sexta-feira, 21 de abril de 2017

Estudo Bíblico sobre Avivamento Para Minha Vida


Introdução: O clamor pelo avivamento é de longas datas, o homem tem a necessidade de se tornar mais vivo, toda vez que se distancia de seu Criador, é natural o ser humano sentir a necessidade de viver um avivamento em sua vida, ou reviver uma situação de grande satisfação espiritual; um estado de gozo pela comunhão com seu Criador. Na igreja do Senhor Jesus Cristo, o avivamento acontece através da ação direta do Espirito Santo em renovar e transformar os indivíduos que antes sentiam um vazio no seu interior ou por uma consciência de que realmente lhe falta algo; de uma experiencia pessoal com algo extraordinário.

I – O Avivamento para Judá

Ora, o profeta faz referência à situação em que Judá estava e a ameaça que estavam sofrendo de serem invadidos e perderem sua liberdade. Habacuque sabia que estava prestes a acontecer e que não teriam piedade, pois eram um povo feroz e impetuoso, e Israel seria levado cativo. O avivamento aqui solicitado não é espiritual como normalmente pensamos, o clamor de Habacuque à Deus é para que livrasse Israel do juízo de Deus que viria através da invasão babilônica no ano 586 AC. e que da mesma maneira que Deus operara sua misericórdia no passado para com o seu povo, Ele fizesse novamente para que assim sua justiça fosse notória à todas as nações, através da historia da nação de Israel. Na versão bíblia viva Hc 3.2 diz “Nesta hora em que precisamos tanto da ajuda, ajude-nos novamente, como fez no passado! Mostre o seu poder, que pode nos salvar” Embora fosse anunciado pelos profetas que Deus haveria de levantar os caldeus para castigar, o povo não cria. Eles não se arrependeram e veio o cativeiro conforme a visão dos profetas. Hc 3:16.

II – O Avivamento para a Igreja

Os apóstolos estavam realmente muito tristes pela separação com Cristo, havia 10 dias que Jesus tinha subido aos céus e os discípulos estavam sem condições emocionais e espirituais para testemunhar a Obra que Jesus lhe tinha outorgado de anunciar o evangelho. e o Senhor Jesus sabia disto, tando que lhes fez a promessa do revestimento de poder, e eles estavam esperando que algo novo acontecesse em suas vidas para que pudessem evangelizar o mundo.

O derramamento do Espírito Santo foi o que encheu todos de esperança, e o apóstolo Pedro declara o cumprimento desta profecia em Atos 2:16-18, Joel 2:28-29. A festa de pentecoste que os judeus comemoravam a entrega dos dez mandamentos no monte Sinai, festa da colheita ou das primícias, agora ganha seu maior significado com o maior evento e a manifestação do Espirito Santo; os cristãos em todo mundo comemoram o renascimento da Igreja, fazendo vivificar a fé e esperança de um povo que vivia em busca de um milagre, e neste tempo inúmeros milagres aconteceram, movidos pelo avivamento do dia de Pentecoste, Atos 5:12, e que ate os dias de hoje acontecem na vida de todo aquele que crê Marcos 16:17-18.

III – O Avivamento para Minha Vida

O início dos avivamentos após o pentecostes iniciou em 1670 na Alemanha, começando com reuniões para estudo bíblico e oração nas casas, em 1734 ouve outro grande grande avivamento, desta vez nos Estados Unidos. No Brasil, o despertamento espiritual aconteceu em 1910 com a chegada de dois missionários, Daniel Berg e Gunnar Vingren, missionários suecos vindos dos Estados Unidos e fundadores da Igreja Assembleia de Deus, uma igreja pautado pelo pentecoste no Brasil.

O avivamento autentico, é marcado de maneira pessoal através das características de Atos 2:47-52 as quais são: A perseverança na leitura e pratica da Palavra de Deus; na comunhão, na oração; no testificar e na solidariedade.

Heresias e doutrinas antibíblicas podem fazer barulho mas não tem poder; I Co 12:12 discórdias e facções não tem nada a ver com a ação do Espirito Santo, Jo 17:21; sem oração não há avivamento e a virtude do Espirito Santo é para que testifiquemos do Grande Amor de Cristo At 1:8. Portando não adianta nada eu saber o que Deus é capaz de fazer, eu preciso ter a experiencia do que Deus faz em minha vida; o batismo com o Espirito Santo; o falar em línguas; os dons espirituais poderia ser um bom começo para podermos ter noção do que realmente é um avivamento.

Conclusão:

O avivamento não acontece do dia para a noite, normalmente inicia-se um avivamento com a necessidade de salvação como para Judá, que estava prestes a ser invadida, ou pelo sentimento de perda com o qual os discípulos passaram, para após isto se tornarem apóstolos, mas principalmente o avivamento baseasse no quebrantamento da alma diante de Deus pela renuncia Hb 3:7-8, depois do espirito quebrantado a oração de suplica e o jejum sacrificial são sucessivos ao genuíno avivamento Lc 5:33-35, lembrando que remorso não e quebrantamento, oração e uma ação continua I Ts 5:17 e o jejum e um ato de sacrifício Joel 2:12.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O que a bíblia ensina que vai acontecer no futuro.

O que é o arrebatamento?

A doutrina do arrebatamento pré-tribulacional é um ensinamento bíblico importante não só porque dá percepção quanto ao futuro, mas porque dá aos crentes uma motivação importante para uma vida contemporânea piedosa. O pré-tribulacionismo ensina que antes da tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (vivos e mortos) serão levados nos ares para encontrar a Cristo e depois subirem ao céu.[1] O ensino sobre o arrebatamento é apresentado mais claramente em 1 Tessalonicenses 4.13-18. Nessa passagem Paulo informa aos seus leitores que os crentes vivos na época do arrebatamento se reunirão com os que morreram em Cristo antes deles. “Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (versículo 17). A palavra “arrebatados” traduz o verbo grego harpázo, que significa “tirar com força” ou “arrancar.” As traduções em latim do Novo Testamento usavam a palavra raptare, que significa “arrebatar”, “arrastar”, e é a origem da palavra portuguesa “raptar”. Outras passagens que ensinam o arrebatamento usando termos diferentes incluem: João 14.3; 1 Coríntios 15.51,52; 1 Tessalonicenses 1.10; 2 Tessalonicenses 2.1; Tito 2.13; Tiago 5.7,8; e 1 Pedro 1.13.

Quando acontecerá o arrebatamento?

Acreditamos que o arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Trata-se de um evento sem sinais e não precisa acontecer nada na história antes dele. O arrebatamento poderia ter acontecido a qualquer hora desde o primeiro século e sua ausência na história durante os últimos 2000 anos certamente nos aproxima mais dele.

O que é a doutrina da iminência?

Acreditamos que o arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Trata-se de um evento sem sinais e não precisa acontecer nada na história antes dele.
A doutrina da iminência é o ensinamento de que Jesus Cristo pode voltar e arrebatar a Igreja a qualquer momento, sem sinais ou aviso prévio. O Dr. Renald Showers define e descreve iminência da seguinte forma:
  1. Um evento iminente é aquele que “ameaça acontecer breve; que está sobranceiro; que está em via de efetivação imediata; impendente.” Então, iminência tem o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Outras coisas podem acontecer antes do evento iminente, mas nada mais precisa acontecer antes dele. Se alguma outra coisa precisa acontecer antes que um evento possa acontecer, este evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de outra coisa acontecer primeiro destrói o conceito de iminência.
  2. Já que não se sabe exatamente quando um evento iminente acontecerá, não se pode esperar que um determinado espaço de tempo passe antes do evento iminente acontecer. Logo, devemos estar sempre preparados para que ele aconteça a qualquer momento.
  3. Não se pode marcar ou implicar legitimamente uma data para seu acontecimento. Logo que alguém marca a data para um evento iminente ele destrói seu conceito de iminência, porque assim está dizendo que um determinado espaço de tempo deve transcorrer para que este evento aconteça. Marcar uma data específica para um evento é contrário ao conceito de que ele pode acontecer a qualquer momento.
  4. Não se pode dizer legitimamente que um evento iminente acontecerá em breve. A expressão “em breve” implica que um evento tem que acontecer “dentro de curto tempo (após um determinado período de tempo especificado ou sugerido).” Em comparação, um evento iminente podeacontecer em breve, mas não tem que acontecer para ser iminente. Espero que entendam agora que “iminente” não é o mesmo que “em breve.”[2]
Várias passagens do Novo Testamento ensinam a iminência. Entre as mais citadas estão : 1 Coríntios 1.7; 16.22; Tito 2.13; Hebreus 9.28; Tiago 5.7-9; Judas 21; Apocalipse 3.11; 22.7,12,17,20.

O que acontecerá depois do arrebatamento?

Depois que Jesus Cristo arrebatar a Igreja, haverá aqui na terra um período de sete anos conhecido como tribulação. É durante este período que o anticristo surgirá. Será possível marcar datas neste período de tempo futuro porque a Bíblia dá indicações de tempo precisas em termos de anos, meses, e dias. Isso não tem nada a ver com a atual era da Igreja. No fim dos sete anos, Jesus Cristo voltará à terra e estabelecerá o reino de 1000 anos (o reino milenar), a partir da Sua capital Jerusalém. No fim deste período haverá um julgamento final, seguido do estado eterno.[3]

O que é a tribulação?

Como foi dito antes, a tribulação é o período de sete anos que segue o arrebatamento.
Depois que Jesus Cristo arrebatar a Igreja, haverá aqui na terra um período de sete anos conhecido como tribulação.
As “70 semanas” de Daniel, profetizadas em Daniel 9.24-27, são o referencial em que a tribulação ou a septuagésima semana acontece.[4] A “semana” a respeito da qual Daniel escreve é interpretada pela maioria dos estudiosos de profecia como sendo uma “semana de anos”, ou seja, sete anos. Estes anos seguem o intervalo das “sete semanas e sessenta e duas semanas” de Daniel 9.25. A septuagésima semana de Daniel indica um intervalo de tempo ao qual está relacionada uma série de frases descritivas. Alguns destes termos bíblicos incluem: tribulação, grande tribulação, dia do Senhor, dia da ira, dia da aflição, dia da angústia, dia da angústia de Jacó, dia de escuridão e tristeza, e ira do Cordeiro. A tribulação é dividida em dois segmentos de três anos e meio e o principal propósito de Deus para ela é que seja um tempo de juízo. Ao mesmo tempo, a graça do evangelho será proclamada e finalmente seguida pelo reinado de 1000 anos de Cristo.

O que é a segunda vinda?

A segunda vinda de Cristo segue o arrebatamento e a tribulação. É o retorno de Cristo que encerra a tribulação. Quando Cristo voltar, o anticristo e seus exércitos serão destruídos e haverá um período de julgamento (Apocalipse 19.20,21). A segunda vinda precede imediatamente a prisão de Satanás (Apocalipse 20.1-3) e a inauguração do reino milenar. A segunda vinda é ensinada por toda a Bíblia. Entre as passagens mais importantes estão Mateus 24.27-30 e Apocalipse 19.11-16.

Qual a diferença entre a segunda vinda e o arrebatamento?

O arrebatamento e a segunda vinda são dois eventos distintos e separados pela tribulação. Um fator importante é entender o ensino do Novo Testamento de que o arrebatamento pré-tribulacional se baseia no fato de que duas vindas futuras de Cristo são apresentadas. A primeira vinda é o arrebatamento da Igreja entre as nuvens antes da tribulação, ao passo que a segunda vinda acontece no final da tribulação quando Cristo voltar à terra para começar Seu reinado de 1000 anos. Quem quiser entender o ensino bíblico do arrebatamento e da segunda vinda deve estudar e decidir se as Escrituras falam sobre um ou dois eventos futuros. Nós acreditamos que uma consideração sistemática de todas as passagens bíblicas revela que as Escrituras ensinam duas vindas futuras. O arrebatamento é apresentado claramente em 1 Tessalonicenses 4.13-18. Ele é caracterizado na Bíblia como uma “vinda acompanhada de um traslado” (1 Coríntios 15.51,52; 1 Tessalonicenses 4.15-17) em que Cristo vem para Sua Igreja. A segunda vinda é Cristo voltando com os Seus santos, descendo do céu para estabelecer Seu reino terreno (Zacarias 14.4,5; Mateus 24.27-31). As diferenças entre os dois eventos são harmonizadas naturalmente pela posição pré-tribulacionista, enquanto outras posições não conseguem explicar adequadamente essas diferenças.[5]

O que são o milênio e o estado eterno?

O milênio é a doutrina bíblica e o conceito teológico do reinado de 1000 anos de Jesus Cristo na terra. O reino milenar será um reino terreno em que Cristo reinará a partir de Jerusalém e em que todos os detalhes da “promessa da terra” feita a Abraão (Gênesis 12.7) serão cumpridos (Ezequiel 47-48). O fato do reino ser terreno pode ser visto em passagens tais como Isaías 11 e Zacarias 14.9-21. Outras passagens detalhadas incluem: Salmo 2.6-9; Isaías 65.18-23; Jeremias 31.12-14, 31-37; Ezequiel 34.25-29; 37.1-6; 40-48; Daniel 2.35; 7.13,14; Joel 2.21-27; Amós 9.13,14; Miquéias 4.1-7; e Sofonias 3.9-20. O Novo Testamento também dá testemunho importante deste reino futuro na medida em que dá continuidade à visão vétero-testamentária de um reino milenar futuro. É o reino milenar de que Jesus falou durante a ceia de páscoa antes de ser traído e crucificado: “A seguir tomou o cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai” (Mateus 26.27-29; veja também Marcos 14.25; Lucas 22.18).
O reino milenar será um reino terreno em que Cristo reinará a partir de Jerusalém e em que todos os detalhes da “promessa da terra” feita a Abraão serão cumpridos.
A passagem mais extensa do Novo Testamento relativa ao milênio é Apocalipse 20, em que João descreve uma seqüência cronológica: a prisão, a rebelião, e o julgamento de Satanás no milênio. Em Apocalipse 20.2-7 aparece seis vezes o número 1000, enfatizando a duração do reinado terreno de Cristo. Apesar de Apocalipse 20 ser o único lugar na Bíblia onde a duração exata do reinado de Cristo é mencionada, o reino em si é mencionado e descrito dezenas de vezes em toda a Bíblia (por exemplo, Isaías 60; 62; 65.17-66.24; Jeremias 31; Ezequiel 40-48; Daniel 2.44,45; 7.27; 12.1,2; Zacarias 14.8-21). O reino futuro de Deus terá duas fases diferentes, o milênio e o estado eterno. Mas a grande ênfase da Bíblia está no reinado de 1000 anos de Cristo no Seu governo futuro conhecido como milênio. O milênio é uma realidade bíblica que ainda será concretizada. No fim do milênio haverá um julgamento final, conhecido como o “julgamento do grande trono branco”, dos descrentes mortos que ressuscitarão naquela ocasião (Apocalipse 20.11-15). Os descrentes serão lançados no lago de fogo e os crentes entrarão para o estado eterno descrito em Apocalipse 21-22.

Como os eventos atuais se relacionam com a profecia?

Hoje, o mundo é um cenário sendo montado para a apresentação de um grande drama. Quais preparativos já foram feitos? O Dr. John Walvoord descreve e resume a atual situação da montagem do cenário:
Todos os eventos históricos necessários já aconteceram. A tendência a um governo mundial, iniciada com as Nações Unidas em 1946, está preparando o caminho para o governo do fim dos tempos. O movimento da igreja mundial, formalizado em 1948, está preparando o caminho para uma super-igreja que dominará o cenário religioso depois que a verdadeira Igreja for arrebatada. O espiritismo, o ocultismo, e a crença em demônios continuará a se espalhar. O comunismo, apesar de sua filosofia ateísta,... [preparou] o mundo para uma forma final de religião mundial que exige a adoração de um ditador totalitário. Israel e as nações do mundo estão sendo preparadas para o drama final. Mais importante ainda é que Israel está de volta à sua terra, organizado como um Estado político, e ansioso em realizar seu papel nos eventos do fim dos tempos... A Rússia está preparada ao norte da Terra Santa para entrar no conflito do fim dos tempos. O Egito e outros países africanos não abandonaram seu desejo de atacar Israel a partir do sul. A China Vermelha no leste já possui hoje um poder militar forte o suficiente para enviar um exército tão grande quanto o descrito no livro de Apocalipse. Todas as nações estão preparadas para desempenhar o seu papel nas horas finais da história. Nosso mundo atual está bem preparado para o começo do último ato profético que levará ao Armagedom. Uma vez que o cenário está montado para este clímax dramático dos tempos, a vinda de Cristo para os Seus deve estar muito próxima. Se já houve uma hora em que os homens deveriam considerar seu relacionamento pessoal com Jesus Cristo, este momento é hoje. Deus está dizendo a esta geração: Preparem-se para a vinda do Senhor.”[6]
Nosso mundo atual está bem preparado para o começo do último ato profético que levará ao Armagedom.
Lembre-se de que apesar do cenário estar montado e continuar pronto para o acontecimento dos eventos da tribulação, não há nada que precise acontecer antes do arrebatamento da Igreja. Apesar do arrebatamento não ter sinais e poder acontecer a qualquer momento, os vários eventos da tribulação devem acontecer antes que a segunda vinda de Cristo ao planeta Terra possa ocorrer. Quando examinamos os eventos mundiais e a história recente, vemos muitas indicações de que as coisas estão chegando a uma conclusão. O Dr. Charles Dyer observa:
A cortina ainda não se abriu para o último ato do drama divino para a era atual. As luzes do teatro estão baixas, mas ainda assim podemos perceber movimentos atrás da cortina. Deus está colocando o cenário no seu lugar e deixando que os atores tomem as suas posições no palco mundial. Quando tudo estiver pronto, Deus permitirá a abertura da cortina. Ao avaliarmos eventos mundiais contemporâneos, queremos entender que papel eles podem ter na montagem do cenário para os eventos profetizados na Bíblia. Ao mesmo tempo devemos lembrar que, enquanto o mundo continua a mudar, só Deus conhece o futuro. Devemos avaliar eventos atuais à luz da Bíblia, e não ao contrário. Precisamos conhecer e compreender as profecias da Bíblia para discernir melhor o papel dos atuais eventos mundiais.[7]
Entender os eventos mundiais e as profecias bíblicas corretamente significa equilibrar a tensão entre os dois em nossas vidas diárias. O Dr. Ed Hindson escreve sobre essa tensão:
Cada um de nós planeja sua vida como se ainda fosse viver muitos anos. Temos responsabilidades com nossas famílias, com nossos filhos e netos, e com outras pessoas à nossa volta. Mas também devemos viver como se Jesus viesse a qualquer momento. É difícil para os descrentes entender a abordagem equilibrada que devemos ter do futuro. Nós crentes não tememos o futuro porque acreditamos que Deus o controla. Mas ao mesmo tempo, não o vemos com otimismo desenfreado.[8]
Devemos estar sempre preparados para o amanhã, reconhecendo que, em última análise, é Deus, e não indivíduos, quem controla o futuro.
Temos responsabilidades com nossas famílias, com nossos filhos e netos, e com outras pessoas à nossa volta. Mas também devemos viver como se Jesus viesse a qualquer momento.

Existem salvaguardas contra a marcação de datas?

Talvez a maneira mais simples é lembrar o slogan que dizemos à nossa sociedade sobre abuso de drogas: “Simplesmente diga não!” As palavras de Jesus são claras; marcar datas não é parte do estudo da profecia. A melhor maneira de evitarmos isso em nossos estudos é através de um método de interpretação gramatical, histórica e contextual coerente, conhecido como interpretação literal. Já que o texto das Escrituras proíbe marcar datas, e sabemos que não há significados ocultos a serem descobertos através de uma abordagem interpretativa esotérica, concluímos que à medida em que estudarmos as Escrituras não encontraremos uma abordagem que nos leve a marcar datas. Devemos sempre observar os eventos atuais (e todos os aspectos das nossas vidas) através das lentes das Escrituras. A Bíblia interpreta as notícias; as notícias não interpretam a Bíblia. A volta de Jesus Cristo é nossa esperança – não a hora da Sua volta. Não devemos ser como a criança numa viagem de carro que fica perguntando a seu pai a toda hora, “Está perto, pai?” Ou, “Falta muito?” Como o pai dirigindo o carro, sabemos que estamos nos aproximando, mas não podemos dizer com certeza quão perto estamos.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Estudo O Que Significa a Mulher Ser Submissa ao Marido?



No primeiro estudo sobre relacionamentos saudáveis no lar, preparamos a tela para a pintura de um retrato de uma mulher cujo valor é inestimável diante de Deus. Assim como a famosa pintura da "Mona Lisa" de Leonardo da Vinci, essa mulher possui um ar misterioso criado pelo Artista divino. Deus a retrata como alguém com espírito manso e tranqüilo, mas que faz uma contribuição singular ao lar cristão. Tendo preparado a tela com o ensino bíblico sobre o que a submissão da mulher NÃO significa, voltemos para ver esses toques leves e equilibrados com que o Artista pintou o quadro daquela que podemos chamar nossa "Mona Submissa". Vejamos, então, o que a submissão feminina significa.

1. Submissão se oferece pela mulher ao próprio marido.

Colossenses 3:18 e Efésios 5:22 falam diretamente às esposas. Infelizmente, muitos homens têm interpretado o texto como se fosse a responsabilidade deles manter suas esposas "na linha". Mas Deus chama as mulheres para sua responsabilidade de "alinhar-se" debaixo da liderança de seus próprios maridos.

Seria um contra-senso falar de "submissão exigida" pelo marido, e não submissão oferecida a ele pela mulher, seria ridículo como a pessoa que fala: "Exijo que você me ame espontaneamente!" Submissão é uma obra do Espírito Santo no coração da mulher. É uma questão entre a mulher e seu Deus, ou seja, alinhamento vertical com Deus, que resulta num alinhamento debaixo da liderança do marido.

Não adianta o homem insistir em submissão. Cabe a ele orar para que Deus transforme o coração de sua esposa. Semelhantemente, a mulher com marido que fica pressionando-a para "submeter-se" a ele precisa primeiro avaliar o coração dela diante de Deus, depois procurar ser a mulher de espírito manso e tranqüilo (1 Pe 3:1-6), e finalmente orar pelo marido.

2. Submissão da esposa é uma ordem, não uma opção.

Mesmo sendo algo oferecido ao marido pela mulher, o ensino bíblico nos lembra de que submissão é uma ordem. Essa, a segunda pincelada do Artista no retrato da mulher submissa, deixa claro que submissão é primariamente e principalmente uma questão entre a mulher e Deus. A ordem está no tempo presente, ou seja, deve ser contínua e não ocasional. Deus não necessariamente chama a mulher para entender o plano divino, mas, sim, obedecê-lo. Podemos afirmar que há grande perigo para a família que rejeita a receita divina para relacionamentos saudáveis no lar.

Alguns afirmam nesses dias pós-modernos de relativismo, que tal ordem foi uma acomodação à cultura daquela época. Infelizmente, esse argumento não tem base. O ensino bíblico quanto ao papel da mulher é unânime, trans-cultural e trans-temporal: desde a criação, depois da queda, antes e depois da Lei, antes e depois da Cruz de Cristo. Paulo e Jesus não eram machistas como muitos alegram; muito pelo contrário. Os dois eram radicais extremistas em termos da liberdade e atenção oferecidas às mulheres numa cultura altamente préconceituada. Protegeram e elevaram o "status" das mulheres através do seu ensino sobre a santidade do casamento, a preservação da dignidade sexual da mulher, e sua igualdade com o homem relativo à posição em Cristo.

3. Submissão significa alinhar-se debaixo do marido.

O terceiro "toque" do Artista define a submissão. Podemos afirmar que o significado do termo hoje NÃO se deriva da idéia de uma "missão inferior" ("sub"- missão), como se a tarefa dela fosse menos importante que a do homem. Também não concordamos com aquele que definiu submissão como "a arte de saber quando abaixar para que Deus possa bater em seu marido!" O verbo grego traduzido como "submissão" traz a idéia de "colocar-se em ordem debaixo". É a idéia de alinhar-se debaixo da liderança do marido, para o bom funcionamento do lar. Isso não é por causa de uma suposta inferioridade, mas pelo fato de que não poder haver dois chefes no lar. De novo, isso não significa autonomia masculina no lar, só que, na última análise, a responsabilidade de liderar recai sobre o homem. A responsabilidade é dele, a culpa será dele, e a mulher fica protegida quando ela segue a liderança dele.

Mais uma vez podemos entender isso pela ilustração da dobradiça de uma porta. Para a porta revolver-se eficientemente, alguém precisa alinhar e encaixar todos os anéis da dobradiça, um em baixo do outro. Todos os anéis são feitos do mesmo material, com a mesma força. Não é uma questão de inferioridade, mas, de funcionamento equilibrado. Para a porta da família funcionar bem, todas as dobradiças precisam ficar alinhadas, "no eixo".

Para isso, o homem precisa assumir seu lugar como líder, delegando sem abnegar de sua responsabilidade. A mulher precisa andar em conjunto com o marido, seguindo-o e complementando-o desde que esse não exija que ela desobedeça a padrões divinos. Jovens precisam tomar muito cuidado para não casarem-se com alguém com que não poderá "alinhar-se" eficientemente, ou seja, num jugo desigual que cria uma "porta torta" e uma dobradiça barulhenta.

4. Submissão bíblica significa respeitar o marido.

Dissemos que o termo "submissão" significa "alinhar-se debaixo do marido". Mas alinhar-se debaixo de outra pessoa forçosamente, sem o devido respeito, iguala-se à opressão na melhor das hipóteses e prostituição na pior. Como sempre, Deus está mais interessado no coração da mulher do que no mero rito de "submissão". Submissão sem respeito é como obediência sem honra. Vemos isso claramente na criação de nossos filhos. Se não atingirmos o coração da criança, produzimos hipocrisia. A mulher que "submete-se" "de boca pra fora" ainda não compreendeu a vontade de Deus para seu lar. Nesse caso, seria como uma dobradiça que está alinhada, mas que sempre chia, irritando todos ao redor.

Efésios 5:33 resume toda a discussão sobre o papel da mulher com a palavra "respeito". Da mesma forma como a igreja deve ser submissa a Cristo, a esposa deve se submeter ao seu marido, com essa atitude de coração chamada "respeito". A palavra original traz a idéia de "temor", não no sentido de ficar encurvada e temerosa diante do marido, mas num relacionamento intimo de honra e consideração, assim como na frase "o temor do Senhor".

1° Pedro 3:1-6 também reflete esse aspecto interior de submissão. Deus valoriza o espírito manso e tranqüilo da mulher, especialmente no relacionamento submisso diante de um marido que, humanamente falando, talvez não mereça tanto respeito. O respeito não é necessariamente porque o marido é digno, mas pelo fato de que Deus o constituiu como líder do lar. Não é respeito tanto pela pessoa, mas, pela posição dada por Deus. Essa é a mesma posição bíblica quanto à submissão do cristão diante das autoridades políticas, sejam justas ou injustas, por serem estabelecidas por Deus.

Certamente a mulher precisa traçar um limite quando o marido exige algo contrário à Palavra. Mas precisa também verificar com muito cuidado que não haja uma opção criativa para não ter que desobedecer a Deus nem o marido.

5. Submissão bíblica requer uma obra sobrenatural no coração da mulher.

O último toque do Artista acrescenta a idéia de submissão "como convém no Senhor" (Cl 3:18). A frase lembra-nos de que o padrão é celestial. Temos que admitir que tudo que Deus pede para relacionamentos saudáveis no lar está fora da nossa capacidade natural. A mulher não submete-se ao marido natural e espontaneamente. Da mesma forma, como veremos depois, a natureza do homem não é de amar sacrificalmente sua esposa, mas de explorá-la e usá-la para seus próprios fins egoístas.

Desde a Queda a tendência da mulher tem sido tentar superar o marido, não sendo "auxiliadora idônea" que complementa-o, mas alguém que compete com ele. Então, se a tendência natural da mulher é de resistir a liderança do marido, e se a tendência natural do homem é de subjugar a mulher, como podemos voltar ao padrão bíblico de complementação, harmonia, e paz no lar? A resposta está no poder sobrenatural e espiritual vindo como fruto da obra de Cristo na cruz. Em Cristo, as tendências velhas foram vencidas e tudo se fez novo. Efésios 5:18, que antecede o ensino paulino sobre relacionamentos saudáveis no lar, nos lembra de que uma vida controlada pelo Espírito Santo verte o quadro criado pela Queda. Essa é a única esperança para o lar - uma obra sobrenatural em que a vida de Cristo está sendo reproduzida dia após dia na vida tanto do homem como da mulher. Esse retrato é mais valioso que qualquer pintura misteriosa por da Vinci ou outro artista famoso. É a pintura do Artista divino.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Os Tipos de Teologia



O estudo da teologia pode ser dividido de acordo com a forma que se estuda. Podemos dividir o estudo teológico de acordo com: A época, por ponto de vista e por ênfase.
1 Por Época
É a teologia estudada de acordo com os períodos históricos da teologia. Esta teologia é ligada com as disciplinas história eclesiástica ou a história da teologia. Os estudos da teologia por época podem estudar: a Teologia Patrística, a Teologia Medieval, a Teologia Reformada e a teologia contemporânea.

1.1 Teologia Patrística
A teologia Patrística é o pensamento teológico dos discípulos dos apóstolos que na tentativa de fazer uma apologia contra os perseguidores do cristianismo nos primeiros séculos da era cristã sistematizaram as primeiras doutrinas cristãs como a Trindade e a divindade de Cristo.

1.2 Teologia Medieval Ou Idade das Trevas
É o período que começa com a “conversão” de Constantino ao cristianismo e a formação da Igreja Católica Romana. Este período é conhecido como Idade das trevas (450 – 1500 d.C ). Para a Europa ocidental, a primeira parte da idade média foi um período de tumulto e anarquia, começando com o colapso do Império Romano. Houve sucessivas ondas de invasões Barbara que não acabaram até que os invasores finalmente se “converteram ao cristianismo” e se estabeleceram. Na maior parte deste período houve pouquíssimos saber, e a herança do passado esteve em perigo de ser perdida.
Durante este período a teologia ficou confinada grandemente nos mosteiros e por isso é chamada de teologia monástica. Neste período surgiu o maior teólogo da igreja católica Tomas de Aquino, que inaugurou uma nova teologia chamada escolástica que tentava explicar a existência de Deus por meio de provas lógicas chamada de teologia natural.


1.3 Teologia Reformada
O período da teologia reformada foi marcada por controvérsias e grandes disputas, esta época viu surgir dois grandes sistemas a Teologia Reformada e a Contra Reforma da Igreja católica. A teologia Reformada marca o fim do período das trevas e o inicio de buscar novamente o sentido verdadeiro das escrituras. O período reformado começou com Martinho Lutero no dia 31 e Outubro de 1517 quando pregou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg na Alemanha.

1.4 Teologia Contemporânea
A teologia contemporânea teve mais erros do que acertos, pois neste período surgiu a teologia liberal o teísmo aberto e outras erva daninhas no meio do cristianismo.

2 Por Ponto de Vista
O Estudo da teologia pelo ponto de vista ele analisa os escritos dos teólogos separadamente. As principais correntes estudadas são:

2.1 Teologia Rabínica
Do hebraico rabi (Meu mestre) doutrina formulada pelos rabinos com base no AT e nas tradições talmúdicas. De uma forma geral, acha-se a teologia rabínica contaminada de tantos acréscimos e tradições que, hoje, não passa de uma seita se comparada à religião dos profetas hebreus.

2.2 Teologia Joanina
É o estudo dos escritos do Apóstolo João. A sua teologia enfatiza muito a divindade de Cristo, uma vida de santificação e uma forte ênfase escatológica. O apóstolo João nos apresenta a Jesus como o Logos de Deus, o próprio Deus encarnado.


2.3 Teologia Petrina
É a teologia que estuda os Escritos dos Apóstolo Pedro, em sua teologia este apostolo faz um conciliação entre a teologia destinada aos judeus e a teologia destinada aos gentios, pois o Senhor Deus quebrou uma barreira no coração de Pedro a respeito dos gentios registrado no livro de Atos , na qual Pedro tem uma visão na qual Deus diz que purificou os gentios.

2.4 Teologia Tiaguina
É o estudo do pensamento do Apostolo Tiago o irmão do Senhor, foi bispo de Jerusalém (Gl 1.19) a sua teologia é mais judaica pois ela foi endereçada aos judeus cristãos que foram dispersos pela perseguição movida pelo império Romano contra os Judeus (Tg 1.1), esta epistola é mais prática do que doutrinária. A teologia de Tiago é mais prática do que ensinamentos a respeito de doutrinas. Este apóstolo dá uma ênfase sobre a tentação, a pratica da Palavra de Deus, na qual os cristãos devem ter uma vida piedosa. (Tg 1.12-27; 3.13-18; 4.4-10).

2.5 Teologia Paulina
A teologia Paulina consiste no estudo das doutrinas dos apóstolo Paulo. Ele é considerado o maior sistematizador da teologia Cristã. Paulo foi escolhido por Deus para levar o evangelho aos gentios pois ele era tanto judeu como cidadão Romano, ele conhecia tanto a lei de Deus como também o pensamentos dos gentios, pois ele era familiarizado com o mundo Greco-romano, assim este apóstolo no seu compendio teológico não havia nenhuma contaminação judaizante na sua proclamação do evangelho .

2.6 Teologia Católica
É o estudo de todo o pensamento da teologia católica. Que começou a florescer com a “conversão de Constantino”, com isto o bispo de Romana começou a pedir a primazia entre todos os bispos da cristandade, com isto ouve uma divisão dentro da cristandade, pois o bispo da igreja grega não aceitou a primazia do bispo de Roma com isto a cristandade ficou dividida em Igreja Ortodoxa (Linhagem Grega) e Igreja Católica Romana ( Linhagem Romana).

2.7 Teologia Luterana
É o estudo feito através do escritos de Martinho Lutero, o precursor da reforma protestante no mundo. A Teologia Luterana é estruturada em torno de três doutrinas fundamentais. Sola scriptura (Somente a Escritura), Sola gratia (somente a graça) e sola fide (somente a fé). A teologia luterana tem como premissa fundamental de que a Escritura é a fonte autorizada da teologia e da vida e ensino da igreja. A escritura é a própria Palavra de Deus por este motivo é a autoridade suprema de todo o cristão. O verso tema da vida de Lutero foi “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:O justo viverá por fé.” (Rm 1.17).

2.8 Teologia Calvinista
A teologia calvinista é o estudo partindo do ponto de vista de João Calvino o grande reformador de Genebra na Suíça. A teologia Calvinista é conhecida como Teologia Reformada, Calvino ele sistematizou a teologia cristã através de sua obra “A institutas da Teologia Cristã”. A teologia Calvinista dá uma ênfase na Soberania De Deus.

2.9 Teologia Arrminiana
A teologia Arrminiana preocupa-se em perseverar a Justiça de Deus. Como pode um Deus justo considerar as pessoas responsáveis pela obediência a mandamentos que são incapazes de obedecer? Esta teologia da ênfase a presciência divina. O percussor desta teologia foi o teólogo Holandês Tiago Jacó Armínio em 1618.

3 Por Ênfase
O Estudo por ênfase são as disciplinas que são estudadas no seminário ou faculdade teológicas. As principais áreas da teologia por ênfase são:

3.1 Teologia Sistemática
É a teologia organizada logicamente e ordenada das verdades alusivas a Deus e ao seu relacionamento com o homem, num sistema doutrinário, cultural e historicamente coeso e harmônico com as Escrituras do Antigo Testamento e com o Novo Testamento. A teologia sistemática é conhecida também como dogmática ou teologia doutrinária. As principais doutrinas estudadas são a Teologia Própria (O Estudo da Doutrina de Deus), a Cristolologia (A doutrina de Cristo), Pneumatologia (A doutrina do Espírito Santo), Antropologia Teológica (A doutrina do Homem), Hamartiologia (A doutrina do pecado), Soteriologia (A doutrina da Salvação), Eclesiologia (A doutrina da Igreja) e a Escatologia (A doutrina das Últimas Coisas).

3.2 Teologia Bíblica
A Teologia Bíblica é a analise dentro dos textos bíblicos analisados separadamente. Com o auxilio da teologia exegética e da teologia histórica. Podemos dividira a teologia em a Teologia do Antigo Testamento e a Teologia do Novo Testamento.

3.3 Teologia Exegética
A teologia exegética se ocupa diretamente do estudo do texto sagrado e assuntos relacionados, tais como auxilio na restauração, orientação, interpretação daquele texto. Inclui o estudo das línguas da Bíblia, da Arqueologia Bíblica, Hermenêutica.
A exegese do grego Exegse consiste em extrair de um texto qualquer mediante legítimo método de interpretação que se encontra ali. A palavra exegese. A palavra exegese ela é oriunda de duas palavras gregas ek (arranco para fora) + egnomai (penso, interpreto), portanto segundo a origem da palavra exegese é arrancar para fora do texto. A teologia exegética extrai os conteúdos da teologia Bíblica e da Sistemática.

3.4 Teologia Apologética
A teologia Apologética é aquela que procura defender a fé com as armas da razão. A teologia apologética estuda as seitas e as heresias e como defender o cristianismo das seitas heréticas e da defesa contra os inimigos do cristianismo.

3.5 Teologia Pastoral
A teologia prática trata da aplicação da teologia na regeneração, educação e serviço dos homens. Ela busca aplicar à vida prática aquilo que os outros três departamentos da teologia contribuíram. A teologia prática abrange as disciplina homilética, administração eclesiástica, teologia da vida cristã, educação cristã e missões.

3.6 Teologia Histórica
A teologia histórica traça a história do povo de Deus através da Bíblia e da igreja desde a época de Cristo. Ela trata das origens, desenvolvimento e dispersão da verdadeira religião e também de suas doutrinas, organizações e práticas. Ela abrange a história das igrejas, história das Missões, História da doutrina e a história dos credos e confissões.

3.7 Teologia Moral
A teologia moral tendo como base as Sagradas Escrituras e os vários ramos da tradição e jurisprudência cristãs visa resolver os problemas e duvidas quanto à conduta do cristão em sociedade. As disciplinas estudadas na teologia moral são a ética cristã e a bioética.

domingo, 5 de março de 2017

A Importância do Estudo Bíblico



Muitas vezes nos perguntamos o porquê do estudo bíblico, não seria o suficiente para nossas vidas as pregações e palavras ditas nos cultos?

Obviamente que não e abaixo tento explicar o por que:

Os ensinos bíblicos são imprescindíveis para o homem e de valor inestimável. São livros escritos segundo a própria sabedoria divina, inspirados pelo Espírito Santo de Deus, como nos relata a Bíblia em 2 Pedro 1.21. Desprezar estes livros é o mesmo que desprezar uma lanterna em um túnel totalmente escuro, cujo qual você precisa atravessar, em outras palavras é o mesmo que desprezar o caminho para a salvação.

O propósito de estudar a Bíblia, de forma ordenada e contínua, é que as Sagradas Escrituras podem:

1) Levar-nos á Fé salvadora em Cristo Jesus (2 Timóteo 3.15).

Significado de Fé é: Crer no SENHOR Jesus Cristo como único salvador de nossas vidas, crer nos seus ensinamentos e na vida eterna alcançada devido a obediência dos mesmos.

O homem em si é limitados, ou seja, somos que nem Tomé, as vezes necessitamos ver para crer. Com isso quando lemos na bíblia sobre cura de enfermos, demônios sendo expulsos, pessoas sendo ressuscitadas e até mesmo as profecias ditas, a principio, no inicio da nossa caminhada cristã, por mais que acreditamos no que está escrito, quando vemos estas situações dentro da igreja, perante nossa face, nós mesmos vamos dando mais credito a palavra, é onde com a leitura constante, nossa Fé vai cada vez mais se edificando até chegar ao ponto onde nada poder nos abalar, como foi a Pedro, Tiago, João, Paulo e outros discípulos e apóstolos de Jesus Cristo.

2) Orientar-nos sobre decisões do dia-a-dia (2 Timóteo 3.16).

Na Bíblia temos dezenas de exemplos de vida, onde podemos aprender com os erros como também com os acertos. Através das histórias, podemos nos deparar com situações do nosso dia-a-dia e tirar nossas dúvidas sobre determinados assuntos. 

Temos o caso de Jô, vaso único, inigualável na terra segundo Deus relata a satanás (JÓ 1.8), mesmo assim padeceu enfermidades, perdeu sua família e dinheiro por provação de Deus, durante dois anos. Ainda assim permaneceu fiel a Deus e o SENHOR o restituiu tudo em dobro. 

Vemos também o exemplo de Davi, homem segundo o coração de Deus. Exemplo de humildade (1 Samuel 16.14-23), onde mesmo já ungido (separado) para rei de Israel, foi e serviu a Saul, tocando sua harpa para espantar o espírito mau que o atormentava.

Exemplo de coragem (1 Samuel 17.32), onde ali na peleja contra os filisteus, Davi não olhou para o tamanho de Golias e sim olhou para o seu SENHOR e desceu ao vale e venceu o gigante.

E o maior de todos os exemplos, que foi o nosso SENHOR Jesus Cristo, onde nos ensinou o amor ao próximo, a humildade, obediência aos propósitos de Deus e mostrando que somos capazes de vencer as lutas, calúnias, humilhações e afrontes deste mundo.

3) Guardar-nos contra superstições, mentiras e enganos (Salmo 119.105).

Lembramos que o SENHOR Jesus, ao ser levado ao deserto e sendo tentado por satanás, ele obteve suas respostas nas Sagradas Escrituras. Quando temos a palavra conosco, mesmo quando nos atacam através de versículos bíblicos distorcidos, tentando nos enganarem, nós saberemos contra-atacar através da Bíblia, só que com a autoridade do Espírito Santo, pois temos certeza do que estamos falando e fazendo. Não seremos de forma alguma enganados (Colossenses 2.4-7). 

4) Livrar-nos de cairmos em pecados e cegueira espiritual (Salmo 119.11, Apocalipse 1.3).

Aquele que lê e guarda as escrituras, sabe o que agrada ou não o nosso SENHOR, as escrituras nos ensina a viver em cada área de nossas vidas, sem cometer pecados, tendo paciência e bom animo.

Vida Social – Provérbios 17.17, Lucas 10.25-37, João 15.13-17, Romanos 16.1-2.
Vida Conjugal – 1 Corintios 7.3-5, Hebreus 13.4. 
Vida Profissional – Lucas 16.1-13, Filipenses 4.10-13, 1 Timóteo 6.1-2, 1 Pedro 2.18.

5) Dar-nos sabedoria e compreensão sobre fatos do passado, do presente e do futuro (Salmo 19.8, 2 Pedro 1.19, Apocalipse 1.1).

Qual dentre nós não nos questionamos do “por que” de tudo que está acontecendo. Milhares de pessoas passando fome, milhares de pessoas morrendo por ações da natureza, por que tantas doenças, por que demoramos tanto para vir conhecer o verdadeiro evangelho? 

Dentro da Bíblia podemos encontra as respostas para todas essas perguntas e inclusive podemos aprender sobre os porquês de tudo que ainda está para acontecer.

6) Nos capacitar para fazer a obra do senhor (2 Timóteo 3.17).

A Palavra de Deus serve como bússola para nos guiar e também para capacitar. Cada um dentro do seu chamado ministerial. Sabemos nós, que Deus ele escolhe os incapazes e os capacita, para que através daquela vida o seu nome venha ser exaltado na terra.

- Foi assim com Noé, quando teve que construir a arca (Gênesis 6.13-22); 
- Foi assim com José, onde de escravo passou a governador do Egito (Gênesis 41.38-41);
- Foi assim com Gideão, onde de fazendeiro tornou-se general de guerra (Juizes 6:14); 
- Foi assim com Davi, onde de pastor de ovelha e filho rejeitado passou a Rei (1 Samuel 16.12);

E assim foi com vários outros personagens, do antigo ao novo testamento (Discípulos - Mateus 4.18-22, João Batista - Lucas 1.76-80, Saulo – Atos 9.1-31).

7) Conhecer as promessas de Deus para o seu povo (Deuteronômio 7.19).

É de suma importância que o crente conheça as promessas de Deus para a vida dele. Conhecendo-as, poderemos saber realmente se estamos no centro da vontade de Deus. Como? Veja abaixo algumas promessas: 

Gênesis 22.16-18 - Promessa que Deus fez a Abraão de ser misericordioso para com o seu povo para sempre. 

Isaias 1.19 - Promessa de comermos o melhor desta terra, mas parar isso é necessário querer-mos e ouvir-mos, o que? A voz de Deus e seus ensinamentos

Jeremias 29.12-13 - Promessa que Deus sempre escutará nossas orações e nossos clamores e que sempre o acharemos, ou seja, ele sempre estará conosco. Mas para isso é necessário o buscar de todo o coração.

Marcos 16.16 - Promessa de salvação. Quem crer no SENHOR e for batizado, não será condenado (Quem são os que crêem? Marcos 16.17-18).

Atos 16-31 - Promessa de salvação não só para nós, mas também para nossa casa.

O segredo para usufruir todas as promessas de Deus, se resumem em duas palavras: Fé e Obediência.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Estudo Bíblico O Abuso do Dom de Línguas

É inegável o flagrante abuso do dom de línguas em nossos dias. Para alguns, o simples fato de possuírem o dom já os torna superiores ou mais espirituais que os demais. Ledo engano. A começar pelo fato de que o dom de línguas jamais foi evidência do batismo com o Espírito Santo, como em geral tem sido entendido atualmente. Na mesma passagem em que Paulo afirma que todos “fomos batizados em um só Espírito” (1 Co.12:13), ele pergunta: “Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos?” (v.30b). Tal pergunta não faria sentido se a resposta fosse sim. Concluímos daí que nem todos os que são batizados no Espírito manifestam o dom de línguas. O que evidencia o batismo no Espírito é o profundo amor que é derramado em nossos corações. Confira:

“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:5

Se o falar em línguas fosse mais importante que isso, Paulo não teria dito: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” (1 Co.13:1). Portanto, é preferível o amor sem línguas a línguas sem amor. O dom pode ser bom, mas o amor é o caminho mais excelente (1 Co.12:31). E mesmo quando todos os dons perderem a sua validade, o que permanecerá serão a fé, a esperança e o amor, “mas o maior destes é o amor” (1 Co.13:13). Não dá para rivalizar o menor dos dons com a maior das virtudes. Línguas sem amor não passam de barulho. Por mais que impressione os homens, não agrada a Deus.

A segunda verdade que precisamos considerar sobre o assunto é que todo cristão verdadeiramente regenerado pelo Espírito recebeu o batismo e o selo no momento em que creu no Evangelho. Leia atentamente:

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com oEspírito Santo da promessa.” Efésios 1:13

Não se trata de uma experiência posterior à conversão, mas concomitante a ela. O que geralmente tem sido identificado como “batismo no Espírito Santo” é uma espécie de êxtase seguida da manifestação do dom de línguas. Não me atrevo a questionar a legitimidade da experiência, porém, recuso-me a chamá-la de batismo no Espírito.

Apesar de batizados no momento em que cremos, somos conclamados a encher-nos constantemente do Espírito (Ef. 5:18). Esta, portanto, é uma experiência que deve ser  contínua na vida do cristão e que deve ser buscada incessantemente. Encher-se do Espírito não é receber uma nova medida d’Ele, ou uma porção extra de Sua presença, mas sim submeter-nos cada vez mais à Sua vontade. Para receber porção dobrada do Espírito Santo, Ele teria que Se multiplicar por dois. Lembre-se que Ele é uma pessoa, não algo que possa ser medido. Deus não nos dá do Seu Espírito por medida (Jo.3:34). Portanto, ou O recebemos por inteiro, não O recebemos. Todavia, quanto mais nos submetemos a Ele, mas nos enchemos de Sua presença amorosa. Não se trata de receber mais d’Ele, e sim de Ele receber mais de nós.

Voltando à questão das línguas, importa verificar à luz das Escrituras que falar em línguas não nos torna mais espirituais. Os coríntios, para os quais Paulo enviou duas cartas, possuíam todos os dons do Espírito em abundância, porém, foram classificados como carnais (confira 1 Co.1:7; 3:1). Provavelmente, a igreja de Corinto era uma das mais pentecostais/carismáticas/renovadas de seu tempo. Sobrava carisma, faltava caráter.

O fato de Deus nos conferir um dom que não deu a outros não nos tornasuperiores, e sim servos dos demais. Não custa lembrar a exortação de Jesus: “E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lc. 12:48).

Devido à mentalidade predominante em alguns círculos, onde falar em línguastornou-se sinônimo de status, muito abuso tem sido cometido. Quem fala emlínguas quer tornar isso notório, e para isso, não hesita em falar em alto e bom som durante os cultos. Alguns, no afã de chamarem ainda mais atenção, acrescentam manifestações bizarras como pulos, sapateados, tremedeiras, gritos, espasmos, etc. Tal exagero já ocorria na igreja de Corinto, resultando no apelo de Paulo por sua correção:

“Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento (…) Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?”1 Coríntios 14:18-20, 23

Paulo jamais usou o dom para exibir-se, e não encorajava ninguém a fazê-lo. Quer falar em línguas, fale consigo mesmo. Que razão haveria para alguém falar em línguas publicamente sem que houvesse interpretação? Quem seria beneficiado com isso? Se verdadeiramente somos batizados no Espírito, o amor derramado em nossos corações fará com que nos preocupemos muito mais com os outros do que conosco mesmo. O que um visitante vai pensar ao ver-nos exibindo nossos dotes espirituais? Que benefício nossos irmãos terão daquilo que dissermos em línguas estranhas?

A única concessão que Paulo faz à manifestação pública do dom de línguas é no caso de haver quem as interprete.

“E, se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” 1 Coríntios 14:27-28

O intérprete nem sequer precisa ser uma terceira pessoa. Se o próprio indivíduo puder interpretar os anseios produzidos pelo Espírito em Seu coração, ele poderá expressá-los em seu próprio vernáculo.

Não confundamos os dons. Línguas nada têm a ver com profecias. Quem profetiza fala aos homens. Quem fala em línguas fala exclusivamente a Deus. Então, por que careceria de intérprete? Para que os demais possam dizer “amém”. As línguas sempre visam a edificação de quem as fala, nunca a de outros. Mesmo quando interpretadas, seguem edificando quem as fala, porém, dá aos demais a oportunidade de colaborarem nesta edificação com sua concordância.

Dois extremos precisam ser evitados.  O primeiro é a desordem, onde todos falam em línguas em alta voz, sem qualquer preocupação com a edificação dooutro. O outro extremo igualmente perigoso é proibir qualquer manifestação dodom. Eis a recomendação apostólica:

“Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” 1 Coríntios 14:39-40

Como recebê-lo?
Todos os dons estão disponíveis para o Corpo de Cristo. Todavia, Deus os distribui conforme o Seu propósito. Cada membro recebe dons através dos quais será útil aos demais.

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação daslínguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.”1 Coríntios 12:4-11

Portanto, o propósito de Deus deve prevalecer sobre a vontade humana. Entretanto, não podemos nos esquecer de que “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fl.2:13). De maneira que um desejo ardente de receber algum dom pode ser gerado pelo próprio Espírito e, por isso, deve ser buscado. Caso contrário, que sentido haveria na admoestação de Paulo para que busquemos “com zelo os melhores dons” (1 Co. 12:31)?

Porém, antes de buscarmos qualquer dom, devemos verificar quais são nossas reais motivações. Se forem a glória de Deus e o serviço aos nossos semelhantes, mui provavelmente tenham sido despertadas pelo Espírito. Mas se formos motivados por vaidade pessoal, porfia, inveja, ciúmes, Deus certamente não nos atenderá. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O Perigo da Vaidade no Ministério


INTRODUÇÃO

O ministério eclesiástico, constituído de muitas funções a serem desempenhadas em favor da Igreja do Senhor, envolve de tal forma aqueles que a ele se dedicam, que exige tempo, esforço, preparo, unção e cuidado. Se o obreiro não souber administrar seu comportamento, com graça e vigilância, poderá ser vítima da vaidade ministerial, que tem levado muitos ao desprestígio e queda, diante de Deus, da igreja e dos homens. Solenemente proclama a Bíblia: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16:18). Dessa forma, é imprescindível estar atento ao que se passa em torno do ministério. O perigo pode não estar longe, mas bem perto, dentro de cada um obreiro do Senhor. Além do sexo, dinheiro e poder, que são os três elementos mais comuns, usados pelo diabo para derrubar líderes, há outros, derivados desses, que minam as bases do ministério de muitos obreiros, levando-os a serem vaidosos no ministério. Vaidade vem de vanitate (lat.), com o significado de "vão, ilusório, instável ou pouco duradouro; desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens". Esse último significado, a propósito sublinhado, tem muito a ver com a vaidade no ministério.


O perigo da vaidade em relação ao sexo

Não é à toa que o sábio, escritor do livro de Provérbios, exortando o filho de Deus, ensina que é necessário ter sabedoria, bom siso e temor do Senhor, para se livrar da mulher adúltera, "que lisonjeia com suas palavras, a qual deixa o guia da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus; porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para os mortos; todos os que se dirigem a elas não voltarão e não atinarão com as veredas da vida" (Pv 5.16-19).


Muitas vezes, por falta de vigilância oração, o obreiro acerca-se de mulheres, em seu trabalho, sem atentar para seu comportamento, não percebendo que armadilhas do diabo estão sendo colocadas diante de si. Não raro, é o pastor que tem como secretária uma jovem solteira, ou uma jovem senhora, carente de afeto, que se insinua e se oferece para satisfazer a carência afetiva do obreiro, muitas vezes afastado da esposa, por causa do "ativismo frenético", que não lhe deixa tempo para a família. E o homem de Deus, esquecendo-se das bênçãos que lhe são reservadas, troca a dignidade ministerial por um relacionamento ilícito e pecaminoso, para sua própria destruição. Um ponto crítico, alvo de tentação, é o aconselhamento, em sua maioria a mulheres da igreja.


Conheço casos de obreiros que perderam a reputação, o cargo e o ministério porque se deixaram envolver emocionalmente com pessoas aconselhadas, e caíram na armadilha do sexo. Diante de uma bela mulher, há obreiros que ficam vaidosos, sentindo-se como se fossem galãs conquistadores. Na verdade, estão sendo conquistados pelo diabo. É o velho comportamento de Esaú, trocando as bênçãos do ministério pelo prato de lentilhas do prazer imediato.

Não há outro caminho para escapar da queda, a não ser o temor de Deus, a vigilância, a oração (Mt 26.41) e o desenvolvimento de um relacionamento amoroso com a esposa, que envolva carinho, companheirismo e verdadeira afeição. A Bíblia diz: "Tem cuidado de ti mesmo..." (1 Tm 4.16).


A vaidade em relação do dinheiro

O dinheiro, em si, não é mau. A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso. Ela nos adverte quanto ao "amor do dinheiro", que é a "raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.10). Uma boa "prebenda" pode levar muitos à vaidade.

A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão, e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor. E isso é vaidade, futilidade. A vaidade e o poder que detêm os torna como se fossem donos do tesouro da igreja, e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria, e muito menos à igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.

É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais, ás custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor. Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinado à Obra do Senhor. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da igreja. A Bíblia conta o que ocorreu com Gideão. Numa fase de sua vida, deixou-se levar pela direção de Deus, e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens (Jz 7).

Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhe desse "os pendentes de ouro do despojo", no que foi atendido pelos que o admiravam (Jz 8.24). Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria "igreja", levantando um lugar de adoração, com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode, " e todo o Israel se prostituiu ali após dele: foi por tropeço a Gideão e à sua casa...e sucedeu que , quando Gideão faleceu, os filhos de Israel e se tornaram, e se prostituíram após dos baalins: e puseram Baal-Berite por seu deus" (Jz 8.27,32).

Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...".


A vaidade do poder do cargo

Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhe foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes igrejas, esquecem de que "nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento" (1 Co 3:7), e passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos.

O cargo de pastor, do bispo ou do presbítero é de grande valor para a igreja. A Bíblia diz Deus deu pastores à igreja, ao lado de evangelistas e mestres, "querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.12). Aí está o objetivo do cargo ou da função pastoral.

Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, e deixa-se dominar pela vaidade ministerial. Uzias, que reinou em lugar de seu pai, Amazias, aos dezesseis anos de idade, teve um grande ministério, aconselhando-se com Zacarias. A Bíblia diz que ele, "nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar" (2 Cr 26.3,5). Acrescenta, ainda a Palavra, que Uzias foi "maravilhosamente ajudado até que se tornou forte. Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Cr 26.15,16).

Esse episódio demonstra que a ilusão ou a vaidade do poder, oriundo da posição que o líder ocupa é fonte de comportamentos os mais estranhos e imprevisíveis. O diabo se aproveita das fraquezas da personalidade de certas pessoas, e incita-as a julgar-se grandes demais, a ponto de extrapolarem suas ações, agindo de modo ilegítimo, e contra a vontade de Deus. Uzias foi grandemente abençoado, até que, sentindo-se forte, ou seja, cheio de poder, entendeu que podia imiscuir-se nas funções que eram privativas do sacerdote de sua época. Porque ele fez isso? Porque se deixou dominar pela vaidade do poder.

É muito importante que o obreiro, no ministério, tenha consciência de que o poder que lhe sustenta não é o poder pessoal, nem o poder do cargo. O homem de Deus só pode ser sustentado e permanecer firme, se reconhecer que o poder vem de Deus. Davi disse: "Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl 62:11). S. Paulo, doutrinando aos efésios sobre as armas que são colocadas à disposição do crente, ensinou: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10).

O poder que emana do cargo ministerial é passageiro. Da mesma forma, o poder que advém do dinheiro, da posição, da fama ou de qualquer outra fonte, tem raízes nas forças do homem, e não tem durabilidade, pois debaixo do sol tudo é vaidade, conforme diz o sábio escritor do Eclesiastes (Ec 1.14). Dessa forma, é melhor não se deixar dominar pela vaidade do poder, pois, um dia, quando o detentor do cargo tem que deixa-lo, seja por jubilação ou por outra razão, poderá sofrer muito, sentindo falta do poder de que foi detentor. Contudo, quando o homem de Deus não se deixa seduzir pela vaidade do poder, e confia no poder de Deus, ele pode sair do cargo de cabeça erguida, sem sentir carência da posição.


A vaidade na pregação

Um obreiro, pastor ou líder, à frente do trabalho, precisa ter mensagens para transmitir ao rebanho. A verdadeira mensagem é aquela que vem de cima, que flui do Espírito de Deus para o espírito do mensageiro, e passa para a igreja, com unção e graça, de modo que todos são tocados pelo poder de Deus, transbordando em amor, temor e alegria espiritual.

Esse tipo de mensagem só pode existir, se o obreiro buscar a presença de Deus, em oração e jejum. Certo pregador dizia que muitos lhe indagavam sobre o segredo de ter tanta unção para transmitir mensagens para o povo, ao que ele respondeu - "O segredo é que muitos oram cinco minutos para pregar uma hora; eu oro uma hora para pregar cinco minutos".

Infelizmente, há os que, conscientes de que possuem o dom da palavra, ou o dom da oratória, ficam orgulhosos, e passam a se comportar como se fossem meros oradores de palanques, procurando impressionar a igreja. Há até os pregadores profissionais, que se utilizam das técnicas de comunicação, para atrair os ouvintes; são portadores de mensagens "enlatadas", as quais só precisam de um "esquente" da platéia para arrancarem glórias e aleluias.
O uso da oratória, fundamentada numa boa orientação da Homilética, não faz mal a nenhum pregador. É um meio adequado que, submisso à unção do Espírito Santo, pode trazer muitos resultados abençoados para o engrandecimento do Reino de Deus. Um esboço de mensagem bem elaborado, com oração e jejum, com base na pesquisa da Palavra de Deus, e transmitido com humildade e dependência do Senhor é um recurso que dá firmeza ao pregador na sua alocução, na transmissão do sermão.

Entretanto, o obreiro, em sua prédica, não deve pensar que tais recursos são a razão do sucesso da mensagem que transmite. S. Paulo, extraordinário pregador, não confiou em sua formação privilegiada, aos pés de Gamaliel. Escrevendo aos coríntios, disse: "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder" (1 Co 2:4). Ele confiava na eloquência do poder, ao invés de se firmar no poder da eloquência. A vaidade na pregação faz com que certos evangelistas não se interessem por pregar para pequenas multidões. Seu ego só se satisfaz se lhe for assegurada a assistência de milhares de pessoas.


A vaidade no tratamento

Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima,, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus, que está incumbido da missão mais importante da face da terra. A Bíblia diz: "a quem honra, honra" (Rm 13.7). Contudo, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses, e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.

Conheci o caso de certo pregador, que, ao ser convidado para pregar num congresso, não se limitou a aceitar a passagem, a hospedagem e uma oferta da igreja. De antemão, exigiu que a passagem fosse enviada por determinada empresa aérea; que lhe fosse providenciada hospedagem num hotel de categoria internacional (cinco estrelas) para ele e sua esposa; e que também lhe fosse concedida um apartamento duplo para sua empregada e seus filhos, que deveriam acompanhá-lo. E foi atendido. Seu ego foi satisfeito, sua vaidade foi alimentada, às custas dos dízimos e ofertas de irmãos, em sua maioria pobres de recursos e de bens materiais.

Se não tivermos cuidado, vai haver pregador famoso, que poderá exigir até passagem para seu cão de estimação e tratamento "vip" para o animal. Vaidade e mercantilismos podem prejudicar muitos ministérios. Tenho visto que, no Brasil, há obreiros humildes, cheios da unção de Deus, mas, por serem jovens ou não serem famosos, são esquecidos, e nunca aproveitados em cruzadas e congressos.


A vaidade no ministério do louvor

Ao ministrar estudo num certo estado do Brasil, ouvi de irmãos que certo "cantor evangélico famoso" passara por ali, tendo exigido um cachê de quinze mil reais, com cinqüenta por cento adiantado, em depósito em sua conta; carro com ar condicionado, o melhor hotel da cidade.

E lamentavelmente, os irmãos se submeteram à vaidade exagerada daquele homem que, se aproveitando do que Deus fez em sua vida, passou a explorar certas igrejas, infelizmente dirigidas por pastores vaidosos , que só pensam em ver multidões, não importando o preço a pagar. Uma igreja denominacional, que desejava angariar recursos para a construção de um templo, resolveu convidar certo cantor, recém-convertido ao evangelho, esperando obter algum retorno para a obra.
O cantor, conhecido no mundo artístico brasileiro, exigiu, além de hotel de luxo, quase vinte mil reais, para cantar numa só noite, num grande estádio de futebol. Como resultado, as "entradas" não cobriram o "cachê" , a igreja teve prejuízo e amargou grande decepção. Sem dúvida, isso só acontece por causa da vaidade de tais pessoas, e da ingenuidade de certos pastores, que, desejando ver "a casa cheia", convidam celebridades para atrair o povo. A Bíblia nos mostra que o caminho para angariar recursos para a "manutenção" da casa do Senhor é a doutrina sobre a mordomia cristã, no que concerne aos dízimos e ofertas, conforme Malaquias 3.10.


Vaidade nas mordomias

No passado, quando o evangelho chegou à nossa terra, trazido por homens de Deus, que foram pioneiros no desbravamento da obra, as condições de trabalho eram duras e difíceis. Muitos deles andaram a pé, distâncias enormes, que os faziam fadigados e doentes; muitos percorreram os rincões do país, no lombo de cavalos, ou atravessando rios em canoas, sujeitos aos riscos de viagens sem segurança; muitos se hospedarem à margem dos igarapés, infestados de mosquitos e ameaçados por animais selvagens; tomaram água suja e chegaram a ser vitimados pela malária ou pela febre amarela. A eles, muito devemos, pelo seu desprendimento, coragem e fé.

Hoje, no entanto, em geral, vemos que Deus tem propiciado condições de trabalho muito melhores aos obreiros, por esse Brasil a fora. As igrejas maiores podem conceder aos pastores moradia condigna, transportes pessoais, seguro-saúde, salário compatível e muito mais. É verdade que em grande parte, há obreiros que passam necessidades, injustamente. Entretanto, há os que, aproveitando-se da bênção de Deus sobre as igrejas, abusam das mordomias.

Há casos em que o obreiro rejeita a casa pastoral, porque a esposa não gosta do estilo do prédio, e passam a exigir casa com tanto conforto e luxo, nas dependências, que consomem os recursos da igreja. É importante que o pastor more condignamente. Mas não é preciso exibir riqueza e luxo. Por outro lado, há obreiros que exigem salário tão elevado, além decombustível para o carro particular, pagamento de todas as despesas da casa, carro para levar os filhos na escola, empregada, arrumadeira, vigia, etc., que chamam a atenção dos murmuradores contra a obra do Senhor.

Com isso, não desconhecemos a necessidade de um obreiro, líder de um grande trabalho, ter um tratamento adequado ao nível de suas responsabilidades. Se a igreja tem condições, é compreensível. Mas o exagero nesse aspecto, denota vaidade e desejo de aparecer perante a comunidade.


A vaidade na formação teológica

Há pouco mais de vinte anos, quem quisesse estudar teologia, em muitas igrejas, era considerado excêntrico e vaidoso. Muitos que ousaram ingressar num instituto bíblico, tiveram que fazê-lo às suas expensas, sem qualquer ajuda da igreja à qual eram filiados, e ainda assim, considerados malvistos pela liderança. Os tempos passaram e, por razões as mais diversas, como a exigência de melhores conhecimentos bíblicos e teológicos, ou o receio de ver grupos oriundos de certas igrejas arrebanharem os jovens para os cursos considerados "perigosos", as lideranças resolveram investir na área do ensino teológico.

Na última década, proliferaram, no Brasil, os mais variados tipos de escolas, cursos, seminários, institutos, faculdades, etc. , voltados para o ensino teológico. Muitos desses cursos não têm a menor condição técnica, ou mesmo bíblico-teológica para ministrar o ensino, e têm formado um grande número de obreiros , portadores de diploma até de bacharelado em Teologia. Como resultado, passou-se de uma carência de pessoas com curso teológico, para uma grande quantidade de pessoas diplomadas, mas com formação que deixa a desejar, em termos de conhecimentos bíblicos e teológicos.

Alguns desses formados, são obreiros vaidosos, que, possuídos de sentimento de superioridade, passam a desprezar os não formados, considerandos incapazes de exercer o ministério. Isso constitui uma vaidade, que leva muitos a assomarem aos púlpitos, sem unção e sem graça, confiando nos conhecimentos obtidos. A Bíblia nos adverte: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Pv 3.5). Não se deve discriminar os obreiros formados em Teologia. Eles podem ser uma grande bênção para a ministração do ensino, da pesquisa bíblica e da evangelização. Mas não se deve deixar que os conhecimentos tomem o lugar do preparo espiritual para a pregação do evangelho, que se obtém de joelhos, orando e jejuando , na presença do Senhor.

Quem pode tomar a Santa Ceia?

  De acordo com a Bíblia, se você é salvo, você pode tomar a Santa Ceia.   Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar da Santa Cei...