segunda-feira, 13 de março de 2017

Os Tipos de Teologia



O estudo da teologia pode ser dividido de acordo com a forma que se estuda. Podemos dividir o estudo teológico de acordo com: A época, por ponto de vista e por ênfase.
1 Por Época
É a teologia estudada de acordo com os períodos históricos da teologia. Esta teologia é ligada com as disciplinas história eclesiástica ou a história da teologia. Os estudos da teologia por época podem estudar: a Teologia Patrística, a Teologia Medieval, a Teologia Reformada e a teologia contemporânea.

1.1 Teologia Patrística
A teologia Patrística é o pensamento teológico dos discípulos dos apóstolos que na tentativa de fazer uma apologia contra os perseguidores do cristianismo nos primeiros séculos da era cristã sistematizaram as primeiras doutrinas cristãs como a Trindade e a divindade de Cristo.

1.2 Teologia Medieval Ou Idade das Trevas
É o período que começa com a “conversão” de Constantino ao cristianismo e a formação da Igreja Católica Romana. Este período é conhecido como Idade das trevas (450 – 1500 d.C ). Para a Europa ocidental, a primeira parte da idade média foi um período de tumulto e anarquia, começando com o colapso do Império Romano. Houve sucessivas ondas de invasões Barbara que não acabaram até que os invasores finalmente se “converteram ao cristianismo” e se estabeleceram. Na maior parte deste período houve pouquíssimos saber, e a herança do passado esteve em perigo de ser perdida.
Durante este período a teologia ficou confinada grandemente nos mosteiros e por isso é chamada de teologia monástica. Neste período surgiu o maior teólogo da igreja católica Tomas de Aquino, que inaugurou uma nova teologia chamada escolástica que tentava explicar a existência de Deus por meio de provas lógicas chamada de teologia natural.


1.3 Teologia Reformada
O período da teologia reformada foi marcada por controvérsias e grandes disputas, esta época viu surgir dois grandes sistemas a Teologia Reformada e a Contra Reforma da Igreja católica. A teologia Reformada marca o fim do período das trevas e o inicio de buscar novamente o sentido verdadeiro das escrituras. O período reformado começou com Martinho Lutero no dia 31 e Outubro de 1517 quando pregou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg na Alemanha.

1.4 Teologia Contemporânea
A teologia contemporânea teve mais erros do que acertos, pois neste período surgiu a teologia liberal o teísmo aberto e outras erva daninhas no meio do cristianismo.

2 Por Ponto de Vista
O Estudo da teologia pelo ponto de vista ele analisa os escritos dos teólogos separadamente. As principais correntes estudadas são:

2.1 Teologia Rabínica
Do hebraico rabi (Meu mestre) doutrina formulada pelos rabinos com base no AT e nas tradições talmúdicas. De uma forma geral, acha-se a teologia rabínica contaminada de tantos acréscimos e tradições que, hoje, não passa de uma seita se comparada à religião dos profetas hebreus.

2.2 Teologia Joanina
É o estudo dos escritos do Apóstolo João. A sua teologia enfatiza muito a divindade de Cristo, uma vida de santificação e uma forte ênfase escatológica. O apóstolo João nos apresenta a Jesus como o Logos de Deus, o próprio Deus encarnado.


2.3 Teologia Petrina
É a teologia que estuda os Escritos dos Apóstolo Pedro, em sua teologia este apostolo faz um conciliação entre a teologia destinada aos judeus e a teologia destinada aos gentios, pois o Senhor Deus quebrou uma barreira no coração de Pedro a respeito dos gentios registrado no livro de Atos , na qual Pedro tem uma visão na qual Deus diz que purificou os gentios.

2.4 Teologia Tiaguina
É o estudo do pensamento do Apostolo Tiago o irmão do Senhor, foi bispo de Jerusalém (Gl 1.19) a sua teologia é mais judaica pois ela foi endereçada aos judeus cristãos que foram dispersos pela perseguição movida pelo império Romano contra os Judeus (Tg 1.1), esta epistola é mais prática do que doutrinária. A teologia de Tiago é mais prática do que ensinamentos a respeito de doutrinas. Este apóstolo dá uma ênfase sobre a tentação, a pratica da Palavra de Deus, na qual os cristãos devem ter uma vida piedosa. (Tg 1.12-27; 3.13-18; 4.4-10).

2.5 Teologia Paulina
A teologia Paulina consiste no estudo das doutrinas dos apóstolo Paulo. Ele é considerado o maior sistematizador da teologia Cristã. Paulo foi escolhido por Deus para levar o evangelho aos gentios pois ele era tanto judeu como cidadão Romano, ele conhecia tanto a lei de Deus como também o pensamentos dos gentios, pois ele era familiarizado com o mundo Greco-romano, assim este apóstolo no seu compendio teológico não havia nenhuma contaminação judaizante na sua proclamação do evangelho .

2.6 Teologia Católica
É o estudo de todo o pensamento da teologia católica. Que começou a florescer com a “conversão de Constantino”, com isto o bispo de Romana começou a pedir a primazia entre todos os bispos da cristandade, com isto ouve uma divisão dentro da cristandade, pois o bispo da igreja grega não aceitou a primazia do bispo de Roma com isto a cristandade ficou dividida em Igreja Ortodoxa (Linhagem Grega) e Igreja Católica Romana ( Linhagem Romana).

2.7 Teologia Luterana
É o estudo feito através do escritos de Martinho Lutero, o precursor da reforma protestante no mundo. A Teologia Luterana é estruturada em torno de três doutrinas fundamentais. Sola scriptura (Somente a Escritura), Sola gratia (somente a graça) e sola fide (somente a fé). A teologia luterana tem como premissa fundamental de que a Escritura é a fonte autorizada da teologia e da vida e ensino da igreja. A escritura é a própria Palavra de Deus por este motivo é a autoridade suprema de todo o cristão. O verso tema da vida de Lutero foi “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:O justo viverá por fé.” (Rm 1.17).

2.8 Teologia Calvinista
A teologia calvinista é o estudo partindo do ponto de vista de João Calvino o grande reformador de Genebra na Suíça. A teologia Calvinista é conhecida como Teologia Reformada, Calvino ele sistematizou a teologia cristã através de sua obra “A institutas da Teologia Cristã”. A teologia Calvinista dá uma ênfase na Soberania De Deus.

2.9 Teologia Arrminiana
A teologia Arrminiana preocupa-se em perseverar a Justiça de Deus. Como pode um Deus justo considerar as pessoas responsáveis pela obediência a mandamentos que são incapazes de obedecer? Esta teologia da ênfase a presciência divina. O percussor desta teologia foi o teólogo Holandês Tiago Jacó Armínio em 1618.

3 Por Ênfase
O Estudo por ênfase são as disciplinas que são estudadas no seminário ou faculdade teológicas. As principais áreas da teologia por ênfase são:

3.1 Teologia Sistemática
É a teologia organizada logicamente e ordenada das verdades alusivas a Deus e ao seu relacionamento com o homem, num sistema doutrinário, cultural e historicamente coeso e harmônico com as Escrituras do Antigo Testamento e com o Novo Testamento. A teologia sistemática é conhecida também como dogmática ou teologia doutrinária. As principais doutrinas estudadas são a Teologia Própria (O Estudo da Doutrina de Deus), a Cristolologia (A doutrina de Cristo), Pneumatologia (A doutrina do Espírito Santo), Antropologia Teológica (A doutrina do Homem), Hamartiologia (A doutrina do pecado), Soteriologia (A doutrina da Salvação), Eclesiologia (A doutrina da Igreja) e a Escatologia (A doutrina das Últimas Coisas).

3.2 Teologia Bíblica
A Teologia Bíblica é a analise dentro dos textos bíblicos analisados separadamente. Com o auxilio da teologia exegética e da teologia histórica. Podemos dividira a teologia em a Teologia do Antigo Testamento e a Teologia do Novo Testamento.

3.3 Teologia Exegética
A teologia exegética se ocupa diretamente do estudo do texto sagrado e assuntos relacionados, tais como auxilio na restauração, orientação, interpretação daquele texto. Inclui o estudo das línguas da Bíblia, da Arqueologia Bíblica, Hermenêutica.
A exegese do grego Exegse consiste em extrair de um texto qualquer mediante legítimo método de interpretação que se encontra ali. A palavra exegese. A palavra exegese ela é oriunda de duas palavras gregas ek (arranco para fora) + egnomai (penso, interpreto), portanto segundo a origem da palavra exegese é arrancar para fora do texto. A teologia exegética extrai os conteúdos da teologia Bíblica e da Sistemática.

3.4 Teologia Apologética
A teologia Apologética é aquela que procura defender a fé com as armas da razão. A teologia apologética estuda as seitas e as heresias e como defender o cristianismo das seitas heréticas e da defesa contra os inimigos do cristianismo.

3.5 Teologia Pastoral
A teologia prática trata da aplicação da teologia na regeneração, educação e serviço dos homens. Ela busca aplicar à vida prática aquilo que os outros três departamentos da teologia contribuíram. A teologia prática abrange as disciplina homilética, administração eclesiástica, teologia da vida cristã, educação cristã e missões.

3.6 Teologia Histórica
A teologia histórica traça a história do povo de Deus através da Bíblia e da igreja desde a época de Cristo. Ela trata das origens, desenvolvimento e dispersão da verdadeira religião e também de suas doutrinas, organizações e práticas. Ela abrange a história das igrejas, história das Missões, História da doutrina e a história dos credos e confissões.

3.7 Teologia Moral
A teologia moral tendo como base as Sagradas Escrituras e os vários ramos da tradição e jurisprudência cristãs visa resolver os problemas e duvidas quanto à conduta do cristão em sociedade. As disciplinas estudadas na teologia moral são a ética cristã e a bioética.

domingo, 5 de março de 2017

A Importância do Estudo Bíblico



Muitas vezes nos perguntamos o porquê do estudo bíblico, não seria o suficiente para nossas vidas as pregações e palavras ditas nos cultos?

Obviamente que não e abaixo tento explicar o por que:

Os ensinos bíblicos são imprescindíveis para o homem e de valor inestimável. São livros escritos segundo a própria sabedoria divina, inspirados pelo Espírito Santo de Deus, como nos relata a Bíblia em 2 Pedro 1.21. Desprezar estes livros é o mesmo que desprezar uma lanterna em um túnel totalmente escuro, cujo qual você precisa atravessar, em outras palavras é o mesmo que desprezar o caminho para a salvação.

O propósito de estudar a Bíblia, de forma ordenada e contínua, é que as Sagradas Escrituras podem:

1) Levar-nos á Fé salvadora em Cristo Jesus (2 Timóteo 3.15).

Significado de Fé é: Crer no SENHOR Jesus Cristo como único salvador de nossas vidas, crer nos seus ensinamentos e na vida eterna alcançada devido a obediência dos mesmos.

O homem em si é limitados, ou seja, somos que nem Tomé, as vezes necessitamos ver para crer. Com isso quando lemos na bíblia sobre cura de enfermos, demônios sendo expulsos, pessoas sendo ressuscitadas e até mesmo as profecias ditas, a principio, no inicio da nossa caminhada cristã, por mais que acreditamos no que está escrito, quando vemos estas situações dentro da igreja, perante nossa face, nós mesmos vamos dando mais credito a palavra, é onde com a leitura constante, nossa Fé vai cada vez mais se edificando até chegar ao ponto onde nada poder nos abalar, como foi a Pedro, Tiago, João, Paulo e outros discípulos e apóstolos de Jesus Cristo.

2) Orientar-nos sobre decisões do dia-a-dia (2 Timóteo 3.16).

Na Bíblia temos dezenas de exemplos de vida, onde podemos aprender com os erros como também com os acertos. Através das histórias, podemos nos deparar com situações do nosso dia-a-dia e tirar nossas dúvidas sobre determinados assuntos. 

Temos o caso de Jô, vaso único, inigualável na terra segundo Deus relata a satanás (JÓ 1.8), mesmo assim padeceu enfermidades, perdeu sua família e dinheiro por provação de Deus, durante dois anos. Ainda assim permaneceu fiel a Deus e o SENHOR o restituiu tudo em dobro. 

Vemos também o exemplo de Davi, homem segundo o coração de Deus. Exemplo de humildade (1 Samuel 16.14-23), onde mesmo já ungido (separado) para rei de Israel, foi e serviu a Saul, tocando sua harpa para espantar o espírito mau que o atormentava.

Exemplo de coragem (1 Samuel 17.32), onde ali na peleja contra os filisteus, Davi não olhou para o tamanho de Golias e sim olhou para o seu SENHOR e desceu ao vale e venceu o gigante.

E o maior de todos os exemplos, que foi o nosso SENHOR Jesus Cristo, onde nos ensinou o amor ao próximo, a humildade, obediência aos propósitos de Deus e mostrando que somos capazes de vencer as lutas, calúnias, humilhações e afrontes deste mundo.

3) Guardar-nos contra superstições, mentiras e enganos (Salmo 119.105).

Lembramos que o SENHOR Jesus, ao ser levado ao deserto e sendo tentado por satanás, ele obteve suas respostas nas Sagradas Escrituras. Quando temos a palavra conosco, mesmo quando nos atacam através de versículos bíblicos distorcidos, tentando nos enganarem, nós saberemos contra-atacar através da Bíblia, só que com a autoridade do Espírito Santo, pois temos certeza do que estamos falando e fazendo. Não seremos de forma alguma enganados (Colossenses 2.4-7). 

4) Livrar-nos de cairmos em pecados e cegueira espiritual (Salmo 119.11, Apocalipse 1.3).

Aquele que lê e guarda as escrituras, sabe o que agrada ou não o nosso SENHOR, as escrituras nos ensina a viver em cada área de nossas vidas, sem cometer pecados, tendo paciência e bom animo.

Vida Social – Provérbios 17.17, Lucas 10.25-37, João 15.13-17, Romanos 16.1-2.
Vida Conjugal – 1 Corintios 7.3-5, Hebreus 13.4. 
Vida Profissional – Lucas 16.1-13, Filipenses 4.10-13, 1 Timóteo 6.1-2, 1 Pedro 2.18.

5) Dar-nos sabedoria e compreensão sobre fatos do passado, do presente e do futuro (Salmo 19.8, 2 Pedro 1.19, Apocalipse 1.1).

Qual dentre nós não nos questionamos do “por que” de tudo que está acontecendo. Milhares de pessoas passando fome, milhares de pessoas morrendo por ações da natureza, por que tantas doenças, por que demoramos tanto para vir conhecer o verdadeiro evangelho? 

Dentro da Bíblia podemos encontra as respostas para todas essas perguntas e inclusive podemos aprender sobre os porquês de tudo que ainda está para acontecer.

6) Nos capacitar para fazer a obra do senhor (2 Timóteo 3.17).

A Palavra de Deus serve como bússola para nos guiar e também para capacitar. Cada um dentro do seu chamado ministerial. Sabemos nós, que Deus ele escolhe os incapazes e os capacita, para que através daquela vida o seu nome venha ser exaltado na terra.

- Foi assim com Noé, quando teve que construir a arca (Gênesis 6.13-22); 
- Foi assim com José, onde de escravo passou a governador do Egito (Gênesis 41.38-41);
- Foi assim com Gideão, onde de fazendeiro tornou-se general de guerra (Juizes 6:14); 
- Foi assim com Davi, onde de pastor de ovelha e filho rejeitado passou a Rei (1 Samuel 16.12);

E assim foi com vários outros personagens, do antigo ao novo testamento (Discípulos - Mateus 4.18-22, João Batista - Lucas 1.76-80, Saulo – Atos 9.1-31).

7) Conhecer as promessas de Deus para o seu povo (Deuteronômio 7.19).

É de suma importância que o crente conheça as promessas de Deus para a vida dele. Conhecendo-as, poderemos saber realmente se estamos no centro da vontade de Deus. Como? Veja abaixo algumas promessas: 

Gênesis 22.16-18 - Promessa que Deus fez a Abraão de ser misericordioso para com o seu povo para sempre. 

Isaias 1.19 - Promessa de comermos o melhor desta terra, mas parar isso é necessário querer-mos e ouvir-mos, o que? A voz de Deus e seus ensinamentos

Jeremias 29.12-13 - Promessa que Deus sempre escutará nossas orações e nossos clamores e que sempre o acharemos, ou seja, ele sempre estará conosco. Mas para isso é necessário o buscar de todo o coração.

Marcos 16.16 - Promessa de salvação. Quem crer no SENHOR e for batizado, não será condenado (Quem são os que crêem? Marcos 16.17-18).

Atos 16-31 - Promessa de salvação não só para nós, mas também para nossa casa.

O segredo para usufruir todas as promessas de Deus, se resumem em duas palavras: Fé e Obediência.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Estudo Bíblico O Abuso do Dom de Línguas

É inegável o flagrante abuso do dom de línguas em nossos dias. Para alguns, o simples fato de possuírem o dom já os torna superiores ou mais espirituais que os demais. Ledo engano. A começar pelo fato de que o dom de línguas jamais foi evidência do batismo com o Espírito Santo, como em geral tem sido entendido atualmente. Na mesma passagem em que Paulo afirma que todos “fomos batizados em um só Espírito” (1 Co.12:13), ele pergunta: “Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos?” (v.30b). Tal pergunta não faria sentido se a resposta fosse sim. Concluímos daí que nem todos os que são batizados no Espírito manifestam o dom de línguas. O que evidencia o batismo no Espírito é o profundo amor que é derramado em nossos corações. Confira:

“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:5

Se o falar em línguas fosse mais importante que isso, Paulo não teria dito: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” (1 Co.13:1). Portanto, é preferível o amor sem línguas a línguas sem amor. O dom pode ser bom, mas o amor é o caminho mais excelente (1 Co.12:31). E mesmo quando todos os dons perderem a sua validade, o que permanecerá serão a fé, a esperança e o amor, “mas o maior destes é o amor” (1 Co.13:13). Não dá para rivalizar o menor dos dons com a maior das virtudes. Línguas sem amor não passam de barulho. Por mais que impressione os homens, não agrada a Deus.

A segunda verdade que precisamos considerar sobre o assunto é que todo cristão verdadeiramente regenerado pelo Espírito recebeu o batismo e o selo no momento em que creu no Evangelho. Leia atentamente:

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com oEspírito Santo da promessa.” Efésios 1:13

Não se trata de uma experiência posterior à conversão, mas concomitante a ela. O que geralmente tem sido identificado como “batismo no Espírito Santo” é uma espécie de êxtase seguida da manifestação do dom de línguas. Não me atrevo a questionar a legitimidade da experiência, porém, recuso-me a chamá-la de batismo no Espírito.

Apesar de batizados no momento em que cremos, somos conclamados a encher-nos constantemente do Espírito (Ef. 5:18). Esta, portanto, é uma experiência que deve ser  contínua na vida do cristão e que deve ser buscada incessantemente. Encher-se do Espírito não é receber uma nova medida d’Ele, ou uma porção extra de Sua presença, mas sim submeter-nos cada vez mais à Sua vontade. Para receber porção dobrada do Espírito Santo, Ele teria que Se multiplicar por dois. Lembre-se que Ele é uma pessoa, não algo que possa ser medido. Deus não nos dá do Seu Espírito por medida (Jo.3:34). Portanto, ou O recebemos por inteiro, não O recebemos. Todavia, quanto mais nos submetemos a Ele, mas nos enchemos de Sua presença amorosa. Não se trata de receber mais d’Ele, e sim de Ele receber mais de nós.

Voltando à questão das línguas, importa verificar à luz das Escrituras que falar em línguas não nos torna mais espirituais. Os coríntios, para os quais Paulo enviou duas cartas, possuíam todos os dons do Espírito em abundância, porém, foram classificados como carnais (confira 1 Co.1:7; 3:1). Provavelmente, a igreja de Corinto era uma das mais pentecostais/carismáticas/renovadas de seu tempo. Sobrava carisma, faltava caráter.

O fato de Deus nos conferir um dom que não deu a outros não nos tornasuperiores, e sim servos dos demais. Não custa lembrar a exortação de Jesus: “E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lc. 12:48).

Devido à mentalidade predominante em alguns círculos, onde falar em línguastornou-se sinônimo de status, muito abuso tem sido cometido. Quem fala emlínguas quer tornar isso notório, e para isso, não hesita em falar em alto e bom som durante os cultos. Alguns, no afã de chamarem ainda mais atenção, acrescentam manifestações bizarras como pulos, sapateados, tremedeiras, gritos, espasmos, etc. Tal exagero já ocorria na igreja de Corinto, resultando no apelo de Paulo por sua correção:

“Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento (…) Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?”1 Coríntios 14:18-20, 23

Paulo jamais usou o dom para exibir-se, e não encorajava ninguém a fazê-lo. Quer falar em línguas, fale consigo mesmo. Que razão haveria para alguém falar em línguas publicamente sem que houvesse interpretação? Quem seria beneficiado com isso? Se verdadeiramente somos batizados no Espírito, o amor derramado em nossos corações fará com que nos preocupemos muito mais com os outros do que conosco mesmo. O que um visitante vai pensar ao ver-nos exibindo nossos dotes espirituais? Que benefício nossos irmãos terão daquilo que dissermos em línguas estranhas?

A única concessão que Paulo faz à manifestação pública do dom de línguas é no caso de haver quem as interprete.

“E, se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” 1 Coríntios 14:27-28

O intérprete nem sequer precisa ser uma terceira pessoa. Se o próprio indivíduo puder interpretar os anseios produzidos pelo Espírito em Seu coração, ele poderá expressá-los em seu próprio vernáculo.

Não confundamos os dons. Línguas nada têm a ver com profecias. Quem profetiza fala aos homens. Quem fala em línguas fala exclusivamente a Deus. Então, por que careceria de intérprete? Para que os demais possam dizer “amém”. As línguas sempre visam a edificação de quem as fala, nunca a de outros. Mesmo quando interpretadas, seguem edificando quem as fala, porém, dá aos demais a oportunidade de colaborarem nesta edificação com sua concordância.

Dois extremos precisam ser evitados.  O primeiro é a desordem, onde todos falam em línguas em alta voz, sem qualquer preocupação com a edificação dooutro. O outro extremo igualmente perigoso é proibir qualquer manifestação dodom. Eis a recomendação apostólica:

“Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” 1 Coríntios 14:39-40

Como recebê-lo?
Todos os dons estão disponíveis para o Corpo de Cristo. Todavia, Deus os distribui conforme o Seu propósito. Cada membro recebe dons através dos quais será útil aos demais.

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação daslínguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.”1 Coríntios 12:4-11

Portanto, o propósito de Deus deve prevalecer sobre a vontade humana. Entretanto, não podemos nos esquecer de que “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fl.2:13). De maneira que um desejo ardente de receber algum dom pode ser gerado pelo próprio Espírito e, por isso, deve ser buscado. Caso contrário, que sentido haveria na admoestação de Paulo para que busquemos “com zelo os melhores dons” (1 Co. 12:31)?

Porém, antes de buscarmos qualquer dom, devemos verificar quais são nossas reais motivações. Se forem a glória de Deus e o serviço aos nossos semelhantes, mui provavelmente tenham sido despertadas pelo Espírito. Mas se formos motivados por vaidade pessoal, porfia, inveja, ciúmes, Deus certamente não nos atenderá. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O Perigo da Vaidade no Ministério


INTRODUÇÃO

O ministério eclesiástico, constituído de muitas funções a serem desempenhadas em favor da Igreja do Senhor, envolve de tal forma aqueles que a ele se dedicam, que exige tempo, esforço, preparo, unção e cuidado. Se o obreiro não souber administrar seu comportamento, com graça e vigilância, poderá ser vítima da vaidade ministerial, que tem levado muitos ao desprestígio e queda, diante de Deus, da igreja e dos homens. Solenemente proclama a Bíblia: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16:18). Dessa forma, é imprescindível estar atento ao que se passa em torno do ministério. O perigo pode não estar longe, mas bem perto, dentro de cada um obreiro do Senhor. Além do sexo, dinheiro e poder, que são os três elementos mais comuns, usados pelo diabo para derrubar líderes, há outros, derivados desses, que minam as bases do ministério de muitos obreiros, levando-os a serem vaidosos no ministério. Vaidade vem de vanitate (lat.), com o significado de "vão, ilusório, instável ou pouco duradouro; desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens". Esse último significado, a propósito sublinhado, tem muito a ver com a vaidade no ministério.


O perigo da vaidade em relação ao sexo

Não é à toa que o sábio, escritor do livro de Provérbios, exortando o filho de Deus, ensina que é necessário ter sabedoria, bom siso e temor do Senhor, para se livrar da mulher adúltera, "que lisonjeia com suas palavras, a qual deixa o guia da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus; porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para os mortos; todos os que se dirigem a elas não voltarão e não atinarão com as veredas da vida" (Pv 5.16-19).


Muitas vezes, por falta de vigilância oração, o obreiro acerca-se de mulheres, em seu trabalho, sem atentar para seu comportamento, não percebendo que armadilhas do diabo estão sendo colocadas diante de si. Não raro, é o pastor que tem como secretária uma jovem solteira, ou uma jovem senhora, carente de afeto, que se insinua e se oferece para satisfazer a carência afetiva do obreiro, muitas vezes afastado da esposa, por causa do "ativismo frenético", que não lhe deixa tempo para a família. E o homem de Deus, esquecendo-se das bênçãos que lhe são reservadas, troca a dignidade ministerial por um relacionamento ilícito e pecaminoso, para sua própria destruição. Um ponto crítico, alvo de tentação, é o aconselhamento, em sua maioria a mulheres da igreja.


Conheço casos de obreiros que perderam a reputação, o cargo e o ministério porque se deixaram envolver emocionalmente com pessoas aconselhadas, e caíram na armadilha do sexo. Diante de uma bela mulher, há obreiros que ficam vaidosos, sentindo-se como se fossem galãs conquistadores. Na verdade, estão sendo conquistados pelo diabo. É o velho comportamento de Esaú, trocando as bênçãos do ministério pelo prato de lentilhas do prazer imediato.

Não há outro caminho para escapar da queda, a não ser o temor de Deus, a vigilância, a oração (Mt 26.41) e o desenvolvimento de um relacionamento amoroso com a esposa, que envolva carinho, companheirismo e verdadeira afeição. A Bíblia diz: "Tem cuidado de ti mesmo..." (1 Tm 4.16).


A vaidade em relação do dinheiro

O dinheiro, em si, não é mau. A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso. Ela nos adverte quanto ao "amor do dinheiro", que é a "raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.10). Uma boa "prebenda" pode levar muitos à vaidade.

A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão, e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor. E isso é vaidade, futilidade. A vaidade e o poder que detêm os torna como se fossem donos do tesouro da igreja, e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria, e muito menos à igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.

É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais, ás custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor. Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinado à Obra do Senhor. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da igreja. A Bíblia conta o que ocorreu com Gideão. Numa fase de sua vida, deixou-se levar pela direção de Deus, e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens (Jz 7).

Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhe desse "os pendentes de ouro do despojo", no que foi atendido pelos que o admiravam (Jz 8.24). Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria "igreja", levantando um lugar de adoração, com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode, " e todo o Israel se prostituiu ali após dele: foi por tropeço a Gideão e à sua casa...e sucedeu que , quando Gideão faleceu, os filhos de Israel e se tornaram, e se prostituíram após dos baalins: e puseram Baal-Berite por seu deus" (Jz 8.27,32).

Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...".


A vaidade do poder do cargo

Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhe foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes igrejas, esquecem de que "nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento" (1 Co 3:7), e passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos.

O cargo de pastor, do bispo ou do presbítero é de grande valor para a igreja. A Bíblia diz Deus deu pastores à igreja, ao lado de evangelistas e mestres, "querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.12). Aí está o objetivo do cargo ou da função pastoral.

Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, e deixa-se dominar pela vaidade ministerial. Uzias, que reinou em lugar de seu pai, Amazias, aos dezesseis anos de idade, teve um grande ministério, aconselhando-se com Zacarias. A Bíblia diz que ele, "nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar" (2 Cr 26.3,5). Acrescenta, ainda a Palavra, que Uzias foi "maravilhosamente ajudado até que se tornou forte. Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Cr 26.15,16).

Esse episódio demonstra que a ilusão ou a vaidade do poder, oriundo da posição que o líder ocupa é fonte de comportamentos os mais estranhos e imprevisíveis. O diabo se aproveita das fraquezas da personalidade de certas pessoas, e incita-as a julgar-se grandes demais, a ponto de extrapolarem suas ações, agindo de modo ilegítimo, e contra a vontade de Deus. Uzias foi grandemente abençoado, até que, sentindo-se forte, ou seja, cheio de poder, entendeu que podia imiscuir-se nas funções que eram privativas do sacerdote de sua época. Porque ele fez isso? Porque se deixou dominar pela vaidade do poder.

É muito importante que o obreiro, no ministério, tenha consciência de que o poder que lhe sustenta não é o poder pessoal, nem o poder do cargo. O homem de Deus só pode ser sustentado e permanecer firme, se reconhecer que o poder vem de Deus. Davi disse: "Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl 62:11). S. Paulo, doutrinando aos efésios sobre as armas que são colocadas à disposição do crente, ensinou: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10).

O poder que emana do cargo ministerial é passageiro. Da mesma forma, o poder que advém do dinheiro, da posição, da fama ou de qualquer outra fonte, tem raízes nas forças do homem, e não tem durabilidade, pois debaixo do sol tudo é vaidade, conforme diz o sábio escritor do Eclesiastes (Ec 1.14). Dessa forma, é melhor não se deixar dominar pela vaidade do poder, pois, um dia, quando o detentor do cargo tem que deixa-lo, seja por jubilação ou por outra razão, poderá sofrer muito, sentindo falta do poder de que foi detentor. Contudo, quando o homem de Deus não se deixa seduzir pela vaidade do poder, e confia no poder de Deus, ele pode sair do cargo de cabeça erguida, sem sentir carência da posição.


A vaidade na pregação

Um obreiro, pastor ou líder, à frente do trabalho, precisa ter mensagens para transmitir ao rebanho. A verdadeira mensagem é aquela que vem de cima, que flui do Espírito de Deus para o espírito do mensageiro, e passa para a igreja, com unção e graça, de modo que todos são tocados pelo poder de Deus, transbordando em amor, temor e alegria espiritual.

Esse tipo de mensagem só pode existir, se o obreiro buscar a presença de Deus, em oração e jejum. Certo pregador dizia que muitos lhe indagavam sobre o segredo de ter tanta unção para transmitir mensagens para o povo, ao que ele respondeu - "O segredo é que muitos oram cinco minutos para pregar uma hora; eu oro uma hora para pregar cinco minutos".

Infelizmente, há os que, conscientes de que possuem o dom da palavra, ou o dom da oratória, ficam orgulhosos, e passam a se comportar como se fossem meros oradores de palanques, procurando impressionar a igreja. Há até os pregadores profissionais, que se utilizam das técnicas de comunicação, para atrair os ouvintes; são portadores de mensagens "enlatadas", as quais só precisam de um "esquente" da platéia para arrancarem glórias e aleluias.
O uso da oratória, fundamentada numa boa orientação da Homilética, não faz mal a nenhum pregador. É um meio adequado que, submisso à unção do Espírito Santo, pode trazer muitos resultados abençoados para o engrandecimento do Reino de Deus. Um esboço de mensagem bem elaborado, com oração e jejum, com base na pesquisa da Palavra de Deus, e transmitido com humildade e dependência do Senhor é um recurso que dá firmeza ao pregador na sua alocução, na transmissão do sermão.

Entretanto, o obreiro, em sua prédica, não deve pensar que tais recursos são a razão do sucesso da mensagem que transmite. S. Paulo, extraordinário pregador, não confiou em sua formação privilegiada, aos pés de Gamaliel. Escrevendo aos coríntios, disse: "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder" (1 Co 2:4). Ele confiava na eloquência do poder, ao invés de se firmar no poder da eloquência. A vaidade na pregação faz com que certos evangelistas não se interessem por pregar para pequenas multidões. Seu ego só se satisfaz se lhe for assegurada a assistência de milhares de pessoas.


A vaidade no tratamento

Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima,, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus, que está incumbido da missão mais importante da face da terra. A Bíblia diz: "a quem honra, honra" (Rm 13.7). Contudo, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses, e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.

Conheci o caso de certo pregador, que, ao ser convidado para pregar num congresso, não se limitou a aceitar a passagem, a hospedagem e uma oferta da igreja. De antemão, exigiu que a passagem fosse enviada por determinada empresa aérea; que lhe fosse providenciada hospedagem num hotel de categoria internacional (cinco estrelas) para ele e sua esposa; e que também lhe fosse concedida um apartamento duplo para sua empregada e seus filhos, que deveriam acompanhá-lo. E foi atendido. Seu ego foi satisfeito, sua vaidade foi alimentada, às custas dos dízimos e ofertas de irmãos, em sua maioria pobres de recursos e de bens materiais.

Se não tivermos cuidado, vai haver pregador famoso, que poderá exigir até passagem para seu cão de estimação e tratamento "vip" para o animal. Vaidade e mercantilismos podem prejudicar muitos ministérios. Tenho visto que, no Brasil, há obreiros humildes, cheios da unção de Deus, mas, por serem jovens ou não serem famosos, são esquecidos, e nunca aproveitados em cruzadas e congressos.


A vaidade no ministério do louvor

Ao ministrar estudo num certo estado do Brasil, ouvi de irmãos que certo "cantor evangélico famoso" passara por ali, tendo exigido um cachê de quinze mil reais, com cinqüenta por cento adiantado, em depósito em sua conta; carro com ar condicionado, o melhor hotel da cidade.

E lamentavelmente, os irmãos se submeteram à vaidade exagerada daquele homem que, se aproveitando do que Deus fez em sua vida, passou a explorar certas igrejas, infelizmente dirigidas por pastores vaidosos , que só pensam em ver multidões, não importando o preço a pagar. Uma igreja denominacional, que desejava angariar recursos para a construção de um templo, resolveu convidar certo cantor, recém-convertido ao evangelho, esperando obter algum retorno para a obra.
O cantor, conhecido no mundo artístico brasileiro, exigiu, além de hotel de luxo, quase vinte mil reais, para cantar numa só noite, num grande estádio de futebol. Como resultado, as "entradas" não cobriram o "cachê" , a igreja teve prejuízo e amargou grande decepção. Sem dúvida, isso só acontece por causa da vaidade de tais pessoas, e da ingenuidade de certos pastores, que, desejando ver "a casa cheia", convidam celebridades para atrair o povo. A Bíblia nos mostra que o caminho para angariar recursos para a "manutenção" da casa do Senhor é a doutrina sobre a mordomia cristã, no que concerne aos dízimos e ofertas, conforme Malaquias 3.10.


Vaidade nas mordomias

No passado, quando o evangelho chegou à nossa terra, trazido por homens de Deus, que foram pioneiros no desbravamento da obra, as condições de trabalho eram duras e difíceis. Muitos deles andaram a pé, distâncias enormes, que os faziam fadigados e doentes; muitos percorreram os rincões do país, no lombo de cavalos, ou atravessando rios em canoas, sujeitos aos riscos de viagens sem segurança; muitos se hospedarem à margem dos igarapés, infestados de mosquitos e ameaçados por animais selvagens; tomaram água suja e chegaram a ser vitimados pela malária ou pela febre amarela. A eles, muito devemos, pelo seu desprendimento, coragem e fé.

Hoje, no entanto, em geral, vemos que Deus tem propiciado condições de trabalho muito melhores aos obreiros, por esse Brasil a fora. As igrejas maiores podem conceder aos pastores moradia condigna, transportes pessoais, seguro-saúde, salário compatível e muito mais. É verdade que em grande parte, há obreiros que passam necessidades, injustamente. Entretanto, há os que, aproveitando-se da bênção de Deus sobre as igrejas, abusam das mordomias.

Há casos em que o obreiro rejeita a casa pastoral, porque a esposa não gosta do estilo do prédio, e passam a exigir casa com tanto conforto e luxo, nas dependências, que consomem os recursos da igreja. É importante que o pastor more condignamente. Mas não é preciso exibir riqueza e luxo. Por outro lado, há obreiros que exigem salário tão elevado, além decombustível para o carro particular, pagamento de todas as despesas da casa, carro para levar os filhos na escola, empregada, arrumadeira, vigia, etc., que chamam a atenção dos murmuradores contra a obra do Senhor.

Com isso, não desconhecemos a necessidade de um obreiro, líder de um grande trabalho, ter um tratamento adequado ao nível de suas responsabilidades. Se a igreja tem condições, é compreensível. Mas o exagero nesse aspecto, denota vaidade e desejo de aparecer perante a comunidade.


A vaidade na formação teológica

Há pouco mais de vinte anos, quem quisesse estudar teologia, em muitas igrejas, era considerado excêntrico e vaidoso. Muitos que ousaram ingressar num instituto bíblico, tiveram que fazê-lo às suas expensas, sem qualquer ajuda da igreja à qual eram filiados, e ainda assim, considerados malvistos pela liderança. Os tempos passaram e, por razões as mais diversas, como a exigência de melhores conhecimentos bíblicos e teológicos, ou o receio de ver grupos oriundos de certas igrejas arrebanharem os jovens para os cursos considerados "perigosos", as lideranças resolveram investir na área do ensino teológico.

Na última década, proliferaram, no Brasil, os mais variados tipos de escolas, cursos, seminários, institutos, faculdades, etc. , voltados para o ensino teológico. Muitos desses cursos não têm a menor condição técnica, ou mesmo bíblico-teológica para ministrar o ensino, e têm formado um grande número de obreiros , portadores de diploma até de bacharelado em Teologia. Como resultado, passou-se de uma carência de pessoas com curso teológico, para uma grande quantidade de pessoas diplomadas, mas com formação que deixa a desejar, em termos de conhecimentos bíblicos e teológicos.

Alguns desses formados, são obreiros vaidosos, que, possuídos de sentimento de superioridade, passam a desprezar os não formados, considerandos incapazes de exercer o ministério. Isso constitui uma vaidade, que leva muitos a assomarem aos púlpitos, sem unção e sem graça, confiando nos conhecimentos obtidos. A Bíblia nos adverte: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Pv 3.5). Não se deve discriminar os obreiros formados em Teologia. Eles podem ser uma grande bênção para a ministração do ensino, da pesquisa bíblica e da evangelização. Mas não se deve deixar que os conhecimentos tomem o lugar do preparo espiritual para a pregação do evangelho, que se obtém de joelhos, orando e jejuando , na presença do Senhor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Estudo Bíblico Sobre 10 Motivos Para Não Celebrar o Natal



1-  Porque a Bíblia não manda celebrar o nascimento.

2-  Porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi designada por Roma numa aliança pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo, de acordo com o calendário Judaico Jesus nasceu em setembro ou outubro.

3- A igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a preparação do caminho do Senhor, e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não prepara para Ele voltar.

4-  O natal é uma festa que centraliza a visão do palpável e esquece do que é espiritual. Pra Jesus o mais importante é o Reino de Deus que não é comida nem bebida, mas justiça e paz no espírito.

5- Porque o natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e engordar os ricos. É uma festa de ilusão onde muitos se desesperam porque não podem comprar um presentinho para os filhos.

6-  Porque esta festividade está baseada em culto à falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se recebemos o natal pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira?

O natal é a principal tradição do sistema corrupto, denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgiu na antiga Babilônia de Ninrode.  Na verdade suas raízes datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio.

Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro  fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado -  de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou, rebelde”.

Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam deste indivíduo que se afastou  de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.

Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

Todo ano, no dia de seu aniversário de  nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, e esta é a verdadeira origem da “árvore de natal”.

Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo) transformaram-se em objetos principais  de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada  país  e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete, encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo.

7- Esta festa não glorifica a Jesus pois quem a inventou foi a igreja católica romana, que celebra o natal diante dos ídolos (estátuas). Jesus é contra a idolatria e não recebe adoração dividida.

8- Porque os adereços (enfeites) de natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga que (que são demônios): Árvore de Natal – é um ponto de contato que os demônios gostam. No ocultismo oriental os espíritos são invocados por meio de uma árvore. De acordo com a enciclopédia Barsa, a árvore de natal é de origem germânica, datando o  tempo de São Bonifácio, foi adotada para substituir o sacrifício do carvalho de ODIM, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus menino. Leia a bíblia e confira em Jeremias 10:3,4; I Reis 14:22,23; Deuteronômio 12:2,3; II Reis 17:9,10; Isaías 57:4,5; Deuteronômio 16:21 e Oséias 4:13.

As velas acendidas – faz renascer o ritual dos cultos ao deus sol.

As guirlandas – são símbolos da celebração memorial aos deuses, significam um adorno de chamamento e legalidade da entrada de deuses.

A Bíblia nunca anunciou que Jesus pede guirlandas, ou que tenha recebido guirlandas no seu nascimento, porque em Israel já era sabido que fazia parte de um ritual pagão. O presépio – seus adereços estão relacionados diretamente com os rituais ao deus-sol. É um altar de incentivo à idolatria, que é uma visão pagã.

A Palavra de Deus nos manda fugir da idolatria (I Coríntios 10:14,15; Gálatas 5:19,21). Papai Noel – é um ídolo, um santo católico chamado Nicolau, venerado pelos gregos e latinos em dezembro, sendo que sua figura é a de um gnomo buxexudo e de barba branca. O gnomo de acordo com o dicionário Aurélio é um demônio da floresta.

Troca de presentes – na mitologia significa eternizar o pacto com os “deuses”.

Ceia de Natal – um convite à glutonaria nas festas pagãs ao deus-sol o banquete era servido a meia –noite.

9- O natal de Jesus não tem mais nenhum sentido profético pois na verdade todas as profecias que apontavam para sua primeira vinda à terra já se cumpriram. Agora nossa atenção de se voltar para sua Segunda vinda.

10- A festa de natal traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza, o que muitos dizem ser saudades de Jesus, mas na verdade é um espírito de opressão que está camuflado, escondido atrás da tradição romana que se infiltrou na igreja evangélica, e que precisamos expulsar em nome de Jesus.

PROCEDIMENTO  PRÁTICO

Temos um Deus que transforma maldição em bênção. Agora não somos mais ignorantes quanto a festividade iniciada na Babilônia. Qual deve ser então nosso procedimento prático?

1 - Lançar fora toda dependência sentimental da data do “sol invictus” ( 25 de dezembro ).

2 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32 – Nos livrarmos de todo enfeite com motivos natalinos pois sabemos suas origens.

3 - Não ficarmos sujeitos financeiramente à comidas importadas típicas. É um dia  como outro qualquer.

4 - Resistirmos ao espírito satânico de gastos no natal, principalmente se houverem dívidas. Vigiar as “ofertas do papai noel”. Só devemos comprar o necessário. Mamon, demônio das riquezas, criou dependência na mente humana onde as pessoas têm de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova, etc.

5 -  Devemos aproveitar a data (Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade. Colossenses 4:5) para estar com parentes e amigos em suas casas, falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus corações, pois este é o verdadeiro presente que o “aniversariante” quer receber. É um propício momento evangelístico, quando encontramos pessoas com o coração aberto para ouvir de Jesus.

6 - Entender que a maioria dos crentes não visualiza a situação do natal, preferindo viver segundo seus sentimentos e tradições.

7 -  Não confundir Passagem do Ano com Natal. Não é errado desejar feliz Ano Novo para alguém, mas sim, Feliz Natal. Podemos usar algumas expressões: Que Jesus nasça no seu coração (ou na sua vida)!

“ E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa , agradável, e perfeita vontade de DEUS. ” (Romanos 12: 2)

sábado, 10 de dezembro de 2016

Quem São os Ungidos do Senhor?



Uma palavra capciosa que tem circulado por aí nos últimos anos é 'ungido', a qual geralmente é usada junto com frases assim: 'Estou sentindo a unção!', 'Ele/ela é ungido para pregar a Palavra', ou então 'Sou um apóstolo/profeta ungido' e outros termos igualmente melosos. Em geral, quando este termo é usado, ele quer dizer que uma 'unção especial' está sendo derramada sobre determinadas pessoas. Ficamos sabendo que todos nós também podemos ter essa 'unção especial', se colocarmos em prática as verdades da Palavra de Deus, do mesmo modo como todos nós a temos recebido de Deus.

Primeiro vamos dar uma olhada na palavra 'ungido' e ver se realmente existe uma 'unção especial'. No Velho Testamento, a palavra 'ungido' significa aplicar óleo no corpo de alguém, simbolizando que Deus escolheu essa pessoa para o serviço do Senhor. Essa pessoa foi consagrada ao Senhor. A palavra 'consagrado significa ter sido separado à parte, provido com o poder de Deus para executar o Seu serviço especial. Também significa que essa pessoa foi declarada limpa, santa e pura. Embora o homem comum seja pecador, é Deus quem consagra e por isso está escrito no Salmo 105:15: 'Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas'. Esses eram homens que, no contexto do Velho Testamento, Deus havia escolhido e consagrado para o Seu serviço. (Como vivemos no contexto do Novo Testamento, ou seja, no contexto gentílico, essa palavra mudou em sua significação).

Hoje em dia o que não falta é encontrarmos profetas/apóstolos autonomeados usando este verso, num esforço de auto exaltação, de pertencer a uma classe especial de 'ungidos de Deus', dizendo que ninguém ouse questionar o que eles estão ensinando [Mesmo porque em geral eles pregam o falso Evangelho, em vez do verdadeiro, e temem ser desafiados em suas falsidades]. Esta é uma posição muito perigosa para alguém nela se colocar, acreditando ter recebido uma unção especial, uma medida extra do Espírito Santo. O profeta Joel disse: 'E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito' (Joel 2:29). Isso aconteceu no Dia de Pentecoste, conforme Atos 2:16-18, e tem continuado até o dia de hoje. Deus derramou o Seu Espírito sobre toda a carne e todos os que recebem o Senhor Jesus Cristo em seus corações são batizados com o Espírito Santo e com fogo. (Mateus 3:11 e Marcos 1:8). Todos os que têm fé e são batizados em Cristo nascem de novo e se tornam novas criaturas.

Sim, Deus nomeia e coloca membros diferentes em vários lugares no corpo eclesiástico, conforme o talento de cada indivíduo; mas em parte nenhuma da Bíblia existe a sugestão de uma 'unção especial' ou de uma 'medida extra do Espírito Santo', a fim de selecionar alguns no Corpo de Cristo. Sempre existirão os que desejam sentir-se especiais ou superiores e os cristãos não estão isentos disso. Este ensino apela à nossa natureza corrupta, à 'soberba da vida' (1 João 2:16), contra a qual todos nós devemos lutar. Jesus nos ensina, em Filipenses 2:3: '...cada um considere os outros superiores a si mesmo'.

No Velho Testamento os sacerdotes e profetas ungidos eram os representantes temporários de Deus, provendo perdão aos pecados do povo, até o tempo em que o Sumo Sacerdote Jesus viesse, a fim de prover, sobre a cruz, o perdão definitivo de nossos pecados. Os sacerdotes e profetas eram declarados limpos, santos e puros. Do mesmo modo, todos os que estão Nele também são declarados limpos, santos e puros, pois Deus nos ensina isso em Romanos 4:2-8, com ênfase no verso 5: 'Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça'. Filipenses 3:9: 'E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justi ça que vem de Deus pela fé'; Hebreus 9:12: 'Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção'; Marcos 1:40-41: 'E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.'; Atos 10:15: '...Não faças tu comum ao que Deus purificou'.

Nesse caso, quem são hoje em dia os ungidos? 1 João 2;27: 'E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis' ;2 Coríntios 1:21: 'Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus...' 'Não toqueis os meus ungidos' significa, portanto, não tocar em todos aqueles que receberam Jesus Cristo em seus corações. Isso deveria servir de advertência a todos os qu e pervertem a Palavra de Deus, a fim de alimentar o seu orgulho, querendo colocar-se acima dos ungidos de Deus, Muitos homens autonomeados apóstolos/profetas são os que, ironicamente, se apropriam desta frase, com mais freqüência, querendo intimidar o povo de Deus.

Contudo, muitos homens sinceros que pregam a Palavra de Deus jamais seriam tão ousados a ponto de se declararem ungidos/infalíveis, sendo humildes bastante para entender a depravação humana.

Observem como Deus é maravilhoso, quando declara que todos os nossos pecados são lavados no sangue do Cordeiro e que todos nós somos iguais diante dEle. 'Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus' (Gálatas 3:28).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O MENSAGEIRO SEM SUCESSO



Então disse o rei: Vai bem com o jovem, com Absalão? Disse Aimaáz: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim, teu servo; porém eu não sei o que era”. (2 Sm 18.29)

Em todos os lugares existem pessoas que se antecipam em para realizar algo que não lhe pertença, às vezes tomando o espaço de outros. A Bíblia sagrada tem um belo exemplo sobre Cusi, o cuxita, o emissário e Aimaáz o oferecido, para entregar ao rei uma mensagem que não lhe pertencia. Às vezes o desejo de realizar algo é mais forte, embora não se saiba como fazer, Aimaáz queria ser o mensageiro para trazer as novas ao rei. As pessoas se sentem prazerosas em dar noticias principalmente quando é uma pessoa influente ou um líder, mas existem também outros que podem fazer o mesmo serviço. Aimaáz era um homem de bem e considerado pelo rei (2 Sm 18.27), mas isso não significa que todas as vezes que necessitasse de um o mensageiro deva ser ele, no entanto quando uma pessoa toma a frente para fazer que não seja para ele geralmente torna-se uma pessoa antecipada. Falaremos nesse assunto sobre esses dois mensageiros, um enviado e o outro oferecido.

Os dois mensageiros
Existem tarefas que são destinadas a determinadas pessoas, mas é necessário saber se essa ou aquela estará apta a cumpri-la, porém, cabe ao individuo esperar a sua ocasião, quando isso não acontecer vem às preterições, e as consequencias podem ser imediatas. O enviado para levar ao rei a mensagem da morte de Absalão era Cusi (2 Sm 18.21), mas Aimaáz não se conteve em ficar no seu lugar, quis também ser o mensageiro de Joabe, porém ele achou que Aimaáz não seria a pessoa ideal para ser o mensageiro naquele momento e sim Cusi (2 Sm 18.22b), observamos ai uma carreira cansativa e sem propósito, um sacrifício sem sucesso. Atualmente acontecem as mesmas coisas, pessoas se adiantam para fazer algo que não lhe é mandado, podia ser que ele soubesse do acontecimento, mas o que eu questiono aqui é que Aimaáz não fora diretamente enviado para dar a mensagem, porém ele perante o rei não sabia o que dizer sobre o acontecimento, apenas ficou enrolando “eu vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim, teu servo; porém não sei o que era” (2 Sm 18.29).  A imprudência de Aimaáz fez com que o rei o deixasse de lado (2 Sm 18.30), o mais interessante naquele momento era a mensagem e não o mensageiro.

Existem pessoas que são antecipadas para determinados tipos de coisas, entretanto nem todas elas estão aptas para fazê-las, as mesmas coisas sucedem em relação às pessoas piedosas, nem todos têm os mesmos tipos de tarefas e dons, entretanto é necessário entender que cada um tem uma missão especifica de conformidade a sua capacidade, tanto nos talentos naturais, quanto nas tarefas espirituais e dons ministeriais (Ef 4.11). Às vezes as pessoas têm vontade de fazer algo mais, talvez para agradar alguém, pode ser que esse seja o caso de Aimaáz, que numa forma de ajudar acabou não ajudando em nada. Devemos entender que mesmo sendo um mensageiro, não significa que a mensagem esteja com ele. Devemos ter a consciência que Deus tem outros portadores para anunciar a palavra, embora tendo a chamada, mas nem sempre a palavra, portanto mensageiro é aquele que ver e escuta, mas não poderá falar nada se nada tem. Cada um tem o momento da sua oportunidade, Cusi “negro” era o mensageiro da vez. Portanto há determinadas coisas que somente devemos fazer quando nos for ordenados.

Quem pode tomar a Santa Ceia?

  De acordo com a Bíblia, se você é salvo, você pode tomar a Santa Ceia.   Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar da Santa Cei...