segunda-feira, 26 de abril de 2021

Conteúdo da Lição 5 - Revista da Editora Betel

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da Editora Betel


Efeitos Danosos do Complexo de Superioridade

04 de maio de 2014


TEXTO AUREO

“Porque o dia do Senhor dos Exércitos será contra o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;” Is 2.12



VERDADE APLICADA

A soberba é um mal que precede à queda.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Dn 3.1 - O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia.
Dn 3.2 - E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para que viessem
à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Dn 3.3 - Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.
Dn 3.4 - E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas:
Dn 3.5 - Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o Rei Nabucodonosor tem levantado.


INTRODUÇÃO

O assunto que vamos abordar nesta lição nos mostra o quanto uma pessoa pode ser atormentada por falta de autoconhecimento. O complexo de superioridade não é, na verdade, uma patologia. Ele se apresenta em pessoas que não conseguem lidar com o seu complexo de inferioridade.


1. O complexo de superioridade na Igreja

Na Igreja, como em qualquer outro lugar da sociedade, é possível perceber que algumas pessoas demostram sentir uma incrível necessidade de autoafirmação, apresentando-se como alguém altamente capacitado em todas as áreas. O sujeito credita ser o melhor em tudo e para todos. Esse tipo de comportamento pode ser um indicativo de que, na realidade, ele sofra do complexo de inferioridade, uma vez que esse complexo se manifesta maquiado como um complexo de superioridade.


1.1. O que é complexo de superioridade?

Segundo Gari Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica, o complexo de superioridade, na verdade, esconde o complexo de inferioridade. Isto é, o indivíduo tem dificuldade em lidar com suas próprias limitações tais como: medo da rejeição, insegurança, baixa autoestima, entre outros. Isso leva o indivíduo a estar sempre querendo se mostrar melhor do que os outros, o que geralmente não passa de uma tentativa de compensação para um sentimento de inferioridade. A pessoa deseja que os outros reconheçam seu valor, porque ela mesma não está convencida de que valha alguma coisa. Vive em busca de elogios e aprovações que a façam se sentir importante pois não encontra esse senso de valorização dentro de si mesma. No capítulo dois do livro de Daniel, o rei Nabucodonosor demonstra sua incapacidade em conhecer os caminhos de sua psique e vê-se desesperado por não conseguir decifrar o que estava oculto em seu sonho. Sonho este que, ele mesmo já não se lembrava (Dn 2.5).


1.2. A falta de autoconhecimento induz ao erro

Os caminhos da psique, na maioria das vezes, são desconhecidos (Jr 17.9), por isso, é comum vermos as pessoas tomando determinadas atitudes, sem perceberem a razão que as motivam. O complexo de superioridade funciona como um desejo de autoafirmação do próprio indivíduo, muito mais do que para os outros. A demonstração do poder de Deus, através de Daniel, na interpretação do sonho do rei Nabucodonosor, não foi o suficiente para que ele mudasse seu comportamento, e, mais uma vez, o complexo de superioridade do rei o leva a cometer novos desatinos. Ao mandar construir uma estátua de ouro, com vinte e sete metros de altura, por aproximadamente três de largura (Dn 3.1), evidencia seu desejo em tentar provar sua capacidade em fazer um deus mais poderoso do que o Deus de Daniel.


1.3. Sintomas mais comuns do complexo de superioridade

Aquelas pessoas que geralmente apresentam um comportamento agressivo ou de prepotência em relação aos outros, na maior parte dos casos, são diagnosticadas como portadoras dessa enfermidade da alma (Pv 21.24). Também podemos encontrar, nessas pessoas, atitudes altruístas, pois buscam provar para si próprias que são melhores do que todos por estar fazendo o bem. No entanto, quando são expostas a momentos de muita pressão e ansiedade, revelam a sua face real apresentando os sintomas do complexo de superioridade (Dn 2.12). Vemos Nabucodonosor, tecendo elogios a Hananias, Misael e Azarias, por suas habilidades e conhecimentos (Dn 1.20), contudo, isso não foi levado em consideração, quando eles não se curvaram ante a sua estátua (Dn 3.15). A atitude de Nabucodonosor em condená-los à fornalha (Dn 3.19-20) revela-nos um dos sintomas do complexo de superioridade, onde a aparente bondade é a máscara que esconde o desejo de ser o melhor para que não se sinta inferior.


2. Um mau exemplo

Sem dúvida alguma, poderíamos citar outros personagens bíblicos, que também ilustrariam bem o tema desta lição, todavia vamos nos deter em analisar a pessoa do rei Acabe. Ele era marido de Jezabel e seu enorme desejo de se sentir poderoso fez com que perseguisse os profetas do Senhor. Seu fim aconteceu tal qual como o Senhor havia dito, e os cães lamberam o seu sangue: “E, lavando-se o carro no tanque de Samaria, os cães lamberam o seu sangue (ora as prostitutas se lavavam ali), conforme a palavra que o Senhor tinha falado” (lRs 22.38).


2.1. A ânsia pelo poder

Ao suceder seu pai, o rei Onri, ao trono de Israel (Rs 16.29). Acabe toma uma atitude que desagrada, não apenas ao povo, mas também profundamente ao Senhor. Ao casar-se com Jezabel, filha do rei dos sidônios, ele deixa claro que, em seu reinado, não haveria lugar para o governo de Jeová. E um de seus primeiros atos foi construir um lugar de adoração ao deus Baal (lRs 16.31-32), esse comportamento demonstra sua intenção em provar que era poderoso.


2.2. Um homem fraco escondido sob a falsa superioridade

Com o passar do tempo, Acabe se revela um homem fraco e omisso diante das atitudes de Jezabel, que assumiu o comando do reino e mandou matar os profetas do Senhor (lRs 18.4), intensificando e solidificando o culto a Baal (lRs 118.19). As atitudes de Acabe em tentar se mostrar um homem cada vez mais poderoso e temido pelo povo, na realidade, escondiam sua incompetência e sua insegurança em relação ao domínio que sua mulher exercia sobre ele.


2.3. Um forte desejo de se sentir superior

Um forte indício de que Acabe era acometido pelo complexo de superioridade, encontra-se no episódio em que ele cobiça a vinha de Nabote. Ele não admitia que alguém pudesse possuir algo de maior qualidade e de beleza, uma vez que ele era o rei. Então, revestido da autoridade que sua posição lhe conferia, ordenou a Nabote que lhe entregasse a sua vinha. Uma característica marcante do complexo de superioridade é a de que o indivíduo não respeita quaisquer instituições ou limites e pleiteia para si todos os direitos (2Rs 2.4). No entanto, diante da recusa de Nabote, Acabe logo revelou sua baixa autoestima, externando sua fraqueza e seu abatimento por não conseguir a realização do seu desejo. Na presença de Jezabel (lRs 21.5-6), o rei revela o seu real sentimento de inferioridade, e mais uma vez, deixa-se influenciar por sua mulher para se sentir alguém superior.


3. Um velho conhecido da Igreja

A igreja do Senhor conhece bem um ser que, desde há muito tempo, tem tentado de todas as maneiras, parecer superior perante a humanidade. Estamos aqui trazendo ao nosso estudo a figura nefasta de Satanás, que, ao longo dos tempos, não tem poupado esforços para se mostrar superior em suas atitudes, levando muitos se perderem em seus planos ardilosos, inclusive utilizando sua mais poderosa arma: a mentira (Jo 8.44).


3.1. Uma tentativa desastrosa

Ao se reportar a Eva, no Jardim do Éden, o diabo não mediu esforços para tentar provar seu conhecimento acerca do Criador. Ele se apresentou como detentor do conhecimento e sobre a qual realmente seria a intenção de Deus em relação ao homem. Segundo Satanás, o Senhor teria interesse em manter um segredo, através do qual manipularia o homem com um fantoche em suas mãos (Gn 3.1-5).


3.2. O domínio exercido por Satanás

Pessoas que sofrem de complexo de superioridade se tornam alvo fácil ao domínio de Satanás, uma vez que ele próprio foi acometido desse mal. Quando os profetas o comparam ao rei da Babilônia (Is 14) e de Tiro (Ez 28), percebemos que isso está relacionado ao fato de esses reis terem exigido para si adoração como divindade, à semelhança da atitude do inimigo, o que lhes garantiu o mesmo fim, isto é, a queda.


3.3. O desejo desenfreado de querer ser adorado

Em sua frustrada intenção de tentar a Jesus após quarenta dias de jejum, o diabo expõe seu desejo em parecer poderoso e, em determinado momento do seu diálogo com o Mestre, coloca-se como dono do mundo, oferecendo algo que não lhe pertencia em troca de adoração. “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lc 4.5-6).


CONCLUSÃO

Outros personagens poderiam colaborar com o nosso estudo como: Golias, Saul, Ninrode, etc. Porém, mesmo que alguns desses não tenham encontrado a resposta para os seus males, sabemos que todo aquele que se encontra com Jesus, descobre que o menor no Reino dos Céus é o maior na Terra (Mt 11.11). Em Cristo encontramos todas as respostas para usufruir de uma vida abençoada, sem necessidade de parecer superior a ninguém. Sentir-se interiormente inferior, pode levar o indivíduo a compensar tal sentimento com a superioridade e isso é um indicativo de que precisa procurar ajuda terapêutica.

Comentarista: Pr. Israel Maia

Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


Vencendo a Timidez e Suas Consequências
27 de abril de 2014

TEXTO AUREO
“Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.” Js 1.9


VERDADE APLICADA

A timidez pode impedir a concretização dos propósitos de Deus para nossa vida.


TEXTOS DE REFERÊNCIA


Êx 3.1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
Êx 3.2 - E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êx 3.3 - E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima..
Êx 3.4 - E, vendo o Senhor que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.


INTRODUÇÃO

Abordaremos um tema que possivelmente fará com que muitos se identifiquem, talvez não por serem tímidos, mas por conhecerem ou conviverem com pessoas tímidas ou extremamente tímidas. Quase a metade da população relata sofrer de timidez. Todos somos tímidos, em algum grau. E isso não é problema. Só é quando isso interfere em nossa vida social. Timidez e acanhamento, no fundo, é uma questão de confiança. Confiança em si mesmo!


1. que é a timidez?

A timidez se caracteriza por um desconforto diante de situações sociais, desconforto que “atrapalha o indivíduo na conquista de seus objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais”. Estudos recentes confirmam que ninguém nasce tímido nem se sente tímido o tempo todo. As pessoas ficam tímidas quando se sentem em situações de inferioridade ou vulnerabilidade. Portanto como cristãos precisamos reagir contra este sentimento (Is 35.3,4).


1.1. As causas da timidez

É importante ressaltar que uma pessoa dificilmente sentirá timidez ou acanhamento se desfrutar de uma infância saudável, estabelecendo e mantendo relação de confiança com os pais. Quando confia nos pais, confia na escolha certa e no caminho a percorrer (Pv 22.6), não tem medo de expressar seus sentimentos, e quando é colocado à prova, aceita desafios. Quando os pais, a sociedade e a “educação”, impõem à criança determinados comportamentos, podem comprometer seriamente sua subjetividade. Por exemplo, quando, a criança é constantemente criticada por ser demasiadamente lenta, atrapalhada, calada ou falante demais, isso pode deflagrar ódio por suas singularidades. A criança se sente ferida, diminuída e se fecha, tornando-se um adulto dependente e com pouca confiança em si mesmo.


1.2. Tipo de timidez

O tímido tem dificuldades em enfrentar situações novas, fazer amigos ou namorados, o que torna seu círculo social extremamente reduzido e também não consegue apresentar trabalhos estudantis, profissionais ou sociais. Vamos conhecer três graus de timidez: Leve: Sofre de pequenos momentos de timidez, mas não frequentes e aprendeu a fazer o esforço necessário para vencer esses instantes que lhe possam causar problemas. Moderada: É certamente tímido, mas consegue escondê-lo. Tem muita consciência dos seus atos e esforça-se por exprimir-se e obter o respeito dos outros. Extrema: É profunda e obsessivamente tímido. Naturalmente, desistiu de tentar vencer a sua timidez, que lhe arruinou a vida e o impediu de realizar-se, já há muito tempo.


1.3. Timidez ou fobia social?

Quando a timidez é exacerbada, torna-se uma fobia social ou ansiedade social, que afeta 7% da população mundial. A ansiedade social é o medo de situações sociais que envolvam interação com outras pessoas. É o medo de ser julgado e avaliado por outras pessoas. Algumas pessoas desenvolvem a fobia social, sem necessariamente ter experimentado a timidez, mas muitos tímidos evoluem para essa condição por negligenciar sua dificuldade e rejeitar as opções de tratamento. Enquanto na timidez a pessoa sente desconforto, mas ainda enfrenta os desafios do cotidiano, na fobia social ela passa a evitá-los, isolando-se gradativamente. No caso da fobia social, as consequências podem ser devastadoras: geralmente o fóbico começa abandonando a convivência social (escola, faculdade, emprego, reuniões, festas) e termina no isolamento e no ostracismo.


2. O tímido tem muitos medos

O tímido tem medo de gente, tem medo de não ser aceito e tem medo de ser rejeitado! Ele possui pensamentos e sentimentos negativos sobre si, sentimentos de inferioridade, sua autoestima e confiança em si mesmo são muito baixas, tem medo de errar, etc.. Esta atitude é anticristã, pois para nós agradável é viver em comunhão (SI 133).


2.1. Os sintomas fisiológicos mais observados da timidez

A timidez pode provocar a aceleração dos batimentos cardíacos, isto é, a pessoa sente seu coração pulsando mais forte. Outro sintoma é secura na boca, especialmente sob estresse. A pessoa não produz saliva suficiente para manter a boca úmida. O tímido também experimenta tremores no corpo ou na voz, sente sua face ficar vermelha por vergonha, transpira excessivamente e pode gaguejar, prejudicando, assim, sua comunicação com outras pessoas.


2.2. Os sintomas comportamentais mais comuns da timidez

As reações expressas no comportamento da pessoa tímida são visíveis através da sua inibição, sente-se extremamente envergonhadas em locais públicos ou em ambientes que não conhecem. A passividade é uma característica própria da pessoa tímida, ela não consegue ser proativa, não toma iniciativas ainda que tenha ideias não assume para si a responsabilidade de promover mudanças. Outro sintoma claro da timidez é não conseguir encarar as pessoas, olhando-as dos olhos, evitam o contato visual. Elas falam baixo, a voz é quase inaudível e a expressão corporal desses indivíduos é muito reduzida, movimentam-se pouco, pois querem passar despercebidos nos ambientes. Apresentam comportamentos nervosos.


2.3. Os sintomas afetivos da timidez

Finalmente os sintomas afetivos percebidos em pessoas tímidas são vergonha, tristeza, ansiedade e baixa autoestima. A autoestima não é inata, isto é, não nasce com a pessoa ela é construída. Depende do quanto a pessoa se sente aceita, respeitada e valorizada principalmente em sua infância. O isolamento é sintomático e acontece em efeito dominó. Pode começar com a reclusão e terminar em depressão profunda.


3. Moisés é confrontado com sua timidez

Há vários casos de tímidos na Bíblia, pessoas como Gideão (Jz 6.2,3,11-15), o profeta Jeremias (Jr 1.4-6) e o caso de Moisés (Êx 3.11). Ele nasceu numa época em que os hebreus eram escravos no Egito. Faraó com receio do crescimento do povo hebreu ordenou que toda criança do sexo masculino fosse sacrificada (Êx 1.22). Mas, Moisés foi salvo pela filha de Faraó e adotado por ela como um filho. Foi educado em toda ciência dos egípcios, sendo poderoso em palavras e obras (At 7.22). Viveu durante os primeiros quarenta anos de sua vida como um príncipe e, num certo dia, saiu para ver seus irmãos hebreus quando encontrou um egípcio espancando um homem do seu povo. Matou o egípcio com as próprias mãos e escondeu na areia. Contudo, a notícia se espalhou e Faraó procurou matá-lo. Moisés teve que fugir para as terras de Midiã, onde passaria os próximos 40 anos. Refugiado e com muito medo, Deus aparece a ele, dando-lhe um propósito maior na vida. Moisés seria levantado para libertar sua família e todo o seu povo. Seu trauma de fugitivo, contudo, falou mais alto, transformando-o em um homem tímido. Segundo o dicionário, tímido é alguém assustado, medroso, receoso, sem coragem. Era exatamente assim que Moisés se via. “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Êx 3.11).


3.1. Um homem tímido e o desafio de liderar

Sua opinião a respeito de si mesmo era. muito diferente da opinião que Deus tinha; Sua timidez era fruto do seu olhar fixo em suas limitações, fracassos e frustrações. Apesar das garantias e provas incontestes da presença de Deus ao seu lado naquela missão (Êx 3,12), sua resistência ao chamado de Deus foi grande. Moisés hesitou, mas, finalmente, aceitou o desafio.


3.2. A cura da timidez e da autoestima de Moisés

Só depois que o Senhor curou Moisés de sua timidez, ele pôde ter autoridade espiritual para a vida e para o ministério. O tímido Moisés se tornou o instrumento de Deus, porque aceitou a missão como a razão de ser da sua vida. Somente quando a pessoa encontrar a sua missão, é que se sentirá independente do julgamento dos outros. Se ela compreender o seu próprio valor, sua autoestima não dependerá mais do comportamento do outro ou do que o outro diz. Não serão mais importantes nem elogios, nem as críticas, porque ela encontrará a dignidade de existir ao aceitar o seu ministério, sua missão. Portanto, não queira ser igual a ninguém. Apenas, melhore suas diferenças.


3.3. A vitória de Moisés sobre a timidez

Em Deus, a ousadia tomou o lugar da covardia, a coragem dominou a timidez. A força do propósito produziu coragem em seu coração. Cerca de três milhões de pessoas foram libertas da tirania do Egito. Morreu aos cento e vinte anos sem que seus olhos tivessem enfraquecido ou sua força debilitada, deixando povo preparado para adentrar a terra prometida.


CONCLUSÃO

Algumas pessoas, por mais que tentem, acabam desistindo de lutar contra a timidez. É importante saber que timidez não é doença, não é defeito e não faz de ninguém um ser inferior aos demais. Deus quer nos libertar de toda timidez para nos comissionar como libertadores de nossa família e de nosso povo!

Conteúdo da Lição 3 - Revista da Editora Betel

 

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Como Vencer a Angústia
20 de abril de 2014

TEXTO AUREO
“Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã, louvarei com alegria a tua misericórdia, porquanto tu foste o meu alto refúgio e proteção no dia da minha angústia”. SI 59.16

VERDADE APLICADA
Em momentos de angústia, devemos ter fé para confiar no Senhor e na sua resposta.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
ISm 13.5 - E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel: trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está a borda do mar; e subiram e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Áven.
ISm 13.6 - Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em angústia (porque o povo estava apertado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas,
ISm 13.7 - e os hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e, estando Saul ainda em Gilgal, todo o povo veio atrás dele, tremendo.
ISm 13.22 - E sucedeu que, no dia da peleja, se não achou nem espada, nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; porém acharam-se com Saul é com Jônatas, seu filho.
ISm 14.6 - Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.
ISm 14.7 - Então, o seu pajem de armas lhe disse: Faze tudo o que tens no coração; volta, eis-me aqui
contigo, conforme o teu coração.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, abordaremos a angústia: uma enfermidade da alma, caracterizada por uma busca desenfreada do homem por preencher algo que lhe corrói o interior. Um sentimento insaciável rasga o peito, gritando para ser alimentado e pôr fim à sua angústia, à sua dor interior e exterior, podendo causar doenças psicossomáticas.

1. O que é a angústia?
A angústia se caracteriza por um sentimento de sufocamento e sensação de aperto no peito, acompanhados da falta de humor, de ressentimento e até dor física; isso pode evoluir a outras enfermidades. Biblicamente ela ocorre pela primeira vez no episódio da queda do homem (Gn 3.7a). Quando Adão e Eva percebem que estão nus e nada mais podem fazer para retornar ao estado original, então são tomados por um estado de angústia seguido de medo (Gn 3.8-10). Assim, quando o ser humano enfrenta situações de confrontos, problemas ou cobranças, sem saber o que fazer a angústia pode se apoderar do seu coração.

1.1. Visão filosófica da angústia
Para o filósofo Arthur Schopenhauer, viver significa necessariamente sofrer. Quanto mais o homem busca a vitória, mais ele se desencanta por não conseguir conferir sentido algum à vida. Os pequenos momentos de prazer, por mais proveitosos que sejam, são insuficientes para produzir a verdadeira felicidade o que acaba por gerar a angústia. Dessa forma, para a Filosofia existencialista, o ser humano está condenado a passar pela vida como um sobrevivente, pois a angústia de viver com sofrimento, faz desse mal um problema eterno, uma doença incurável. Entretanto, para o Cristianismo, ao contrário da filosofia, nenhum ser humano está condenado a existir como sobrevivente, pois, ao encontrar-se com Cristo, uma fonte de alegria brota no seu interior (Jo 7.38).

1.2. Angústia, uma enfermidade perceptível
Embora a angústia seja uma enfermidade da alma, tal como uma doença do corpo, é possível percebê-la, como foi visto no primeiro tópico, seus sintomas são visíveis. Encontramos texto de prova em Gênesis 42.21 que nos relata, como exemplo, o caso dos irmãos de José quando chegaram ao Egito para comprar cereal e, diante da dramática exigência de trazer o irmão caçula (Gn 42.20), não sabendo que estavam diante de José, confessaram uns aos outros: “Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos...”. Assim a angústia e o sofrimento dos irmãos de José puderam ser externado e se tornaram visíveis. A angústia, segundo a Bíblia é um sentimento repressor, mas também pode ser verbalizada (Jó 7.11). Por isso, mesmo sendo cristãos, muitas vezes somos afetados por desabafos de angústias e imagens angustiantes. Para evitar ser contaminado por esta enfermidade, é preciso se refugiar na Palavra de Deus (S1119.143).

1.3. A angústia na realidade social
A angústia é uma das enfermidades da alma que mais oprime a humanidade (SI 31.10). É um sentimento desagradável que pode atingir qualquer pessoa, e infelizmente o homem não pode se desviar nem escapar dela. Lamentavelmente, como visto anteriormente, a angústia é uma consequência direta do pecado inoculado no Homem. Quando ocorre momentaneamente é apenas um reflexo natural das emoções, porém, quando se torna permanente, é sintomático de uma enfermidade da alma. Sendo assim, pessoas que apresentem o quadro de angústias podem desenvolver outros distúrbios emocionais tais como: cansaço físico e mentas, desânimo, baixa estima e depressão.

2. As diversas faces da angústia
Reconhecer um quadro de angústia é uma função que cabe a especialistas. Infelizmente, a maioria dos angustiados só procura ajuda especializada quando a sensação ruim beira o insuportável. As pessoas chegam ao pronto socorro, com dor e opressão no tórax, peso e desconforto no peito, de acordo com o cardiologista César Jardim, supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo. Os sintomas se assemelham aos de problemas cardiológicos, como infarto. Mas aqueles com problemas realmente cardiovasculares somam 30% dos casos.

2.1. O que a Bíblia diz sobre a angústia?
É muito esclarecedor e elucidativo observar que Jesus nunca afirmou que, neste mundo, não haveria sofrimento. Na verdade, muitas vezes, prega-se que, ao se tornar cristão, a pessoa não terá mais tribulações ou tentações. Mas isso não é verdade. O próprio Senhor Jesus disse claramente: “No mundo passais por aflições...” (Jo 16.33). E, então, Ele acrescenta uma pequena palavra que faz toda diferença: “mas”. Em outras palavras, Jesus nos assegura que a Sua vitória sobre o mundo é a nossa vitória também, “mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, isto é, por meio dEle, temos a possibilidade de vencer e superar a angústia.

2.2. Angústia é sinal de que há conflito
A pessoa angustiada precisa pensar e tentar discernir o que a perturba, identificar o problema. Quando existem vários problemas, é importante definir qual o pior. Definindo qual o pior problema, o passo seguinte é agir para resolvê-lo. Quando não há solução ou a solução depende de outros, a saída é aceitar a perda. Aceitar não é concordar com o fato. É olhar a realidade e concluir: “Isto ocorreu em minha vida e não posso fazer nada para mudar.” É preciso seguir em frente, pois submeter-se à vontade de Deus é libertador (Rm 12.2). Algumas pessoas parecem ter muita dificuldade em conciliar a iniciativa humana com a dependência de Deus. Elas pensam que ou se tem uma coisa ou outra. Na realidade. Ambas são inseparáveis. O senso de dependência do Senhor nos leva a uma ação corajosa, equilibrada e vitoriosa (Êx 14.15).

2.3. Angústia um sentimento comum na pós-modernidade
A angústia sem dúvida é inerente ao ser humano, mas certamente é fomentada e potencializada nas situações trágicas (Mc 13.7). O que se percebe no nosso cotidiano é uma grande angústia. Mas por que tanta angústia? Por que esse sentimento de vazio, de incompletude? Vivemos num mundo que nos diz, incessantemente, que precisamos ter satisfação logo, que a dor precisa ser evitada e/ou suprimida e que a felicidade é a melhor escolha. O medo de não fazer boas escolhas leva os indivíduos a experimentarem um sentimento de angústia que passa pela ideia de que algumas dessas escolhas podem ser definitivas e não possuem retorno. Os males pós-modernos nascem da liberdade, em vez da opressão.

3. Como lidar com a angústia
A situação na qual o povo de Israel se encontrava era extremamente difícil, quase desesperadora. Estava prestes a entrar em uma guerra com pouquíssimas chances de vencer. O adversário, o poderoso exército filisteu, somavam trinta mil carros, e seis mil cavaleiros (ISm 13.5), enquanto o exército israelita somava seiscentos homens (ISm 13.15). Enquanto os filisteus dirigiam-se à batalha armados até os dentes, entre o povo que estava com Saul e com Jônatas não se achou nem espada, nem lança. E como nenhum soldado tinha sequer uma arma, os olhares e atenções se dirigiram para Saul e Jônatas, que eram o rei e o príncipe herdeiro de Israel e os únicos a possuírem armas (ISm 13.22). Só que os líderes também não pareciam saber o que fazer.

3.1. Evitar se concentrar na dor
Diante das adversidades, temos, assim como os hebreus, a reação natural de fugir (ISm 13.6), pois elas se esconderam em todos os lugares possíveis, tentando evitar uma batalha da qual eles sabiam que não sairiam vencedores. Jônatas se encontrava em uma situação extremamente difícil. Ele estava em grande aperto, encurralado, colocado contra a parede. Humanamente, não havia saldo para aquela situação. Todavia ele foi capaz de reverter o quadro adverso de uma maneira tão inesperada e tão completa, que transformou aquela batalha em uma das maiores vitórias da história do povo de Deus.

3.2. Identificar como mudar a situação
Qual foi o segredo de Jônatas para superar sua própria angústia e conquistar uma vitória tão extraordinária? O fator determinante para o sucesso de Jônatas foi à convicção que ele tinha consciência a respeito de Deus, a compreensão do seu caráter, dos seus atributos e da sua vontade (SI 46.1). Através dele, o Senhor livrou Israel e infligiu uma pesada derrota aos seus inimigos. Os desertores saíram de seus esconderijos (ISm 14.22), os traidores voltaram a defender seu povo (ISm 14.21), e os adversários, desorientados, mataram-se uns aos outros, sofrendo uma grande derrota (ISm 14.20). O povo estava paralisado, mas Jônatas decidiu agir. Enquanto todos olhavam uns para os outros, na expectativa de que alguém tivesse uma ideia mirabolante, ele chamou para si a responsabilidade. Jônatas foi dominado pela profunda certeza de que o Senhor o chamava para a batalha.

3.3. Confiar em Deus é o segredo da vitória
Enquanto o rei Saul ficou dentro da tenda andando de um lado para o outro, imaginando quem o Senhor poderia enviar para deter os filisteus, Jônatas acreditou que esse enviado poderia ser ele próprio. Deus chamou para a batalha. Ele atendeu. Em momentos de angústia, devemos ter fé para confiar no Senhor e em sua providência. Precisamos crer no Deus que age em favor dos seus servos, que intervém na história dos homens, que é fiel às suas promessas, que socorre seus filhos que estão em grande aperto. Mas Ele também nos chama à ação, pois quer dividir conosco as experiências da batalha e os louros da vitória.

CONCLUSÃO
A consciência de que o Senhor nos chama à batalha nos deve levar ação, mas não a qualquer ação. Atirar-se afoitamente contra os obstáculos e conduzir-se de maneira impensada não é o que vai nos tirar da situação de angústia e levar-nos ao sucesso. A ação inconsequente pode ser tão ruim quanto à passividade.

Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel

 

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Vencendo o Medo da Rejeição
13 de abril de 2014

TEXTO AUREO
“Então respondeu Moisés e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu”. Êx 4.1

VERDADE APLICADA
O medo da rejeição afeta a nossa tomada de decisão em relação à obra à qual fomos separados pelo Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Ex 3.1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
Êx 3.2 - E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êx 3.6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
Êx 3.11 - Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Êx 4.10 - Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.

INTRODUÇÃO
É muito fácil encontrarmos, no meio do povo de Deus, pessoas que receberam um chamado especial e, ainda assim, sentem-se incapazes de realizá-lo. O caso de Moisés nos leva a enxergar como essas pessoas se deixam levar por um sentimento negativo que acaba por impossibilitá-los de fazer o que o Senhor espera deles.

1. O pensamento de Deus
Ao se apresentar a Moisés o Senhor já tinha em mente como iria agir em favor de seu povo. É fato e todos nós sabemos que Deus é ó Todo Poderoso e é capaz de realizar qualquer coisa, porém em muitas passagens bíblicas, vemos o Todo Poderoso se utilizando de mãos humanas para realizar a sua obra. Por exemplo em ISm 17.46, fica clara a intenção do Senhor que poderia ter matado o gigante, mas preferiu se fazer presente através da capacitação fornecida por Ele a Davi (1 Sm 17.40).

1.1. É Deus quem escolhe a quem usar
Quando o Senhor apareceu a Moisés como fogo na sarça, já tinha todo o seu projeto traçado, e, como não há dúvida em Deus, Ele sabia que Moisés era o homem certo para o serviço, contudo, durante o seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta alguns motivos que podem ser comparados com sintomas de medo da rejeição. Todo preparo recebido por ele na casa de Faraó fazia dele o indivíduo ideal para realização do projeto de Deus, contudo nele estava instalado o que se chama de medo patológico (Êx 3.11).

1.2. A excelência de Moisés
Os anos que Moisés passou na casa de Faraó, fizeram dele um homem extremamente preparado para qualquer tipo de trabalho (At 7.22) que ele precisasse desempenhar, todavia o fato de ter sido criado como príncipe se tornou num possível impedimento para realização daquilo que era o verdadeiro projeto de Deus para sua vida: a formação recebida que o tornava conhecedor de toda ciência do Egito tinha sido fornecida com o objetivo de fazer dele o futuro Faraó. No caso de Moisés, Deus permitiu que ele cometesse um desatino (Êx 2.12), para que fosse afastado dos planos dos egípcios e trazido de volta para o centro da sua vontade.

1.3. O aperfeiçoamento de Moisés
Apesar de todo preparo de que dispunha, Moisés ainda não tinha sido provado por Deus, ou seja, era preciso que ele conhecesse o que é viver inteiramente debaixo da vontade do Criador (Fp 4.12), sendo assim, torna-se pastor de ovelhas (Êx 3.1) e passa a ter conhecimento do que é ser um cuidador de vidas, um protetor e também um guia para os que não conhecem o caminho a ser seguido (Êx 14.21-22).

2. Moisés e o medo da rejeição
Como já vimos, havia, em Moisés, tudo o que era necessário para que ele pudesse servir a Deus. Tinha o conhecimento secular adquirido na casa de Faraó e agora também tinha sido preparado pelo Senhor enquanto no trato com as ovelhas. Ao contrário do que era de esperar-se dele, ao invés de aceitar imediatamente o chamado, negou usando diversos motivos, que ele considerava impedimentos, para realização do projeto divino (Êx 3.11; 4.10).

2.1. Não vão acreditar que Jeová falou comigo
Quando o homem é separado para uma obra ele é separado primeiramente por Deus; em seguida, a ação do Espírito Santo, através da vida de cada um, é que vai mostrar aos outros homens que Deus está agindo e que ele é realmente um escolhido do Senhor. Muitos que são chamados perdem a oportunidade de serem reconhecidos por sentirem-se ameaçados e com medo de não serem aceitos como foi o caso de Moisés (Êx 4.1).

2.2. O resultado do medo da rejeição
O medo da rejeição também pode levar o indivíduo a duvidar da ação divina, tornando mais difícil a sua caminhada na presença do Criador. Não é raro nos depararmos com pessoas, que, mesmo depois de terem uma experiência íntima e pessoal com Deus, ainda duvidem de Sua atuação (lRs 18.36-39 e 2Rs 19:1-4).

2.3. O risco do medo da rejeição
É natural, em quem ainda não está totalmente liberto de seus medos, ter esse tipo de atitude e negar a capacidade de Deus em fornecer a solução para todos os problemas. O perigo disso está no risco, da pessoa, com essa atitude, afastar-se da presença do Senhor, levando-o a um completo esfriamento espiritual e consequentemente à perda da salvação.

3. Vencendo o medo da rejeição
O medo da rejeição também é conhecido como fobia social, essa fobia se caracteriza pelo medo, ou até mesmo horror, que a pessoa tem de apresentar-se em público. Em alguns casos, evoluem ao ponto de tornar a pessoa completamente incapaz de comunicar-se, mesmo que seja excelente naquilo para o que foi chamada a fazer. Diante de tudo que já estudamos nesta lição, podemos agora observar que a atitude de Moisés, embora tivesse muitos motivos para não a tomar, foi a de aceitar o mandamento do Senhor, uma vez que ele pôde ver as maravilhas feitas pelo Todo Poderoso (Êx 4.3-7). A Bíblia ainda nos fornece um grande exemplo de vitória sobre o medo dá rejeição quando nos fala acerca de Zaqueu, que deu passos importantes em direção àquilo que via como excencial para uma vida feliz (Lc 19).

3.1. O medo da rejeição dificulta o encontro com o Senhor
Quem sofre de medo de rejeição apresenta um impressionante excesso de desconforto quando observado por pessoas, ou ainda, por única pessoa em eventos sociais ou quando dependam de seu desempenho (Mt 25.18,25). Esse estado emocional se apresenta também com sintomas físicos, tais como: taquicardia, sudorese, boca seca, sensação de que vai desmaiar, pânico, confusão mental, gagueira entre outros. Em seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta um desses sintomas como desculpa para não atender o chamado de Deus “não sou eloquente, pesado de boca e pesado de língua” (Êx 4.10). Diferente de Moisés o primeiro passo dado por Zaqueu foi ir ao encontro do Senhor, pois sabia que, mesmo com tudo que o povo tinha contra si, (Lc 19.2), Jesus jamais o rejeitaria. Ali estava quem realmente pode nos livrar de todo tipo de sentimento negativo (Mt 11.28). Ao saber da passagem de Cristo por Jericó, Zaqueu não pensou duas vezes, foi ter com o Mestre, venceu a sua deficiência física e procurou se apresentar a Ele (Lc 19.1-4).

3.2. Aceitar o convite do Senhor será benéfico
As prováveis causas da fobia social são medo da exposição, que, no caso de Moisés, pode ser explicado pelo fato de ele ser um fugitivo por assassinato. E a crítica? Essa ele temia por achar que os seus irmãos o desprezariam, visto que ele os havia abandonado como escravos quando poderia ter tentado livrá-los daquela situação. Rejeição por pensar que o povo hebreu pudesse se levantar contra ele por apresentar-se como um enviado do Senhor e ainda a depreciação por aquilo que ele mesmo reconhecia como uma dificuldade real, isto é, o manejo da língua ou idioma. Já Zaqueu, mesmo conhecendo que havia muitas pessoas que sentiam uma grande repulsa por ele, não se deixou levar por qualquer tipo de medo da rejeição que se pudesse fazer presente em sua alma, pelo contrário, desceu da árvore e recebeu a Jesus com um abraço, sabendo que, a partir daquele instante, as coisas começariam mudar em sua vida. Quando recebemos o Senhor, tornamo-nos participantes do seu amor e sentimos que o verdadeiro amor lança fora todo medo (Hb 2.15), assim sendo, somos revigorados para qualquer projeto que Deus tenha para nossa vida (lJo 4.18). No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, assim o que teme não é perfeito em amor.

3.3. Buscar tratamento para medo de rejeição e reconhecer sua necessidade
A ciência tem-se utilizado de diversas técnicas para o tratamento do medo da rejeição através de medicamentos que amenizam os sintomas da ansiedade. Esses medicamentos devem ser indicados unicamente por médicos e devem obedecer à individualidade de cada paciente. Existem também tratamentos com acompanhamento de psicólogos que atuam com a técnica conhecida como cognitiva comportamental. O remédio, para Zaqueu experimentar o gozo que é estar na presença do Senhor, foi a sua decisão de abrir mão daquilo que ele considerava como o mais importante em sua vida (Lc 19.8), pois havia descoberto algo de maior valor. A palavra de Jesus deu a certeza que esperava (Lc 19.9-10). Nenhum medo é motivo para que o homem abra mão das bênçãos do Senhor em sua vida.

CONCLUSÃO
Nosso estudo nos leva a descobrir que não é difícil alguém com tanta importância para Deus, como Moisés, ficar preso em seus medos. Todavia também descobrirmos que se entregarmos a Ele nossa vida inteiramente, ao exemplo de Zaqueu, estaremos livre de qualquer tipo de medo que possa tentar nos assombrar (Hb 2.15). Contar com ajuda de profissionais especializados pode fazer a diferença na hora da tomada de decisão.

Conteúdo da Lição 1 do 2º Trimestre - Revista da Editora Betel

 

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 1 do 2º Trimestre - Revista da Editora Betel


Cura Para Enfermidades da Alma
06 de abril de 2014

TEXTO AUREO
“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” Mt 9.35

VERDADE APLICADA
O Senhor sabe quem verdadeiramente somos e conhece todas as nossas dificuldades.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Jo 5.2 - Ora, em Jerusalém há, próximo à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.
Jo 5.3 - Nestes jazia grande multidão de enfermos: cegos, coxos e paralíticos, esperando o movimento das águas.
Jo 5.4 - Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.
Jo 5.5 - E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.
Jo 5.6 - E Jesus, vendo este deitado e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?

INTRODUÇÃO
Todas as pessoas, ao longo de sua existência, sofrem traumas emocionais. Isso acontece quando somos feridos pelos acontecimentos da vida ou por indivíduos, próximos a nós ou não. Os traumas podem deixar feridas profundas na alma. Sua dor é intensificada pelo senso de impotência. Sem o devido tratamento, a pessoa se fecha para o mundo, protege-se por uma muralha construída de amargura, desejo de vingança, auto piedade, medo e desconfiança. Portanto, vamos aprender como restabelecer o equilíbrio entre corpo e a mente, à luz das Escrituras, para vivermos com mais qualidade de vida (Jo 10.10b).

1. Identificando os distúrbios emocionais
Acontecimentos ruins podem acometer qualquer cristão e deixá-lo triste, amargo e até revoltado. O fato de sermos servos de Deus não nos torna imunes ao sofrimento (2Co 6.4,5); não nos isenta de dores, doenças, acidentes, contrariedades, traições, perdas, separações, injustiças, decepções e tantos outros reveses que fazem parte da existência humana. Existem certas áreas da vida humana que precisam de um toque especial do Espírito Santo, porque nem sempre a conversão do indivíduo traz cura imediata a todas as enfermidades, como acontece com os males emocionais.

1.1. A maturidade para identificar o problema
Compreendendo a necessidade de uma transformação em certas áreas de nossa vida, evitaremos atitudes extremas que são comuns em muitos lugares e situações como por exemplo, irmãos que veem a ação de Satanás em situações que não possuem respostas concretas. É preciso ter cautela ao afirmar que o diabo está ou não agindo em alguém. Pois, pela falta de discernimento de alguns líderes, muitas pessoas se sentem feridas e desiludidas, precisando de restauração, simplesmente, porque um crente espiritualmente imaturo cismou em expulsar demônios que julgava estar atuando nas pessoas. Como denuncia o profeta, é o pecado da ignorância (Os 4.6). Nem todos os comportamentos que desconhecemos têm a ver com manifestação de espíritos malignos. Não são todas as pessoas que precisam de libertação de demônios. Algumas precisam de tratamento terapêutico, ou até medicamentoso (lTm 5.23). Temos que aceitar a ciência como uma bênção divina, e não uma inimiga do Evangelho (Mt 9.12). A boa ciência tem contribuído e muito para a saúde integral dos homens há muito tempo.

1.2. Soluções bíblicas para problemas médicos
Ter mais fé, orar mais e ler mais a Bíblia são orientações comuns para solucionar os problemas de traumas, depressão e outras enfermidades da alma. Mas essas respostas são simplistas demais e denota ausência de conhecimento e sensibilidade para situações de grande complexidade. Na verdade, a pessoa que recebe essa orientação, pode acumular mais pressão sobre si, uma vez que seus problemas são de origem emocional. A sua forte sensação de culpa aumenta e redobra o seu desespero. Alguns irmãos precisam de uma orientação terapêutica na área das emoções, um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra. Assim como um leigo não pode prescrever remédio a um paciente com problemas patológicos, também é necessária a capacitação específica para cuidar de pessoas com problemas emocionais, uma vez que esses podem gerar doenças psicossomáticas.

1.3. Quais são os distúrbios (doenças) emocionais?
1. É comum as pessoas serem dominadas por complexos (inferioridade, incapacidade e ansiedade, lPe 5.7), alimentando a ideia de que nunca serão alguma coisa, que tudo dará errado e que ninguém gosta dela. 2. O complexo de perfeccionismo também é uma doença gravíssima, e a pessoa tem um sentimento interior de insatisfação (Fp 2.14); pensa que nunca faz nada direito e não satisfaz aos outros, a si mesma e nem a Deus; carrega uma sensação de culpa, sempre impulsionada pelo que sente ser seu dever. 3. Outro trauma é a suscetibilidade, pessoa supersensível e que já padeceu com muitas mágoas (Jo 21.17). São pessoas que exigem muito agrado, no entanto, por mais que seja feito algo para alegrá-las, nunca é o suficiente. 4. Também há os que são dominados por temores. Pessoas que temem demasiadamente o fracasso, e possuem tanto medo de perder no jogo da vida que nunca entram na partida (Mt 25.25). Assistem na plateia sem se comprometerem.

2. Passos importantes para a restauração
“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza” (Rm 8.26) Essa declaração do Apóstolo Paulo lembra qual é a ação do Espírito Santo na vida do cristão. Ele assiste, ou seja, acompanha em conjunto, passo a passo todo o processo de restauração de cada um. O Espírito Santo se torna companheiro, trabalhando ao lado de quem sofre, participando de todo o processo de cura (At 15.28). Ele é o terapeuta espiritual e eficaz que nos auxilia, orientando naquilo que é preciso fazer (Jo 14.16,26).

2.1. Ter coragem para falar do problema
Por mais difícil que possa parecer, é fundamental encarar o problema de frente. Admitir e falar do assunto com outra pessoa fazem parte do processo de cura. Existem problemas que nunca poderão ser solucionados enquanto não falarmos deles. As confissões possuem poder terapêutico, pois a Bíblia orienta: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados” (Tg5.16), então devemos reconhecer de forma consciente nossos problemas e procurar alguém idôneo para ajudar-nos.

2.2. Humildade e quebrantamento aliados à restauração
De certa forma, o mundo é composto de dois tipos de pessoas: os que se sentem suficientes e não sentem fraquezas emocionais e espirituais, e os que reconhecem suas limitações. Para efeito didático, chamaremos o primeiro grupo de independentes, e o segundo grupo de dependentes. As pessoas que compõem ambos os grupos se encontram em todos os níveis da sociedade, inclusive na igreja de Cristo. Há crentes que se portam de maneira independente e insensível quanto à graça de Deus, e outros que admitem sua total dependência do Senhor. Humildade e quebrantamento são passos importantes na restauração das feridas emocionais (Pv 18.12-14). É admitir nossas fragilidades humanas e limitações para viver como Cristo viveu. Reconhecer nossa incapacidade e permitir que Ele viva em nós, essa impossibilidade transforma-se em realidade: Cristo em nós é a esperança da glória (Cl 1.27).

2.3. Saber se queremos ser curados
Foi exatamente essa a pergunta que o Senhor Jesus fez ao paralítico que esperava ser curado há trinta e oito anos (Jo 5.6). Há pessoas que só querem conversar sobre suas mazelas, e não querem a cura, Só falam para despertar a compaixão nos outros e se utilizam dos ouvintes como uma muleta. O paralítico respondeu a Jesus: “Mas, Senhor, ninguém me põe na água. Eu bem que tento, mas todos chegam antes de mim.” Aquele homem esperou tanto tempo que já estava emocionalmente abalado. Sabe-se que, mesmo fisicamente, não se pode curar uma pessoa sem que haja, por parte da mesma, uma íntima vontade e desejo de ser curado. Os médicos fazem a parte que lhes cabe, mas o maior trabalho fica por conta da própria pessoa. Ninguém pode fazer por nós o que não desejamos nós mesmos. Por isso Jesus pergunta: “Queres ficar são?” (Jo 5.6; Lc 18.41).

3. Cura e restauração divinas para os enfermos de alma
Se analisarmos um exemplo bíblico de um coração ferido, descobriremos José. Foi atitude de perdão que salvou José de tornar-se prisioneiro do seu passado, pois não abrigou, em seu coração, desejos de vingança (Gn 45.5). De uma maneira maravilhosa, os sofrimentos que José experimentou foram usados por Deus, os dias difíceis haviam-se passado e José soube deixá-los para trás.

3.1. Não permitir o ressentimento
O ressentimento, muitas vezes, apresenta-se como um empecilho à obra restauradora de Deus e do seu Santo Espírito. O Senhor quer nos curar, mas nós recusamos a esquecer o passado e resistimos olhar para frente. Não podemos ser escravos do que nos aconteceu, nem de nossa história. O sofrimento, associado ao ressentimento resulta em escravidão (Jó 5.2; Gl 5.1). É como se estivéssemos condenados a caminhar arrastando pedras enormes amarradas aos pés. Acrescentar ressentimento às lembranças dolorosas é criar uma mistura ácida que corrói o coração.

3.2. Permitir a intervenção de Deus
Todos nós precisamos de cura e crescimento emocional. Trata-se de uma atitude de humildade e reconhecimento de que necessitamos de Deus da cura do Senhor. Quando temos uma ferida, colocamos um curativo e tapamos a ferida, mas ela continua lá, e, quando esbarramos em algo, sentimos dor novamente. Assim é a ferida emocional, também, tapamos fingindo que não está lá, mas de lá ela não saiu. E, quando acontece alguma coisa que mexe com o nosso emocional, sentimos novamente aquela dor. Para sermos curados, é necessário tirarmos o curativo para que Deus derrame seu bálsamo curador.

3.3. Soltar as amarras emocionais com o perdão
Frequentemente há ódio, raiva e ressentimento em nossa alma, associados às lembranças dolorosas. Na realidade, são esses sentimentos (e não o fato em si) que nos machucam, perseguem e causam tristeza. Diariamente tais sentimentos trazem, à tona, a dor que um dia sofremos. Quando nos ressentimos (tornar a sentir; sentir muito), remoemos a mágoa, relembramos a ofensa, revivemos a dor e reforçamos o sofrimento. Autorizamos àquele que nos feriu no passado o poder de fazê-lo no presente e continuar nos ferindo no futuro. As amarras emocionais só podem ser rompidas com o perdão. O ressentimento nos torna marionetes nas mãos de Satanás, ficamos amarrados, controlados, escravizados, fazendo exatamente o que ele quer (2Co 2.10,11).

CONCLUSÃO
Feridas na alma são, aquelas que doem, mesmo quando já não vemos mais o machucado; ou aquele que causou a ferida não está mais presente e, ainda assim, de vez em quando, elas voltam e incomodam. Às vezes, causam insônia, falta de apetite e tristezas. E doem muito, dói o peito, doem os olhos, dói o coração. Mas, principalmente doem na alma.

Quem pode tomar a Santa Ceia?

  De acordo com a Bíblia, se você é salvo, você pode tomar a Santa Ceia.   Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar da Santa Cei...