segunda-feira, 18 de junho de 2012

CONSIDERAÇÕES SOBRE A “FESTA DE SÃO JOÃO”


CONSIDERAÇÕES SOBRE A “FESTA DE SÃO JOÃO”

Originalmente o calendário religioso utilizado pela Igreja era uma adaptação dos calendários grego e romano, e, portanto foi bastante influenciado por importantes eventos pagãos.
1. AS FESTIVIDADES RELIGIOSAS.
A partir da Idade Média, o calendário romano foi definitivamente adotado (“cristianizado”) passando a ser utilizado por toda igreja ocidental, quando foi incluída a celebração das festas dos “santos” e dos “mártires”. Daí surgiu o atual “calendário dos santos da Igreja católica” (a Igreja Católica dedica aproximadamente 42 dias no ano a um (a) santo (a)). Vários grupos protestantes eliminaram completamente o calendário religioso, celebrando apenas alguns eventos que consideram importantes (Ex: Natal).
2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS:
Santo: 
No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “QADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”.
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…” – 1 Pedro 2.9
Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (Ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26). 
 “… segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. –
Romanos 8.27 E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.

Efésios 4.11,12 “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”.
Canonização: 
Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.
De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.
A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. 1 Timóteo 2.5
 Romanos 8.34Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA
Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?
- Sl 115.4-7; 1 Co 8.4 – A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
- Ex 20.3-5; Is 42.8 – O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém.
- Ex 14.3,4 – Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (Ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.
- Dt 18.9-12; Is 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.
OBS: a definição da Enciclopédia Britânica (BARSA) para FESTA RELIGIOSA é: Um dia consagrado à memória ou à comemoração de um evento histórico religioso.
- Dt 32.17; Sl 106.36; 1 Co 10.20,28 – Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Em outras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.
Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas: 
- Iemanjá? Senhora Aparecida. 
- Xangô? São Jerônimo. 
- Oxóssi? São Sebastião. 
- Iorí? Cosme e Damião.
4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”
Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lc. 1:26,36-26  E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.
30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.
31 E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?
35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril;
. Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na Bretanha (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas (Quem eram os druidas? – O que melhor se pode dizer é que os druidas foram membros de uma elevada estirpe de Celtas que ocupavam o lugar de juízes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, astrônomos, etc. mas que evidentemente não constituíam um grupo étnico dentro do mundo Celta. Eram grandes conhecedores da ciência dos cristais.) com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!
Ainda hoje o dia 24 de junho é largamente celebrado na Escandinávia, na Alemanha e na Finlândia com fogueiras pagãs. A história relata que até o século passado os camponeses da Finlândia praticavam encantamentos mágicos durante o solstício de verão, a fim de obterem maior fertilidade nos animais.
No Brasil as “festas juninas” são realizadas em todo o país no mês de junho (daí o nome Festa “juninas”, e culminam no Dia de São João). O principal momento da festa é a quadrilha, em que vários casais vestidos de caipira encenam uma cerimônia de casamento (que normalmente não acontece).
CONCLUSÃO:
1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) – Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27 

2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER 
1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11 

3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM – Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – 
Dt 6.3-9; Pv 22.6
4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL  1 Co 10.23-33; Pv 6.28  AMEM- PB:LUIZ CARLOS
FONTES DE PESQUISA:
- Babilônia: A Religião dos Mistérios – Ralph Woodrow.
- Enciclopédia Britânica – BARSA.
- Enciclopédia de Bíblia e Filosofia 0- R. N. Chaplin e J. M. Bentes.
- A sabedoria das Runas (livro secular).
- A umbanda e as suas ordens (livro secular).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Marcha para Jesus em Venda Nova do Imigrante-ES
Realizada dia 09/06/2012.


Luiz Carlos e o Mattos Nascimento






Rizo e Eline ao lado do Mattos Nascimento

Elaine ao lado do Mattos Nascimento






Elaine ao lado do Mattos Nascimento




Hora do frio



quarta-feira, 13 de junho de 2012


  • Lição 12

  • O JUÍZO FINAL
  • Texto Áureo: Ap. 21.8 – Leitura Bíblica: Ap. 20.7-15

  • INTRODUÇÃO
  • Na lição de hoje estudaremos a sequência de eventos escatológicos que diz respeito aos julgamentos. Destacaremos o julgamento da besta, que acontecerá antes do Milênio. Após este, veremos que será estabelecido o juízo do Grande Trono Branco, que está relacionado à Segunda Ressurreição. Nesta ocasião, os mortos, aqueles que não ressuscitaram no arrebatamento, ressuscitarão, a fim de comparecerem perante o Supremo Juiz.
  • 1. O JULGAMENTO DA BESTA
  • O conflito entre Deus e Satanás é um dos temas centrais no livro do Apocalipse. Em Ap. 19.17-21, temos o relato de uma batalha entre Cristo e o Anticristo, na qual o Senhor Jesus sairá vitorioso. Nessa ocasião Cristo virá para julgar as nações, acontecerá a batalha do Armagedon, quando, conforme está registrado em Ez. 39.20, “a minha mesa vós vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valente e de todos os homens de guerra, diz o Senhor Deus”. Esse versículo está em consonância com Ap. 19.17, no qual se configura toda a batalha, onde serão servidas carnes de “reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, assim pequenos como grandes” (Ap. 19.18). Esses serão aqueles que fizeram pacto com o Anticristo, que receberam a sua marca, e que, por conseguinte, se colocaram contra Cristo. Os reis da terra, na percepção joanina, não passam de marionetes nas mãos do Anticristo. O poder político é avaliado na condição de regido por Satanás. Por causa disso, “a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta, e eles foram lançados vivos dentro do lado do fogo que arde com enxofre” (Ap. 19.20). O lago do fogo - geena em grego - diz respeito a um lugar de tormento e escuridão, no qual se encontrarão todos aqueles que servem a Satanás (Mt. 8.12; 22.13; 25.30; Ap. 20.10,14; 21.8). Por fim, o exército do mal será totalmente destruído com a “espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo” (Ap. 19.21), que não é outro, senão o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
  • 2. O JULGAMENTO DO GRANDE TRONO BRANCO
  • Durante o Milênio, Satanás será preso, “depois disto é necessário que ele seja solto por pouco tempo” (Ap. 20.3), a fim de provar aqueles que nasceram naquele tempo. Em Ap. 20.7-15 está escrito a respeito da derrota final de Satanás, pois um dos motivos da sua libertação será também “seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra” (Ap. 20.7,8). Gogue e Magogue, símbolos dos povos que se opõem a Deus, serão confrontados pelo Senhor (Ez. 38.1). Eles serão vencidos, juntamente com o próprio Satanás, pois “desceu fogo do céu e os consumiu” (Ap. 20.9). Tal como na batalha do Armagedon, na qual o Anticristo será vencido, o diabo, “foi lançado para dentro do lago do fogo e enxofre, onde também se encontram não só a besta como o falso profeta” (Ap. 20.10). Não há respaldo para o aniquilacionismo, isto é, a doutrina de que Satanás será destruído, mas a de que “serão atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos”. Aquele que passara mil anos preso no abismo, agora, sofrerá sua derrota final, a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn. 3.15). Ele sofrerá uma derrota paulatina, inicialmente será expulso dos ares para a terra e o mar, no período da Grande Tribulação (Ap. 12.9), será aprisionado por mil anos (Ap. 20.2), e por fim, será derrotado completamente.
  • 3. A SEGUNDA RESSURREIÇÃO
  • João viu, então, um Grande Trono Branco, e que estava “assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles” (Ap. 20.11). Mas antes do Juízo Final, ocorrerá a Segunda Ressurreição. Em Dn. 12.2, este acontecimento aponta para o período posterior à Tribulação. Há também a distinção entre aqueles que ressuscitarão para vida (Jo. 5.28,29), que são bem-aventurados (Ap. 20.6) e aqueles que ressuscitarão para a morte (Jo. 5.29; Ap. 20.5). Há diferença também de tempo entre a primeira e a segunda ressurreição, separadas pelo período de mil anos, justamente antes e depois do Milênio (Ap. 20.11-13). Os que tomam parte na Primeira Ressurreição são bem-aventurados porque são chamados “sacerdotes de Deus e de Cristo”, eles têm acesso direto à presença de Deus e também governarão com Ele durante o Milênio (Ap. 1.56; 5.10). A respeito da Segunda Ressurreição, João viu “os mortos, os grandes e pequenos, postos em pé diante do trono” (Ap. 20.12). Os livros das obras serão abertos para julgamento, “deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras” (Ap. 20.13). As obras não contam para a salvação (Ef. 2.8,9), mas para a condenação, inclusive para a gradação no sofrimento (Ez. 32.21-23; Hb. 10.29). Assim, aquele “que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”, trata-se, portanto, de um julgamento para a condenação, não para a salvação, já que a igreja foi julgada antecipadamente em Cristo (Rm. 8.1), apenas as suas obras sofrerão julgamento (I Co. 3.12-15).
  • CONCLUSÃO
  • O mundo está entregue ao Maligno, Satanás se encontra nas regiões celestiais, controlando os poderes, através dos principados e potestades. Estamos envolvidos nessa batalha espiritual, para tanto, devamos estar munidos com toda a armadura de Deus (Ef. 6.10-18). Na medida em que pelejamos, temos a consciência, sobretudo esperança, de que, ao final, Jesus governará, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16).




segunda-feira, 11 de junho de 2012


Os 144.000 do Apocalipse



        Somente 144.000 crentes irão morar no céu? Para onde irão os demais salvos? Vejamos algumas passagens bíblicas sobre o assunto: 
“Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado na testa os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7.3-4).
“Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas em suas mãos; estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo” (vv.9, 14,15).
“E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai. Estes são os que não estão contaminados com mulheres, porque são virgens. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro” (Ap 14.1,4).
        Vamos conhecer o que dizem alguns intérpretes:
Apocalipse 7.4 = Os 144.000 são descritos como servos de Deus (v.3), provenientes das tribos dos filhos de Israel (vv.4-8). Deus assinalará ou marcará as suas testas para indicar a sua consagração a Deus e que pertencem a Ele (cf.9.4; Ez 9.1-6; 2 Tm 2.19). Talvez sejam os primeiros convertidos de uma grande colheita de almas ganhas para Deus, dentre todas as nações e tribos e povos e línguas, durante a tribulação (v.9). Alguns intérpretes da Bíblia entendem que esses novos crentes dentre os filhos de Israel serão comissionados e capacitados pelo Espírito Santo para pregar o evangelho durante os negros dias da tribulação” (Bíblia de Estudo Pentecostal).
Apocalipse 7.9 = João descreve uma cena no céu: uma grande multidão de pessoas, provenientes de todas as nações, que foram salvas mediante a fé em Cristo. Estarão com Deus (v.15), livres de dor e tristeza (vv.16,17). Essa multidão, salva pelo `sangue do Cordeiro´, devem ser os santos da tribulação, pois João declara que `vieram de grande tribulação´ (v.14)” (Ibidem).
“Apocalipse 14.1 – O capítulo 14 começa descrevendo uma cena de 144.000 crentes proeminentes que aparecem no céu perto do Cordeiro. Certamente representam os mais consagrados e fiéis do povo de Deus de todos os tempos que desfrutam de graça e posição especiais no céu. A cifra 144.000 não significa que o número deles é restrito a esse total. Qualquer crente pode passar a pertencer a esse grupo mediante a fé, o mor e o serviço devotado a Deus” (Ibidem).

“Os cento e quarenta e quatro mil de cada tribo dos filhos de Israel (7.4) simbolizam a Igreja toda no fim dos tempos; isto é deduzido de 7.3, pois os servos do nosso Deus na dispensação cristã só podem ser a Igreja. Outrossim, desde que as tribulações dos últimos dias são universais, toda a companhia do povo de Deus carece de sua proteção, não simplesmente uma seção dele (os judeus). Uma multidão – Ap 7.9 – A Igreja é vista triunfante no céu” (O Novo Comentário da Bíblia, Edições Vida Nova, 1990).
Apocalipse 7.4 = Como este é o número total dos servos de Deus (7.3), os justos (1.1; 2.,20; 22.6), o número e a designação étnica podem estar aqui em sentido figurado, referindo-se aos verdadeiros seguidores do Deus de Israel (seguidores de Jesus; cf. 2.9; 3.9; 21.1,14). Quer seja esse número empregado figuradamente ou literalmente, é bastante clara, entretanto, a alusão ao Antigo Testamento e à concepção judaica universal da restauração de Israel, retratada, como em geral ocorre, em termos da restauração do remanescente (sobreviventes) das doze tribos” (Comentários Bíblicos Atos – Novo Testamento, Craig S. Keener).
“Se o número – 144.000 – for levado a sério, certamente ele está muito, mas muito mesmo, abaixo do número de crentes que estarão no céu. Até mesmo as dimensões físicas da Nova Jerusalém (Ap 21.16-17), para não dizer nada quanto ao restante do vasto universo criado por Deus, poderiam conter um número muito maior de pessoas do que 144.000. Apocalipse 7.9 declara que havia, além dos 144.000, `uma grande multidão... de todas as nações´ que eram também redimidos, o que indica não somente que os salvos não se limitam a esse número, mas que a passagem tem mais sentido se tomada de forma literal” (Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia – Norma Geisler e Thomas Howe).
“Pensemos agora no número 144.000. Doze é usado para representar o povo de Deus (12 tribos no Velho Testamento e 12 apóstolos no Novo). Dez é um número completo. Quando Deus quer descrever simbolicamente a totalidade de seu povo, ele usa 12 x 12 x 10 x 10 x 10. Outros termos simbólicos dão significado extra a este número. Eles são israelitas, 12.000 de cada tribo, homens virgens puros. Estes textos não devem ser interpretados como uma designação literal daqueles que irão para o céu. Mulheres, não só homens, estarão no céu. Pessoas que são casadas na terra, não exatamente virgens, estarão lá. Gentios, junto com judeus, estarão no céu. As descrições são simbólicas, tal como é o número. Podemos com certeza esperar ver muito mais do que 144.000 pessoas redimidas no céu” (www.estudosdabiblia.net/bd58.htm).
“Seria impossível para algum povo viver para sempre na terra, uma vez que ela será destruída quando Cristo retornar. "Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. . . ." (2 Pedro 3:10-12). O próprio Jesus disse que a terra passaria (Mateus 24:35)”.
“Alguns grupos religiosos insistem em que haverá servos de Deus que viverão para sempre num paraíso na terra. Este ensinamento apela para muitos porque eles estão muito ligados a esta vida e gostam da idéia de serem capazes de permanecer para sempre numa terra purificada. Para o verdadeiro cristão, estes ensinamentos não têm atração. Sua cidadania é no céu (Filipenses 3:20), e ele anseia por partir e estar com Cristo ali (Filipenses 1:21-24). Sua esperança é preservada no céu (Colossenses 1:5; 1 Pedro 1:3-5), e seus pensamentos estão totalmente centralizados na oportunidade de estar com o Senhor um dia (1 Pedro 1:13; Hebreus 11:13-16)”.
“Apocalipse 7, um texto que usa o número 144.000, é algumas vezes usado para ensinar que somente 144.000 estarão no céu e que o resto dos cristãos (uma grande multidão) permanecerá na terra. Apocalipse 7 é uma mensagem um tanto difícil, mas um mero olhar para ela mostrará que os 144.000 eram os irmãos fiéis na terra (Apocalipse 7:1-3), enquanto a grande multidão (servos de Deus que tinham morrido) estava no céu (Apocalipse 7:9). Isto é o exato oposto do que aqueles ensinam, que 144.000 serão os únicos no céu. Quando morrerem, naturalmente, os 144.000 também deixarão a grande tribulação e se juntarão na celebração no céu, em torno do trono de Deus. Apocalipse 7 não dá apoio à doutrina de um paraíso eterno na terra. As Escrituras afirmam claramente que só há uma esperança (Efésios 4:4), que é a esperança no céu (Mateus 6:19-21)” (Gary Fisher-www.estudosdabiblia.net/bd36.htm).
“Não esqueçamos algo básico que é o valor conceitual, moral e espiritual dos números para a interpretação bíblica. Portanto, é necessário dissecar este número. 144.000 é o resultado da operação 12 X 12 X 1000. Nesse pequeno e sugestivo cálculo matemático, temos uma preciosa lição. Estes números são a chave para abrir a porta para um belíssimo conceito, o do precioso ideal da gloriosa esperança, da habitação eterna e perene com Deus”.
“12 são as tribos de Israel; 12 é o número dos apóstolos. Significa que as tribos de Israel representam aqui todos os salvos e fiéis do Antigo Testamento; os apóstolos simbolizam todos os fiéis e salvos do Novo Testamento. 12 X 12 (144) são todos os fiéis da Antiga Aliança e todos os remidos da Nova Aliança, TODOS OS SALVOS, portanto! Todos os que foram comprados pelo sacrifício de Jesus Cristo, resgatados do poder do mal, e que formam a Igreja Vitoriosa e Militante! E os 1000? É 103 (dez elevado ao cubo), o resultado da operação 10 X 10 X 10. Na linguagem bíblica, 10 é número de altíssimo valor e significado porque reúne nele o 3 (número de Deus) e o 7 (número da obra completa, da plenitude)”.
“Esse ilustre número (o 10) está multiplicado por ele mesmo duas vezes, quer dizer, 10 X 10 X 10, como já foi mencionado. É o número de altíssima perfeição (10) multiplicado pelo número de Deus (3). O resultado só pode ser o máximo de bem-aventurança: ter a fronte selada (símbolo de propriedade) por ordem do próprio Deus! (cf. v.3)”.
“Multiplicando o resultado de 12 X 12 (144) pelos 1000 do parágrafo acima temos como resultado 144.000, número ideal, representando o conceito de todos os salvos, em todos os tempos, de todos os lugares, de todos os quadrantes, de todas as raças, de todas as condições sociais”. 




Fonte:Pr Airton Evangelista da Costa

quarta-feira, 6 de junho de 2012


O Evangelho do Reino no Império do Mal 
Texto Áureo: Ap. 14.7 - Leitura Bíblica: Ap. 14.1-7







INTRODUÇÃO


Na lição de hoje, estudaremos a respeito da proclamação do evangelho do reino em meio ao império do mal. Inicialmente, apresentaremos a atuação das duas testemunhas durante a Tribulação. Em seguida, abordaremos o evangelho do Reino de Deus, atualmente e no período da Tribulação. Ao final, destacaremos a relação desse evangelho diante do império do Mal, regido pela besta, o anticristo e o falso profeta.


1. AS DUAS TESTEMUNHAS


Durante o período da Tribulação, o Senhor dará duas testemunhas que profetizarão por “mil duzentos e sessenta dias” (Ap. 11.3). Essa é uma demonstração de que Deus estará com o Seu povo, para mostrar o caminho certo, mesmo em situação adversa. Em alusão à profecia de Zacarias (Zc. 4.12), as testemunhas são comparadas às duas oliveiras e os dois candeeiros. No contexto daquele profeta, esses são o sacerdote Josué (Zc. 3.1) e o governador Zorobabel (Zc. 4.6,7). A respeito da identidade dessas duas testemunhas, é possível associá-las a Elias e Moisés, já que, conforme está escrito em Ap. 11.6, teve “autoridade para fechar o céu, para que não chova”, e “poder sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos”. Mas não podemos afirmar categoricamente que se tratam literalmente de Elias e Moisés, tendo em vista que eles apareceram como figuras na Transfiguração (Mc. 8.4). É bem possível que essas testemunhas apenas atuem no mesmo poder, tal como João Batista representou Elias (Mt. 11.14; 17.10-13). Essas testemunhas serão martirizadas, vitimadas pela truculência da besta. Os corpos das duas testemunhas ficarão expostos e insepultos, atitude que demonstrava indignidade no mundo antigo (Ap. 11.8). Está escrito que “seus cadáveres ficarão estirados na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o Senhor foi crucificado”. A cidade a que o apóstolo se refere é Jerusalém, isso quer dizer que o governo do anticristo parte de Roma até Jerusalém. A alusão às cidades de “Sodoma e Egito” aponta para a hostilidade contra Deus, tal qual os habitantes daquela antiga cidade (Gn. 19.1-11). Essas duas testemunhas ressuscitarão depois de “três dias e meio”, pois “um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou e eles se ergueram sobre seus pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo” (Ap. 11.11). Essa é uma demonstração de que Deus não abandona os seus, os que viram a ressurreição das testemunhas ouviram “grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu na nuvem, e os seus inimigos as contemplaram” (Ap. 11.12). Deus não apenas se interessa pelos seus, Ele também os vinga, “naquela hora houve grande terremoto e ruiu a décima parte da cidade, e morreram nesse terremoto sete mil pessoas” (Ap. 11.13).


2. O EVANGELHO DO REINO


Essas testemunhas pregavam o evangelho do Reino, o estabelecimento do governo de Cristo. Evangelho, em grego euangelion, diz respeito às “boas novas” sobre a salvação que Deus providenciou através de Jesus Cristo. Paulo o define como “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm. 1.16). Trata-se do cumprimento cabal das profecias da Antiga Aliança, e está intimamente relacionado ao Reino de Deus. Por isso Jesus anuncia: “o tempo é chegado, o Reino de Deus está próximo, arrependei-vos e crede no evangelho” (Mt. 1.15). O evangelho não deva circunscrever-se às fronteiras de uma nação, é digno de ser levado até aos confins da terra (Mc. 16.15; At. 1.8). O evangelho de Jesus, o qual Paulo, algumas vezes, se refere como “meu evangelho” , é a propagação da mensagem da morte e ressurreição de Cristo (Rm. 2.16; 16.25; II Co. 4.3; I Ts. 1.5; II Tm. 2.8). Não se deve confundir o evangelho de Cristo com outros evangelhos, que nada têm a ver com os ensinamentos dos falsos mestres (II Co. 11.4; Gl. 1.6,11; 2.2). O evangelho de Cristo é a verdade (Gl. 2.5; Cl. 1.5), portanto, deve ser confessado (II Co. 9.13), aqueles que o desobedecerem serão condenados (II Ts. 1.8; I Pe. 4.17). Durante os sete anos de Tribulação o evangelho do reino será pregado, então virá o fim (Mt. 24.14). Isso nada tem a ver com o arrebatamento, pois a igreja já foi arrebatada. Não se pode condicionar o arrebatamento da igreja à pregação total do evangelho às nações. Durante a Tribulação, alguns acreditarão no evangelho do reino, uns serão preservados (Ap. 7.1-17; 14.1-7) outros martirizados sob a perseguição da besta e do anticristo (Ap. 15.2-4).


3. O REINO E O IMPÉRIO DO MAL


No capítulo 14 do Apocalipse João registra o futuro daqueles que foram preservados durante a Grande Tribulação. O foco é direcionado não mais à besta e ao anticristo, mas aos que foram redimidos, que não trazem a marca da Besta, mas de Deus. Esses se recusaram a receber a marca da Besta, foram martirizados, mas a salvação deles é assegurada, e não são poucos, trata-se de 144 mil das tribos de Israel e uma grande multidão de várias etnias. Sião, nesse texto, pode ser simbólica, tendo em vista que se refere à Jerusalém, a cidade do Ungido de Deus (Sl. 2), ainda que não se possa descartar que no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos (Jl. 2.32). Ademais, Sião se tornará a cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial (Hb. 12.22). Os salvos “não se macularam com mulheres, porque são castos”. A palavra “castos”, em grego, é parthenoi que significa virgens. Essa castidade diz respeito à pureza espiritual, consoante ao que expõe Paulo em II Co. 11.2, no que tange à igreja. Desde o Antigo Testamento, a apostasia de Israel, ao se voltar aos deuses falsos é reconhecida como adultério. Portanto, a castidade dos 144 mil é de natureza espiritual, pois estes não se dobraram diante da besta, seu anticristo e o falso profeta. Por fim, João vê um anjo voado no céu, é outro anjo, que trazia uma mensagem, a respeito do “evangelho eterno” (Ap. 14.6). Esse evangelho não se distingue, em natureza, do evangelho de Cristo, pois conclama ao arrependimento. Isso que dizer que ainda há tempo para aqueles que, mesmo em meio à tribulação, darem glória a Deus (Ap. 14.7). Deus não tem prazer na morte do ímpio (Ez. 33.11), não quer que ninguém pereça (II Pe. 3.9), por isso chama todos ao arrependimento (At. 17.30).





CONCLUSÃO


O evangelho relatado no Apocalipse diz respeito ao Reino de Cristo, que será implantado durante o Milênio (Ap. 20.1-6). As duas testemunhas proclamarão esse evangelho e por causa dele serão martirizadas. A igreja de Cristo nos dias atuais proclama o evangelho para a salvação, a verdade de que Ele morreu e ressuscitou de entre os mortos, para que todo aquele que nEle crê tenha vida eterna. Não só em Judéia e Samaria, mas até aos confins da terra, no poder do Espírito Santo (At. 1.8).

Fonte:Prof. José Roberto A. Barbosa

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