quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Naum - O Limite da Tolerância Divina

 
Texto Áureo: Gn. 18.32 - Leitura Bíblica: Na. 1.1-3; 9-14

INTRODUÇÃO

Esta na moda uma teologia bastante condescendente, que supervaloriza a misericórdia e o amor divino em detrimento do julgamento. A aula de hoje servirá para reestabelecer o equilíbrio bíblico a esse respeito. O Deus da Bíblia é amor (I Jo. 4.8), mas também é fogo consumidor (Hb. 12.29). O livro de Naum ressalta essa verdade, a respeito da qual trataremos nesta lição. A princípio apontaremos os aspectos contextuais do livro, em seguida, sua mensagem, e por último, a aplicação para os dias atuais.
1. ASPECTOS CONTEXTUAIS
Naum, cujo nome significa “confortador”, era da Galileia e pronunciou o juízo de Deus contra a Assíria, na medida em que também confortou Judá por causa da opressão daquele inimigo. Sua profecia é destinada, especificamente, aos judeus, às tribos do Sul, provavelmente entre 663 a 612 a. C. O cumprimento da profecia da destruição da Assíria, se deu por volta de 663 a. C., após a queda de Tebas. O versículo-chave do livro se encontra em Na. 1.7-9: “O SENHOR é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que cofiam nele. E com uma inundação transbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão o seus inimigos. Que pensais vós contra o SENHOR? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia”. Os livros de Naum e Jonas se complementam, pois os dois tratam do julgamento sobre a Assíria, e têm Nínive, a capital do império, como foco. O Reino do Norte, Israel, já havia caído nas mãos dessa potência mundial em 722 a. C., que agora assolava o Reino do Sul, Judá. Naum foi levantado por Deus para proclamar a ira do Senhor sobre essa nação, que viria a cair diante da Babilônia. Através das profecias de Naum, sabemos que Deus não é apenas o Senhor de Israel, mas de toda a história. Ele está no comando das nações, o mundo está sobre a Suas mãos, pois “o SENHOR é Deus zeloso e vingador (…) tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado” (Na. 1.2,3). O livro de Naum apresenta a seguinte divisão: A terrível ira de Deus - os princípios do julgamento divino (Na. 1.1-7); a ira pessoal de Deus - o julgamento de Deus sore Nínive e Senaqueribe (Na. 1.8-15); a ira de Deus manifesta - a destruição de Nínive (Na. 2.1-3.11) e a ira irresistível de Deus - a destruição de Nínive foi inevitável (Na. 3.12-19).

2. A MENSAGEM DE NAUM

A mensagem de Naum começa em Deus, pois Ele é zeloso e vingador, que tem ciúme do Seu povo, por isso exercerá justiça sobre os inimigos do Seu povo (Na. 1.2,3). Os inimigos de Deus, nos tempos do profeta, estavam materializados na Assíria, que representavam o mal contra a Israel e Judá (Na. 1.9-11). Como consequência, a ira de Deus sobreviria sobre aquela nação (Na. 1.12-14), que resultaria em paz para Judá (Na. 1.15). Nínive iria cair, “como palha mais seca” (Na. 1.10), o jugo sobre Israel seria quebrado (Na. 1.12,13). Aquela destruição seria motivo de júbilo e celebração, pois não haveria mais razão para medo (Na. 1.15). Sendo Deus o Senhor, e estando Ele no comando da situação, de nada adiantaria a Assíria lançar mão das suas armas poderosas (Na. 2.1). Todo artifício humano cai por terra quando Deus determina a Sua vontade. As forças humanas não podem ir de encontro aos desígnios de Deus, pois Ele é soberano. As promessas feitas ao Seu povo se cumprirão, para tanto, destruirá as fortalezas dos inimigos (Na. 2.2-19). Quatro imagens são apresentadas por Naum para denunciar a culpa dos ninivitas: a cidade é um leão que causa pavor à vizinhança (Na. 2.11,12); uma prostituta que escraviza os outros com feitiçaria (Na. 3.4); uma cidade egípcia de Tebal, que acaba sendo destruída pela Assíria (Na. 3.8-10); e gafanhotos que destruíram o campo (Na. 2.15-17). Mas Deus não admite a opressão de nações que abusam do poder para tirar vantagem e oprimirem as mais pobres. Ele acompanha as situações de injustiça entre as nações, e como fez com a Assíria, agirá em relação às nações no futuro (Na. 2.13; 3.5). A queda daquele império, e de tantos outros que oprimem as nações ainda hoje, foi e será motivo de júbilo, pois aliviará o fardo daqueles que se encontram debaixo de jugo pesado (Na. 3.14-19).

3. PARA HOJE

Nenhum império é absolutamente grande perante Deus, nações subiram e depois desceram, um exemplo disso é a queda de Roma no quinto século da era cristã. A queda de Nínive, bem como da Babilônia, é uma demonstração de que somente o Reino de Deus permanece para sempre (Sl. 45.6). Desde o princípio os seres humanos querem construir suas torres, tal como o império de Nimrode, que querem se instituir permanentemente sobre a terra (Gn. 10.8; 11.11). Mas o julgamento de Deus virá, não apenas sobre as pessoas, mas também sobre as nações (Mt. 25.31,32). Deus não quer que as pessoas pereçam, pois é misericordioso, e rico em perdoar (II Pe. 3.9,10), mas estabeleceu um dia de julgamento, no qual destruirá as nações que não se arrependerem, e que perseguiram Israel na Tribulação (Ap. 20.4). O conforto, que é o significado do nome Naum, será não para os inimigos, para aqueles que oprimem, mas para os que são oprimidos, pois serão confortados pelo Senhor. O Deus de Israel, e da Igreja, é de vingança, Ele não deixará impune aqueles que se opõem à Sua palavra, e que perseguem o Seu povo (Dt. 32.35; Rm. 12.19). Nínive, como império fundado por Nimrode, continua sendo símbolo dos governos humanos que se opõem a Deus (Ap. 17.5). Mas o império dos homens tem data marcada para terminar, ainda que não saibamos quando será o dia e a hora. Durante a Tribulação, Babilônia, o império do Anticristo, cairá por terra (Ap. 18.2). Os governantes da terra lamentarão a queda desse último império (Ap. 18.16-18). Os súditos do reino de Deus celebrarão, cantarão louvores a Deus, pois a glória terrena findará, dando lugar ao poder de Deus (Ap. 19.1-4; 6-9).

CONCLUSÃO

Jonas recebeu a incumbência de ir para Nínive proclamar a Palavra do Senhor (Jn. 1.1,2; 3.1,2). Na ocasião, a cidade se arrependeu, mas não persistiu em obediência, antes se entregou à vaidade. Por causa disso, aproximadamente duzentos anos depois, foi destruída. Isso mostra que Deus tolera o pecado, pois não deseja que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam (II Pe. 2.9). Caso contrário, Seu julgamento virá (I Ts. 5.2,3), por isso, é preciso ter cuidado para não recair no pecado da apostasia, que resultará em destruição eterna (Hb. 1.9; 6.6; 10.26).



Fonte:Publicado no blog Subsidio EBD

 

Por que casar, se eu posso só ficar e namorar?



Casamento é algo que antigamente todo mundo buscava. Hoje alguns até sonham, mas a vida profissional e a estabilidade financeira estão em primeiro lugar. Lembro-me das histórias dos meus pais e avós, para eles o casamento era uma necessidade para que a vida adulta começasse e o labutar diário fizesse sentido.
Casar e construir juntos, eles pensavam. Hoje as coisas mudaram. Construir sozinho e depois juntar o que temos. Primeiro terminar os estudos, estar com um bom emprego e depois pensar em casar. Não quero ensinar aqui que devemos sair juntando nossas trouxas com qualquer um, sem o mínimo de preparo e planejamento, mas esse é apenas um exemplo para mostrar como o entendimento do casamento mudou.
Que as coisas mudaram não há dúvida, mas por que mudaram? Uma das razões entre muitas está no valor e significado do ato sexual. Antes, o sexo era a aliança final e suprema entre um homem e uma mulher. Naquele tempo a virgindade tinha valor. A cultura da época via no sexo algo de sagrado e reservado para o casamento.
Vale também lembrar que a hipocrisia daquela época era grande, e enquanto as mulheres se guardavam para o casamento muitos homens eram iniciados em sua vida sexual nos bordéis. Muitos rapazes inclusive levados pelos próprios pais. Isso hoje é considerado abuso sexual. Porém a questão é que mesmo com a hipocrisia havia uma aversão ao sexo fora do casamento.
A sociedade era contra o sexo antes do casamento e também contra o adultério. Essa sociedade começa a mudar, entretanto, com os ideais hippies de sexo, drogas e rock’n roll. A liberdade sexual é usada como forma de protesto contra a dureza e o moralismo da sociedade moderna. Depois disso o sexo virou comércio, como tudo, ou quase tudo. A industria da pornografia é uma das mais lucrativas do mundo.
Traduzindo: uma das melhores sensações da vida, o sexo, há 50 anos atrás era bem visto somente dentro do casamento. Assim, a necessidade biológica do sexo era a mola propulsora para o matrimônio. Hoje você não precisa casar para encontrar alguém que queira fazer sexo com você, gratuitamente, sem compromisso e com muita disposição. Logo, por que se casar?
Por sexo? As pessoas têm a sua disposição fora do casamento e não são mal vistas por isso como antigamente. Assim pensam ser melhor ficar.

Não entenda ficar como um simples beijo na boca, prática corriqueira entre adolescentes, mas o sexo sem compromisso entre amigos, companheiros de trabalhos, ou entre duas pessoas que acabaram de se conhecer em uma balada. Por desejo de afetividade? Não é preciso casar e enfrentar os desafios de uma vida a dois. Basta namorar.
Fora a questão civil no nosso país. Que leva você a gastar cerca de R$ 450,00 para se casar e oferece uma enorme facilidade para o divórcio. Adultério já foi crime, não é mais. A “união estável” está em alta e te oferece direitos como se você fosse casado.
Toda essa lógica é comum em nosso tempo. Mas é totalmente contra a lógica cristã. Ou você pensa como Cristo e se afirma como um cristão ou você assume sem reflexão os costumes desse tempo decadente. Chegamos ao título desse texto: Por que casar, se eu posso só ficar e namorar?

Desejo propor aqui uma resposta cristã para esse tema. Para isso desejo basear minha argumentação no imperativo de Jesus Cristo que resume todos os mandamentos de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Um princípio de alteridade é exposto aqui. Alteridade é a capacidade de reconhecer o outro. Saber que a vida não encontra propósito quando não consideramos seriamente a existência e as necessidades do outro.
O cristianismo oferece sentido para nossa existência quando amamos a Deus, pois fomos criados por Ele e para Ele, e fazemos isso amando nosso próximo. Não vivendo para nós mesmos, mas para o “totalmente outro”, Deus, e para o outro, os indivíduos com os quais você se relaciona. Porém estamos em um tempo em que as pessoas são egocêntricas e egoístas. O outro é percebido apenas quando ao percebê-lo teremos vantagens para nós mesmos.
Quando ficamos, nos relacionamos sem compromisso, estamos usando outra pessoa para satisfazer nossos desejos. Diante da carência e do desejoso de sexo, vamos procurar aquela pessoa que podemos usar, aquela que um dia demonstrou sentir algo por nós, ou alguém que está, assim como nós, buscando alguém para ser usado. Ocorre assim a simbiose da afetividade, um usando o outro para se satisfazerem.
Na própria idéia de namoro está implícito um compromisso em uma fase de conhecimento para que saibamos com certeza se essa pessoa é a pessoa com quem queremos constituir uma família. Namoro não é para usar alguém de forma cativa. Namoro não é disputa de domínio.
O desejo de Deus é que cada pessoa viva totalmente realizada ao encontrar propósito e significado para sua existência Nele. Solteiro ou casado, satisfação existencial em Deus. Depois disso, essa pessoa está apta para se relacionar afetivamente sem se ferir e sem causar ferimentos. Ela não busca satisfação no outro. Mas satisfeita em Deus ela pode oferecer algo a pessoa amada.
Ela pode oferecer o que já tem. Dessa forma o relacionamento afetivo, entre um homem e uma mulher, em uma perspectiva cristã, não é a busca do que temos falta, no outro, mas o transbordar do que já temos sobre o outro. Enquanto os dois esperam algo, ninguém recebe e há frustrações e mágoas. Quando os dois oferecem, há transbordar de alegria. Esse casal agora está pronto para se casar e fazer uma aliança um com outro, não só de palavras, mas de sangue e de prazer, isso é sexo. Sem constrangimento, sem doenças, sem mágoas, sem usar e sem ser usado.
E quando a força do sexo passar, a idade chegar e o sexo for um apêndice, o que restará é o verdadeiro amor, que o simples ficar e o namoro superficial não podem produzir, mas somente aqueles que têm um relacionamento profundo como no casamento, podem encontrar. Porque o amor começa quando a paixão acaba.


Fonte: Estudo Gospel



 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Expondo os Erros da NVI - NIV




Exposição de 35 dos milhares de erros da NVI Nova Versão Internacional e da NIV New International Version, comuns a todas as Bíblias baseadas no TC, isto é, as Almeida Atualizada Revisada Jerusalém Viva BLH Linguagem de Hoje Testemunhas de Jeová Católica Ecumênica, em contraste com Bíblia baseada no TR Textus Receptus, a ACF Almeida Corrigida Fiel.
(também das Almeida Revisada, Almeida Atualizada, Viva, Ling. Hoje)

A Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada, inerrante e infalível. É a base de toda a nossa fé e prática (II Tm 3:16). Por isso o diabo tem investido na tentativa de danificá-la. Todo esforço tem sido feito para corroer a fé na sua inspiração, infalibilidade e autoridade, e na divindade de Cristo. Se olharmos a História, veremos tentativas até de extirpar a Palavra de Deus. Não podendo destruí-la, o diabo tem investido na tentativa de enfraquecer as doutrinas cardeais dela, através das diversas versões, tendo como base fontes não fidedignas. Cabem algumas perguntas: "Por que tantas versões? Qual a origem das novas versões? Por que a Almeida Revista e Atualizada traz textos em colchetes? Por que a NIV suprime versículos inteiros?"

Quando se procura a respeito da origem das novas traduções, descobre-se que são grandemente baseadas na edição de um texto grego feita em 1881 por Westcott e Hort. Estes tomaram como base um grupo de manuscritos que representam uma pequena percentagem dos cerca de 4255 manuscritos existentes. Tal pequeno grupo de manuscritos havia sido rejeitado pela maioria dos crentes através dos séculos, porque não os consideravam dignos de confiança. A edição de Westcott e Hort tornou-se predominante nos modernos meios teológicos, trazendo grande prejuízo para as igrejas fieis. Aquela edição geralmente é chamada de "Texto Crítico" (T.C.) ou (W.H.).

Antes do surgimento do T.C., as traduções tinham como base o "Textus Receptus" (T.R.). Em inglês a versão Rei Tiago (king James) e em português a Almeida Corrigida. (Sendo que, em 1994, foi lançada a Corrigida Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana, que é mais fiel aos originais). O T.R. foi organizado por Erasmo em 1516, representando a maioria esmagadora dos manuscritos, sendo usado pelas igrejas Batistas, evangélicas fiéis a Deus.

Nosso propósito é mostrar que as versões que têm por base o T.C. procuram enfraquecer diversas doutrinas como: divindade de Cristo, expiação por Cristo, Sua morte vicária, etc. Temos como exemplo os diversos textos em colchetes na versão Atualizada, querendo insinuar que podem ou não ser inspirados por Deus, Jo 7:53-8:11. Isto é um acinte à doutrina da preservação, Sl 119:89,152,160; Is 40:8; Mt 24:35; I Pe 1:23-25; Ap 22:18-19.

No ano 2000, foi lançada em nosso Brasil a NVI (Nova Versão Internacional). Veja o que está no prefácio da New International Version, na sua 5a impressão (setembro.86), na página vi: "O texto em grego usado na tradução do NT foi um texto eclético... Onde os manuscritos existentes diferem, os tradutores escolheram uma entre as leituras, de acordo com os consagrados princípios da crítica textual do Novo Testamento. Notas de rodapé chamam atenção para aqueles locais onde havia incerteza sobre em que consistia o texto original". Isto é um ataque frontal à doutrina da preservação. Além disso, como fundamentalistas não podemos aceitar versões e/ou traduções que seguem a filosofia de equivalência dinâmica (que violenta o sentido original do texto). Vejam e pasmem com o que está escrito na contra capa do Novo Testamento da NVI, em português, que foi lançado em nosso país em 1994. "Em 1991 deparei-me a primeira vez com a NVI ... Logo verifiquei tratar-se de uma versão altamente precisa ... tendo por princípio na sua tradução, a equivalência dinâmica. ... Considero-a a mais fiel ...". Isto é um diatribe contra a Palavra de Deus.

Vejamos os ataques dessas versões:

Ataques à DIVINDADE DE CRISTO:
(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em Mc 9:24; Lc 23:42; At 8:37; 1 Co 15:47; Ap 1:11. Ademais, T.C. e NVI extirpam centenas dos títulos divinos: Senhor, Jesus, Cristo, Jesus Cristo, Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, etc.!):

João 3:13 Fiel = "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU." T.C. e NVI sacam do texto que Cristo "está no céu." Assim, anulam aqui (mesmo que não em toda a Bíblia), que Cristo é onipresente, é Deus! NVI: "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem."

At 9:5,6 "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse O SENHOR: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. (6) E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer." T.C. e NVI omitem aqui que Cristo é "o Senhor", é Deus, devemos-lhe imediata e total obediência! NVI ="Saulo perguntou: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem você persegue. (6) Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer'."

Rm 14:10, 12 "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO. (12) De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" T.C. e NVI, no v. 10, adulteram "Cristo" para "Deus". Ora, como o juiz de v. 10 é o de v.12, T.C. e NVI aqui2 anulam uma fortíssima prova da divindade de Cristo, e que é a Ele que os crentes darão conta (para fins de galardoamento)! NVI ="Portanto, você, por que julga seu irmão? Ou por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de DEUS. (12) Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus."

1Tm 3:16 "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "Deus", trocando-o por "Aquele que", portanto destruindo aqui2 uma das maiores provas da divindade de Cristo! "Note que a NIV americana já trocou "Deus" por "aquele que", no corpo do texto!... NVI = "Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: aquele que foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória."

1 João 4:3 "E todo o espírito que não confessa que Jesus CRISTO VEIO EM CARNE não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo." T.C. e NVI aqui2 agradam as falsas religiões, pois anulam que Cristo veio em carne, extirpam que Jesus Cristo (mesmo sempre sendo 100% Deus) encarnou literalmente, teve e sempre terá corpo literal e será 100% homem! NVI: "mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo, a cerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo." 

Ataques à EXPIAÇÃO POR CRISTO ( E SÓ PELO SEU SANGUE):
Cl 1:14 "Em quem temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos pecados;" T.C. e NVI tiram aqui2 que foi pelo derramamento do sangue de Cristo que nossos pecados foram expiados, Deus foi propiciado, nossa salvação foi comprada!1 NVI: "em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados." Nunca esqueçamos: He 9:22 "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão."!

Ataques à MORTE VICÁRIA DE CRISTO (em nosso lugar!):
1 Co 5:7 "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS." T.C. e NVI tiram aqui2 que Cristo morreu "por nós", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos Is 53:5! NVI: "Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado."

1Pd 4:1 "Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;" Novamente, é pisado e tirado aqui2 que Cristo morreu "por nós", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos Is 53:5! NVI: "Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado."

Ataques à doutrina da TRINDADE:
1 João 5:7-8 "Porque três são os que testificam NO CÉU: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO; E ESTES TRÊS SÃO UM. E TRÊS SÃO OS QUE TESTIFICAM NA TERRA: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num." T.C. e NVI arrancam aqui2 a mais explícita e uma das mais fortes provas da doutrina da Trindade!1 "Há três que dão testemunho: (8) o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes." Será que isto não equivale à Bíblia dos Testemunhas de Jeová:? "Porque são três os..."
O rodapé da NVI visa levar a mortal engano, pois a passagem é estabelecida por fortes provas teológicas, gramaticais, lógicas, históricas, de contradição da crítica textual e de consistência com o estilo bíblico. E por pelo menos: várias traduções antiqüíssimas (Siríaca/Pershitta de 150DC, Valdenses de 157 DC, etc.); 22 manuscritos gregos (o 635, de 10** DC; etc.), entre aqueles relativamente poucos que contêm o capítulo e sobreviveram; praticamente todos os códices que também contêm o capítulo e sobreviveram (alguns anteriores ao século IV); e citações de 12 "pais da Igreja" (Tertuliano em 200 DC; etc.). Há um excelente livro exclusivamente em defesa destes 2 versos: "The History of the Debate Over 1 John 5:7-8", Michael Maynard, Comma Publications, 444 págs., 1995.

Ataques à inspiração da BÍBLIA:
Lc 4:4 "E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS." T.C. e NVI extirpam aqui2 que viveremos de cada uma de todas as palavras da Bíblia, e que todas e cada uma delas são inspiradas por Deus! NVI: "Jesus respondeu: Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem'." 

Ataques à DOUTRINA DA SALVAÇÃO:
(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em: Mt 9:13; 18:11):
Mt 20:16 "Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS ESCOLHIDOS." T.C. e NVI aqui2 tiram palavras de modo a gravemente enfraquecer a doutrina da salvação (mais especificamente, do chamamento e da eleição). NVI: "Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos."

Mc 2:17 "E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores AO ARREPENDIMENTO." T.C. e NVI extirpam aqui2 a indispensabilidade de verdadeiro arrependimento, para salvação! NVI:"Ouvindo isso, Jesus lhes disse: 'Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores'."

João 3:15 "Para que todo aquele que nele crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida eterna." T.C. e NVI extirpam aqui2 que quem não crer perecerá (sofrerá eternamente no lago de fogo, esta é a morte eterna)! NVI: "Para que todo o que nele crê tenha vida eterna."

João 6:47 "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê EM MIM tem a vida eterna." T.C. e NVI suprimem aqui2 "em mim", favorecendo o universalismo, que basta crer em algo ou alguém, seja o que ou quem for, não indispensavelmente em Cristo! NVI:"Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna."

At 8:37 "E DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE, DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS." T.C. e NVI tiram aqui2 todo o verso do texto principal, anulando que batismo vem depois da salvação, e esta decorre de crer em Cristo e em tudo que Ele disse de Si, inclusive Sua divindade!

At 9:5-6 "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer." T.C. e NVI extirpam aqui2 o que pusemos em maiúsculas, anulando que salvação vem da aceitação de Cristo como Senhor (a quem aceitamos como controlador absoluto) e como Deus! NVI: "Saulo perguntou: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem você persegue. (6) Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer'." (O irmão Hélio Silva conta de um missionário americano a quem ele muitíssimo admira e ama, e que usava a boa King James Bible para preparar sermões que ia pregar em português. Com a KJB, ele preparou um excelente sermão baseado no texto que a NVI extirpou. Resultado: confundiu-se todo na hora de pregar, mesmo que tenha tentado usar todas as Bíblia - T.C. brasileiras presentes! Inconsistência! Inconsistência!).

Rm 8:1 "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, QUE NÃO ANDAM SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO." T.C. e NVI extirpam aqui2 o que pusemos em maiúsculas, anulando, aqui, que há, sim, condenação (não quanto à salvação mas sim quanto à comunhão, correção, galardão, o ser usado por Deus) para o salvo que andar segundo a carne: At 5:1-10; 1Co 3:12,15; 5:9-10; Gl 5:16-18; 1Jo 3:20-21; 5:16!1 NVI:"Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus,"

1Pd 2:2 "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, PARA QUE POR ELE VADES CRESCENDO." T.C. e NVI anulam o que pusemos em maiúsculas, favorecendo aqui2 o ensino herético que a salvação vem por um processo gradual de crescimento! NVI:"Como crianças recém-nascidas, desejem intensamente o leite espiritual ouro, PARA QUE POR MEIO DELE cresçam PARA SALVAÇÃO."

2Pd 2:17 "Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas ETERNAMENTE se reserva." T.C. e NVI extirpam aqui2 que a condenação é eterna! (sem cessar de existir e sofrer)! NVI:"Estes homens são fonte sem água e névoas impelidas pela tempestade. a escuridão das trevas lhes está reservada."
Ataques à importância do JEJUM BÍBLICO:
Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em: At 10:30-31; 1 Co 7:5):
Mt 17:21 "mas esta casta de DEMÔNIOS não se expulsa senão pela oração e pelo jejum." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem séria dúvida sobre todo o verso, enfraquecendo aqui2 a necessidade da arma oração + jejum. Quem teria interesse nisto, senão o nosso inimigo?! (ver Ef 6:12)

Mc 9:29 "E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração E JEJUM." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "e jejum", enfraquecendo aqui2 que piedoso jejuar é indispensável contra certos demônios.

GRAVÍSSIMAS CONTRADIÇÕES
(T.C. se contradiz a si próprio! Bíblias-T.C., idem):
Mt 27:34 "Deram-lhe a beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber." T.C. e NVI adulteram "vinagre" para "vinho", contradizendo frontalmente Sl 69:21! NVI: "Ali lhe deram para beber VINHO misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber". Ver análise no livro de Pickering, 4.5.1 e 7.1.1.

Mc 1:2-3 "Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante atua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. (3) Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.." T.C. e NVI adulteram "nos profetas" 1 para "no profeta Isaías", criando grave contradição ao citarem de Ml 3:1 (além de Is 40:3)! NVI: "Conforme está escrito no profeta ISAÍAS: 'Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho' (2) 'voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, endireitem as veredas para ele'."

2Ts 2:8 "E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor DESFARÁ pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;" T.C. e NVI adulteram "desfará" para "matará", contradizendo frontalmente Ap 19:20 ("lançados vivos...")! Do mesmo modo que os crentes vivos por ocasião do Arrebatamento terão seus corpos transformados em imortais e para a glória eterna, sem experimentarem antes a morte física, o anticristo e o falso profeta terão seus corpos transformados em imortais e para o sofrimento eterno, sem experimentarem antes a morte física. Mas a NVI diz: Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus MATARÁ com o sopro de sua boca, e destruirá, pela manifestação de sua vinda."

Contraste a NVI ante a Fiel também em: Mt 5:22 (Jesus irou-se em Mc 3:5, mas com motivo). Lc 4:44 contra Mt 4:23 + Mc 1:39. Mt 19:17 contra Mc 10:18 + Lc 18:9. Mt 10:10 contra Mc 6:8. 

OUTROS ERROS:
Mt 1:25 "E não a conheceu até que deu à luz seu filho, O PRIMOGÊNITO; e pôs-lhe por nome Jesus." T.C. e NVI agradam o romanismo, extirpando aqui2 que Jesus foi o primeiro entre os vários filhos de Maria. NVI:"Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus."

1 Co 6:20 "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, E NO VOSSO ESPÍRITO, OS QUAIS PERTENCEM A DEUS." T.C. e NVI extirpam aqui2 algumas das revelações de Deus mais preciosas e confortadoras às nossas almas! NVI:"Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês."

1Tm 6:5 "Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; APARTA-TE DOS TAIS." T.C. e NVI extirpam aqui2 que temos ordem de nos SEPARAR de todos "crentes" e "igrejas" que ensinam qualquer coisa que conflite com a Palavra de Deus. Qual texto favorece o Diabo e o erro?! NVI: "e atritos constantes entre homens de mente corrompida, privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro."

Ap 11:17 "Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, E QUE HÁS DE VIR, que tomaste o teu grande poder, e reinaste." T.C. e NVI extirpam aqui2 a segunda vinda de Cristo! NVI:"dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar."

OUTRAS AMPUTAÇÕES:
Somente quanto a outros versos inteiros: T.C. e NVI, em notas de rodapé, põem sérias dúvidas (o que, em termos práticos, é idêntico a erradicar da Bíblia!) sobre Mc 16:9-20 e Jo 7:53-8:11 (24 versos!); Mt 12:47; 16:3; 17:21; 18:11; 21:44; 23:14; Mc 7:16; Lc 22:43-44; 23:34. Põem tão mais sérias dúvidas que já chegaram a realmente extirpar do texto principal e difamar dentro de rodapés: Mc 9:44,46 (repetições de Is 66:24); 11:26; Lc 17:36; 23:17; Jo 5:4; At 8:37; 15:34; 24:7; 28:29; Rm 16:24.

Ao todo, T.C. e NVI omitem (ou gravemente questionam, o que dá no mesmo) 55 versos completos, mais 147 versos quase completos.
Lembremos que o T.C., base preponderante da NVI, tem mais de 6000 palavras omitidas, 2000 adicionadas e 2000 adulteradas, totalizando mais de 10.000 (7% !) perversões das cercas de 140.000 santas palavras do Novo Testamento em grego!


CONCLUSÃO:
Ah, irmãos, tremamos ante Ap 22:18-19 + Pv 30:6 + Dt 4:2 (não adicionar/ subtrair). 2Co 2:17 (não corromper), e Rm 1:25 (não transformar a Bíblia em mentira)!

A intenção daqueles que fizeram este folheto, não é causar brigas e divisões no meio do povo de Deus. O nosso alvo é despertar pastores, líderes e membros das igrejas, para se aprofundarem mais no assunto da crítica textual, assunto este, que por sinal tem sido ensinado com pouca profundidade em nossos seminários. Não estamos causando um problema nem inventando modismo.

Deveríamos admitir que versões baseadas no T.C. não deviam ter entrado no meio Fundamentalista. Podemos afirmar que divisores, polarizadores e causadores de contenda são aqueles que, no passado, sutilmente infiltraram essas novas versões. E o nosso povo foi se acostumando gradativamente. Há pessoas sinceras que no passado repudiaram essas versões, mas com o passar do tempo foram aceitando. Amados, é hora de reestudarmos este assunto. Não podemos ficar inertes diante de tamanho vilipêndio contra a Santa Palavra de Deus.

Queremos deixar claro não somos "King-James only", nem "Trinitariana only", ("só a tradução do Rei Tiago", "só a tradução Trinitariana"). O que estamos defendendo não são as traduções, mas sim os textos gregos que foram usados para essas versões. Pelas evidências já apresentadas, e por muitas outras, cremos que Deus preservou sua Palavra através do Textus Receptus.

Para obter este folheto e outros materiais, entre em contato com o Pr. Emídio Viana, telefone (0xx68) 228 - 1925, email emidio Arroba provedom.com.br. Mas é mais fácil obtê-lo de http://solascriptura-tt.org (site batista de linha fundamentalista, disponibilizando centenas de livros e estudos, inclusive sobre a preservação da Bíblia). Em breve (pela graça de Deus), será lançado em nosso país o livro, "Qual o Texto Original do Novo Testamento?", de Wilburg Pickering, 250 págs., livro que trata o assunto de maneira tecnicamente exaustiva e profunda (Por enquanto, este livro está disponível, gratuitamente, em http://www.luz.eti.br/dl_wilburnt.html).

Tire cópias deste folheto e distribua-os a todos os crentes em Cristo Jesus que o irmão conhecer.




********* NOTAS DE RODAPÉ *********
1) O rodapé da NVI, em vã tentativa de conquistar/aplacar aqueles que nada sabem da (sã) crítica textual, diz que somente alguns poucos ou pouquíssimos manuscritos acrescentam/adulteram as palavras para as do Texto Recebido. O bom senso e o Espírito em nós retrucam que aquele inimigo que está por trás de tudo (mesmo se e quando usou instrumentos sinceros mas inconscientes) não tem interesse em mudar a Palavra na direção de reforço a Deus fé e verdade, mas sim na direção contrária. Portanto, nos é óbvio que foi do texto original (que viria a ser impresso com o nome Texto Recebido) que a Palavra de Deus foi sacada e adulterada em Alexandria, para se transformar no TC.

2) Só dissemos que a negação/enfraquecimento desta importante doutrina ocorre aqui, não que ocorre em toda a NVI/ NIV/ TC.

Fonte:Compilado de www.solascriptura-tt.org

quarta-feira, 7 de novembro de 2012



O Céu e o Inferno


O Céu: o lar é onde está o Pai

Naquele trecho maravilhosamente confortante em João 14:1-3, Jesus tenta acalmar a angústia de seus discípulos que o anúncio de que ele iria a onde eles não poderiam seguir havia causado (João 13:33-37). Suas advertências sobre traição os teriam mistificados e confundidos, até magoados. Eles compreendem pouco do que ele está falando, mas o que tem causado um estremecimento em suas almas é a notícia de que ele iria aonde eles não poderiam ir. A idéia da perda de sua presença os amedrontavam e os derrotavam.

Jesus garante aos discípulos que a sua partida não é um abandono, mas sim por consideração a eles- para que ele pudesse ir preparar um lugar para eles com o seu Pai. Eles estariam separados por um tempo, disse ele, para então estarem juntos para sempre.

Alguns pensam que Jesus está falando da igreja, da área de uma nova relação com Deus através da morte redentora do Filho (1 Timóteo 3:15; Hebreus 3:6). E a idéia de que o lugar que Jesus promete preparar para os seus discípulos começa nesta vida, não é sem mérito. No contexto desta mesma conversa Jesus mais tarde disse: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14:23). Mas a morada com que Jesus consola os seus discípulos em 14:1-3 pareceria necessariamente incluir o transcendente e final. Como tem observado Leon Morris, "Muito atraente é a sugestão de Milligan e Moulton, que 'a casa do meu Pai' inclui a terra assim como o céu, de modo que onde quer que nos encontramos estamos naquela casa. Mas por este ponto de vista não é fácil entender porque Jesus deveria 'ir' a fim de nos preparar um lugar" (Evangelho de João, p. 638).

A questão sobre o céu que vem à tona nesta experiência de Jesus com seus discípulos é que não é tanto um mero lugar, quanto um relacionamento que tem alcançado na sua máxima intimidade e proximidade, um lugar com Deus e o seu Filho. Como se tem apropriadamente observado, "Não é no céu que encontramos Deus, mas em Deus que encontramos o céu". Não é nos nossos arredores que o céu se encontra mas em Deus. É verdade que João nas suas visões vê uma cidade com ruas de ouro, paredes de jaspe e portas de pérola (Apocalipse 21), mas aquela cidade representa muito mais a glória do povo redimido de Deus do que as circunstâncias em que eles deverão viver, e é afinal de contas apenas a figura da verdadeira coisa (veja Apocalipse 19:8, 2:2 e Hebreus 12:22-24).

É triste ver cristãos que pensam no céu simplesmente como um lugar maravilhoso onde não haverá mais sofrimento, mágoa ou morte. Tudo isso sobre o céu é verdadeiro, mas a estreitura do foco nos faz lembrar de uma noiva que se gaba sem parar da mobília magnífica do novo lar sem dizer nem uma palavra sobre o futuro marido. Aqueles que entre nós foram casados por algum tempo qualquer sabem que o lar é aonde está a amada, e apenas esse fato ilumina qualquer lugar com alegria. Nunca se foi o lugar, mas sim pessoas, que nos trazem contentamento e satisfação, e a última expressão dessa verdade é que paraíso é estar onde Deus e Cristo estão. Eles são totalmente suficientes para iluminar o lugar com glória (Apocalipse 21:23). Não é o objetivo de Deus que seu povo deveria conhecer o amor ilimitado de Cristo e ficar tomado de toda a plenitude de Deus? (Efésios 3:19). E poderia estar faltando qualquer coisa a esses que vivem na intimidade perfeita com aquele que é "corporalmente, toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9-10), e a "plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas" (Efésios 1:23)? Nós talvez deveríamos passar mais tempo aprendendo sobre Jesus e vivendo próximo a ele, do que contemplando todas as maravilhosas acomodações celestiais. Eu tenho a distinta impressão de que Deus não estará convidando pessoas totalmente desconhecidas para viverem com ele em sua casa. "Mas qual espécie de corpo iremos possuir?" pergunta um, e "iremos reconhecer um ao outro no céu?" indaga outro. Eu não estou condenando curiosidade, mas aqueles que estão seriamente preocupados com tais coisas têm falta de confiança no poder daquele "que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Efésios 3:20). Por mim mesmo, estou inteiramente satisfeito em deixar os planos e acomodações nas mãos de Deus. Francamente, não estou tão certo de que iremos prestar qualquer atenção aonde é que estamos pela alegria de estarmos com nosso Pai e o Filho que nos trouxe a ele, sem mencionar todas aquelas pessoas maravilhosas que o têm amado da mesma maneira que nós.

O Inferno: o último vácuo

Sobre o inferno C. S. Lewis uma vez escreveu: "Não há nenhuma doutrina que eu removeria de mais bom grado do cristianismo do que isto, se eu tivesse o poder. Mas essa doutrina tem o pleno apoio das Escrituras, e sobretudo das próprias palavras do nosso Senhor."

Lewis não está sozinho no seu temor da verdadeira idéia do inferno. É um assunto que pode causar um calafrio de horror em qualquer coração. Mas a verdade é que o inferno não é um acréscimo arbitrário. Ele é essencial ao céu e à própria existência de um Deus justo.

Não pode haver um paraíso sem um inferno, não somente porque o evangelho fala de ambos, mas porque se não há um inferno todos os caminhos conduzem ao mesmo local. E se todos os caminhos conduzem ao mesmo local, não faz diferença qual caminho você toma, e bondade e maldade cessam de existir. A presença de um Deus justo num tal mundo seria inconcebível!

O inferno faz uma diferença infinita. A altura da montanha é medida pela profundidade do vale. É o inferno que faz o paraíso. A grandeza da salvação é vista em oposição ao horror da condenação. É exatamente o inferno que tememos, que fala de um Deus moral, que rege num mundo moral onde bondade e maldade diferenciam-se, ambos em caráter e em conseqüência. O céu e o inferno não podem ser separados. Como Lewis também uma vez observou, "Eu não tenho conhecido ninguém que houvesse completamente descrito sobre o Inferno e que tivesse também uma convicção viva e vivificante sobre o Céu". No evangelho de Cristo o conceito do inferno é inevitável.

A palavra grega traduzida por nossa palavra inferno é gehenna. Ela é derivada do Vale de Hinom ao sudoeste de Jerusalém, onde crianças eram sacrificadas nos fogos do deus Moloque durante o reino dividido (2 Crônicas 28:3; 33:6) e foi por essa razão profanado por Josias a fim de terminar o costume (2 Reis 23:20). Jeremias o chamou de Vale da Matança por causa dos cadáveres que em breve ali seriam amontoados pela arremetida babilônica (Jeremias 7:32; 19:6). O vale tornou-se uma metáfora para morte, corrupção e incêndio.

Há várias razões para acreditar na existência do inferno, mas nenhuma tão convincente como a que Jesus mesmo disse. Das onze vezes que gehenna aparece no Novo Testamento, todas, exceto uma, vêm da boca do Senhor (Tiago 3:6). É Jesus que em todo o Novo Testamento pinta a figura mais gráfica do julgamento dos condenados, advertindo aos seus ouvintes severamente de tal destino (Mateus 5:22,29; 10:28; 23:15,33; Marcos 9:45-48; Lucas 12:5). Ele pinta o inferno como uma fornalha de fogo eterno e um processo interminável de corrupção (Mateus 25:41; Marcos 9:48). São trevas enchidas de um choro angustiante, um lugar de castigo eterno (Mateus 8:12; 25:46).

Este fogo, estas trevas, devem ser subentendidos literalmente? Talvez não, pois o diabo e os seus anjos que não possuem corpos materiais deverão sofrer a mesma sorte. Mas não há qualquer consolo nisso. Linguagem figurada é usada quando palavras comuns falham. A realidade do inferno será muito pior do que as figuras sugerem. O inferno é o lugar onde Deus não está, e poucos de nós têm seriamente contemplado como seria a absoluta ausência de Deus.

O inferno, em última análise, não é algo que Deus tenha acrescentado ao destino dos incrédulos, mas sim a conseqüência natural das escolhas que eles têm feito. Há afinal somente duas espécies de pessoas: aquelas que dizem a Deus, faça-se a tua vontade, e aquelas a quem Deus diz, no final, faça-se a tua vontade. Todos os que irão para o inferno ali estarão porque escolheram contra a vontade e a misericórdia de Deus. E o que têm escolhido?

Eles têm escolhido afastar-se de Deus e de todas as suas qualidades. Isso significa que desde que Deus como Criador tem dado à vida o seu propósito e sentido, a vida no inferno será eternamente sem sentido e inútil. Será uma terra cinzenta e desesperada, destruída de esperança e sonhos.

E porque Deus é amor (1 João 4:8), o inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve. Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.

E porque Deus é luz (1 João 1:5-6), o inferno será verdadeiramente um lugar de "trevas" -- ininterruptas e absolutas. Não trevas literais, físicas, mas as trevas da maldade, perversão e impiedade. O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!

E é assim, que os que vão ao inferno terão recebido exatamente o que desejavam, que é ter posto Deus fora de suas vidas. Não haverão mais apelos divinos para mudar de rumo, não mais apelos para voltar à casa, somente o silêncio vazio de um mundo passado, negro e morto.

Fonte:por Paul Earnhart

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Jonas - A Misericórdia Divina





Texto Áureo: Jn. 3.10 - Leitura Bíblica: Jn. 1.1-3,15,17; 3.8-10; 4.1,2
INTRODUÇÃO
A misericórdia de Deus incomoda a muita gente, os religiosos não admitem que um Deus condescendente com o pecador. Há até cristãos que não conseguem conviver com a graça - o favor imerecido de Deus - aos pecadores. Na aula de hoje, a partir de Jonas, aprenderemos a aceitar o princípio da misericórdia. A princípio trataremos a respeito de alguns aspectos do livro, em seguida, sua mensagem, e por último, sua aplicação para hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS

Jonas, o filho de Amitai, o “profeta patriota”, residente em Jerusalém, um dos profetas de Deus em Israel, chamado para profetizar contra Nínive, a capital do império Assírio. O propósito do seu livro é mostrar a extensão da misericórdia (Deus não trata o pecador como merece) e da graça divina (Deus oferece ao pecador o que não merece). A data provável do livro é 785 - 760 a. C., no tempo de Jeroboão II (II Rs. 14.25), época em que a Assíria era o maior inimigo de Israel e conquistou a nação em 722 a.C. O versículo-chave se encontra em Jn. 4.11 “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?”. Esse livro apresente uma característica especial em relação aos outros profetas, ele traz apenas uma mensagem profética, que se encontra em Jn. 3.4. Trata-se, portanto, de um gênero narrativo, mas que não deixa de ter um caráter profético, pois revela a mensagem de Deus em relação aos pecadores, independentemente da nação. Alguns teólogos argumentam que a narrativa de Jonas seria apenas uma parábola, por conseguinte, não conteria fatos históricos. Mas não existem evidências que comprovem tal afirmação. O testemunho de Cristo a respeito da história de Jonas mostra que se trata de uma história verídica (Mt. 12.38-42). O livro apresenta a seguinte estrutura: Deus comissiona Jonas para ir a Nínive, e este O desobedece, sendo engolido por um grande peixe (Jonas 1,2); Deus reenvia Jonas para Nínive, a cidade se arrepende dos pecados, por isso o profeta fica amargurado (Jn. 3,4).

2. A MENSAGEM DE JONAS

Jonas recebeu a missão de Deus para pregar em Nínive, mas foge e segue para Tarsis (Jn. 1.1-4). Por causa da fuga, o navio no qual o profeta se encontra é ameaçado por terrível tempestade. Diante de tal ameaça, Jonas testemunha da sua relação com o Deus de Israel e sugere que seja lançado ao mar (Jn. 1.5-16). Eles obedecem a orientação do profeta, mas depois que está na água, Jonas é engolido por um grande peixe, este preparado por Deus (Jn. 1.17). Do interior do animal, denominado por ele de “ventre do abismo” (Jn. 2.2), Jonas ora a Deus e se rende, reconhecendo sua desobediência, e lembrando-se do Senhor (Jn. 2.7), e propondo-se a obedecê-lo (Jn. 2.9). Após sua oração de rendição, por ordem soberana de Deus, o peixe lança Jonas em terra seca (Jn. 2.10). Em obediência a Deus, mesmo contra a vontade própria, Jonas segue para Nínive, por onde caminha anunciando a destruição iminente da cidade (Jn. 3.1). O profeta não desejava que as pessoas se arrependessem, pois se tratavam de inimigos de Israel. Mas o povo, atemorizado com a mensagem, se volta para Deus, o próprio rei decreta jejum (Jn. 3.3.5-9). Acontece justamente o que Jonas temia, o povo deu ouvido à palavra de Deus, o profeta patriota ficou amargurado, pois por causa do arrependimento dos ninivitas Deus exerceu misericórdia (Jn. 4.1-4). Enquanto Jonas se encontra fora da cidade, Deus ordena a uma vinha que cresça para dar sombra ao profeta (Jn. 4.5,6). Mas no outro dia um verme consome a planta, fazendo com que o profeta fique deprimido, desejoso de morrer (Jn. 4.7,8). Deus dá uma lição a Jonas, revelando Sua misericórdia aos pecadores (Jn. 4.9-11).

3. PARA HOJE

Os cristãos receberam do Senhor uma missão, na verdade, uma Grande Comissão, da qual não podem fugir, a de fazer discípulos de todas as nações (Mt. 28.19-20). Uma igreja genuinamente cristã não foge da responsabilidade de testemunhar do evangelho de Jesus Cristo até aos confins da terra (At. 1.8). O evangelho de Cristo é a verdade de que a salvação vem do Senhor, pois Jesus é a salvação dos pecados (Mt. 1.9,21). Ciente dessa missão, devemos levar adiante a palavra de Deus, que é mais afiada que espada de dois gumes, que penetra nas divisões da alma e do espírito, juntas e medulas, e que julga os pensamentos e atitudes do coração (Hb. 4.12). Não poucas vezes queremos colocar Deus dentro do nosso escopo, queremos que Ele julgue de acordo com nossas vontades. Jesus se deparou com esse problema na religiosidade da sua época. Os fariseus não admitiam que Ele estivesse entre os pecadores (Lc. 5.30-32). Aqueles religiosos achavam que apenas eles eram dignos de Deus, mas Jesus os surpreende afirmando que publicanos e prostitutas o precederiam no Reino dos céus (Mt. 21.32). Esse é o principal entrave da religião humana, ela está fundamentada na autojustiça, não atenta para a verdade evangélica de que todos são pecadores, necessitados salvação pela graça divina (Rm. 3.23; Ef. 2.8,9). As pessoas que pensam que são boas perante Deus, e que por isso não precisam de arrependimento, tendem à hipocrisia (Lc. 18.11; 23.27-28). E esta, por sua vez, pode fazer com que as pessoas não se apercebam dos seus pecados, convivam com eles como se tudo estivesse normal, mesmo dentro das igrejas (Ap. 3.17,18).

CONCLUSÃO

A mensagem do evangelho de Jesus Cristo é de salvação, devemos levá-la a todos, indistintamente, arrebatando-os do fogo (Jd. 23). Deus, em sua misericórdia, não tem em conta o tempo da ignorância, antes anuncia a todos, em todo lugar, que se arrependam (At. 17.30). Mas devemos também lembrar que não há nenhum justo, nenhum sequer, portanto, todos se fizeram inúteis perante Deus (Rm. 3.10-12). Por isso, tenhamos cuidados para não agir como os fariseus, e deixarmos de exercitar a misericórdia (Mt. 23.23), pois graças a esta podemos nos aproximar de Deus (Ef. 2.3-5; I Tm. 1.13-16; Hb. 4.16).

Onde Está Satanás?


"E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu." [Lucas 10:18].

É interessante observar as várias opiniões dos comentaristas bíblicos acerca da atual localização de Satanás e as restrições que limitam sua esfera de atividade. Entre elas está a opinião que quando o Diabo e seus anjos malignos pecaram, Deus os baniu do "terceiro céu" — que, de acordo com a crença judaica tradicional, é onde Deus e os santos anjos residem e para aonde o apóstolo Paulo acreditava ter sido transportado em certa ocasião (2 Coríntios 12:2). (Embora Paulo não se refira a si mesmo na passagem, é claro a partir dos pronomes pessoais usados, que ele está falando de sua própria experiência). Segundo essa teoria, a presença imediata de Deus está no terceiro céu, o segundo céu é o espaço sideral onde o sol, a lua e as estrelas estão situados, enquanto que o primeiro céu é a atmosfera do nosso planeta.

Portanto, a questão é esta: Satanás e seus anjos foram lançados do terceiro para o segundo céu, ou podem eles ir livremente de um para o outro? Vamos ver o que as Escrituras dizem sobre o assunto e tentar ver o que se encaixa aqui.

Nosso subtítulo é uma citação do Senhor Jesus Cristo em Lucas 10:18 referente a Satanás, "o deus deste século" (2 Coríntios 4:4), que foi dada como resposta ao seguinte comentário feito pelos setenta discípulos enviados em duplas para testemunhar a Israel:

"E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam." [Lucas 10:17].

Alguns compreendem que a resposta do Senhor significa que ele viu Satanás ser lançado do céu à Terra em algum ponto no passado e, para apoiar essa posição, usam os seguintes versos:

"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!" [Isaías 14:12].

"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." [Apocalipse 12:7-9].

Entretanto, estou convencido que Satanás não foi banido quando se rebelou contra Deus, porque, quando nos voltamos para as Escrituras e prestamos atenção ao contexto das declarações no Apocalipse sobre aqueles eventos em que Satanás tomará parte — essa teoria em particular não parece estar correta.

Como Jesus Cristo é Deus na pessoa do Filho, e o maior profeta que já caminhou neste mundo, por que não podemos interpretar ambas suas declarações, mais a do profeta Isaías, relativas à queda de Satanás dos céus, como sendo proféticas em sua natureza? Considere os seguintes comentários sobre Lucas 10:18, tiradas do Comentário Bíblico de Jamieson, Fausset e Brown:

"Eu via — Como muito da força dessa gloriosa sentença depende do belo tom de senso indicado pelo tempo imperfeito no original, ela deveria ter sido traduzida assim: 'Eu estava vendo Satanás como um raio cair do céu', isto é, 'Segui vocês em sua missão e observei seu triunfo; embora estivessem maravilhados em ver os demônios se sujeitarem diante de vocês em meu nome, um espetáculo mais grandioso estava se abrindo à minha vista; de forma tão súbita quanto um raio cai do céu na terra, Satanás foi visto caindo do céu! Quão admirável é que, pela lei da associação que conecta uma parte com o todo, parece que aqueles pequenos triunfos dos setenta não somente trouxeram vividamente diante do Redentor o resultado final total de Sua missão, mas a compactaram em um momento comparável com a rapidez de um raio!" [Ênfase minha; tradução nossa].

Outra razão por que estou convencido que os dois versos citados anteriormente ainda não foram cumpridos é porque o último (Apocalipse 12:7) diz que Satanás e seus anjos foram precipitados na Terra! O contexto das visões do apóstolo João registradas naquele capítulo refere-se não somente aos eventos no passado de Israel (o nascimento do Messias e a tentativa de Satanás de matá-Lo), mas também enfatiza alguns dos problemas que afetarão Israel durante o período da Tribulação. Por causa do contexto em que elas estão descritas, estou convencido que somente então Satanás e seus demônios serão lançados do céu e ficarão restritos à Terra.

No Capítulo 12, versos 1 a 5, encontramos uma sequência de eventos em que a mulher (Israel) dá à luz ao seu filho (Jesus Cristo), enquanto o dragão vermelho feroz (Satanás) aguarda para devorá-Lo. Mas no verso 5, a criança destinada a ser o Messias/Rei de Israel nasceu apesar dos melhores esforços de Satanás de matá-Lo prematuramente e viveu tempo o suficiente para completar a missão que Deus tinha preordenado para Ele (Atos 2:23). Então, após oferecer a Si mesmo como o sacrifício perfeito pelo pecado Ele ascendeu de volta ao Pai no céu:

"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." [Apocalipse 12:1-5].

Então, tendo em mente que o contexto de toda a passagem no capítulo refere-se a Israel, o próximo verso (6) salta para além da Época da Igreja para descrever como Deus proverá proteção para Seus eleitos entre o povo de Israel durante a última metade do período da Tribulação — a "Grande Tribulação" dos três anos e meio finais. Um bom número de estudiosos das profecias bíblicas acredita que esse lugar de proteção poderá ser a antiga cidade de Petra, na Jordânia:

"E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias." [Apocalipse 12:6].

Em seguida, estão os versos 7-9, citados anteriormente:

"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." [Apocalipse 12:7-9].

Primeiro de tudo, devemos observar que o verso 7 na versão Amplificada inicia com a palavra "então" (que é uma escolha legítima para traduzir a partícula grega kai) indicando que a guerra irrompe no céu em um ponto relativo ao que ocorreu no verso 6. Acredito que um exame minucioso do contexto geral mostrará que o efeito dessa guerra no céu será a razão por que a "mulher" é forçada a fugir para salvar sua vida. Além disso, a "abominação que causa desolação" (Daniel 11:31 e 12:11), que os estudiosos conservadores da Bíblia geralmente consideram que ocorrerá na metade do período da Tribulação, definitivamente parecer ser a reação explosiva de Satanás a alguma coisa que ocorrerá dentro dessa janela de tempo específica. Portanto, estou convencido que a "guerra no céu" que resultará na expulsão de Satanás será o gatilho que levará o Anticristo possesso por demônios a revelar sua verdadeira identidade e a lançar a fúria total de sua aversão sobre Israel, bem como sobre tudo o que for santo na terra. Enquanto eu estava a pensar sobre isto, ocorreu-me que em parte alguma as Escrituras dizem que o Anticristo será possesso por Satanás somente. Exatamente como o maníaco gadareno de Marcos 5:9 era possesso por uma "legião", acho inteiramente possível que o Anticristo seja possesso por uma legião de demônios, junto com Satanás!

Voltando ao Apocalipse 12, o verso 10 diz:

"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite." [Apocalipse 12:10; ênfase adicionada].

As palavras "e" e "agora" no verso acima (tomadas à luz de, e em conjunção com, a matéria contextual de Apocalipse 12:6 e 14) apontam para o tempo desse evento ocorrer após o verso 5 como sendo no ponto mediano do Período da Tribulação? (Isto é, quando seguimos a posição geralmente aceita dos estudiosos conservadores das profecias sobre uma ocorrência da "abominação da desolação" na metade do período).

É quase impossível determinar com absoluta certeza a sequência cronológica exata desses eventos, mas posso sugerir a seguinte estimativa:

Os versos 6 e 14 estabelecem uma "janela" geral de ocorrência como sendo na metade do período da Tribulação (ou talvez um pouco antes da metade). 

O "e" do verso 7 estabelece um marcador relativo para o início da guerra no céu.

O "e" e "agora" do verso 10 estabelecem um marcador relativo para o fim da guerra no céu que resulta na expulsão de Satanás e de seus anjos.

O verso 12 estabelece o senso de extrema urgência e fúria que Satanás sentirá e expressará depois que a expulsão ocorrer.

Os versos 13 e 17 estabelecem a direção em que a ira de Satanás será focada — até que Jesus Cristo retorne para dar um basta a ela.

Sendo este o caso, o acusador dos irmãos terá a permissão de continuar atacando o povo de Deus — e ao mesmo tempo continuar entrando no céu — até que guerra entre os anjos ocorra e a permissão de entrar no céu seja revogada para ele. Somente então a entrada será cortada, como consequência de sua expulsão pelo arcanjo Miguel e pelos santos anjos. Quando isso finalmente acontecer, o Diabo ficará furioso, pois seu tempo no "relógio do jogo" estará acabando! Em uma fúria cega devido ao seu ódio contra Deus, ele utilizará seu grande poder sobrenatural para tentar destruir o povo de Israel em particular, e os gentios eleitos em geral, como vemos descrito nos seguintes versos:

"E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." [Apocalipse 12:11-17; ênfase adicionada].

Fonte:Midia Gospel

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