terça-feira, 25 de março de 2014

O Legado de Moisés.



Aula 13ª





1º Trimestre/2014
 
Texto Básico: Deuteronômio 34:10-12; Hebreus 11:23-29
 
"Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu; os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu ele o seu vigor" (Dt 34:7). 

INTRODUÇÃO

Moisés foi, sem dúvida alguma, uma das maiores personalidades e um dos maiores heróis da fé de todos os tempos. O seu legado para o povo de Israel, para a humanidade como um todo e para a Igreja até os dias de hoje é enorme. Neste capítulo, dentro do que nossa proposta sintética permite, queremos apresentar alguns pontos importantíssimos desse legado, relembrando aspectos especiais e inspiradores da vida e da obra desse homem de Deus, destacando os efeitos de seu ministério até os nossos dias e a importância do exemplo de Moisés para os crentes em Cristo de todos os tempos.
Primeiro, falaremos do legado de Moisés para o povo judeu; em seguida, de sua importância para a humanidade como um todo; e, por fim, e mais atentamente, analisaremos os exemplos instigantes de sua vida e ministério para a vida do crente.

O Legado de Moisés para o Povo Judeu A formação de uma nação

Moisés foi o instrumento que Deus usou para que Israel se tornasse, enfim, uma nação, conforme Ele havia prometido aos patriarcas Abraão, Isaque e jacó (Gn 15.5,7; 17.5-8; 26.3,4,24; 28.4,13-15; 35.9-13). Toda nação precisa de uma identidade, de uma cultura própria, de uma língua, de valores, de leis pelas quais serão regidos, e Moisés foi usado por Deus para dar tudo isso a Israel.
Por meio de seu ministério, a identidade religiosa e os valores que deveriam pautar e guiar o povo foram definidos em detalhes; uma cultura nova foi formada, diferente em muitos aspectos da cultura das nações vizinhas; a língua hebraica ganhou o seu primeiro grande texto a Torá (o Pentateuco) — que lhe daria perpetuidade e ser-lhe-ia referência na história dos povos; e uma legislação revolucionária e um completo sistema de organização social foram concedidos aos israelitas, que, agora, finalmente, podiam se perceber e ser reconhecidos como uma nação, um novo povo. Mesmo quando sofreu o exílio e a diáspora, Israel continuou a ser reconhecido como uma nação, conquanto seu território tenha passado, durante séculos, sem a sua presença maciça ou o seu governo. Uma fé e uma religião estruturadas
O Deus de Israel era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, porém a fé e o culto hebreus ainda careciam de uma normatização e organização, até que Deus os estruturou, por intermédio de Moisés, como vimos detidamente nos capítulos 9, 11 e 12 deste livro. Em Romanos 9.4,5, o apóstolo Paulo lembra que Deus deu a Israel sete coisas: tornou os israelitas seus filhos por adoção, repartiu com eles um pouco da sua glória, fez-lhes uma aliança e deu-lhes os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó), a legislação, o culto e as promessas; e ainda, por meio deles, o Messias, Jesus (Rm 9.5). Tudo isso é o que distinguia Israel das outras nações, fazendo dele o povo eleito. Porém, como sabemos, houve a rejeição de Israel à vontade de Deus e, consequentemente, a rejeição divina a Israel, que são os temas dos capítulos 9 a 11 de Romanos, os quais terminam
"Moisés foi o instrumento que Deus usou para que Israel se tornasse, enfim, uma nação, conforme Ele patriarcas Jacó”revelando que a rejeição de Israel não é final e que Deus haverá de restaurar Israel no fim dos tempos (Rm 11.25-28).
As Escrituras Sagradas do Pentateuco, um salmo e, provavelmente, o Livro de Jó
O grande legado de Moisés está expresso em suas obras que atravessaram séculos, chegando até os nossos dias e formando parte significativa e basilar do cânone veterotestamentário. São de Moisés o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), o Salmo 90 (que é, portanto, o mais antigo salmo de Israel) e provavelmente também o belíssimo Livro de Jó. A riqueza e a importância histórica, social, espiritual e literária dessas obras para o mundo revelam a grandeza do ministério desse grande homem de Deus para o seu povo e para toda a humanidade.

O Legado de Moisés para a Humanidade A legislação hebraica

Já nos dedicamos, no capítulo 10, a demonstrar alguns dos muitos aspectos revolucionários da legislação hebraica para a história do Direito no mundo. Ela foi revolucionária para a sua época e, tempos depois, serviria de inspiração para muitos avanços legais saudáveis com os quais já estamos muito habituados em nossos dias, mas que, na época de Moisés, se constituíam uma grande inovação. Dentre seus muitos aspectos revolucionários, a legislação hebraica, por exemplo, “atribuía um grande valor à vida humana, exigia um grande respeito para com a honra da mulher e conferia mais dignidade à posição do escravo do que poderíamos encontrar em qualquer um dos códigos legais das outras nações do Oriente Próximo”.1 Mais detalhes no já referido capítulo 10.
Os valores judaicos
Não à toa, costuma-se chamar os valores tradicionais do Ocidente, que foram responsáveis pela sua formação e se constituem a base de todas as suas conquistas, de valores judaico-cristãos. Os princípios do Decálogo (Ex 20.1-17), por exemplo, ajudaram a moldar todos os valores do Ocidente, juntamente com o cristianismo.

O Legado de Moisés para a Igreja Seu exemplo de fé

Ao elaborar uma “Galeria de Heróis da Fé” do Antigo Testamento, o escritor da Epístola aos Hebreus coloca entre os seus destaques, como não poderia deixar de ser, Moisés (Hb 11.23-29). Chama a atenção, na descrição que ele faz do grande líder hebreu, principalmente o que lemos nos versículos 24 a 27:
Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que, por um pouco de tempo, ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa. Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.
Somente um homem que ama e serve a Deus com uma fé robusta rejeita completamente as riquezas e a glória do mundo, preferindo sofrer fazendo a obra do Senhor. Moisés não tomava as suas decisões baseado simplesmente no que a lógica humana e os seus cinco sentidos lhe diziam, mas tinha em vista a importância histórica e espiritual do que estava fazendo e “a recompensa” que receberia do seu Senhor pela sua fidelidade ao seu chamado. Ele via além do que poderia perceber a maioria das pessoas do seu tempo, porque ele via “o invisível”.
Ademais, somente um homem que ama e serve a Deus com uma fé robusta não empalidece diante das adversidades mais intensas, não esmorece diante dos poderosos e das circunstâncias prementes que o pressionam a abandonar a vontade divina. A Bíblia diz que Moisés desprezou completamente “a ira do rei”, a oposição dos grandes e poderosos deste mundo, e “ficou firme”, porque está “vendo o invisível”.
 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Seu exemplo de lide- ' rança
Moisés foi um líder notável, que aguentou o que pouquíssimos ou ninguém — em sua época aguentaria. Ele guiou brilhantemente milhões de pessoas pelo deserto, resistiu à oposição com firmeza; soube superar os momentos de crise, tensão, desânimo e revolta; levou o povo ao arrependimento várias vezes; organizou aqueles ex - escravos como uma sociedade; deu a eles uma identidade como nação; soube ouvir os conselhos de seu sogro, Jetro, (Ex 18.13-27) e preparou muito bem o seu sucessor — Josué.

Seu exemplo de paciência

Números 12.3 nos lembra que “era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra”. E era preciso ser muito temperante mesmo para suportar todas as adversidades e pressões que ele enfrentou. Aliás, isso mostra quão poderosa foi a transformação que Deus fez em Moisés, que antes fora precipitado e assassino (Êx 2.11-13).
O termo hebraico traduzido por “manso” em Números 12.3 é anãw(עָנָו), que significa “humilde”, “pobre”, “simples”. No sentido em que ele é usado aqui, descreve, segundo o Dicionário Vine, “a condição objetiva e também a postura subjetiva de Moisés” como um homem “completamente dependente de Deus” e que “via o que era”.2 O fato de Moisés, mesmo tendo tanto autocontrole que Deus lhe dava, não ter entrado na Terra Prometida com o povo justamente porque pecou ao perder o controle, fazendo algo diferente do que Deus lhe determinara (Nm 20.7-12), só evidencia o quanto somos dependentes da graça de Deus.
Mesmo um homem impetuoso e assassino como o jovem Moisés pode se tornar, quarenta anos depois, um homem extremamente manso e humilde, em virtude da graça transformadora de Deus; e mesmo o homem mais humilde e manso da Terra pela graça de Deus pode ter momentos de fraqueza e perder seu autocontrole se não tiver cuidado, como aconteceu com Moisés. Súmula da história: somos dependentes da graça divina, do poder do Espírito Santo, tanto para desenvolvermos a temperança quanto para mantemo-nos no centro da vontade de Deus, humildes e temperantes, sejam quais forem as circunstâncias.
Não por acaso, a temperança é apresentada na Bíblia como um dos gomos do fruto do Espírito, que se chama fruto do Espírito exatamente porque é produzido em nós pela ação do Espírito Santo de Deus, isto é, quando nos entregamos à ação dEle em nossa vida (G1 5.22,23).
Que Deus nos dê graça para seguirmos o bom exemplo desse homem de Deus, que, tirando o episódio das águas de Meribá (Nm 20.7-13), durante seus quarenta anos de ministério, nada fez “por contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Fp 1.3) e zelo ardente pela obra de Deus.
Seu exemplo como intercessor
Moisés foi grande sacerdote do povo juntamente com Arão, e primeiro que ele (SI 99.6). Ele intercedeu decisivamente pelo povo de Israel em momentos de enorme crise (Êx 15.25; 33.1-17; Nm 14.13-25).
Seu exemplo de integridade
Moisés teve muitas oportunidades de corromper a sua integridade, mas escolheu manter-se íntegro. Ele, por exemplo, preferiu sofrer com o povo de Israel a gozar a glória e os prazeres do Egito, sendo fiel ao seu chamado (Hb 11.24-26).
Seu exemplo de persistência
Apesar de tantos momentos difíceis que Moisés vivenciou em sua trajetória espiritual, ele permaneceu firme, porque estava “vendo o invisível” (Hb 11.27). Sua persistência era derivada diretamente de sua fé em Deus. Como sublinha a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, “é fácil ser enganado pelos benefícios temporários da riqueza, da popularidade, da posição social e da conquista, e ficar cego em relação aos benefícios de longo prazo do Reino de Deus. A fé nos ajuda a olhar além do sistema de valores do mundo, para que possamos enxergar os valores eternos do Reino de Deus”.3
Seu exemplo de comunhão com Deus
A Bíblia nos mostra que Moisés cultivava uma vida de oração, mantendo um relacionamento muito íntimo com Deus: “Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo” (Ex 33.11). Como frisa Matthew Henry, “isto sugere que Deus se revelou a Moisés, não só com clareza e evidências maiores da luz divina do que a qualquer outro dos profetas, mas também com expressões particulares e ainda maiores de bondade e graça. Ele fala não como um príncipe a um súdito, mas como qualquer fala com o seu amigo, a quem ama”.4
Deus também quer ter hoje um relacionamento íntimo conosco! Como destaca a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, “Moisés desfrutou tal favor de Deus não porque era perfeito, genial ou poderoso, mas porque Deus o escolheu. Por sua vez, Moisés confiou inteiramente na sabedoria e direção de Deus. A amizade com Deus era um verdadeiro privilégio para Moisés, e estava [nesse nível] fora do alcance dos hebreus. Mas, hoje, ela não é inalcançável para nós. Jesus chamou seus discípulos e, por extensão, todos os seus seguidores — de amigos (Jo 15.15). Ele o chamou para ser seu amigo. Você confiaria nEle como fez Moisés?”.5
O Cântico de Moisés
A Bíblia afirma que quando o povo estava para entrar em Canaã, Deus deu ordem a Moisés para que compusesse um cântico contendo um resumo de sua exortação ao povo e o ensinasse aos filhos de Israel (Dt 31.19). Deus sabia que os cânticos podem ser aprendidos e transmitidos com facilidade, por isso os viu como um meio perfeito para que a sua exortação fosse gravada na mente do seu povo. Deus sabia que a sua exortação seria mais eficientemente ensinada e lembrada dessa forma, pois, sendo cantada, estaria “na boca do povo” (“ensinai-o [...] ponde-o na sua boca”). Esse cântico está registrado em Deuteronômio 32.1-43.
Depois de apresentá-lo a Israel, Moisés disse: “Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não vos é vã; antes, é a vossa vida
(Dt 32.46,47, grifo meu).
“É a vossa vida!” Verdades vitais condensadas em um hino; a vida condensada em um hino.
Ainda hoje, hinos, quando inspirados por Deus, são, por assim dizer, pequenas cápsulas de vida condensada, tendo o poder de renovar corações mortificados, aquecer corações arrefecidos e liquefazer almas empedernidas. Assim como, quando uma canção é eivada de conteúdo maligno, é uma cápsula de veneno e morte condensados.

As Profecias de Moisés Profecia sobre Jesus

Em Deuteronômio 18.15, Moisés profetizou sobre Jesus, referindo-se a Ele como “um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis”. O texto de Deuteronômio 18.15-22 fala implicitamente de mais de um profeta — ou seja, o termo “profeta” ali aparece, em alguns momentos, em alusão a uma sucessão de profetas que Deus levantaria para tratar com Israel. Porém, o versículo 15 parece se referir a um profeta especial, de maneira que, durante séculos, os judeus estiveram a procurar esse “O Profeta” pós-Moisés, como destacam textos como João 1.21 e 7.40, quando os judeus se perguntavam se João Batista ou Jesus seriam esse “O Profeta”. O apóstolo Pedro, em sua pregação no Dia de Pentecostes, e o diácono Estêvão, primeiro mártir da Igreja, em seu discurso diante de seus algozes em Jerusalém, mencionaram essa profecia como tendo o seu cumprimento em Jesus (At 7.37).
Profecias sobre o destino de cada uma das doze tribos de Israel
Como Isaque e Jacó abençoaram seus respectivos filhos antes de morrer, Moisés, sob a orientação do Espírito Santo, abençoou os filhos de Israel antes de falecer (Dt 33.1-29). O detalhe é que, ao invocar as bênçãos conforme as tribos de Israel, Moisés omite Simeão, que seria absorvida pela tribo de Judá (Js 19.2-9), mas o número 12 é preservado contando-se José como sendo dois — Efraim e Manassés, seus dois filhos (Dt
33.17). As primeiras tribos a serem abençoadas são as correspondentes aos filhos de Jacó com suas esposas Leia e Raquel; em seguida, é a vez das tribos correspondentes aos filhos de Israel com suas servas Bila e Zilpa.
Como ressalta a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, o que chama mais a atenção nessas bênçãos de Moisés sobre as doze tribos é “a diferença entre as bênçãos que Deus deu a cada tribo: para uma, Ele deu a melhor terra; e para outra, força ou segurança”. Isso nos faz lembrar que muita gente, com frequência, ao ver alguém com uma bênção específica, pensa que “Deus deve amar aquela pessoa mais do que outra”, mas a verdade é que “Deus distribui talentos únicos às pessoas. Todos esses talentos são necessários para que seu plano seja realizado”. Portanto, “não tenha inveja dos dons ou presentes que as pessoas recebem de Deus. Olhe para o que Deus tem dado a você e cumpra as tarefas que Ele o qualificou de maneira única para realizar”. Outro detalhe é que a tribo de Gade recebeu a melhor parte da terra (Dt 33.20,21), mas isso tem uma razão de ser: Gade “obedeceu a Deus punindo os malignos inimigos de Israel”.6
A Morte de Moisés
A Bíblia diz que quando Moisés faleceu, ele estava com 120 anos, que era uma idade já bem longeva para os padrões da época, conforme depoimento do próprio Moisés (SI 90.10). Não obstante, “os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu ele o seu vigor” (Dt 34.7).
O último capítulo de Deuteronômio, que é o único capítulo do Pentateuco que não foi escrito por Moisés, registra que, após a morte do legislador de Israel, o reconhecimento e o amor do povo era tão grande por ele que “os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias, nas campinas de Moabe” (Dt 34.8).
O relato que Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século d.C., faz das reações do povo de Israel e do próprio Moisés por ocasião de sua despedida, conforme a tradição que havia sido passada aos judeus até os dias do célebre historiador, é extremamente tocante. Claro que, eventualmente, pode haver um ou outro exagero aqui e acolá nesse relato, mas não se pode duvidar que muito dessa narrativa, que reproduzimos a seguir e que atravessou gerações, é carregado de verdade. Vale a pena lê-la:
Depois que Moisés assim lhes falou, predisse a cada uma das tribos o que lhes deveria acontecer e desejou-lhes mil bênçãos. Toda essa enorme multidão não pôde por mais tempo reter as lágrimas; homens e mulheres, grandes e pequenos, demonstraram igualmente sua pena por perder um chefe tão ilustre; não houve nem mesmo criança que não derramasse lágrimas; sua eminente virtude não podia ser ignorada nem mesmo pelos dessa idade. As pessoas sensatas, umas deploravam a gravidade de sua perda para o futuro e outras queixavam-se de não terem compreendido bastante que felicidade era para ele ter um tal chefe e guia e serem privados dele quando o começavam a conhecer.
Nada, porém, demonstrou até que ponto chegava sua aflição como o que aconteceu a esse grande legislador. Pois ainda que ele estivesse persuadido de que não era necessário chorar à hora da morte, pois ela vem por vontade de Deus e por uma lei indispensável da natureza, ele, no entanto, ficou tão comovido pelas lágrimas de todo o povo que ele mesmo não pôde deixar de chorar. Caminhou depois para onde deveria terminar a vida e todos seguiram-no gemendo. Ele fez sinal com a mão aos que estavam mais afastados para que parassem e rogou aos que estavam mais próximos que não o afligissem mais ainda seguindo-o com tantas demonstrações de afeto. Assim, para obedecer, eles pararam e todos, juntamente, lamentavam sua infelicidade por tão grande perda.
Os senadores [anciãos], Eleazar, o grão-sacrificador [sumo sacerdote], e Josué, o comandante do exército, foram os únicos que o acompanharam. Quando ele chegou ao monte Nebo, que está em frente a Jericó, tão alto que de lá se vê todo o país de Canaã, despediu-se dos senadores [anciãos], abraçou a Eleazar e Josué, e deu-lhes seu último adeus. Ainda ele falava quando uma nuvem o rodeou e ele foi levado a um vale. Os livros santos que ele nos deixou dizem que morreu porque temia que não se acreditasse que ele ainda estaria vivo, arrebatado ao céu, por causa da sua eminente santidade. Faltava somente um mês para que, dos cento e vinte anos que viveu, ele passasse quarenta no governo de todo esse grande povo, cuja direção Deus lhe havia confiado. Ele morreu no primeiro dia do último mês do ano, que os macedônios chamam Dystros e os hebreus, Adar.
Jamais homem algum igualou em sabedoria a este ilustre legislador, jamais alguém soube, como ele, tomar sempre as melhores resoluções e tão bem pô-las em prática; jamais algum outro se lhe pôde comparar na maneira de tratar com um povo, governá-lo e persuadido, pela força de suas palavras. Sempre foi tão senhor de suas paixões que parecia até que delas havia sido isento e que as conhecia apenas pelos efeitos que via nos outros. Sua ciência na guerra pôde dar-lhe um lugar entre os maiores generais e nenhum outro teve o dom de profecia em tão alto grau; suas palavras eram outros tantos oráculos, e parecia que o próprio Deus falava por sua boca. O povo chorou-o durante trinta dias e nenhuma outra perda lhe foi jamais tão sensível. Mas ele não foi chorado somente por aqueles que tiveram a felicidade de o conhecer, mas também por aqueles que conheceram as leis admiráveis que ele nos deixou, porque a santidade que nelas se nota não pode permitir dúvidas sobre a eminente virtude do legislador.7

Não sabemos onde a sepultura de Moisés se encontra aliás, ninguém sabe, desde aquela época (Dt 34.6b) até hoje. A única informação é que Deus mesmo o sepultou “num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor” (Dt 34.6a). Deus fez com que sua sepultura nunca fosse encontrada para que, provavelmente, não se criasse uma idolatria e romaria em torno do túmulo de seu servo. O apóstolo Judas nos fala da altercação do arcanjo Miguel com Satanás sobre o corpo de Moisés (Jd 9). Não sabemos o porquê do interesse de Satanás pelo corpo de Moisés, mas a tradição judaica afirma que tal altercação se deu porque Satanás sustentava que Moisés não era digno de um sepultamento decente, ainda mais feito pelo próprio Deus, por ter sido um homicida em sua juventude (Ex 2.11,12). Miguel, que guardava o corpo de Moisés, apenas lhe respondeu: “O Senhor te repreenda”.
O exemplo de Moisés como líder e homem de Deus nunca será esquecido. Sobretudo pelos últimos quarenta anos de sua vida, ele sempre será lembrado como um exemplo de fé, vida de santidade, seriedade, liderança, sabedoria, paciência, fidelidade ao chamado divino e vida dedicada totalmente ao Senhor.
Como escreveu o autor da Epístola aos Hebreus, referindo-se à nossa responsabilidade hoje diante do que fizeram os grandes heróis da fé do Antigo Testamento, dentre eles Moisés (Hb 11.23-29), “nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas [os heróis da fé do Antigo Testamento], deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb 12.1,2). Amém!

segunda-feira, 24 de março de 2014

TRANSFORMANDO TRIBULAÇÕES EM TRIUNFOS



Tiago 1:2-12

Introdução

Ao longo das Escrituras, encontramos pessoas que transformaram derrota em vitória e tribulação, em triunfo. Em vez de vítimas, tornaram-se vitoriosos.
Tiago afirma que podemos ter essa mesma experiência hoje. Quaisquer que sejam as tribulações exteriores (Tg. 1:1-12) ou as tentações interiores (Tg. 1:13-27), por meio da fé em Cristo podemos ter vitória. O resultado dessa vitória é a maturidade espiritual.
Em outras palavras, esses são os quatro elementos essenciais para a vitória em meio às provações: uma atitude alegre, uma mente esclarecida, uma volição submissa e um coração confiante.

1. Viva em atitude alegre (Tg 1:2)

A expressão “....Tende por motivo de alegria...”, poderia ser traduzida assim: “considerai vossas provações uma autentica alegria, por causa dos benefícios que isso trará”.
A maneira como encaramos as lutas determina os resultados e a nossa atitude define as nossas ações.
Deus diz que haverão provações. A questão não é se vamos passar por várias provações, mas sim quando isso vai acontecer.
A pessoa que espera uma vida cristã fácil terá uma grande decepção. Jesus avisou seus discípulos: "No mundo, passais por aflições" (Jo 16:33) e Paulo disse a seus convertidos: "Através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus" (At 14:22).
Algumas tribulações nos sobrevêm como simples circunstancias da vida. Exemplos disso são as enfermidades, acidentes, decepções e até aparentes tragédias.
Outras tribulações são resultantes do fato de sermos cristãos.Pedro enfatiza isso em sua primeira epístola: "Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo" (1 Pe. 4:12). Satanás luta contra nós, e o mundo opõe-se a nós, tornando a vida uma batalha.
Mas não desanimemos, pois até mesmo Jesus foi capaz de suportar a provação da cruz "em troca da alegria que lhe estava proposta" (Hb. 12:2), a alegria de voltar para o céu e, um dia, compartilhar sua glória com a Igreja.
Igualmente, Tiago nos ensina a buscarmos a alegria da presença de Deus em nossas vidas, porque dificuldades podem ser transformadas em oportunidades de aprendermos as mais belas lições da vida.
Tempos difíceis podem nos ensinar a perseverar. Tempos difíceis nos ensinam a darmos mais valor ao que temos, a sermos mais sábios, a buscarmos mais a Deus. Por tudo nos alegremos no Senhor.

2. Procure saber qual é o sentido do agir de Deus, isto contribui que ser mais paciente (Tg. 1:3)

No verso 3 Tiago diz: “Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança.”
Saber significa compreender que qual o propósito das tribulações.
Nossa fé sempre é provada. Quando Deus chamou Abraão para viver pela fé, ele o provou a fim de aumentar essa fé. Deus sempre nos prova para fazer aflorar o que temos de melhor; Satanás nos tenta a fim de fazer aflorar o que temos de pior. A provação de nossa fé mostra que somos, verdadeiramente, nascidos de novo.
Nossas provações trabalham em nosso favor, não contra nós. Nas palavras de Paulo: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm. 8:28). "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação" (2 Co. 4:17),
As nossas tribulações nos ajudam a amadurecer O que Deus deseja produzir em nossa vida? Paulo nos responde essa pergunta em Romanos 5:3.4 dizendo: “Nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Rm. 5:3, 4).
Na Bíblia, a paciência não é uma aceitação passiva das circunstâncias. Antes, é uma perseverança corajosa diante das dificuldades. Pessoas maduras são pacientes e persistentes. Pessoas imaturas sempre são impacientes.
Paulo nos recomenda: “Sede imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas” (Hb. 5:12). “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa (Hb. 10:36)”. “Aquele que crer não foge” (Is. 28:16).
Deus deseja nos tornar pacientes, pois essa é a chave para todas as outras bênçãos. A criança pequena que não aprende a ter paciência não aprende muito. Quando o cristão aprende a esperar no Senhor, Deus faz grandes coisas por ele. Abraão adiantou- se ao Senhor, coabitou com Hagar e trouxe grande tristeza ao seu lar (Gn. 16). Moisés se antecipou a Deus, assassinou um homem e passou quarenta anos cuidando de ovelhas, a fim de aprender a ser paciente (Êx. 2:11). Por causa de sua impaciência, Pedro quase matou um homem (Jo 18:10, 11).
A única maneira de o Senhor desenvolver paciência e caráter em nossa vida é por meio das tribulações. Não se pode adquirir perseverança lendo um livro (nem mesmo este), ouvindo um sermão ou fazendo uma oração. Devemos passar pelas dificuldades da vida, crer em Deus e obedecer a ele. O resultado será paciência e caráter. Cientes disso, enfrentaremos as tribulações com alegria. Sabemos o que as tribulações podem fazer em nós e por nós e reconhecemos que o resultado final glorificará a Deus.
Quando devidamente usadas, as tributações ajudam a amadurecer? O que Deus deseja produzir em nossa vida? Paciência, perseverança e a capacidade de prosseguir mesmo em meio a dificuldades.
“Nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança" (Rm 5:3, 4). Na Bíblia, a paciência não é uma aceitação passiva das circunstâncias. Antes, é uma perseverança corajosa diante do sofrimento e das dificuldades.
Pessoas imaturas sempre são impacientes; pessoas maduras, por sua vez, são pacientes e persistentes. A impaciência e a incredulidade costumam andar juntas, da mesma forma que a fé e a paciência. "[Sede] imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas" (Hb 5:12). "Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa"(Hb. 10:36). "Aquele que crer não foge" (Is 28:16).
Deus deseja nos tornar pacientes, pois essa é a chave para todas as outras bênçãos. A criança pequena que não aprende a ter paciência não aprende muito. Quando o cristão aprende a esperar no Senhor, Deus faz grandes coisas por ele.
Abraão adiantou- se ao Senhor, coabitou com Hagar e trouxe grande tristeza ao seu lar (Gn 16). Moisés se antecipou a Deus, assassinou um homem e passou quarenta anos cuidando de ovelhas, a fim de aprender a ser paciente (Êx 2:11 ss). Por causa de sua impaciência, Pedro quase matou um homem (Jo 18:10, 11).
A única maneira de o Senhor desenvolver paciência e caráter em nossa vida é por meio das tribulações. Não se pode adquirir perseverança apenas lendo um livro, ouvindo um sermão ou fazendo uma oração. Devemos passar pelas dificuldades da vida, crer em Deus e obedecer a ele. O resultado será paciência e caráter. Cientes disso, enfrentaremos as tribulações com alegria. Sabemos o que as tribulações podem fazer em nós e por nós e reconhecemos que o resultado final glorificará a Deus.

3. Deixe sua vontade submissa (Tg. 1:4, 9-12)

Deus não edifica nosso caráter sem nossa cooperação. Se resistirmos, vai nos disciplinar até nos rendermos. Mas se nos sujeitarmos, ele realiza sua obra. Deus não se contenta com um trabalho inacabado; quer realizar uma obra perfeita e deseja que o produto final seja maduro e completo.
O objetivo de Deus para nossa vida é a maturidade. Seria trágico se nossos filhos permanecessem bebês pelo resto da vida. Gostamos de vê-los amadurecer, mesmo quando a maturidade traz consigo certos perigos. Muitos cristãos guardam-se das tribulações da vida e, como resultado, nunca crescem. Deus deseja que seus "filhos pequenos" transformem-se em "jovens" e que estes se tornem "pais" (1 Jo 2:12-14).
Paulo resume três obras envolvidas em uma vida cristã completa (Ef 2:8-10).
Em primeiro lugar, a obra que Deus realiza por nós: a salvação.Jesus Cristo completou essa obra na cruz. Se crermos nele, ele nos salvará.
Em segundo lugar, a obra que Deus realiza em nós: "somos feitura dele". Essa obra é conhecida como santificação: Deus constrói nosso caráter para que nos tornemos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo, "conformes à imagem de seu Filho" (Rm 8:29).
A terceira obra é aquela que Deus realiza por meio de nós: o serviço. Fomos "criados em Cristo Jesus para boas obras".
Agora é preciso entender que primeiro, Deus constrói o caráter; depois, pode chamar para o serviço. O Senhor precisa operar em nós antes de poder operar por meio de nós. Deus passou vinte e cinco anos trabalhando na vida de Abraão antes de lhe dar o filho prometido. Trabalhou trinta anos na vida de José, fazendo-a passar por "várias provações", antes de colocá-lo no trono do Egito.Passou oitenta anos preparando Moisés para quarenta anos de serviço. Cristo levou três anos para treinar seus discípulos e construir o caráter deles.
Mas Deus não opera em nós sem nosso consentimento.Devemos ter uma volição – ou vontade submissa. A pessoa madura não discute com a vontade de Deus; antes, a aceita de bom grado e obedece a ela com alegria: "Fazendo, de coração, a vontade de Deus" (Ef 6:6).
Quem tentar passar pelas tribulações sem sujeitar sua volição a Deus ficará mais parecido com uma criança imatura do que com um adulto maduro. Jonas é um exemplo dessa verdade. Deus ordenou-lhe que pregasse aos gentios de Nínive, mas ele se recusou. Deus teve de disciplinar Jonas antes de o profeta aceitar sua comissão. Mas Jonas não obedeceu ao Senhor de coração e não cresceu com essa experiência. Sabemos disso porque o último capítulo do Livro de Jonas mostra o profeta agindo como uma criança mimada! Está amuado, sentado do lado de fora da cidade esperando que Deus envie seu julgamento. Fica impaciente com o sol, com o vento, com a planta, com o verme e com Deus.
Um estágio difícil do processo de amadurecimento é o desmame. A criança que está sendo desmamada tem certeza de que não é mais querida pela mãe e de que tudo está contra ela. Na verdade, o desmame é um passo rumo à maturidade e à liberdade. É algo bom para a criança.
Por vezes, Deus tem de "desmamar" seus filhos de seus brinquedos infantis e de atitudes imaturas. Davi retrata isso no Salmo 131:2; "Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo". Deus usa as tribulações para que nos desapeguemos de coisas infantis, mas se não nos sujeitarmos a sua vontade, nos tornaremos ainda mais imaturos.

4. Peça com um coração mais confiante e dependente (Tg 1:5-8)

Os destinatários da carta de Tiago estavam tendo dificuldades para orar (Tg 4:1-3; 5:13-18).
Qual deveria ser então o conteudo de suas orações ao passarem pelas dificuldades enviadas por Deus? Tiago dá a resposta: pedir a Deus sabedoria.
Tiago então fala sobre a sabedoria (Tg 1:5; 3:13-18). O povo judeu amava a sabedoria, como comprova o Livro de Provérbios. A sabedoria é o uso correto do conhecimento. Todos nós conhecemos indivíduos que não passam de tolos bem informados; têm um histórico acadêmico brilhante, mas não são capazes de tomar as decisões mais simples da vida.
Por que a sabedoria é necessária ao passar por tribulações? Por que não pedir força, graça ou mesmo livramento? Por um motivo: a fim de não desperdiçar as oportunidades que Deus concede de amadurecer. A sabedoria nos ensina a entender como usar essas circunstâncias para nosso bem e para a glória de Deus.
Muitos cristãos vivem como rolhas, subindo e descendo com as ondas, indo para frente e para trás. Esse tipo de experiência indica imaturidade. Paulo usa uma ideia parecida em Efésios 4:14 - "para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro". Se tivermos um coração que não duvida e que não se mostra dividido, poderemos pedir com fé, e Deus nos dará a sabedoria de que precisamos.

Conclusão

Tiago encerra esta seção com uma bem- aventurança: "Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação" (Tg 1:12).
Ele começa (Tg 1:2) e termina com alegria. Como disse no início, a nossa forma de ver, a nossa perspectiva determina o resultado.Essa bem-aventurança é um grande estímulo, pois promete uma coroa para os que suportarem as tribulações com paciência.
E finalmente, quero lembrar a vocês que o amor é a força espiritual por trás das recomendações que Tiago apresenta.
A criança que ama sua mãe e que está certa de que é amada por ela será capaz de passar pelo e continuar a crescer com saúde.
Do mesmo modo, o cristão que ama a Deus e que sabe que é amado por ele não se desintegra quando Deus permite que venham as tribulações. Ele está seguro no amor de Deus. E sabe que o proposito maior de Deus na sua vida é conduzi-lo a maturidade, de modo que este cristão se torne um instrumento de bênçãos nas mãos do Senhor.
Que Deus nos abençoe!

sábado, 22 de março de 2014

AFINAL DE CONTAS, PORQUE MOTIVO ESTOU NESTE MUNDO?



“Uma vida dedicada às coisas materiais é morta, é um tronco cortado;
Uma vida moldada por Deus é viva, é uma árvore frutífera.”
Pv11.28

TUDO COMEÇA COM DEUS

1 – A questão não é você.
O propósito de sua vida supera suas realizações pessoais, a paz de espírito e até família e carreira profissional.
Para saber o motivo de sua existência neste planeta, você deverá começar por Deus. O seu nascimento aconteceu conforme o propósito dEle e para cumprir os propósitos dEle. É impossível você entender o propósito de sua existência por você mesmo. É preciso começar com o seu criador, Deus.
A procura pelo propósito (sentido) da vida tem intrigado as pessoas por milhares de anos. Isso porque normalmente começamos pelo lado errado — nós mesmos. Nós fazemos perguntas voltadas para a nossa pessoa, como: “O que eu quero ser? O que eu deveria fazer com a minha vida? Quais são meus objetivos, minhas ambições e meus sonhos para o futuro?”. Mas concentrarmo-nos em nós mesmos jamais desvendará o propósito de nossa vida. A Bíblia diz: A vida de todas as criaturas está na mão de Deus; é ele quem mantém todas as pessoas com vida.
A sua existência só acontece porque Ele deseja que você exista. Você foi feito por Deus e para Deus. Se você não entender isso, sua vida será vazia e sem sentido.
“É somente em Deus que descobrimos nossa origem, nossa identidade, o nosso significado, nosso propósito, nossa importância e nosso destino.” (Warrren 2003, pg 18)
Já li muitos livros que sugerem formas de descobrir o propósito de minha vida. Todos poderiam ser classificados como livros de “auto-ajuda”, pois abordam o assunto a partir de um ponto de vista egocêntrico. Livros de auto-ajuda, até mesmo os cristãos, normalmente propõem as mesmas etapas previsíveis para achar o propósi to para a vida: “Dê importância aos seus sonhos. Defina claramente seus valores. Estabeleça algumas metas. Defina em que você é bom. Aspire grandes objetivos. Vá a luta! Seja disciplinado. Acredite em si mesmo. Envolva outras pessoas. Não desista jamais”.
Foi Deus quem fez você, e não você quem O fez. Viver é deixar Deus usa-lo para seus propósitos, e não você usar Deus para o seu propósito.
Para saber mais como uma invenção funciona, precisamos perguntar ao inventor ou ler o manual de instruções.
Isto trata da Revelação. Deus revelou através das Escrituras qual o propósito de nossa existência; portanto, consulte o manual.
Para descobrir o motivo de nossa existência, precisamos voltar para a Palavra de Deus, e não para a sabedoria do mundo. Sua vida deve ser edificada em cima das verdades eternas, e não sobre psicologia popular, histórias inspiradoras e estímulos para alcançar sucesso.
(Ef 1.11)
Este versículo nos dá três descobertas a respeito do nosso propósito:
1. Você descobre a sua identidade e propósito através de um relacionamento com Jesus,
2. Deus já pensava em você muito antes de você pensar a respeito dEle,
3. O propósito da sua vida cabe em um outro propósito muito maior e cósmico, que Deus planejou para a eternidade.
PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA
1. Um tema para reflexão: “A questão não sou eu.”
2. Um versículo para memorizar: “Todas as coisas foram criadas nEle e Nele encontram propósito.” (Cl 1.16 msg)
3. Uma pergunta para meditar: “Apesar de todos os argumentos ao meu redor, como posso lembrar-me de que a vida é na verdade viver para Deus e não para mim mesmo?”

2 – Você não é um acidente
Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer.” (Is 44.2 )
Muito antes de você ser concebido por seus pais, você foi concebido na mente de Deus.
Você não é um acaso, um erro ou um infortúnio. Seus pais podem não tê-lo planejado, mas foi do propósito de Deus que você nascesse assim.
Você é único para Deus, é especial, não importa sua raça, cor, suas características físicas.
Deus o fez sob medida, do jeito que ele queria. (Sl 139. 15-16)
Ao planeja-lo, Deus determinou todos os detalhes, onde você nasceria, sua nacionalidade, o dia de seu nascimento e sua morte.
Nada em você e em sua vida é por acaso; tudo tem um propósito determinado por Deus. (At 17.26 nvi)
Você é especial para Deus, não importa quem foram seus pais, eles tinham os elementos essenciais que Deus precisava para faze-lo.
Ainda que os pais abandonem seus filhos, Deus não leva em conta esse erro para cumprir seu propósito em você. (Sl 27.10)
O amor de Deus junto com seu propósito foi o motivo de você ter sido criado. Deus não faz nada impulsivamente. Ele tem um plano detalhado de cada coisa ou ser que cria.
Deus criou todo o Universo com o propósito de vivermos nele. Nós somos o objeto de seu amor e o ser de maior valor em sua criação.
Por ser um Deus de amor, Ele criou todo este Universo para nós. É difícil de compreender esse tipo de amor, mas você foi criado para ser alvo desse amor especial de Deus. Ele o criou para poder amá-lo.
“Essa é uma verdade sobre a qual você precisa edificar sua vida.” (Warren 2003 pg 24)
As escrituras declaram que Deus é amor, (1 Jo 4.8). Ela não diz que Deus tem amor, mas que Ele é amor.
• Você é quem é, por uma razão.
• Você faz parte de um plano complexo.
• Você é uma criação original, preciosa e perfeita, denominada como notável homem ou mulher de Deus.
PENSANDO SOBRE O PROPÓSITO DE MINHA VIDA
1. Um tema para reflexão: “Não sou um acidente.”
2. Um versículo para memorizar: “Eu sou seu criador. Você estava sob os meus cuidados mesmo antes de nascer.” (Is 44.2)
3. Uma pergunta para meditar: “Tendo consciência de que Deus me criou de forma exclusiva, que área de minha personalidade, formação e aparência física tenho tido dificuldade de aceitar?

quinta-feira, 20 de março de 2014

A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES


A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES



Lição 12 - 23 de Março de 2014
TEXTO ÁUREO - “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9,22).
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 29.1-12

A CONSAGRAÇÃO DO SACERDOTE NA LEI E DO MINISTRO NA GRAÇA  

1 – SER CONSAGRADO EXIGE-SE SANTIDADE PARA EXERCER O OFÍCIO
Êxodo 29.1 - Isto é o que lhes hás de fazer, para os santificar, para que me administrem o sacerdócio: Toma um novilho, e dois carneiros sem mácula, = Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 1 Pedro 1:16

2 – SER CONSAGRADO EXIGE-SE QUE SE TENHA UMA VIDA INCORRUPTÍVEL
Êxodo 29.2 - e pão asmo, e bolos asmo amassados com azeite, e coscorões asmo untados com azeite; com flor de farinha de trigo os farás.= Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo. 1 Timóteo 3:7

3 - SER CONSAGRADO EXIGE-SE QUE SE TENHA UMA VIDA SEM PECADOS
Êxodo 29.3 - E os porás num cesto e os trarás no cesto, com o novilho e os dois carneiros. = Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. 1 João 1:8

4 – SER CONSAGRADO EXIGE-SE QUE SE TENHA UMA VIDA PURIFICADA
Êxodo 29.4 - Então, farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação e os lavarás com água; = De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. 2 Timóteo 2:21

5 - SER CONSAGRADO EXIGE-SE QUE CONSIDERE SEU OFÍCIO UMA HONRA
Êxodo 29.5 - depois, tomarás as vestes e vestirás a Arão da túnica, e do manto do éfode, e do éfode mesmo, e do peitoral; e o cingirás com o cinto de obra de artífice do éfode. = Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 1 Timóteo 3:1

6 - SER CONSAGRADO EXIGE-SE SER DOTADO DE UM CARÁTER ÍNTEGRO
Êxodo 29.6 E a mitra porás sobre a sua cabeça; a coroa da santidade porás sobre a mitra; = Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Efésios 4:1

7 – SER CONSAGRADO EXIGE-SE QUE SE TENHA UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
Êxodo 29.7 - e tomarás o azeite da unção e o derramarás sobre a sua cabeça; assim, o ungirás. = E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 1 João 2:27

8 - SER CONSAGRADO EXIGE-SE QUE SE TENHA UMA CONDUTA EXEMPLAR
Êxodo 29.8 - Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas = Em tudo te dá, por exemplo, de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, Tito 2:7.

9 – SER CONSAGRADO EXIGE-SE ENTREGA TOTAL A SERVIÇO DE DEUS
 Êxodo 29.9 - e os cingirás com o cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras, para que tenham o sacerdócio por estatuto perpétuo, e sagrarás a Arão e a seus filhos. = Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Lucas 14:26 

10 – SER CONSAGRADO EXIGE-SE UMA VIDA LIMPA PARA O SEU OFÍCIO
Êxodo 29.10 - E farás chegar o novilho diante da tenda da congregação, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho; Êxodo 29.11 - e degolarás o novilho perante o Senhor à porta da tenda da congregação. Êxodo 29.12 - Depois, tomarás do sangue do novilho, e o porás com o teu dedo sobre as pontas do altar, e todo o sangue restante derramarás á base do altar. = Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, Hebreus 10:22

quarta-feira, 19 de março de 2014

Quem São os Ungidos do Senhor?




Uma palavra capciosa que tem circulado por aí nos últimos anos é 'ungido', a qual geralmente é usada junto com frases assim: 'Estou sentindo a unção!', 'Ele/ela é ungido para pregar a Palavra', ou então 'Sou um apóstolo/profeta ungido' e outros termos igualmente melosos. Em geral, quando este termo é usado, ele quer dizer que uma 'unção especial' está sendo derramada sobre determinadas pessoas. Ficamos sabendo que todos nós também podemos ter essa 'unção especial', se colocarmos em prática as verdades da Palavra de Deus, do mesmo modo como todos nós a temos recebido de Deus.

Primeiro vamos dar uma olhada na palavra 'ungido' e ver se realmente existe uma 'unção especial'. No Velho Testamento, a palavra 'ungido' significa aplicar óleo no corpo de alguém, simbolizando que Deus escolheu essa pessoa para o serviço do Senhor. Essa pessoa foi consagrada ao Senhor. A palavra 'consagrado significa ter sido separado à parte, provido com o poder de Deus para executar o Seu serviço especial. Também significa que essa pessoa foi declarada limpa, santa e pura. Embora o homem comum seja pecador, é Deus quem consagra e por isso está escrito no Salmo 105:15: 'Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas'. Esses eram homens que, no contexto do Velho Testamento, Deus havia escolhido e consagrado para o Seu serviço. (Como vivemos no contexto do Novo Testamento, ou seja, no contexto gentílico, essa palavra mudou em sua significação).

Hoje em dia o que não falta é encontrarmos profetas/apóstolos autonomeados usando este verso, num esforço de auto exaltação, de pertencer a uma classe especial de 'ungidos de Deus', dizendo que ninguém ouse questionar o que eles estão ensinando [Mesmo porque em geral eles pregam o falso Evangelho, em vez do verdadeiro, e temem ser desafiados em suas falsidades]. Esta é uma posição muito perigosa para alguém nela se colocar, acreditando ter recebido uma unção especial, uma medida extra do Espírito Santo. O profeta Joel disse: 'E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito' (Joel 2:29). Isso aconteceu no Dia de Pentecoste, conforme Atos 2:16-18, e tem continuado até o dia de hoje. Deus derramou o Seu Espírito sobre toda a carne e todos os que recebem o Senhor Jesus Cristo em seus corações são batizados com o Espírito Santo e com fogo. (Mateus 3:11 e Marcos 1:8). Todos os que têm fé e são batizados em Cristo nascem de novo e se tornam novas criaturas.

Sim, Deus nomeia e coloca membros diferentes em vários lugares no corpo eclesiástico, conforme o talento de cada indivíduo; mas em parte nenhuma da Bíblia existe a sugestão de uma 'unção especial' ou de uma 'medida extra do Espírito Santo', a fim de selecionar alguns no Corpo de Cristo. Sempre existirão os que desejam sentir-se especiais ou superiores e os cristãos não estão isentos disso. Este ensino apela à nossa natureza corrupta, à 'soberba da vida' (1 João 2:16), contra a qual todos nós devemos lutar. Jesus nos ensina, em Filipenses 2:3: '...cada um considere os outros superiores a si mesmo'.

No Velho Testamento os sacerdotes e profetas ungidos eram os representantes temporários de Deus, provendo perdão aos pecados do povo, até o tempo em que o Sumo Sacerdote Jesus viesse, a fim de prover, sobre a cruz, o perdão definitivo de nossos pecados. Os sacerdotes e profetas eram declarados limpos, santos e puros. Do mesmo modo, todos os que estão Nele também são declarados limpos, santos e puros, pois Deus nos ensina isso em Romanos 4:2-8, com ênfase no verso 5: 'Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça'. Filipenses 3:9: 'E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justi ça que vem de Deus pela fé'; Hebreus 9:12: 'Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção'; Marcos 1:40-41: 'E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.'; Atos 10:15: '...Não faças tu comum ao que Deus purificou'.

Nesse caso, quem são hoje em dia os ungidos? 1 João 2;27: 'E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis' ;2 Coríntios 1:21: 'Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus...' 'Não toqueis os meus ungidos' significa, portanto, não tocar em todos aqueles que receberam Jesus Cristo em seus corações. Isso deveria servir de advertência a todos os qu e pervertem a Palavra de Deus, a fim de alimentar o seu orgulho, querendo colocar-se acima dos ungidos de Deus, Muitos homens autonomeados apóstolos/profetas são os que, ironicamente, se apropriam desta frase, com mais freqüência, querendo intimidar o povo de Deus.

Contudo, muitos homens sinceros que pregam a Palavra de Deus jamais seriam tão ousados a ponto de se declararem ungidos/infalíveis, sendo humildes bastante para entender a depravação humana.

Observem como Deus é maravilhoso, quando declara que todos os nossos pecados são lavados no sangue do Cordeiro e que todos nós somos iguais diante dEle. 'Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus' (Gálatas 3:28).

terça-feira, 11 de março de 2014

21 Anos de Casamento.





21 Anos de Casamento

Parece que foi ontem, que eu te conheci. 
Parece que foi ontem, quando eu olhei em seus olhos pela primeira vez.
Parece que foi ontem que eu sentir seu beijo no primeiro momento que estive contigo.
E Hoje, já estamos juntos a 21 anos.
Parece que foi ontem que eu sentir seu abraço e me senti acolhido, assim que lhe conheci.
O tempo passa rápido não ?
 E eu quero estar contigo até o resto da minha existência.
Eu quero sempre olhar nos teus olhos e ve o seu coração.
Eu quero sempre te beijar e sentir você junto a mim.
Eu quero sempre te abraçar e sentir que ao seu lado estou protegido e amado.
Eu quero sempre poder te amar.

Eu agradeço a Deus, por você esta na minha vida a 21 anos, Eu agradeço a Deus, porque se não fosse por ele  nós não teríamos chegado até aqui.  Eu agradeço a Deus, porque você foi o melhor presente que ele poderia ter me dado.  Eu te amo, e não lhe trocarei nunca por ninguém. Você é minha princesa.

Para:   Rizonte
De:  Luiz Carlos

Quem pode tomar a Santa Ceia?

  De acordo com a Bíblia, se você é salvo, você pode tomar a Santa Ceia.   Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar da Santa Cei...