sábado, 30 de janeiro de 2021

Lição 5º O BEM CONTRA O MAL: CONFLITOS NA CAMINHADA 31 de Janeiro de 2021

                                                     


   O BEM CONTRA O MAL: CONFLITOS NA CAMINHADA
31 de Janeiro de 2021


Texto Áureo
"Então disse. Mardoqueu que tornassem a dizer a Ester: Não imagines, em teu ânimo, que escaparás na casa do rei, mais do que todos os outros judeus." Ester 4.13

Verdade Aplicada
Aqueles que cumprem os mandamentos de Deus e fazem a Sua vontade alegram o coração do Pai.

Objetivos da Lição
- Apresentar o conflito entre o bem o mal.
- Ensinar sobre o perigo de confiar em pessoas erradas.
- Reafirmar que só Deus é o Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ester 3
8. E Hamã disse ao rei Assuero: Existe espalhado e dividido entre os povos, em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as leis de todos os povos e que não cumpre as leis do rei; pelo que não convém ao rei deixá-lo ficar.
9. Se bem parecer ao rei, escreva-se que os matem; e eu porei nas mãos dos que fizerem a obra dez mil talentos de prata, para que entrem nos tesouros do rei.
10. Então tirou o rei o anel da sua mão e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeos.
11. E disse o rei a Hamã: Essa prata te é dada, como também esse povo, para fazeres dele o que bem parecer aos teus olhos.

Introdução
O livro de Ester narra um enfrentamento: Hamã, um homem mau, acusa injustamente, persegue, mente e difama Mardoqueu e o seu povo. Entretanto, veremos mais uma vez que o bem sempre triunfa sobre o mal.

1. O conflito
Hamã tinha consciência de que Mardoqueu jamais se curvaria diante dele, pois sua firmeza demonstrava o seu temor e a sua fé em Deus. Agora, para Hamã, era questão de honra a morte não só de Mardoqueu, mas também de "todos os judeus, desde o moço até ao velho, crianças e mulheres" [Et 3.13]. No entanto, para o Senhor, a história teria outro epílogo! Não importa o que o inimigo planeja, porque a última resposta vem do Senhor. Cabe ao cristão se abrigar no lugar onde Deus está [Sl 84.4] e obter proteção de um Deus que pode todas as coisas [Sl 62.11].

1.1 A luta contra o mal.
O apóstolo Paulo deixou registrado que a nossa luta não é tão simples: "Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." [Ef 6.12]. Punir apenas a Mardoqueu não lhe daria suficiente alegria. Ele determinou acabar com todos os judeus que se achavam dentro do gigantesco reino persa. Sem dúvida, estava sendo induzido pelo príncipe das trevas, a quem Paulo menciona, cuja intenção é e sempre foi destruir o povo de Deus.

1.2 Não devemos nos prostrar diante do opressor.
Hamã, usado pelo diabo, diz ao rei: "Existe espalhado e dividido entre os povos, em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as leis do rei; pelo que não convém ao rei deixa-lo ficar" [Et 3.8]. Notamos aqui uma conversa mentirosa por parte de Hamã. Na verdade, os judeus tinham uma lei própria e diferente de todos os outros povos, porém a única ordem do rei não acatada foi o fato de Mardoqueu não se curvar perante Hamã [Et 3.2]. Ele se valeu do artifício da mentira e colocou na conta de todo o povo o fato de Mardoqueu não se curvar a ele, dando a entender que todo o povo judeu era um povo insurgente, ameaçador.

1.3 O perigo de confiar em pessoas erradas.
A confiança de Assuero em Hamã era tal que não lhe perguntou mais nada, simplesmente tirou o anel de sua mão e o deu a Hamã, dizendo que ficasse com a prata e fizesse com o povo o que achasse mais cômodo [Et 3.11]. Hamã se vestiu de arrogância, por ter recebido do rei o salvo-conduto para enunciar um decreto de aniquilamento de todos os judeus [Et 3.13]. Antes de ter dado tal poder a Hamã, o rei deveria ter mandado averiguar os fatos. Devemos pedir a Deus que os nossos líderes não ajam por impulso, mas com prudência, para que, por suas atitudes, o nome do Senhor seja glorificado [Mt 5.16]. 

2. A loucura de Hamã
Deificar segundo o dicionário significa divinizar, endeusar, se pôr entre os deuses. Hamã estava sob uma possessão demoníaca. Ele queria ser cultuado semelhante a um deus. Seu prazer era ver todos se prostrando e se inclinando perante ele [Et 3.2]. Considerava-se uma uma divindade e senhor absoluto dos que o cercavam. Há pessoas que esquecem ou ignoram que Deus não divide a Sua glória com ninguém [Is 42.8]. Isto é o que diz as Escrituras. Não há como dar glória a outro a não ser ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

2.1 Mardoqueu não era guiado pela vista e sim pela fé.
Mardoqueu tinha aprendido que Deus ouve nossas orações se achegarmos diante dEle com fé. Sua história nos ensina que temos que crer em Deus insistentemente e confiar na Sua Palavra. Devemos ser fiéis e reconhecer os feitos do Senhor por nós [Sl 19.1]. Ele passou por situações nas quais precisou se manter firme, sem abdicar da fé, mesmo quando parecia que havia sido nocauteado pelo inimigo. Mesmo nas adversidades Mardoqueu honrou o Senhor.

2.2 A verdadeira paz só encontramos em Jesus
Um homem perverso como Hamã não pode contemplar coisas boas, pois em seu coração só há maldade e engano. As cartas enviadas pelos mensageiros às províncias do reino da Pérsia mandavam matar todos os judeus, moços, velhos, crianças e mulheres em um mesmo dia [Et 3.13]. Que coração perverso, querer a morte dos judeus pelo simples fato de não ter sido adorado por um membro deste povo. Hamã poderia ter tudo, só não tinha o mais importante: a paz.. Os ímpios não têm paz [Is 48.22], enquanto o justo desfruta de plena paz por amar a Palavra de Deus [Sl 119.165]. Só em Jesus, podemos encontrar a verdadeira paz, pois Ele é o Príncipe da Paz [Is 9.6].

2.3 Sem Deus, o poder conquistado é inútil.
Para Hamã não bastava ter sido nomeado por Assuero para ocupar o cargo de primeiro ministro [Et 3.1 - NTLH]. Ele queria que todos se curvassem diante dele em sinal de reverência e de submissão. Como consta no livro de Provérbios: "A soberba precede a ruína, e a altivez de espírito precede a queda." [Pv 16.18]. Hamã se sentia merecedor de maiores poderes já oferecidos pelo soberano. O seu grau de ambição indicava que ele era um narcisista clássico. Quando a ambição se excede, ela é transformada em arrogância, e a sua propensão é questão de tempo. O orgulho é uma coisa horrível, pois os que cultivam esse sentimento pensam estar acima de tudo e de todos. Porém, as Escrituras Sagradas revelam que Deus exalta e abate [1Sm 2.7] e que o salário do pecado é a morte [Rm 6.23].

3 Uma presença que nos guia
Quando somos resgatados por Deus nos tornamos seus filhos e herdeiros de Suas promessas. Muitos discípulos do Senhor por acreditarem nesta certeza se mantiveram fiéis; aceitando a própria morte. Precisamos analisar o tempo todo como estamos vivendo como templo do Espírito Santo, para que não vivamos de forma irreverente. O rei Davi descobriu que a presença de Deus é constante em nossa vida: "quando acordo, ainda estou contigo" [Sl 139.18].

3.1. Não devemos nos acomodar.
Mardoqueu sabia o tamanho do ódio de Hamã por todos os judeus, por isso ele mandou o eunuco do rei a Ester: "Não imagines, em teu ânimo, que escaparás na casa do rei, mas do que todos os outros judeus" [Et 4.13]. Mardoqueu ainda a faz saber: "Quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" [Et 4.14]. Com isso, Mardoqueu queria dizer: "Deus te colocou aí não apenas para ser esposa do rei, mas te incumbiu de uma missão, então não se exima! Não tire o corpo fora. Você faz parte do plano de Deus para salvar o seu povo da morte". Busquemos ao Senhor em todo o tempo [Sl 34.6], na certeza de que Ele nos ouve [Sl 102.2].

3.2. Devemos ser mensageiros de bênção para alguém.
Você é uma benção para alguém? Desde a criação que o Senhor se revela como Abençoador [Gn 1.28]. E ao longo da história humana e das páginas da Bíblia encontramos Deus fazendo dos Seus servos instrumentos de bênçãos. Quando Deus convocou a Abraão disse-lhe: "E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção." [Gn 12.2]. Assim como Abraão, onde quer que você se encontre tenha a certeza de que Deus o colocou neste lugar para auxiliar alguém. Ele lhe colocou naquele emprego, ou naquela faculdade, ou naquela igreja, ou naquele bairro para você abençoar alguém. Assim como Ele colocou Ester no palácio para abençoar o seu povo. É momento de se produzir frutos dignos [Mt 3.8]. Brilhe a vossa luz onde Deus tem permitido que você esteja, para que outros vejam e glorifiquem a Deus [Mt 5.16].

3.3. Devemos causar boa impressão.
O que é ser uma bênção? Qual é o caráter de vida de um indivíduo abençoado? Estudando a vida de Ester temos as respostas sobre estas perguntas. O caráter de Ester era dotado das seguintes virtudes: discrição, obediência, amizade, solidez, submissão, lealdade e humildade. Suas atitudes como serva do Senhor inspiram homens e mulheres nos dias de hoje, pois suas ações foram irrepreensíveis na presença do Senhor. Olhe para suas atitudes e reflita se têm sido agradáveis a ponto de causar boa impressão nas pessoas que o cercam ou têm servido de escândalo para muitos. 

Conclusão
Diante da guerra entre o bem e o mal, temos um Deus que intercede por nós; fazendo com que descansamos em Seus braços. E, mesmo que apareçam obstáculos e conflitos em nossa caminhada, o Senhor estará conosco; fazendo-nos mais que vencedores [Rm 8.37].

Esboço Complementar...
 

AULA EM 31 DE JANEIRO DE 2021 - LIÇÃO 5
(Revista Editora Betel)

Tema: O BEM CONTRA O MAL: CONFLITOS NA CAMINHADA
Texto Áureo: Et 4.13

INTRODUÇÃO 
- "um homem mau, acusa injustamente, persegue, mente e difama Mardoqueu", esta lição é um exemplo do que acontece na vida de um servo de Cristo fiel, sempre haverá um homem como Hamã perseguindo os fiéis como Mardoqueu. Nesta lição deve ser ensinado que as perseguições fazem parte da nossa vida, mas Deus sempre nos dará o melhor no final.

1. O conflito

1.1. A luta contra o mal.
"Sem dúvida, estava sendo induzido pelo príncipe das trevas", obviamente a culpa não era somente de Satanás, Hamã se deixou levar pela inveja e soberba, mas o alerta é de que nossa luta não é contra as pessoas, mas contra Satanás.
Como era no Antigo Testamento, o conflito terminou nas ruas do reino em uma batalha que foi vencida pelo povo de Deus. No Novo Testamento essas batalhas são vencidas no joelho e no jejum, nossas armas devem ser espirituais. Se um crente estiver sendo afrontado no local de trabalho, primeiro deve orar e então Deus dará a melhor linha de ação.

1.2. Não devemos nos prostrar diante do opressor.
- "Na verdade, os judeus tinham uma lei própria", no reino persa conviviam vários povos e os judeus eram diferentes de todos eles, adoravam ao Deus invisível e não se encurvavam diante de nenhuma imagem de escultura entre diversos outros preceitos. A simples presença dos judeus já incomodava alguns dos povos em redor. Assim é em nossos dias, temos uma religião diferente de todas as demais, cremos num nome que está acima de todos os nomes e isso, por si só, já é uma ofensa às demais religiões e crenças, por isso, sempre existirá aqueles que se incomodam com a nossa presença.

1.3. O perigo de confiar em pessoas erradas.
"Antes de ter dado tal poder a Hamã, o rei deveria ter mandado averiguar os fatos", o rei deveria se acercar de mais conselheiros, para saber outros posicionamentos sobre o assunto. Todo bom líder deve ouvir os que lhe são favoráveis e os que se opõem, dessa forma ele terá a seu dispor várias opiniões e assim poderá tomar a melhor decisão. 

2. A loucura de Hamã

2.1. Mardoqueu não era guiado pela vista e sim pela fé.
- "Ele passou por situações nas quais precisou se manter firme, sem abdicar da fé", a pessoa que Mardoqueu mais amava que era Ester, estava segura no palácio e com certeza ninguém lhe faria mal, dessa forma Mardoqueu poderia fugir, mas ele resolveu lutar pelo povo de Deus. A verdade é que Mardoqueu não acreditava que Ester estaria segura de verdade no palácio e ele também cria que se ela estava lá é porque havia um propósito.
"Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" Et 4.14

2.2 A verdadeira paz só encontramos em Jesus
- "pelo simples fato de não ter sido adorado por um membro deste povo", em aulas passadas nós vimos que Hamã vem de um povo que historicamente odiava os judeus, os amalequitas, provavelmente na nação de Hamã era cultivado o ódio aos hebreus desde criança, assim como alguns povos árabes fazem hoje em dia.
"Hamã poderia ter tudo, só não tinha o mais importante: a paz", muitas pessoas buscam fazer guerras com outras exatamente por elas não terem paz consigo mesmo e nem com Deus. Essa é a paz que Jesus oferece, a paz com Deus!

2.3 Sem Deus, o poder conquistado é inútil.
- "Hamã se sentia merecedor", essa é a chave da ruína de Hamã, ele se sentiu merecedor, totalmente ao contrário do que a Palavra de Deus nos ensina, não somos merecedores, tudo o que temos é dado por Deus, quando alguém se acha merecedor de muita coisa, a primeira pessoa que ele elimina da sua vida é Deus.
"O orgulho é uma coisa horrível...esse sentimento pensam estar acima de tudo e de todos", o orgulho foi o sentimento que nasceu no coração de Satanás antes da queda, por isso ele pensou que poderia estar acima de Deus. Todos os que cultivam orgulho em seu coração e acham que podem estar acima dos demais, começam a desenvolver ações semelhantes as de Satanás.

3 Uma presença que nos guia

3.1. Não devemos nos acomodar.
- "Quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?", Mardoqueu falou "Quem sabe", mas após os fatos ocorridos com Ester, chegamos à conclusão: Nada acontece por acaso e as bênçãos de Deus são para um propósito maior do que simplesmente beneficiar a pessoa abençoada, mas deve ser também para beneficiar o povo de Deus de alguma forma. Ou seja, se alguém foi abençoado com uma porta de emprego, uma promoção, um bônus salarial, etc., com certeza deve abençoar um necessitado do povo do Senhor, pois foi para esse fim que as bênçãos de Deus chegaram ao servo Dele.

3.2. Devemos ser mensageiros de bênção para alguém.
- "naquela igreja, ou naquele bairro para você abençoar alguém", a ajuda de Ester foi a salvação do povo de Deus, a ajuda que nós podemos dar a alguém pode ser de várias formas, seja financeiramente, seja um abraço ou até uma oração. Deus pode fazer o socorro vir de alguma parte, mas o interessante e a intenção de Deus é que nos ajudemos uns aos outros para que vivamos em comunhão. Sl 133.1

3.3. Devemos causar boa impressão.
- "Suas atitudes como serva do Senhor inspiram homens e mulheres", cada um de nós devemos ser uma inspiração na vida das pessoas, e que as pessoas, ao se aproximarem de nós, se sintam especiais. Os humildes tem essa habilidade, já os arrogantes fazem com que as pessoas se sintam diminuídas. Nesse tópico cada um é convidado a fazer uma autoanálise de suas atitudes, convide os alunos a fazerem essa análise, peça que eles reflitam por um minuto.

CONCLUSÃO
- Faça a revisão abordando os pontos mais importantes estudados.
- Convide os alunos para a próxima aula;
- Aproveite a autoanálise do tópico anterior e ore com a classe no sentido de cada um se tornar bênção na vida dos que estão próximos.
 
Fonte: Pr Marcos André
  
Fonte: Revista Betel

domingo, 24 de janeiro de 2021

Lição 4º Fidelidade do Cristão ao Senhor

                                                       


Fidelidade do Cristão ao Senhor
24 Janeiro de 2021


Texto Áureo
"Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu lugar acima de todos os príncipes que estavam com ele." Ester 3.1

Verdade Aplicada
O Espírito Santo nos auxilia a permanecermos fiéis ao Senhor em todo o tempo.

Objetivos da Lição
- Ensinar que a nossa fé é testada a todo o momento.
- Mostrar que há esperança em meio à adversidade.
- Alertar sobre a luta diária do cristão.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ester 3
2. E todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha ordenado o rei acerca dele; porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava.
3. Então os servos do rei, que estavam à porta do rei, disseram a Mardoqueu: Por que transgrides o mandado do rei?

4. Sucedeu, pois, que, dizendo-lhe eles isto, dia após dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para verem se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, porque ele lhes tinha declarado que era judeu.
5. Vendo, pois, Hamã que Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava diante dele, Hamã se encheu de furor.

Introdução
Veremos nesta lição que nossa confiança deve estar pautada em Deus acima de tudo. Iremos aprender que o Senhor transforma as perseguições em bênção para nossa vida, pois em tudo Ele tem propósito.

1. Prova de fé
Sempre que nos vem à memória a história de alguém que não se curvou perante alguém que não seja o Deus de Israel, nossos olhares incidem sobre a figura dos amigos de Daniel: Sadraque Mesaque e Abednego, que não se curvaram perante a estátua que Nabucodonosor mandou fazer [Dn 3.12]. E nos esquecemos da prova de fé e de coragem do judeu Mardoqueu. A Bíblia expõe que o perverso Hamã foi nomeado pelo rei acima de todos os príncipes, e deu uma ordem a todos os servos, que deveriam se curvar diante dele [Et 3.2]. Todavia Mardoqueu não se curvou diante de Hamã e de suas ordens. O Senhor conta com homens e mulheres nesta geração que não se curvem diante do pecado [Ap 2.10].

1.1 Grande é o Senhor.
O salmista escreveu que o Senhor é grande e tal grandeza não é possível conhecê-la plenamente [Sl 145.3]. Bem-aventurado são os que buscam se relacionar com Deus, Grande e Criador de todas as coisas. Apesar de tal grandeza, Ele está interessado em relacionamento com o ser humano e age para tal [Is 57.15]. Contudo, para que tal relacionamento ocorra, é preciso que o ser humano responda positivamente à manifestação da graça de Deus e Seu convite [Mt 23.37]. O registro no evangelho de Mateus revela que o Senhor disse que queria, mas o povo não quis! Nada e ninguém pode impedir que o propósito de Deus se cumpra na vida dos que são discípulos de Cristo, ovelhas do Seu rebanho.

1.2 A vitória é do Povo de Deus.
Hamã fazia parte de um povo que foi o primeiro a atacar os israelitas, quando eles estavam saindo da escravidão do Egito rumo è Terra Prometida. Foi uma ofensiva covarde sobre uma nação que acabara de recuperar sua liberdade, após séculos de cativeiro e de sofrimento. Este combate se deu em Fefidim,  perto do Monte Sinai. Como consequência, o Senhor estabeleceu que os amalequitas, por fim, seriam extintos [Êx 17.14,16; Nm 24.20; Dt 25.17,19]. Entendemos então que Hamã manifestava as características dos amalequitas em querer destruir o povo de Deus. Entretanto, a justiça divina sempre proverá salvação [Sl 71.2] e abrirá a porta de escape, para que possamos suportar [1 Co 10.13].

1.3 Deus tinha um plano com Mardoqueu.
Ai de quem tocar em um servo do Senhor, mesmo que, aos olhos do homem, aquela pessoa seja tida como insignificante. Hamã olhava para o exterior de Mardoqueu, contudo o Senhor sondava o seu interior [1 Sm 16.7-8]. O rei Davi nos dá um grande exemplo de que não devemos afrontar um ungido do Senhor [1 Sm 24.6]. A expressão "não toqueis nos meus ungidos" em 1 Crônicas 16.22 e em Salmos 105.15 aponta para "a ação e o cuidado de Deus, protegendo o Seu povo e preparando tudo para o cumprimento da sua promessa", como comentado por Leslie C. Allen.

2. Uma luz no fim do túnel
As pessoas que são resilientes como Mardoqueu adquirem o domínio de sua vida. Quando uma tragédia advém, elas são capazes de manter o equilíbrio e de trabalhar seu caminho através dos contratempos. Suas atitudes podem ajudar a protegê-las da desesperança e de outros problemas. Mardoqueu se encontrava num momento em que parecia que tudo estava perdido diante de Hamã, não havia luz no fim do túnel. Entretanto ele demonstrou ser resiliente diante desta situação. Mardoqueu viu no clamor a oportunidade da resposta de Deus [Sl 91.15].

2.1 O cristão é afrontado todos os dias.
Mardoqueu era um homem que não fazia mal a ninguém. Ainda assim despertou o ódio e a atensão negativa de Hamã. Jesus disse: "E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim será salvo." [Mt 10.22]. Enfurecido pela recusa de Mardoqueu em se curvar diante dele,  Hamã forjou o extermínio não só de Mardoqueu como também de todos os judeus no império persa. Ainda hoje cristãos são atacados e sofrem por causa de sua fé, passando por todo tipo de preconceitos, abusos, e até martírio.

2.2 Momento de perseguição.
A Perseguição é uma das tribulações que pode sobrevir durante nossa caminhada cristã. Era assim que Mardoqueu e os judeus da Pérsia estavam vivendo. Esta perseguição se deu em virtude de Mardoqueu ter a sua fé estabelecida em Deus. O cristão se alegra na perseguição, porque sabe que isso é uma bem-aventurança na vida dele. Ele confia nas palavras de Cristo: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" [Mt 5.10]

2.3 Uma atitude em meio à aflição.
Seguramente você já ouviu alguém interrogando ao Senhor pelos motivos de haver tanta amargura e aflição no mundo ou em sua vida em particular. Mardoqueu passou por um momento assim. A Bíblia relata: "Quando Mardoqueu soube tudo quanto se havia passado, rasgou Mardoqueu os seus vestidos, e vestiu se de um saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor" [Et 4.1]. A atitude de Mardoqueu foi clamar, pois cria que o Senhor Deus socorre o Seu povo, mesmo em terra estranha. Nossas lágrimas são ouvidas pelo Senhor, Ele as sabe interpretar. Por isso, o salmista disse: "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" [Sl 30.5].

3 A luta diária contra os nossos inimigos
Assim como nos dias de Mardoqueu, inimigos surgem de todos os lados para tentar destruir o povo de Deus. Satanás não é um inimigo imaginário, é real e suas artimanhas também. Ao estudarmos as Escrituras, entendemos com nitidez o quanto Deus espera que Seus filhos tenham consciência de que existe uma guerra sendo travada pelo reino das trevas contra os santos. Entretanto, Ele promete guerrear juntamente conosco [2 Cr 20.15].

3.1. Uma missão e uma exposição.
Milhares de vidas todos os dias estão sendo ceifadas por Satanás. Deus nos convoca para uma missão especial, como discípulos de Cristo: pregar o Evangelho para que estas pessoas conheçam o caminho para Deus. Bem como, precisamos estar preparados e convictos para apresentar as razões da nossa fé, "com mansidão e temor" [1Pe 3.15], além de permanecermos na exposição do Evangelho genuíno [2 Tm 4.1-5].

3.2. A igreja deve se manter fiel a Cristo.
Uma coisa que devemos saber é que a fidelidade caminha junto com a dependência. Muito se tem ouvido falar sobre fidelidade, sobre ser fiel, porém poucos querem de fato ser submissos. Não existe fidelidade sem submissão. Mardoqueu era um homem comum, como eu e você. Ele passou por múltiplos problemas e amarguras, contudo foi submisso e fiel diante de Deus. O fato de Mardoqueu crer somente em Deus foi a chave da sua vitória. Tenhamos certeza de que as dificuldades vão tentar nos induzir a nos ajoelhamos diante delas, porém como Mardoqueu, precisamos saber a quem nós servimos.

3.3. Nosso alvo é Cristo.
O nosso alvo deve ser, em primeiro lugar, procurar nos achegar mais a Deus, tornando-nos imitadores de Cristo através de uma vida de santidade. Em nossa caminhada cristã, devemos anunciar a Cristo e tudo o que Ele representa em nossa vida. Não podemos admitir que as vozes daqueles que estão nas trevas nos façam desviar da nossa principal missão, que é levar a Palavra de Deus aos corações perdidos. Não devemos nos acovardar.

Conclusão
Nesta lição fomos ensinados a convidar ao Senhor para fazer parte de nossa vida e de nossa família. Aprendemos que as dores permitem uma busca apurada por Sua presença. E que devemos lutar, para que os princípios éticos fundamentais da família sejam preservados dos ataques de Satanás.

  
Fonte: Revista Betel.

Esbôço complementar.

Tema: Fidelidade do Cristão ao Senhor
Texto Áureo: Et 3.1

INTRODUÇÃO
- "para nossa vida, pois em tudo Ele tem propósito", esse é um ensinamento para os nossos dias, no caso de Ester, ela foi rainha por providência divina para que no tempo determinado ela pudesse salvar o povo de Deus falando diretamente ao rei.

1. Prova de fé
- "E nos esquecemos da prova de fé e de coragem do judeu Mardoqueu.", o livro de Ester tem como personagem central a rainha Ester e como tema central, o livramento do povo de Deus por meio da providência divina, por isso poucos se lembram de Mardoqueu. Porém, sobre a vida de Mardoqueu acontecem fatos de grande aprendizado para os crentes em todas as épocas. 

1.1. Grande é o Senhor.
"Ele está interessado em relacionamento com o ser humano e age para tal", por esse motivo existe o plano da salvação e a Bíblia, para que Deus possa se relacionar com o ser humano, porém Ele é Grande, o Todo-Poderoso e nós somos barro, sendo assim esse relacionamento não é simples, por isso precisamos seguir à risca as ordenanças impostas pela graça de Deus. 

1.2. A vitória é do Povo de Deus.
- "Entendemos então que Hamã manifestava as características dos amalequitas", é possível que Hamã sendo letrado, conhecesse a História e também é possível que o ódio contra os judeus fosse estimulado às crianças amalequitas, assim como é feito em muitos lugares de cultura mulçumana atualmente.

1.3. Deus tinha um plano com Mardoqueu.
"Davi nos dá um grande exemplo de que não devemos afrontar um ungido do Senhor", se refere ao fato de Davi estar com a consciência pesada por ter cortado a orla da veste do rei Saul. No caso de Mardoqueu Deus tinha preparado algo especial, pois ele é quem seria o canal para falar com a rainha Ester a fim de livrar os judeus do extermínio e foi Mardoqueu quem redigiu o novo decreto do rei Assuero que permitia o povo lutar pela vida, por isso Deus guardou a vida de Mardoqueu.

2. Uma luz no fim do túnel
 
2.1. O cristão é afrontado todos os dias.
- "Ainda hoje cristãos são atacados e sofrem por causa de sua fé", a fé do cristão afronta a consciência pecadora dos homens, enquanto estivermos nesse mundo, algumas pessoas não se agradarão de nós. Porém não serão todas as pessoas, vemos no livro de Ester que apenas Hamã nutria ódio contra Mardoqueu, assim acontece no local de trabalho, na escola, na vizinhança, etc. Sempre haverá alguém que terá ódio de um crente sem mesmo conhecê-lo.

2.2 Momento de perseguição.
- "O cristão se alegra na perseguição, porque sabe que isso é uma bem-aventurança", obviamente o cristão não deve buscar ser perseguido, mas basta ele ser seguidor fiel de Cristo que a perseguição virá de alguma parte. Cada crente deve ficar em alerta quando não houver nenhuma perseguição, pois pode estar agradando demais o mundo. Devemos manter nossos posicionamentos firmes à luz da Palavra de Deus, o crente que agrada a todo acaba não agradando a Deus.

2.3 Uma atitude em meio à aflição.
- "A atitude de Mardoqueu foi clamar, pois cria que o Senhor Deus socorre o Seu povo", foram as atitudes de clamor de Mardoqueu que fizeram mover o coração da rainha, Mardoqueu não ficou parado em casa chorando, e nem somente orando, mas ele se vestiu de saco com cinza e saiu pela cidade. A fé sem obras é morta, ainda que essa obra seja um clamor profundo e marcante em um lugar específico.

3 A luta diária contra os nossos inimigos

3.1. Uma missão e uma exposição.
- "apresentar as razões da nossa fé, "com mansidão e temor" [1Pe 3.15], além de permanecermos na exposição do Evangelho", são duas faces da mesma missão, pregar o Evangelho de Cristo. Precisamos permanecer fiéis a Cristo e assim estaremos habilitados a apresentar Jesus às pessoas do mundo. Na verdade quando um crente assume sua identidade cristã e defende suas convicções bíblicas, ele já está pregando o Evangelho com a sua postura.

3.2. A igreja deve se manter fiel a Cristo.
...

3.3. Nosso alvo é Cristo.
- "Não podemos admitir que as vozes daqueles que estão nas trevas nos façam desviar da nossa principal missão", aqui se refere às afrontas e perseguições semelhantes a que Hamã fez contra Mardoqueu, mais existem outras vozes que tentam nos desviar, são as tentações, ou seja, as vozes de sedução do mundo. Tudo no mundo tenta nos parar, nos desviar a atenção, por isso cada crente deve se medir, se está parecido com o mundo ou parecido com Cristo, é uma autoanálise diária.

CONCLUSÃO
- Faça a revisão abordando os pontos mais importantes estudados.
- Convide os alunos para a próxima aula;
- Ore com a classe para que mantenha a postura cristã diante do mundo, semelhante a Mardoqueu.

Fonte:
Pr Marcos André

domingo, 17 de janeiro de 2021

Lição 3. MARDOQUEU E SUA INTEGRIDADE 17 Janeiro de 2021

 




Texto Áureo

"E todos os servos do rei que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã, porque assim tinha ordenado o rei acerca dele; porém Mardoqueu não se inclinava nem se prostrava." 

Verdade Aplicada
É fundamental que o discípulo de Cristo possua uma vida íntegra.

Objetivos da Lição
- Refletir sobre o valor da integridade.
- Apresentar a importância do discernimento.
- Extrair lições de Mardoqueu para os dias atuais.

TEXTOS DE REFERÊNCIA 
Ester 2
21. Naqueles dias, assentando-se Mardoqueu à porta do rei, dois eunucos do rei dos guardas da porta, Bigtã e Teres, grandemente se indignaram e procuraram pôr as mãos no rei Assuero.
22. E veio isto ao conhecimento de Mardoqueu, e ele o fez saber à rainha Ester, e Ester o disse ao rei, em nome de Mardoqueu.
23. E inquiriu-se o negócio, e se descobriu; e ambos foram enforcados numa forca; e foi escrito nas crônicas perante o rei.

Ester 6
1. Naquela mesma noite, fugiu o sono do rei; então mandou trazer o livro das memórias das crônicas, e se leram diante do rei.

Introdução
Veremos nesta lição que Mardoqueu manteve o seu caráter íntegro como servo de Deus, ainda que vivendo em terra estranha e no meio político. Podemos observar que, mesmo em meio às dores, ele manteve-se fiel ao Senhor.

1. Mardoqueu e sua integridade
Segundo o dicionário, integridade significa: "Características da pessoa que é íntegra; qualidade de quem é honesto; que é incorruptível." Os relatos bíblicos mostram que Mardoqueu foi um homem de caráter exemplar, sua vida é um exemplo de integridade e submissão a Deus. A história de Mardoqueu é importante, pois nos inspira a perseverarmos em integridade mesmo no meio de uma geração corrompida [Fp 2.15].

1.1. Integridade consistente em terra estranha.
É impossível falar sobre o livro de Ester sem que venha à mente o cativeiro babilônico. Este fato, ocorrido no século VI a.C., é um dos mais importantes da história hebraica. Diversas fontes arqueológicas e os livros históricos e proféticos da Bíblia (Daniel, Jeremias, Ezequiel, Neemias e Esdras, entre outros) nos oferecem melhor compreensão dos acontecimentos que marcaram esse momento. Ciro, o rei da Pérsia, derrotou o império babilônico e permitiu que os exilados retornassem aos seus países e reconstruíssem suas cidades. No entanto, muitos judeus optaram em ficar na Pérsia. Um dos motivos que fizeram com que alguns dos judeus não voltassem a sua terra natal foi a situação profissional e econômica estáveis, pois muitos trabalhavam no comércio; outros estreitaram laços familiares com os povos locais. Mardoqueu não acompanhou os que se mudaram para a terra de Judá. Porém, mesmo vivendo em terra estranha, não perdeu a sua integridade e sua devoção a Deus.

1.2. Integridade na criação e acompanhamento de Ester.
A conduta de Ester nos faz ver que Mardoqueu a educou nos caminhos do Senhor. Ester chegou a ser rainha, mas ela não perdeu o amor ao Deus que fora ensinada por seu primo. Ela sabia que precisava acordar todos os dias nos braços do Senhor [Sl 139.18; Et 4.15-17]. Mardoqueu como um bom educador não queria nada mais do que saber que sua prima era uma pessoa de caráter. Ou seja, uma mulher que possuía honra, bondade e integridade. Devemos aprender com Mardoqueu que a integridade de nossas crianças também tem um tremendo impacto para além da nossa própria família. Ele nos ensina por meio da educação de Ester que um bom caráter não é genético. Deve ser ensinado e aprendido.

1.3. Integridade na atitude para com o rei Assuero.
O livro de Ester revela fatos e acontecimentos que evidenciam a integridade de Mardoqueu para com o rei da Pérsia. Mardoqueu, um judeu da tribo de Benjamim, ficou conhecido por criar sua prima Ester como filha [Et 2.5-7]. Foi um homem inteligente, que agiu conforme a direção de Deus. Ele ficava assentado à porta do rei e ali sabia o que acontecia na cidade [Et 2.21]. Certa vez, escutou que dois homens emboscaram contra o rei Asseuro e avisou Ester, que levou a notícia ao rei, evitando assim a sua morte [Et 2.21-23]. Mesmo em terra estrangeira, Mardoqueu permaneceu em sua trajetória de integridade. Que seu exemplo nos inspire a nos dedicarmos, com mais afinco e amor, à seara do Mestre, a fim de que cumpramos a missão que Ele nos entregou.

2. Mardoqueu demonstra discernimento
Mardoqueu demonstrou discernimento ao denunciar a trama para matar o rei e instruir Ester sobre o perigo existente, caso ela revelasse a sua verdadeira identidade. Aprendemos a enxergar por meio da vida de Mardoqueu que a intimidade com Deus nos oferece maturidade e capacidade para discernir entre o bem e o mal.

2.1. Vivendo em terra estranha.
Mardoqueu, mesmo vivendo em terra estranha, entendia que Deus é fiel no cumprimento de todas as suas alianças e promessas. Certamente, Mardoqueu era conhecedor da aliança existente entre Abraão e o Senhor. Mardoqueu percebeu que o povo judeu corria o risco de ser exterminado e que ele e Ester poderiam fazer alguma coisa para que não acontecesse tal tragédia. Se Deus tem promessas em nossa vida, devemos crer que Ele cumprirá. Não devemos deixar que os "Hamãs" da vida venham impedir nossa trajetória, nos amedrontando. Mardoqueu nos ensina que, não importa onde estejamos, nos momentos de crise, não adiante ficar se lastimando e chorando. Sua história de vida nos faz observar que nestes momentos é preciso orar, jejuar e buscar a face do Pai até que Ele envie o Seu socorro.

2.2. Percebendo as oportunidades.
A Bíblia registra dezenas de personagens que souberam aproveitar as oportunidades. Davi foi recompensado por sua coragem, Abraão foi recompensado por sua fé, Jó foi recompensado por sua paciência, Raabe foi recompensado por sua escolha, Rute foi recompensada por sua decisão, entre outros. Mardoqueu faz parte desta lista. Ele foi honrado por ter tido a oportunidade de se calar ou denunciar a trama de morte do rei. Porém, ele escolheu fazer o que era certo. A atitude de Mardoqueu nos faz ver que uma grande oportunidade nos conecta a outras oportunidades, que estavam, de alguma forma, ausentes antes de serem expostas. Muitas vezes, pequenas oportunidades são o começo de grandes honras.

2.3. Lidando com a exaltação.
Quando Deus lhe dá um desígnio, Ele estará sempre junto a você. Por isso nunca tente fazer nada sem a presença dEle [Jo 15.5]. A intimidade com o Senhor deve ser valorizada e cultivada. Mardoqueu, como um bom servo, desfrutou, pois ele vivia suas ações voltadas ao soberano. A história de Mardoqueu mostra que, além da honra vir na hora certa, o melhor de Deus incide sobre aqueles que descansam em Sua presença. Que possamos ser como Mardoqueu: praticar o que Deus quer que pratiquemos, e não segundo o nosso desejo. Assim, não seremos dominados pela soberba.

3. Lições de Mardoqueu para os dias atuais
Mardoqueu possui algumas lições que podemos extrair para as nossas vidas hoje: um homem honrado [Et 2.21-23]; só dava glória a Deus [Et 3.2-4]; um homem que por sua devoção foi usado por Deus, também em pleno Império Persa, junto ao rei [Et 10.3].

3.1. Não tenha medo dos desafios.
Mardoqueu atendeu ao pedido de Ester em buscar ao Senhor no momento que todas as situações lhes eram contrárias. Após o  propósito de três dias [Et 4.15-17], Mardoqueu sabia que era um grande desafio e um risco enorme, porém era preciso que isso acontecesse, porque o propósito era salvar o seu povo. Diante dos riscos da vida, devemos confiar em Deus, que pode nos dar o escape [1Co 10.13]. Assim como Mardoqueu, precisamos buscar a Deus. Fazendo isso, estaremos buscando a direção e ajuda Daquele que conhece todas as coisas e pode resolver toda e qualquer situação que venha contra nossa vida. Como Mardoqueu, não devemos ficar parado com medo das circunstâncias. Devemos ter uma única certeza: Deus está conosco. 

3.2. A vida cristã exige perseverança.
Perseverança é a base fundamental da vida de qualquer cristão. Perseverança significa persistir em seguir Jesus, mesmo enfrentando dificuldades. Perseverar é fazer o bem, independentemente das circunstâncias, por amor a Deus [Gl 6.9]. Perseverar em obedecer a Palavra de Deus é o que faz a diferença no Reino de Deus [Mt 5.16]. Que sejamos perseverantes em seguir ao Senhor, tendo a certeza que Deus opera em nossa vida como operou na vida de Mardoqueu.

3.3. Crença e valores sólidos bem definidos.
Mardoqueu foi ameaçado de morte, mas isso não foi suficiente para que se calasse. Quando soube a trama da morte do rei, seus valores falaram mais alto e acabou por denunciar o plano. Por muitas vezes, o mundo produz muitas vozes, tentando nos desanimar, trazendo ansiedades que podem prejudicar nossa vida de oração. Contudo, quando possuímos valores bem definidos e sólidos, nada nos afasta do amor de Cristo [Rm 8.35-39].

CONCLUSÃO


Nesta lição observamos que a integridade deve ser a nossa marca. Vimos que devemos seguir o exemplo de Mardoqueu, que viveu em uma sociedade pecaminosa, porém manteve-se fiel e temente ao Senhor, pois possuía valores sólidos e bem definidos.

Fonte: Revista Betel

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