 9:8-12). Estão relacionadas à “mãe terra” que era considerada uma divindade. Note que na praga dos piolhos, Arão estende a vara e fere o pó da terra, e essa se torna em piolhos. Deus estava querendo mostrar com isso que a sua palavra de correção (vara) fere e destrói todos os conceitos pagãos. Nota-se que até a praga das rãs, os magos também estavam realizando os seus encantamentos, e faziam as mesmas coisas que Moisés e Arão. Mas a partir das pragas do piolho a coisa foi diferente, eles reconheceram que era o dedo de Deus, ou seja, Deus só deixa satanás agir até onde ele quiser. Note que o diabo é um imitador das coisas de Deus, mais a ultima palavra é do Senhor. E ele com certeza disse: Basta diabo! Não vais mais confundir esse povo, e a partir de então, eles não conseguiram fazer os seus falsos sinais.

A praga dos animais (Ex 9:1-12). Os egípcios também adoravam os animais, os touros, as vacas para eles eram sagradas. Eles criam que esses animais eram protetores do Egito. Quando Deus enviou essa praga sobre os animais, não foi com o objetivo de punir os animais, mas para mostrar que os animais não eram deuses. Logo, mais um conceito pagão foi destruído. 


As pragas da saraiva, e dos gafanhotos (Ex 9:22-35; 10:12-20). Estavam relacionadas com a deusa da agricultura. Na praga dos gafanhotos no vs 12, fica bem claro quando o Senhor diz: Estende a tua vara sobre a terra do Egito para que os gafanhotos venham, e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva. Nota-se que a ira de Deus foi tão implacável sobre a deusa pagã da agricultura, que Deus manifestou juízo contra ela duas vezes. Primeiro a saraiva, que não destruiu a plantação toda., e depois vieram os gafanhotos e destruíram toda erva da terra, e todos os frutos das árvores. Porque quando veio a saraiva, eles pensaram: “Nossa deusa é forte, olha quantas árvores com frutos e ervas pra nos alimentarmos. Com certeza ninguém pode resistir a nossa deusa da agricultura”. Logo, Deus destruiu totalmente as plantações e com isso a falsa divindade.

A praga das trevas (Ex 10:21-29). O povo também adorava o deus Rá, que era o deus sol. Deus fez com que o sol desaparecesse, e houve três dias de trevas. Mais uma vez o nome de Deus glorificado diante dos falsos deuses. 


A praga da morte dos primogênitos (Ex 12:29-36). Israel era para Deus o seu primogênito, seu primeiro povo, povo escolhido por Ele para exercer o seu sacerdócio aqui na terra. Faraó estava afligindo o povo de Deus, o seu primogênito. Então Deus tocou nos primogênitos dos egípcios inclusive no de Faraó, para mostrar o quanto aquele povo era importante pra Deus. O Senhor queria mostrar para Faraó que aquele povo era a menina dos seus olhos, e que qualquer que se levantasse contra eles padeceriam. Toca no meu primogênito, também tocarei no teu (Ex 4:22,23).

Em todas essas manifestações de juízo aos deuses pagãos, vemos claramente as manifestações das misericórdias para com o seu povo. Quando observamos que de tudo que sobreveio aos egípcios, Deus guardou o seu povo. Desde a primeira praga até a ultima. Isso nos mostra o quanto é importante estarmos guardados no esconderijo do altíssimo. Se em nossa vida tiver o sinal do Sangue do Cordeiro, o anjo da morte passará e não nos tocará. Com isso fica bem claro que, o que sucede ao ímpio, não sucede ao justo.

Que Deus maravilhoso! Verdadeiramente só o Senhor é Deus.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Arrebatamento da Igreja

Estudo Bíblico 


Inúmeros líderes de Igrejas cristãs da atualidade, de variados entendimentos bíblicos teológicos, se proclamam autênticos seguidores da moral evangélica do Cristo e, por conseguinte, idealizam que as suas Igrejas, em particular, será arrebatada fisicamente do ambiente terrestre nos transes das grandes tribulações humanas que advirão nos finais de ciclos para desfrutar diretamente, sem nenhum esforço coletivo, as bodas do Cordeiro no reino celestial. Eximindo-se assim numa atitude egoística de exemplificar perante os demais irmãos da humanidade aquilo que Jesus mais fez questão de ensinar e vivenciar na sua jornada terrestre: a paciência e resignação nas tribulações da vida humana.

São decorridos mais de XX séculos em que árvore do cristianismo abriga sob a sua sombra benéfica as almas humanas, ensinando sob figuras de linguagem os mistérios da imortalidade para além do plano físico terrestre. Essa árvore para chegar frondosa aos nossos atuais dias sofreu ao longo dos séculos os embates da má vontade humana, em forma de perseguições cruciais às suas primeiras sementes, mutilações na formação dos seus primitivos ramos, destruição e queimadas nos seus galhos iniciais.

Muitos líderes atuais dessas Igrejas modernas desconhecem, ou fingem desconhecer, os martírios e tribulações pelos quais passaram os trabalhadores da boa nova dos primeiros séculos de cristianismo, ignorando assim sem racionalizar com integridade, a labuta do crescimento da árvore cristã para chegar aos nossos dias. Utilizando uma figura de linguagem bem simples: aderem ao movimento cristão que leva a bagagem de mais XX séculos de biografias das sociedades terrestres, e sem reflexionar o pão que “o diabo” da alma humana desviada do bem amassou em rejeição à pureza dos princípios cristãos.

Aqui abrimos um parágrafo de reflexão para ajudar irmãos de embrionário entendimento que se julgam inclusos em arrebatamento direto para do reino celestial, descaracterizando a mensagem viva da cruz, do trabalho nobre, do sacrifício pessoal, da perseverança no bem, da humildade e simplicidade nas coisas espirituais, com Jesus: aquele que quiser ser o maior, então que seja o servo de todos; quem a si mesmo se exaltar, será rebaixo na vida celestial; e os últimos é que realmente serão os primeiros...

BREVE RELATO DO CRISTIANISMO:

As primeiras perseguições aos ideais do Cristo foram encabeçadas por Herodes, governador da Judéia, após receber a visita dos astrólogos que estavam na busca de localizar a cidade onde o menino Jesus havia nascido. E Herodes temendo o seu futuro político, baixou um decreto e autorizou a mortandade de todas as crianças do sexo masculino com até dois anos de idade (Mateus 2. 16).

Quando Jesus completou 30 anos começou a sofrer perseguições do Sinédrio, Templo de Jerusalém, onde se praticava a religião mosaica com base no Antigo Testamento das escrituras. O Sinédrio comandava a religião dominante nessa época, na Judéia, e sentiu-se abalado em sua estrutura íntima pela moral que Jesus propagava e vivenciava diante do povo. Os Sacerdotes liderados por Caifás resolveram então promover perseguições aos ideais de Jesus, e essas perseguições foram intensas que culminou no desfecho da condenação e crucificação de Jesus. De fato Jesus foi condenado à morte na cruz por acusação da Religião na figura dos Sacerdotes de Jerusalém; e pelo Poder Político que simplesmente lavou as mãos diante das exigências impostas pelo Sinédrio, e que influenciou a massa popular para aplaudir esse ato bárbaro.

Três cruzes se erguem no alto do monte, naquela sexta feira do ano 33 em que se consumou a ação da condenação de Jesus. Alguém que contemplasse a imagem do crucificado apenas pela visão carnal, abandonado pelos seus seguidores e amigos mais íntimos, e perseguido pelos influentes que executavam a religião dominante da época: os fariseus e saduceus; e também ignorado pelas autoridades políticas que lavaram as mãos para um ato desprezível, que era a crucificação como um malfeitor rebelde. Alguém certamente diria: ali jaz um carpinteiro visionário derrotado. Porém, àqueles que têm olhos para ver e ouvidos para entender além dos sentidos puramente materiais, saberiam que no martírio de Jesus fora descortinado uma luz imorredoura para todos os séculos da vida terrestre, e que no plano oculto do invisível essa luz iria trabalhar ativamente iluminando a escuridão mental na qual vagavam as consciências humanas por longos séculos. 

Após a morte física de Jesus as perseguições continuaram sendo destinados aos Apóstolos, com a finalidade de desestruturar os seguidores do Mestre, e tudo isso instituído pelo Sinédrio, onde o jovem Saulo foi um carrasco cruel, até a sua conversão às portas da cidade de Damasco - Síria. Quando em visão espiritual (ARREBATAMENTO) vislumbra em êxtase, o espírito de Jesus ressuscitado (Atos 9. 1 a 18).

A partir dos anos 40, a boa nova tem um novo seguidor Paulo, que se imortalizou como o apóstolo dos gentios, e que juntamente com Lucas, um jovem médico de origem grega, divulgam o Evangelho em várias pátrias sob a jurisdição do Império Romano, inclusive na própria Roma. Após os anos 50, em Antioquia é que os seguidores de Jesus foram realmente chamados de: cristãos (Atos 11. 26), por sugestão de Lucas, nascendo assim o termo cristianismo. Antes eram designados como os fiéis do Caminho (vide Atos dos apóstolos 19. 9)

Quando a evangelização alcançou os bairros de Roma, o imperador Nero autorizou perseguições cruciais à comunidade cristã a partir dos anos 55, aonde chegou ao extremo de mandar atear fogo em seus arredores no ano 64, para culpar cristãos. Aqueles que aderiam ao movimento das idéias cristãs eram caçados cruelmente e quando pegos pelas autoridades romanas eram queimados vivos, outros levados aos circus que serviam de palco para distrair as pessoas, e ali eram submetidos a enfrentar leões famintos, sucumbindo esquartejados por essas feras em dolorosos espetáculos de insensibilidade e degradação humana.

Os Cristãos não tinham direitos sociais e nem podiam se reunir para confessar publicamente suas crenças, pois eram punidos impiedosamente com sofrimentos atrozes até extinção do corpo carnal. Só para reflexionar essas atrocidades: Assim como Jesus foi traído, julgado injustamente pelo Sinédrio e condenado à morte horrenda na cruz... os seguidores mais íntimos do Mestre também foram execrados na praças públicas: Estevão foi apedrejado barbaramente; Pedro foi crucificado brutalmente de cabeça para baixo; Paulo foi degolado com ferocidade; e milhares e milhares de cristãos mortos cruelmente, à luz do dia. 

Três séculos de acossamentos cruéis às pessoas que simplesmente buscavam seguir um Mestre que tinha ensinado e vivenciado o amor a Deus, espírito criador de todas as coisas; o amor ao próximo como a si mesmo; a imortalidade da alma; as bem-aventuranças celestes aos que suportassem as provações da luta terrena com fé, esperança, e muito amor no coração.

Uma das perseguições mais atrozes da história foi organizada pelo Imperador Diocleciano no ano 305 que autorizou as Legiões Romanas incendiar do oriente ao ocidente todos os núcleos de pequenas congregações cristãs, mandando assassinar barbaramente milhares e milhares de famílias que professavam a fé em Jesus.

O Império Romano estava em decadência moral. As pessoas não suportavam mais tanta barbaridade. Porém o Evangelho crescia na alma popular, e agora as classes dominantes de Roma já viam com bons olhos o heroísmo dos cristãos em suportarem as cruéis perseguições com tanto amor pelas promessas da imortalidade da alma, para além das provações da existência humana.

Final do século IV. O Império Romano governado por Constantino liberou publicamente o cristianismo em todas as nações do Império. A razão de sua conversão fora uma visão do símbolo da cruz no céu, durante a Batalha da Ponte Mílvia, em que venceu o inimigo na disputa pelo trono. Transcorrido esse período de calmaria sobe ao poder público: o imperador Teodósio, que desejando concentrar em Roma a matriz do cristianismo, constitui então o Catolicismo Apostólico Romano como a religião do estado romano. Com a instituição do Catolicismo o Império Romano estabeleceu a primazia do Bispo de Roma sobre todos os demais Bispos das congregações cristãs distribuídas nas demais regiões do mundo antigo, fato este que causou divisões entre os cristãos. Pois algumas congregações se opuseram a essa subordinação, por exemplo: Antiquióquia que era uma das primitivas do ano 42. Essa tomada de decisões abriu margem para quem se dizia cristão perseguir outro cristão. Doravante, repontam as heresias de crenças; as cruzadas religiosas e explorações de terras que incitam batalhas sanguinárias; as inquisições da crença que promovem perseguições cruéis em Tribunais intitulados de Santo Ofício e que, ao invés de anunciar a vida eterna lançam a morte atroz às pessoas que divergem fundamentos e princípios de crenças...

Mais de dez séculos de lutas fratricidas pela sobrevivência das idéias religiosas, até as reformas protestantes que aconteceram a partir do século XVI.

Certamente que não se alcançará o raciocínio lógico destas lutas renovadoras da evolução social e que sensibilizam as lembranças humanas, ignorando-se o principio básico da vida e muito bem divulgado no Evangelho: a imortalidade da alma. Conscientizou Jesus: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma”...  (Mateus 10: 28)

No mundo passareis por tribulações, mas tende bom animo eu venci, vós também vencereis... (João 16. 33)

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus (Atos 14. 22)

Jesus tinha onisciência que os seus ensinamentos morais iriam inflamar as intolerâncias religiosas do mundo antigo cheio de maldades, violências, pecados, transgressões, corrupções... Ele mesmo dá conhecimento destas coisas, quando esclarece: Não penseis que vim trazer paz ociosa à Terra...  Não vim trazer esse tipo de paz; Mas, a ação da luta renovadora... Porque eu vim por em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra... E assim os oponentes do homem serão os seus próprios familiares (Mateus 10. 34 a 36)..  A sociedade não tinha uma base de fé unificada em Deus, os governos eram pagãos, a religião que era responsável de conduzir as Almas vivia se digladiando umas com as outras em guerras de extermínio e crueldade.  E dessa forma a mensagem renovadora do Evangelho do Cristo iria levar séculos para solidificar na alma humana, e que os primeiros trabalhadores de sua causa seriam trucidados vivos nos palcos e circos humanos, como de fato aconteceu: séculos de luta e derramamento de sangue para a sociedade começar a respeitar e reverenciar a moral salvadora de Jesus.

Estas divergências e lutas que ocasionaram muitas provações coletivas no plano físico terrestre elas se tornam perfeitamente compreendidas à luz e justiça da reencarnação das almas. Sem o princípio misericordioso da reencarnação da alma e seu trabalho progressivo para o reino celestial, todas essas lutas e provações seriam incompreensíveis e estaria subordinado a um acaso cego e insensato.

AGORA a certeza que Jesus fez questão de ensinar nos Evangelhos sob o véu de figuras de linguagem, é que após as provações, tribulações e martírios dos seus seguidores na luta material. Nenhum deles ficaria desamparado na vida imortal do espírito após extinção do corpo carnal, porque essas almas heroicas que perseverassem fiéis até o fim em suas provações, suas almas seriam salvas das tribulações do além túmulo, porque estariam amparadas pelos anjos celestiais e conduzidas para o reino espiritual no seio invisível de Deus, E DESTA FORMA É QUE SE REALIZA O ARREBATAMENTO ESPIRITUAL.

Se esperamos em Cristo nó nesta vida (material), somos os mais miseráveis de todos os homens... 

E há corpos celestes e corpos terrestres... Se há corpo animal, há também corpo espiritual...

A carne e sangue não podem herdar o reino de Deus (I Cor 15. 19 a 50).

O reino de paz e amor iniciado por Jesus ainda não pertence a este mundo, apesar de nosso mundo, o planeta Terra, no plano extrafisico todo poder de direção espiritual ter sido delegado por Deus: a Jesus Cristo. Nas infinitas moradas da Casa Universal do Pai, Jesus está preparando a todos aqueles que seguem a sua moral com consciência, novos lugares de bem-aventuranças celestiais

Aparentemente apesar de não vermos Jesus com os olhos carnais, Ele está presente invisivelmente em nossas vidas participando interativamente, nos consolando nas lutas, nos inspirando pelo poder espírito. “ Estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.  E o reino de Deus não vem com aparências exteriores... ali, aqui, lá, acolá... É uma conquista individual e interior, ou seja, é um estado de espírito que alcançamos quando a nossa consciência desperta em si mesmo os sentimentos divinos do Cristo.

Que despertem nas Igrejas nossos irmãos em Cristo, pois na vida eterna que se desdobra nos planos celestiais divinos não existe aposentadoria compulsória, tal qual na existência humana. Lembremo-nos do que ensinou Jesus: O Pai trabalha até hoje, assim também o Cristo, e todos os filhos da luz...

CONSCIENTIZAÇÃO CRISTÃ

Eu sou a Luz da Vida;
Eu sou a Luz do Mundo;
Eu sou o Pão que alimenta o espírito;
Eu sou a água viva que sacia a alma;
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

E que ninguém vai ao seio imaterial do Pai Criador para sentir a grandeza e integração multidimensional com a Vida Celeste, no Cosmos, senão através dos seus ensinamentos que tem a síntese de vivência na prática do amor e da virtude, princípios divinos (João 14. 6).

Jesus é o mesmo ontem hoje e sempre a mais elevada consciência espiritual que Deus, o Criador dos Mundos, facultou ao espírito humano a fim de que o siga como modelo orientador para vencer as provas e provações da luta material, até o Ser complementar a perfeição intelectual e moral no curso das existências que se concretizam nas infinitas moradas astrais do cosmo celeste.

PRINCÍPIOS MORAIS DO EVANGELHO DO CRISTO:

Amor a Deus - o Criador, com a força da alma, de todo coração, de todo entendimento;
Amor ao próximo como a si mesmo;
Fé em ti mesmo e no Poder Divino que te sustenta;
Não articular o mal para as pessoas nem por pensamentos, palavras, ou atitudes... Mas realizar o bem sem cessar;

Perdoar sem restrições: mágoas, ofensas morais, ações maldosas do próximo. No mesmo raciocínio como esperamos que Deus perdoe as nossas transgressões, em síntese: Pai! Perdoai os nossos pecados, assim como perdoamos as faltas que os nossos ofensores cometem contra a nossa consciência;

Orar com confiança, ou seja: buscar conexão com Plano Divino sem descanso; abençoar as adversidades; refletir bons pensamentos às pessoas com as quais não temos harmonia e nem afinidades pessoais simpáticas;

No plano divino serás analisado pelas obras do bem que realizares na vida;

Se a recompensa pelo bem que semeares não acontecer no plano terrestre, com certeza, realizar-se-á nos planos celestes da vida superior;

Acreditar plenamente na imortalidade da alma, e intensificar em si mesmo, a virtude de seus tesouros imperecíveis;

Confiar na assistência invisível dos poderes de Deus através de suas potências angélicas;

Procurar desenvolver o reino divino no coração, e esperar trabalhando com fé a felicidade de viver intensamente nas muitas moradas astrais, que integram a Casa Universal de Nosso Pai Celestial.

Eis a razão de Jesus imolar-se na cruz em prol de sua mensagem de amor e salvação moral à alma humana decaída em erros de existências passadas, para ensinar à humanidade exemplos dignificantes que em nome de Deus não se deve violentar a ninguém e nem promover desordens religiosas. Ele, Jesus filho do Altíssimo, ensinou e exemplificou com sacrifícios que culminou na sua crucificação que somente através do amor fraterno, do perdão incondicional, do trabalho social, do serviço pelo bem comum, da fé no poder divino, na tolerância às diferenças de crenças, e no respeito moral às pessoas poderemos encontrar a nossa redenção para a vida eterna no seio imaterial do Criador.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Estudo Bíblico Só os Músicos São Levitas?

                                                       


Há um enorme equívoco no meio evangélico que se enraizou na mente de alguns crentes, quando o músico, ou ministro de louvor é exclusivamente chamado de levita da casa de Deus. Assim como muitos erros de interpretação bíblica causaram enormes contradições pela falta de harmonização de textos com contextos, apesar do caso aqui exposto se tratar de contexto remoto, gramatical, histórico e cultural, a comparação feita especialmente do músico atual para com o levita da Bíblia é mais um exemplo disso.

Mas, quem eram, de fato, os levitas descritos na Bíblia? O que eles realmente faziam? Que ligações possuem os levitas das Escrituras com os “levitas” de nossos dias? Quais os equívocos causados quanto ao assunto em questão?

Os levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó. Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena, sem recenseamento com as demais tribos, porque tinham a benção do alto privilégio de ter o Senhor como sua posse (Dt. 10.9). Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por sua vez descendente de Levi (Ex. 29.44; Nm. 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote (cohen) era levita, mas nem todo levita era sacerdote (Nm. 3.6ss).  É claro que encontramos pequenos resquícios literários de sacerdotes que não eram levitas, principalmente na época dos juízes e no início da monarquia, mas isso é um outro assunto.

As funções dos levitas

O Dr. Henry Hampton Halley, no “Manual Bíblico de Halley” mostra que o ministério levítico era amplo em suas atividades, diferente em relação ao que se pensa em nossos dias. Os levitas tinham uma atividade honrosa que compreendia: o serviço no santuário (Nm 3.6; 1º Cr 15.2) o auxílio nos sacrifícios (Jr. 33.18,22), no transporte da Arca da Aliança, na responsabilidade para com o ensino da Lei (Dt 31.9; 22.10), na música (1ª Cr. 25.1) e, no uso da autoridade para abençoar. “Parece, portanto, que os deveres dos levitas incluíam tanto o serviço de Deus como um papel de relevância no governo civil”, conclui Dr. Halley (Manual Bíblico de Halley – p. 222, Ed. Vida – 9ª reimpressão 2011).

Davi foi o responsável por inseriu a música como parte integrante do culto, afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (1º Sm.16.23). Atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. No 1º livro das Crônicas capítulos 9.14-33; 23.1-32; 25.1-7, vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros, cantores, instrumentistas e até o tesoureiro era levita (1ª Cr. 26.20-28; 2º Cr. 5.13; 34.12).

Os levitas em nossos dias

Deixo bem claro que o ministério levítico descrito na Bíblia, teologicamente interpretado, não possui sequer nenhuma ligação com os chamados “levitas cristãos” de nossos dias. A começar pela ampla organização ministerial, postura, atividade, contexto histórico, religioso e cultural, promessas bíblicas, seleção, critérios, períodos e épocas.

Mas, não poderia deixar de considerar a forma do uso atual, pois, se torna importante esclarecer aqui, que a verdade no que tange ao “levitismo evangélico”, ficou obscura por causa do erro interpretativo das Escrituras propagado pelos não estudantes da Bíblia. Ou seja, se queremos assim considerar o ministério levítico em nosso meio, á luz da Palavra de Deus, todos os que servem em qualquer ministério relacionado ao culto e ao templo, podem e devem ser chamados também de “levitas”.

A falsa ideia de que apenas músicos são levitas, mais uma vez considerando teologicamente o assunto no contexto atual, é totalmente contrária aos textos e relatos bíblicos. E mais, se torna um fato irônico chamar de levita aquele músico que, muitas vezes, exerce seu ministério na igreja tendo uma irreverência explícita no próprio culto, confundindo a adoração coletiva com seu show particular e, ignorando o conhecimento teológico e profundo da Palavra, o que o distancia mais ainda dos levitas bíblicos que possuíam grande sabedoria das Escrituras e extrema visão espiritual.

Concluo expressando o desejo de que os verdadeiros cristãos, que buscam para si a mesma nomeclatura do chamado levítico, possam exercer seus ministérios de uma forma em que suas ações possam refletir, pelo menos, uma expressiva parcela da responsabilidade, zelo, dedicação e compromisso dos levitas da Bíblia Sagrada.

sábado, 18 de junho de 2016

MANSIDÃO: UMA NOVA POSTURA DE VIDA MODESTA E SUBMISSA

Subsídio da Lição 12 - Revista da Bétel.


Texto Áureo: Mateus 5.5
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nessa lição ensine aos alunos a praticarem a mansidão, pois só assim se aprende, colocando em prática.
- “comportamento modesto”, um comportamento calmo, tranquilo, não explosivo.
- “para com os homens”, um comportamento muito explosivo pode se tornar em escândalo para o crente, pois as pessoas nos observam e fazem o estereótipo do cristão como alguém calmo, pois parecia ser esta uma característica de Jesus. Mt 11.29
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1. A MANSIDÃO E A PACIÊNCIA
- “agir com equidade”, significa agir com equilíbrio, isso ocorre porque a pessoa não se desespera para tomar as suas decisões.
- “com atitudes brandas”, são atitudes calmas e a palavra branda desvia o furorPv 15.1

1.1. A mansidão ensina o indivíduo a desviar-se da ira.
- “que desenvolve a mansidão consegue contornar”, consegue sair da situação de problema. Existem situações que precisamos agir com rapidez e firmeza, porém existem outras em que precisamos agir com calma e mansidão, pois muitos prejuízos podem ser evitados assim. Em um acidente de trânsito por exemplo, se o crente agir com calma apresentando um comportamento manso, poderá chegar a um acordo que não lhe afete muito financeiramente.
“qual deve ser a postura ideal do cristão”, aquilo que se espera de um cristão.
- “uma saída para não se deixar tentar pelo inimigo”, o inimigo quer sempre nos tirar do sério, nos fazer pecar, tomar atitudes de ira e assim nos fazer sair da graça. Podemos perceber Satanás tentando agir por trás de palavras que recebemos para nos provocar.

1.2. Sendo humilde e manso.
“sentido de dar lugar à ira. Não permitir que a ira tome posse”, dar lugar a ira significa se irar sem tomar nenhuma atitude, pois a atitude é que trás o prejuízo.
“tomando posse da essência da personalidade de Cristo”, se tornando parecido com Ele.
- “em nenhum momento Ele se desviou do propósito”, quer dizer que Jesus nunca respondeu as afrontas com outras afrontas parecidas. Quando Jesus respondia era para ensinar algo.
“propósito que lhe fora proposto pelo Pai”, se Jesus respondesse as afrontas colocaria em risco a Sua missão. Alguns crente tem grandes missões nas mãos, mas colocam tudo a perder por responderem às afrontas sofridas. 

1.3. Jesus, nosso melhor exemplo.
- “termos o nosso caráter controlado pelo Espírito”, significa ter o fruto do Espírito e agir pela direção Dele. Quando a pessoa toma decisões sem buscar saber a vontade de Deus ela não está deixando o seu caráter ser controlado pelo Espírito Santo.
- “conseguiremos ser mediadores em tempo de crise”, os mediadores são aqueles que promovem a paz entre as partes em conflito.
- “um exemplo magistral a ser seguido”, um exemplo de mestre.
- “não tomou atitude agressiva”, e nem tão pouco tentou fugir, mas quando foi perguntado respondeu: “Eu sou!”. Nesse momento eles caíram no chão, dando a Jesus a oportunidade de fuga. Jo 18.6
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2.  A MANSIDÃO E A SUBMISSÃO A DEUS
- “Quando somos apresentados pela mídia a um posicionamento agressivo”, a mídia é a porta-voz do mundanismo, pela mídia recebemos o que o mundo pensa e faz. De acordo com o mundo devemos reagir e se vingar respondendo à altura. 

2.1. O cristão deve ser sempre moderado.
- “atitude de pseudo-religiosos”, se referindo aqueles que aparecem na TV e na internet, que se dizem cristãos, mas costumam agredir com palavras a pessoas que não professam nossa fé, isso faz com que as pessoas nos julguem como homofóbicos, intolerantes, provocadores e suscita ira do povo contra os servos de Cristo.
- “Evangelho de confronto”, um evangelho que entra em guerra com as opiniões contrárias. Não devemos aceitar que o comportamento do mundo entre em nossas igrejas, mas para evangelizar o mundo precisamos levar a mensagem de salvação e evitar os debates com grupos militantes que não professam nossa fé. Pregar para esses grupos é muito mais produtivos do que rechaçá-los usando a Palavra de Deus.
- “demonstrar que não somos contenciosos”, o contencioso é o que tem prazer na contenda, na disputa.


2.2. Sejamos sóbrios e mansos.
- “atentar contra a vida e imagem das pessoas”, se referindo aos fanáticos extremistas religiosos de algumas seitas pelo mundo afora e a alguns que se dizem cristãos.
- “que sabe como fazer para atingi-los”, Deus sabe o que fazer, então não precisamos tomar atitudes em nome de Deus, como se fosse preciso ajudar a Deus.
- “vingança pertence a Ele e não a nós”, existem situações que não serão vingadas aqui na Terra, ficara para o dia do juízo. Por não verem essa vingança chegar, alguns querem tomar atitudes em lugar de Deus.

2.3. A mansidão não compactua com a violência.

- “compactuar com comportamentos violentos”, seria aceitar, apoiar, incentivar esses comportamentos. Crentes que apoiam a retaliação violenta está fora da Palavra.
- “encorajar os outros com a sã doutrina”, a pregação da Palavra de Deus é suficiente para fazer a obra nos corações, os debates teológicos que ocorrerem devem ser controlados para não trazem escândalos.
- “pelo sofrimento do reconhecimento do seu pecado”, essa é a parte do Espírito Santo.
- “deixando Deus tratar com o pecador”, significa deixar tudo nas mãos de Deus.
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3. LIÇÕES PRÁTICAS

3.1. O fruto é cultivado no coração.
- “Ela deveria vir do coração”, deve ser uma mansidão sincera, vinda de dentro, pois existe mansidão falsa, vinda do convencimento, onde a pessoa até se esforça para ser manso, mas corre o risco de ser desmascarado pelo inimigo. Por isso cada um deve buscar essa mansidão.
- “é nele que deve ser cultivado o fruto”, se o coração não for transformado, a pessoa não conseguirá esconder por muito tempo.

3.2. Só o fruto do Espírito pode tornar o homem manso.
- “O Pecado plantou na humanidade”, com a queda do ser humano, ele teve a sua natureza perfeita corrompida pela mistura com o pecado, fazendo o ser humano apresentar características que só existiam em Satanás.
- “promover o desenvolvimento desta característica em outro homem”, não se desenvolve pelo estudo e nem pela imposição de mãos, a pessoa precisa quere e buscar a comunhão com o Santo Espírito.
- “após se encontrar com Deus tornou-se o homem mais manso”, foi a convivência com o Senhor e não o ensinamento acerca Dele que fez Moisés mudar suas atitudes.

3.3. O fruto amadurece por inteiro.
- “as características do fruto do Espírito Santo são interligadas”, isso porque é um único fruto, por isso quem produz esse fruto em sua vida, produz todas as características.
- “Cristão que falta ter alguma característica”, é possível que esteja fingindo possuir as outras.

CONCLUSÃO
- “de todas as maneiras nos tornar iracundos”, é o que está sempre nervoso com todos e com tudo.
- “conhece as artimanhas do inimigo”, nossa luta não é contra a carne, mas contra o inimigo de nossas almas. Quando alguém nos provoca não podemos revidar, pois estamos em outra batalha maior e se gastarmos energia lutando contra os nossos irmãos não venceremos aquela outra luta.

sábado, 11 de junho de 2016

A Fé nos Mantém na Presença de Deus

ESCOLA DOMINICAL BÉTEL - Conteúdo da Lição 11 - Revista da Editora Bétel.

                                                              

                                               12 de Junho de 2016.

Texto Áureo

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11.6


Verdade Aplicada
A fé como fruto do Espírito nos capacita a mantermos firmes em Cristo, aguardando o cumprimento da promessa de vida eterna.

Textos de Referência.

Hebreus 11.1-3
1 Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem.
2 Porque, por ela, os antigos alcançaram testemunho.
3 Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

Jo 5.4
4 Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água, e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.

Introdução
A partir desta lição, estudaremos a terceira e última seção do fruto do Espírito: fé, mansidão e temperança. Estas três características nos mostram o que fazer para fortalecer a nossa comunhão com o Criador.

1. Fé: uma representação de fidelidade.
O estudo destas três características certamente servirá para clarear o nosso entendimento acerca da necessidade da busca pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo por aqueles que esperam viver uma vida em Cristo. Daremos início a esta seção falando sobre a fé, que é representada por nossa fidelidade ao Senhor (Hb 11.1).

1.1. Agradando a Deus através da fé.
Fé é a característica que devemos buscar desenvolver da melhor forma possível, pois sem ela não poderemos agradar ao Senhor (Hb 11.6). É através da fé que nos tornamos mais íntimos de Cristo, porque nela temos a firme certeza do cumprimento da promessa divina acerca da vinda de Seu Filho para buscar os Seus. É importante destacar que a fé não consiste somente em crer e confiar em Deus. A fé apresentada por Paulo como característica do fruto do Espírito está relacionada à busca pelo servo de Deus em ser honesto e fiel, pois, sendo Deus fiel, Ele espera que também sejamos, para que possamos desfrutar de uma perfeita comunhão com Ele através da pessoa de Seu Filho (1Co 1.9).

1.2. A fé nos mantém fiéis ao Criador.
Quando o homem consegue desenvolver a fé do fruto do Espírito, ele passa por um processo de renovação que o mantém fiel ao seu Criador; independentemente da situação a qual venha ser exposto. Se em alguma circunstância se apresentar uma condição propícia à infidelidade, o homem de fé certamente irá negar-se a si mesmo, permitindo que a ação do fruto do Espírito domine o seu interior. A fé nos leva a entender que mesmo em meio a tribulações da vida é melhor seguir a Cristo (Lc 9.23). A certeza da nossa fé e a pureza de nosso coração nos colocam debaixo da provisão de Deus, pois Ele é o único que pode nos dar garantia de que irá cumprir o que prometeu (Hb 10.22-23).
1.3. A fé nos garante a vitória do arrebatamento.
Em alguns momentos da vida, o servo fiel passa e passará por situações de sofrimento. Entretanto, não podemos permitir que tais sofrimentos abalem a nossa fé. Se permanecermos fieis a Cristo, teremos então a nossa fé purificada e isso irá nos garantir uma certeza de vitória no dia da vinda do Cordeiro. O Senhor Jesus tem em alta conta aqueles que são perseverantes nas provações e que em todo tempo têm firmada sua fé nEle. Uma postura de fé é preciosa aos olhos de Deus e tem um valor inestimável por toda eternidade (1Pe 1.6-7). Ter um posicionamento firme de fidelidade fornece ao indivíduo a certeza da salvação (1Co 15.58).

2. A fidelidade de Deus e a mídia.
Os cristãos enfrentam um grande problema na sociedade atualmente: conviver com uma mídia doente e perversa. No entanto, a Bíblia nos orienta a não nos conformamos com este século (Rm 12.2). Devemos nos fortalecer sempre na Palavra de Deus (At 2.40; Tt 2.12; Hb 3.12-13; Tg 4.4; 1Pe 1.13-15).

2.1. Fé: a certeza do arrebatamento.
Os meios de comunicação estão recheados de falsas informações de como se dará a a vinda do Cordeiro. Todavia, aqueles que encontraram o verdadeiro motivo de viver em Jesus não podem compactuar com estes ensinamentos. O amadurecimento da fé promoverá não só a certeza da vinda de Cristo, como também o desejo incontido de pregar o Evangelho genuíno, no qual a segunda vinda é apresentada de forma clara e inquestionável (Jo 14.12, 18; At 1.11). A fé afasta qualquer dúvida acerca do arrebatamento (1Ts 4.13).

2.2. Experimentado o caráter divino por meio da fé.
Existe um parâmetro de relacionamento entre Deus e o homem. Este parâmetro está fundamentado na verdade. Apesar de o homem ter se voltado contra o criador, indo em direção ao pecado, Deus, através da Palavra da Verdade, providenciou um meio de restauração para humanidade. Tal evento se deu pela fidelidade expressa por meio de Seu caráter imutável (2Tm 2.13). O fruto do Espírito é o meio pelo qual temos acesso ao caráter divino. Ao encontrarmos com Cristo e recebermos do Espírito Santo o fruto, temos que dar início ao processo de amadurecimento. Buscar ter em nós a característica do fruto identificada como fé, nos aproximado caráter divino e consequentemente do próprio Deus (Hb 11.6).

2.3. Fé permanente.
Quando aceitamos a Cristo, somos impactados com um sentimento indescritível de crer Naquele que o Senhor nos enviou. A transformação pessoal é tamanha e cumpre o que diz a Palavra de Deus: o indivíduo se torna verdadeiramente uma nova criatura (2Co 5.17). Entretanto, através do fruto do Espírito Santo, o sentimento de fé e fidelidade permanece promovendo a alegria e a felicidade de poder experimentar o melhor de Deus em sua vida. A fé permanece em nós justamente para que possamos cumprir a nossa carreira (2Tm 4.7). Essa fé só habita na vida daquele que realmente creu no filho de Deus e seguirá com Ele por toda eternidade.

3. Lições práticas.
O texto de Hebreus 11 nos apresenta a galeria dos heróis da fé. Como é gloriosa a vida de todos que escolhem viver uma vida de fé no Filho de Deus (Gl 2.20).

3.1. Vivendo a fé de Abraão.
Pela fé somos identificados como filhos de Abraão, o que nos coloca em pé de igualdade com o pai da fé no que diz respeito a viver uma vida de fé e esperança, apesar de todas as lutas que possam surgir diante de nós. Abraão teve uma vida completamente protegida e movida pela sua imensa gratidão e fé. A fé de Abraão foi-lhe imputada por justiça porque creu na promessa de Deus (Rm 4.17-24). Sara riu (Gn 18.12-13), mas Abraão creu. O inimigo cria artifícios para colocar dúvidas em nós, mas nunca podemos deixar de crer em tudo que o Senhor nos prometeu. Isto provará a nossa fidelidade.

3.2. Socorro através da fé.
A fé transforma a nossa vida. Quando vivenciamos as manifestações do agir de Deus em nossas vidas experimentamos o poder da fé. Ver o agir de Deus faz com que nossa certeza aumente em relação à Sua existência (Jó 42.5). Os apelos midiáticos e tecnológicos tentam, através de todos os meios, nos entristecer, derramando uma enxurrada de informações que visam destruir a nossa fé. Contudo, o servo fiel não se deixa confundir, antes coloca-se aos pés do Senhor, rochedo forte e socorro bem presente na hora da angústia (Sl 18.2; 46.1).

3.3. Uma tremenda expressão de fé.
O texto de Habacuque 3 nos apresenta uma tremenda expressão de fé. Quando vemos o profeta fazendo aquela que talvez seja a oração que mais represente uma situação de fé convicta, somos surpreendidos por uma posição que só tem quem conhece o verdadeiro Deus. O profeta Habacuque declara que, não importa o que aconteça, não perderá a sua alegria, pois a sua fé lhe garante o que de melhor o homem pode receber do Senhor: a sua salvação (Hc 3.17-18).

Conclusão.
Chegamos ao final do estudo acerca da fé. Vimos através dele que, se vivermos uma fé diária e permanente, nada que venha das mãos do inimigo terá poder para nos atingir e nos tirar da centralidade da vontade de Deus. Viveremos de fé em fé, de glória em glória (Rm 1.17; 2Co 3.18).

sábado, 4 de junho de 2016

Bondade: a Prática do Amor Sem Expectativa de Recompensa

Conteúdo da Lição 10 - Revista Betel.

                                                             05 de Junho de 2016



Texto Áureo
“Eu próprio, meus irmãos, certo estou, a respeito de vós, que vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros”. Romanos 15.14

Verdade Aplicada
Bondade é a capacidade de praticar o bem, sem expectativa de recompensa.

Textos de Referência.

Efésios 5.9
9 (Porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade)

Romanos 15.2
2 Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.

Efésios 4.28
28 Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade.

Salmos 145.6-7
6 E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.
7 Publicarão abundantemente a memória da tua grande bondade e cantarão a tua justiça.

Introdução
Bondade não é o mesmo que benignidade, pois determina uma ação mais imediata nas relações interpessoais. Ser bom quer dizer praticar a bondade independente de alguma recompensa.

1. Fazendo o bem e desprezando o mal.
O indivíduo que desenvolve a bondade passa a ter atitudes altruístas em prol de alguém ou da comunidade. É impossível ser fiel a Deus e não se importar com o mal alheio, pois a bondade é a capacidade de fazer o bem e desprezar o mal (Mt 21.13).

1.1. Um ato de bondade transforma uma vida.
A bondade é a prática do amor. É ser uma benção na vida daqueles que estão próximos (Rm 15.14). A prática da bondade será sempre acompanhada por uma recompensa divina, pois habilita o homem a alcançar o favor do Criador, ao passo que o que escolhe fazer o mal receberá condenação (Pv 12.2). Ser bom para o cristão é uma obrigação, pois pela graça de Deus recebeu a maior de todas as bênçãos oferecidas à humanidade através de Cristo. Praticar a bondade nem sempre é entregar coisas materiais aos necessitados, mas sempre estar disposto a oferecer algo que mudará vidas (At 3.6). Ser bom proporciona um grande sentimento de satisfação para quem pratica a bondade (At 3.8).

1.2. Ser bom é ser generoso.
A bondade é também generosidade. O indivíduo habituado a praticar o mal recebe de Cristo, através do amadurecimento do fruto do Espírito, a capacidade de ser bom! Praticar a bondade passa a ser algo extremamente gratificante, pois percebe que através de suas ações muitas pessoas são abençoadas e a recompensa para sua vida também virá em forma de bênçãos sem medidas (Mt 10.42). Praticar a bondade garante um prêmio e isto faz com que passemos a desejar afetuosamente o amadurecimento do fruto do Espírito.

1.3. Apresentar padrões bíblicos é um ato de bondade.
Os apelos midiáticos tendem a levar a humanidade para atitudes de perversidade, mostrando a todo tempo uma vida fora dos padrões bíblicos, aliando este estilo de vida a uma vida próspera. O uso de drogas e prostituição, entre outros, são representados como símbolos de liberdade e sucesso financeiro. Entretanto, este estilo de vida afasta o indivíduo da presença de Deus. Ser bom também é mostrar a todos o que está garantido ao homem que escolhe andar segundo os conceitos do mundo, que se nega a viver segundo os conselhos (Sl 1).

2. Desfrutando da bondade de Deus.
O fruto do Espírito é representado no homem pela manifestação do caráter de Deus naquele que O busca. Em Cristo experimentamos a bondade do Senhor personificada. Através de Jesus. A humanidade pode desfrutar das mais ricas bênçãos advindas das mãos de Deus pela Sua infinita bondade (Lm 3.25).

2.1. A bondade de Deus produz vida.
Desde a criação do homem, o Criador providenciou para que todas as coisas estivessem à sua disposição (Gn 2.7-15). A bondade de Deus proporcionou ao homem viver em um lugar onde tudo era perfeito. Por um ato de desobediência, o homem perdeu tudo que havia recebido das mãos do Criador, pois, ao entregar o Jardim do Éden para que Adão cuidasse, lhe advertiu que não deveria tocar na árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17). Ser bom faz parte da essência de Deus. Sendo assim, Ele não levou em conta o pecado e providenciou por um ato de bondade um plano de salvação para a humanidade, fornecendo uma nova vida em Cristo (Ef 2.1).

2.2. A humanidade e a bondade de Deus.
A bondade de Deus não cessou depois do pecado. Se levarmos em conta que tudo que a humanidade desfruta é pela bondade dEle, concluímos que a Sua generosidade é sem medida. O Senhor tem nos garantido o que é necessário para uma vida abençoada e feliz. Ele nos deu vida e providenciou que tivéssemos saúde para que, com o nosso próprio esforço, pudéssemos trabalhar e ganhar o nosso sustento e, sobretudo, alcançar uma vida digna e feliz. A felicidade alcançada pelo indivíduo através das bênçãos recebidas de Deus deve ser compartilhada. Assim como Ele foi generoso (Jo 3.16), devemos expressar a nossa generosidade com os que estão próximos.

2.3. Liberalidade é bondade.
Quando intencionava levar o homem a pecar, Satanás usou sua arma mais perigosa: a mentira. Em seu diálogo com Eva, afirmou que o Criador não estava disposto a dar ao homem conhecer os mistérios da eternidade (Gn 3.4-5). Tal afirmativa do inimigo não é verdadeira, pois o Senhor nunca se furtou de se fazer conhecido do Seu povo (Hb 8.10-11). Durante Seu ministério terreno Deus humanizado fez questão de revelar Seus segredos (Mt 13.11). À Igreja, Ele autorizou Paulo a mostrar como receberíamos os mistérios dos céus (Ef 1.9), fazendo dos Seus servos guardiões destes ministérios (1Co 4.11). Caso o indivíduo não saiba como agir com bondade, peça sabedoria ao Criador, pois até a Sua sabedoria Ele nos dá com liberalidade, que é uma expressão de bondade.

3. Lições práticas.
Ao iniciarmos o estudo desta segunda seção do fruto do Espírito (Gl 5.22), declaramos que a longanimidade, benignidade e bondade são difíceis de serem desenvolvidas porque, em muitos casos, mexem com traços inerentes à nossa personalidade.

3.1. Ser bom é abrir mão do nosso eu.
Estas três características são responsáveis pelo bom relacionamento que o servo de Deus deve procurar desenvolver com todos os que estão ao seu alcance. Isso significa que em muitos momentos deveremos abrir mão de nós mesmos para sermos longânimes, benignos e bondosos. Uma vez que somos salvos, lavados e remidos pelo sangue dp Cordeiro (Mt 26.28), não podemos nos relacionar com o próximo fora dos padrões bíblicos (1Jo 1.7).

3.2. O fruto promove a santificação.
A ação produzida pelo amadurecimento do fruto do Espírito Santo irá nos garantir uma vida de paz com os outros e tal postura nos elevará a condição de servos verdadeiramente santificados pela Palavra. Uma conduta de cristão irá nos proporcionar viver diante do Senhor por toda eternidade (Hb 12.14). A santificação é o único meio de ver o Senhor. O amadurecimento do fruto é parte indispensável do processo de santificação. Se deixarmos levar por informações negativas apresentadas pelos meios de comunicação, estaremos abrindo mão de ter comunhão com os nossos irmãos, uma exigência de Jesus para que possamos caminhar em direção ao céu (At 2.42).

3.3. Permanecendo naquilo que aprendemos.
Ser bom pode, para muitos parecer sinônimo de tolo. Entretanto, sabemos que o nosso Criador em todo tempo se mostrou bom para a humanidade. Ser bom é desafiar todos os conceitos pregados pela cibercultura que, segundo Pierre Lévy, “designa a cultura contemporânea marcada pelas novas tecnologias digitais e como ocorrem interações entre as novas tecnologias e a sociedade”. O servo fiel deve manter a postura de acordo com o que aprendeu através do Evangelho (2Tm 3.13-15).

Conclusão.
Quando recebemos o fruto do Espírito, é plantado em nós um bom tesouro. A partir deste instante, o coração começa a produzir coisas boas e a compartilhar bondade, não permitindo que maus sentimentos sejam reproduzidos através de atos falsos de bondade (Mt 12.35).

Quem pode tomar a Santa Ceia?

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