quarta-feira, 7 de novembro de 2012



O Céu e o Inferno


O Céu: o lar é onde está o Pai

Naquele trecho maravilhosamente confortante em João 14:1-3, Jesus tenta acalmar a angústia de seus discípulos que o anúncio de que ele iria a onde eles não poderiam seguir havia causado (João 13:33-37). Suas advertências sobre traição os teriam mistificados e confundidos, até magoados. Eles compreendem pouco do que ele está falando, mas o que tem causado um estremecimento em suas almas é a notícia de que ele iria aonde eles não poderiam ir. A idéia da perda de sua presença os amedrontavam e os derrotavam.

Jesus garante aos discípulos que a sua partida não é um abandono, mas sim por consideração a eles- para que ele pudesse ir preparar um lugar para eles com o seu Pai. Eles estariam separados por um tempo, disse ele, para então estarem juntos para sempre.

Alguns pensam que Jesus está falando da igreja, da área de uma nova relação com Deus através da morte redentora do Filho (1 Timóteo 3:15; Hebreus 3:6). E a idéia de que o lugar que Jesus promete preparar para os seus discípulos começa nesta vida, não é sem mérito. No contexto desta mesma conversa Jesus mais tarde disse: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14:23). Mas a morada com que Jesus consola os seus discípulos em 14:1-3 pareceria necessariamente incluir o transcendente e final. Como tem observado Leon Morris, "Muito atraente é a sugestão de Milligan e Moulton, que 'a casa do meu Pai' inclui a terra assim como o céu, de modo que onde quer que nos encontramos estamos naquela casa. Mas por este ponto de vista não é fácil entender porque Jesus deveria 'ir' a fim de nos preparar um lugar" (Evangelho de João, p. 638).

A questão sobre o céu que vem à tona nesta experiência de Jesus com seus discípulos é que não é tanto um mero lugar, quanto um relacionamento que tem alcançado na sua máxima intimidade e proximidade, um lugar com Deus e o seu Filho. Como se tem apropriadamente observado, "Não é no céu que encontramos Deus, mas em Deus que encontramos o céu". Não é nos nossos arredores que o céu se encontra mas em Deus. É verdade que João nas suas visões vê uma cidade com ruas de ouro, paredes de jaspe e portas de pérola (Apocalipse 21), mas aquela cidade representa muito mais a glória do povo redimido de Deus do que as circunstâncias em que eles deverão viver, e é afinal de contas apenas a figura da verdadeira coisa (veja Apocalipse 19:8, 2:2 e Hebreus 12:22-24).

É triste ver cristãos que pensam no céu simplesmente como um lugar maravilhoso onde não haverá mais sofrimento, mágoa ou morte. Tudo isso sobre o céu é verdadeiro, mas a estreitura do foco nos faz lembrar de uma noiva que se gaba sem parar da mobília magnífica do novo lar sem dizer nem uma palavra sobre o futuro marido. Aqueles que entre nós foram casados por algum tempo qualquer sabem que o lar é aonde está a amada, e apenas esse fato ilumina qualquer lugar com alegria. Nunca se foi o lugar, mas sim pessoas, que nos trazem contentamento e satisfação, e a última expressão dessa verdade é que paraíso é estar onde Deus e Cristo estão. Eles são totalmente suficientes para iluminar o lugar com glória (Apocalipse 21:23). Não é o objetivo de Deus que seu povo deveria conhecer o amor ilimitado de Cristo e ficar tomado de toda a plenitude de Deus? (Efésios 3:19). E poderia estar faltando qualquer coisa a esses que vivem na intimidade perfeita com aquele que é "corporalmente, toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9-10), e a "plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas" (Efésios 1:23)? Nós talvez deveríamos passar mais tempo aprendendo sobre Jesus e vivendo próximo a ele, do que contemplando todas as maravilhosas acomodações celestiais. Eu tenho a distinta impressão de que Deus não estará convidando pessoas totalmente desconhecidas para viverem com ele em sua casa. "Mas qual espécie de corpo iremos possuir?" pergunta um, e "iremos reconhecer um ao outro no céu?" indaga outro. Eu não estou condenando curiosidade, mas aqueles que estão seriamente preocupados com tais coisas têm falta de confiança no poder daquele "que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Efésios 3:20). Por mim mesmo, estou inteiramente satisfeito em deixar os planos e acomodações nas mãos de Deus. Francamente, não estou tão certo de que iremos prestar qualquer atenção aonde é que estamos pela alegria de estarmos com nosso Pai e o Filho que nos trouxe a ele, sem mencionar todas aquelas pessoas maravilhosas que o têm amado da mesma maneira que nós.

O Inferno: o último vácuo

Sobre o inferno C. S. Lewis uma vez escreveu: "Não há nenhuma doutrina que eu removeria de mais bom grado do cristianismo do que isto, se eu tivesse o poder. Mas essa doutrina tem o pleno apoio das Escrituras, e sobretudo das próprias palavras do nosso Senhor."

Lewis não está sozinho no seu temor da verdadeira idéia do inferno. É um assunto que pode causar um calafrio de horror em qualquer coração. Mas a verdade é que o inferno não é um acréscimo arbitrário. Ele é essencial ao céu e à própria existência de um Deus justo.

Não pode haver um paraíso sem um inferno, não somente porque o evangelho fala de ambos, mas porque se não há um inferno todos os caminhos conduzem ao mesmo local. E se todos os caminhos conduzem ao mesmo local, não faz diferença qual caminho você toma, e bondade e maldade cessam de existir. A presença de um Deus justo num tal mundo seria inconcebível!

O inferno faz uma diferença infinita. A altura da montanha é medida pela profundidade do vale. É o inferno que faz o paraíso. A grandeza da salvação é vista em oposição ao horror da condenação. É exatamente o inferno que tememos, que fala de um Deus moral, que rege num mundo moral onde bondade e maldade diferenciam-se, ambos em caráter e em conseqüência. O céu e o inferno não podem ser separados. Como Lewis também uma vez observou, "Eu não tenho conhecido ninguém que houvesse completamente descrito sobre o Inferno e que tivesse também uma convicção viva e vivificante sobre o Céu". No evangelho de Cristo o conceito do inferno é inevitável.

A palavra grega traduzida por nossa palavra inferno é gehenna. Ela é derivada do Vale de Hinom ao sudoeste de Jerusalém, onde crianças eram sacrificadas nos fogos do deus Moloque durante o reino dividido (2 Crônicas 28:3; 33:6) e foi por essa razão profanado por Josias a fim de terminar o costume (2 Reis 23:20). Jeremias o chamou de Vale da Matança por causa dos cadáveres que em breve ali seriam amontoados pela arremetida babilônica (Jeremias 7:32; 19:6). O vale tornou-se uma metáfora para morte, corrupção e incêndio.

Há várias razões para acreditar na existência do inferno, mas nenhuma tão convincente como a que Jesus mesmo disse. Das onze vezes que gehenna aparece no Novo Testamento, todas, exceto uma, vêm da boca do Senhor (Tiago 3:6). É Jesus que em todo o Novo Testamento pinta a figura mais gráfica do julgamento dos condenados, advertindo aos seus ouvintes severamente de tal destino (Mateus 5:22,29; 10:28; 23:15,33; Marcos 9:45-48; Lucas 12:5). Ele pinta o inferno como uma fornalha de fogo eterno e um processo interminável de corrupção (Mateus 25:41; Marcos 9:48). São trevas enchidas de um choro angustiante, um lugar de castigo eterno (Mateus 8:12; 25:46).

Este fogo, estas trevas, devem ser subentendidos literalmente? Talvez não, pois o diabo e os seus anjos que não possuem corpos materiais deverão sofrer a mesma sorte. Mas não há qualquer consolo nisso. Linguagem figurada é usada quando palavras comuns falham. A realidade do inferno será muito pior do que as figuras sugerem. O inferno é o lugar onde Deus não está, e poucos de nós têm seriamente contemplado como seria a absoluta ausência de Deus.

O inferno, em última análise, não é algo que Deus tenha acrescentado ao destino dos incrédulos, mas sim a conseqüência natural das escolhas que eles têm feito. Há afinal somente duas espécies de pessoas: aquelas que dizem a Deus, faça-se a tua vontade, e aquelas a quem Deus diz, no final, faça-se a tua vontade. Todos os que irão para o inferno ali estarão porque escolheram contra a vontade e a misericórdia de Deus. E o que têm escolhido?

Eles têm escolhido afastar-se de Deus e de todas as suas qualidades. Isso significa que desde que Deus como Criador tem dado à vida o seu propósito e sentido, a vida no inferno será eternamente sem sentido e inútil. Será uma terra cinzenta e desesperada, destruída de esperança e sonhos.

E porque Deus é amor (1 João 4:8), o inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve. Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.

E porque Deus é luz (1 João 1:5-6), o inferno será verdadeiramente um lugar de "trevas" -- ininterruptas e absolutas. Não trevas literais, físicas, mas as trevas da maldade, perversão e impiedade. O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!

E é assim, que os que vão ao inferno terão recebido exatamente o que desejavam, que é ter posto Deus fora de suas vidas. Não haverão mais apelos divinos para mudar de rumo, não mais apelos para voltar à casa, somente o silêncio vazio de um mundo passado, negro e morto.

Fonte:por Paul Earnhart

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Jonas - A Misericórdia Divina





Texto Áureo: Jn. 3.10 - Leitura Bíblica: Jn. 1.1-3,15,17; 3.8-10; 4.1,2
INTRODUÇÃO
A misericórdia de Deus incomoda a muita gente, os religiosos não admitem que um Deus condescendente com o pecador. Há até cristãos que não conseguem conviver com a graça - o favor imerecido de Deus - aos pecadores. Na aula de hoje, a partir de Jonas, aprenderemos a aceitar o princípio da misericórdia. A princípio trataremos a respeito de alguns aspectos do livro, em seguida, sua mensagem, e por último, sua aplicação para hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS

Jonas, o filho de Amitai, o “profeta patriota”, residente em Jerusalém, um dos profetas de Deus em Israel, chamado para profetizar contra Nínive, a capital do império Assírio. O propósito do seu livro é mostrar a extensão da misericórdia (Deus não trata o pecador como merece) e da graça divina (Deus oferece ao pecador o que não merece). A data provável do livro é 785 - 760 a. C., no tempo de Jeroboão II (II Rs. 14.25), época em que a Assíria era o maior inimigo de Israel e conquistou a nação em 722 a.C. O versículo-chave se encontra em Jn. 4.11 “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?”. Esse livro apresente uma característica especial em relação aos outros profetas, ele traz apenas uma mensagem profética, que se encontra em Jn. 3.4. Trata-se, portanto, de um gênero narrativo, mas que não deixa de ter um caráter profético, pois revela a mensagem de Deus em relação aos pecadores, independentemente da nação. Alguns teólogos argumentam que a narrativa de Jonas seria apenas uma parábola, por conseguinte, não conteria fatos históricos. Mas não existem evidências que comprovem tal afirmação. O testemunho de Cristo a respeito da história de Jonas mostra que se trata de uma história verídica (Mt. 12.38-42). O livro apresenta a seguinte estrutura: Deus comissiona Jonas para ir a Nínive, e este O desobedece, sendo engolido por um grande peixe (Jonas 1,2); Deus reenvia Jonas para Nínive, a cidade se arrepende dos pecados, por isso o profeta fica amargurado (Jn. 3,4).

2. A MENSAGEM DE JONAS

Jonas recebeu a missão de Deus para pregar em Nínive, mas foge e segue para Tarsis (Jn. 1.1-4). Por causa da fuga, o navio no qual o profeta se encontra é ameaçado por terrível tempestade. Diante de tal ameaça, Jonas testemunha da sua relação com o Deus de Israel e sugere que seja lançado ao mar (Jn. 1.5-16). Eles obedecem a orientação do profeta, mas depois que está na água, Jonas é engolido por um grande peixe, este preparado por Deus (Jn. 1.17). Do interior do animal, denominado por ele de “ventre do abismo” (Jn. 2.2), Jonas ora a Deus e se rende, reconhecendo sua desobediência, e lembrando-se do Senhor (Jn. 2.7), e propondo-se a obedecê-lo (Jn. 2.9). Após sua oração de rendição, por ordem soberana de Deus, o peixe lança Jonas em terra seca (Jn. 2.10). Em obediência a Deus, mesmo contra a vontade própria, Jonas segue para Nínive, por onde caminha anunciando a destruição iminente da cidade (Jn. 3.1). O profeta não desejava que as pessoas se arrependessem, pois se tratavam de inimigos de Israel. Mas o povo, atemorizado com a mensagem, se volta para Deus, o próprio rei decreta jejum (Jn. 3.3.5-9). Acontece justamente o que Jonas temia, o povo deu ouvido à palavra de Deus, o profeta patriota ficou amargurado, pois por causa do arrependimento dos ninivitas Deus exerceu misericórdia (Jn. 4.1-4). Enquanto Jonas se encontra fora da cidade, Deus ordena a uma vinha que cresça para dar sombra ao profeta (Jn. 4.5,6). Mas no outro dia um verme consome a planta, fazendo com que o profeta fique deprimido, desejoso de morrer (Jn. 4.7,8). Deus dá uma lição a Jonas, revelando Sua misericórdia aos pecadores (Jn. 4.9-11).

3. PARA HOJE

Os cristãos receberam do Senhor uma missão, na verdade, uma Grande Comissão, da qual não podem fugir, a de fazer discípulos de todas as nações (Mt. 28.19-20). Uma igreja genuinamente cristã não foge da responsabilidade de testemunhar do evangelho de Jesus Cristo até aos confins da terra (At. 1.8). O evangelho de Cristo é a verdade de que a salvação vem do Senhor, pois Jesus é a salvação dos pecados (Mt. 1.9,21). Ciente dessa missão, devemos levar adiante a palavra de Deus, que é mais afiada que espada de dois gumes, que penetra nas divisões da alma e do espírito, juntas e medulas, e que julga os pensamentos e atitudes do coração (Hb. 4.12). Não poucas vezes queremos colocar Deus dentro do nosso escopo, queremos que Ele julgue de acordo com nossas vontades. Jesus se deparou com esse problema na religiosidade da sua época. Os fariseus não admitiam que Ele estivesse entre os pecadores (Lc. 5.30-32). Aqueles religiosos achavam que apenas eles eram dignos de Deus, mas Jesus os surpreende afirmando que publicanos e prostitutas o precederiam no Reino dos céus (Mt. 21.32). Esse é o principal entrave da religião humana, ela está fundamentada na autojustiça, não atenta para a verdade evangélica de que todos são pecadores, necessitados salvação pela graça divina (Rm. 3.23; Ef. 2.8,9). As pessoas que pensam que são boas perante Deus, e que por isso não precisam de arrependimento, tendem à hipocrisia (Lc. 18.11; 23.27-28). E esta, por sua vez, pode fazer com que as pessoas não se apercebam dos seus pecados, convivam com eles como se tudo estivesse normal, mesmo dentro das igrejas (Ap. 3.17,18).

CONCLUSÃO

A mensagem do evangelho de Jesus Cristo é de salvação, devemos levá-la a todos, indistintamente, arrebatando-os do fogo (Jd. 23). Deus, em sua misericórdia, não tem em conta o tempo da ignorância, antes anuncia a todos, em todo lugar, que se arrependam (At. 17.30). Mas devemos também lembrar que não há nenhum justo, nenhum sequer, portanto, todos se fizeram inúteis perante Deus (Rm. 3.10-12). Por isso, tenhamos cuidados para não agir como os fariseus, e deixarmos de exercitar a misericórdia (Mt. 23.23), pois graças a esta podemos nos aproximar de Deus (Ef. 2.3-5; I Tm. 1.13-16; Hb. 4.16).

Onde Está Satanás?


"E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu." [Lucas 10:18].

É interessante observar as várias opiniões dos comentaristas bíblicos acerca da atual localização de Satanás e as restrições que limitam sua esfera de atividade. Entre elas está a opinião que quando o Diabo e seus anjos malignos pecaram, Deus os baniu do "terceiro céu" — que, de acordo com a crença judaica tradicional, é onde Deus e os santos anjos residem e para aonde o apóstolo Paulo acreditava ter sido transportado em certa ocasião (2 Coríntios 12:2). (Embora Paulo não se refira a si mesmo na passagem, é claro a partir dos pronomes pessoais usados, que ele está falando de sua própria experiência). Segundo essa teoria, a presença imediata de Deus está no terceiro céu, o segundo céu é o espaço sideral onde o sol, a lua e as estrelas estão situados, enquanto que o primeiro céu é a atmosfera do nosso planeta.

Portanto, a questão é esta: Satanás e seus anjos foram lançados do terceiro para o segundo céu, ou podem eles ir livremente de um para o outro? Vamos ver o que as Escrituras dizem sobre o assunto e tentar ver o que se encaixa aqui.

Nosso subtítulo é uma citação do Senhor Jesus Cristo em Lucas 10:18 referente a Satanás, "o deus deste século" (2 Coríntios 4:4), que foi dada como resposta ao seguinte comentário feito pelos setenta discípulos enviados em duplas para testemunhar a Israel:

"E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam." [Lucas 10:17].

Alguns compreendem que a resposta do Senhor significa que ele viu Satanás ser lançado do céu à Terra em algum ponto no passado e, para apoiar essa posição, usam os seguintes versos:

"Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!" [Isaías 14:12].

"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." [Apocalipse 12:7-9].

Entretanto, estou convencido que Satanás não foi banido quando se rebelou contra Deus, porque, quando nos voltamos para as Escrituras e prestamos atenção ao contexto das declarações no Apocalipse sobre aqueles eventos em que Satanás tomará parte — essa teoria em particular não parece estar correta.

Como Jesus Cristo é Deus na pessoa do Filho, e o maior profeta que já caminhou neste mundo, por que não podemos interpretar ambas suas declarações, mais a do profeta Isaías, relativas à queda de Satanás dos céus, como sendo proféticas em sua natureza? Considere os seguintes comentários sobre Lucas 10:18, tiradas do Comentário Bíblico de Jamieson, Fausset e Brown:

"Eu via — Como muito da força dessa gloriosa sentença depende do belo tom de senso indicado pelo tempo imperfeito no original, ela deveria ter sido traduzida assim: 'Eu estava vendo Satanás como um raio cair do céu', isto é, 'Segui vocês em sua missão e observei seu triunfo; embora estivessem maravilhados em ver os demônios se sujeitarem diante de vocês em meu nome, um espetáculo mais grandioso estava se abrindo à minha vista; de forma tão súbita quanto um raio cai do céu na terra, Satanás foi visto caindo do céu! Quão admirável é que, pela lei da associação que conecta uma parte com o todo, parece que aqueles pequenos triunfos dos setenta não somente trouxeram vividamente diante do Redentor o resultado final total de Sua missão, mas a compactaram em um momento comparável com a rapidez de um raio!" [Ênfase minha; tradução nossa].

Outra razão por que estou convencido que os dois versos citados anteriormente ainda não foram cumpridos é porque o último (Apocalipse 12:7) diz que Satanás e seus anjos foram precipitados na Terra! O contexto das visões do apóstolo João registradas naquele capítulo refere-se não somente aos eventos no passado de Israel (o nascimento do Messias e a tentativa de Satanás de matá-Lo), mas também enfatiza alguns dos problemas que afetarão Israel durante o período da Tribulação. Por causa do contexto em que elas estão descritas, estou convencido que somente então Satanás e seus demônios serão lançados do céu e ficarão restritos à Terra.

No Capítulo 12, versos 1 a 5, encontramos uma sequência de eventos em que a mulher (Israel) dá à luz ao seu filho (Jesus Cristo), enquanto o dragão vermelho feroz (Satanás) aguarda para devorá-Lo. Mas no verso 5, a criança destinada a ser o Messias/Rei de Israel nasceu apesar dos melhores esforços de Satanás de matá-Lo prematuramente e viveu tempo o suficiente para completar a missão que Deus tinha preordenado para Ele (Atos 2:23). Então, após oferecer a Si mesmo como o sacrifício perfeito pelo pecado Ele ascendeu de volta ao Pai no céu:

"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz. E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono." [Apocalipse 12:1-5].

Então, tendo em mente que o contexto de toda a passagem no capítulo refere-se a Israel, o próximo verso (6) salta para além da Época da Igreja para descrever como Deus proverá proteção para Seus eleitos entre o povo de Israel durante a última metade do período da Tribulação — a "Grande Tribulação" dos três anos e meio finais. Um bom número de estudiosos das profecias bíblicas acredita que esse lugar de proteção poderá ser a antiga cidade de Petra, na Jordânia:

"E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias." [Apocalipse 12:6].

Em seguida, estão os versos 7-9, citados anteriormente:

"E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." [Apocalipse 12:7-9].

Primeiro de tudo, devemos observar que o verso 7 na versão Amplificada inicia com a palavra "então" (que é uma escolha legítima para traduzir a partícula grega kai) indicando que a guerra irrompe no céu em um ponto relativo ao que ocorreu no verso 6. Acredito que um exame minucioso do contexto geral mostrará que o efeito dessa guerra no céu será a razão por que a "mulher" é forçada a fugir para salvar sua vida. Além disso, a "abominação que causa desolação" (Daniel 11:31 e 12:11), que os estudiosos conservadores da Bíblia geralmente consideram que ocorrerá na metade do período da Tribulação, definitivamente parecer ser a reação explosiva de Satanás a alguma coisa que ocorrerá dentro dessa janela de tempo específica. Portanto, estou convencido que a "guerra no céu" que resultará na expulsão de Satanás será o gatilho que levará o Anticristo possesso por demônios a revelar sua verdadeira identidade e a lançar a fúria total de sua aversão sobre Israel, bem como sobre tudo o que for santo na terra. Enquanto eu estava a pensar sobre isto, ocorreu-me que em parte alguma as Escrituras dizem que o Anticristo será possesso por Satanás somente. Exatamente como o maníaco gadareno de Marcos 5:9 era possesso por uma "legião", acho inteiramente possível que o Anticristo seja possesso por uma legião de demônios, junto com Satanás!

Voltando ao Apocalipse 12, o verso 10 diz:

"E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite." [Apocalipse 12:10; ênfase adicionada].

As palavras "e" e "agora" no verso acima (tomadas à luz de, e em conjunção com, a matéria contextual de Apocalipse 12:6 e 14) apontam para o tempo desse evento ocorrer após o verso 5 como sendo no ponto mediano do Período da Tribulação? (Isto é, quando seguimos a posição geralmente aceita dos estudiosos conservadores das profecias sobre uma ocorrência da "abominação da desolação" na metade do período).

É quase impossível determinar com absoluta certeza a sequência cronológica exata desses eventos, mas posso sugerir a seguinte estimativa:

Os versos 6 e 14 estabelecem uma "janela" geral de ocorrência como sendo na metade do período da Tribulação (ou talvez um pouco antes da metade). 

O "e" do verso 7 estabelece um marcador relativo para o início da guerra no céu.

O "e" e "agora" do verso 10 estabelecem um marcador relativo para o fim da guerra no céu que resulta na expulsão de Satanás e de seus anjos.

O verso 12 estabelece o senso de extrema urgência e fúria que Satanás sentirá e expressará depois que a expulsão ocorrer.

Os versos 13 e 17 estabelecem a direção em que a ira de Satanás será focada — até que Jesus Cristo retorne para dar um basta a ela.

Sendo este o caso, o acusador dos irmãos terá a permissão de continuar atacando o povo de Deus — e ao mesmo tempo continuar entrando no céu — até que guerra entre os anjos ocorra e a permissão de entrar no céu seja revogada para ele. Somente então a entrada será cortada, como consequência de sua expulsão pelo arcanjo Miguel e pelos santos anjos. Quando isso finalmente acontecer, o Diabo ficará furioso, pois seu tempo no "relógio do jogo" estará acabando! Em uma fúria cega devido ao seu ódio contra Deus, ele utilizará seu grande poder sobrenatural para tentar destruir o povo de Israel em particular, e os gentios eleitos em geral, como vemos descrito nos seguintes versos:

"E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. E a terra ajudou a mulher; e a terra abriu a sua boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." [Apocalipse 12:11-17; ênfase adicionada].

Fonte:Midia Gospel

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Quarto Homem na Cruz


Em Lucas 23, a narrativa da crucificação de Jesus Cristo também nos informa que dois homens morreram com Ele naquele dia:

"E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos. E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus. E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre. E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo. E também por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso." [Lucas 23:32-43].
Em Mateus 27:44, vemos que dois dos homens crucificados eram ladrões, cujos crimes resultaram na sentença de morte. Em uma notável exibição de franqueza, rara em criminosos, um deles admitiu que ambos, ele e o outro, eram culpados e a sentença recebida era justa. Mas, ao contrário da multidão hostil de observadores, ele afirmou que Jesus era inocente — Ele não era culpado de nada, dentro da lei romana, que justificasse Sua crucificação.

A multidão que zombava do Senhor era composta principalmente de fariseus e sacerdotes que sabiam muito bem que Ele era inocente! Eles estavam enfurecidos porque Ele afirmara ser Deus e, como não tinham a autoridade civil para matá-lO, por aquilo que consideravam blasfêmia, inventaram a acusação que Ele pretendia se tornar um Rei em oposição a Roma. Eles sabiam que Pôncio Pilatos faria o trabalho sujo para eles se o convencessem que o povo estava prestes a se rebelar e coroar o seu tão esperado Messias!

É claro que a trama nefasta deles funcionou. O unigênito e imaculado Filho de Deus (João 3:16) foi submetido ao tipo de morte mais cruel e dolorosa já concebida pelo homem. Porém, mesmo no meio da agonia de coração e espírito, que é inimaginável por nossas mentes mortais, Ele parou para ternamente receber uma de Suas ovelhas perdidas e a levar ao Reino de Deus!

Esse homem, cuja identidade desde aquele dia é apenas um dos dois ladrões crucificados com Cristo, mostrou verdadeiro arrependimento e fé. Sua surpreendente confissão de fé em meio àquela situação horrível torna óbvio o fato que ele já ouvira a pregação do evangelho do reino — ou por João Batista ou pelo próprio Senhor — isso deixou uma semente em seu coração. Do contrário, ele não teria reconhecido a inocência de Cristo e pedido para ser lembrado por Ele, quando entrasse em Seu Reino.

Ademais, a resposta dada pelo Senhor é uma resposta que continua confortando e alegrando grandemente os corações dos crentes: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso!" Com certeza o Senhor sabia que eles estariam mortos antes das 18h00, quando começava o sábado judaico, porque as Escrituras dizem que aquele que for pendurado no madeiro é maldito de Deus [Deuteronômio 21:23] e os judeus não permitiriam algo assim amaldiçoado profanar o sábado. Foi por isso que mandaram os soldados romanos quebrar as pernas dos crucificados, porque isso resultaria em uma morte muito mais rápida. Eles estavam suspensos pelos pulsos e a única maneira de respirar fundo era esticando-se com as pernas — um movimento extremamente doloroso de vai e vem para continuar respirando. Com as pernas quebradas, eles não poderiam mais aliviar a pressão em seus pulmões e morreriam sufocados.

As pernas dos dois ladrões foram quebradas, porém as pernas do Senhor não foram. Quando os soldados foram até Ele, viram que já estava morto [João 19:33] e, segundo João 19:36, isso cumpriu a profecia de Salmos 34:20. A natureza inesperada de Sua morte precoce (a maioria das vítimas de crucificação sobrevivia vários dias) levou alguns médicos cristãos a acreditarem que Ele literalmente morreu de coração partido! Quando o soldado furou o Seu lado com a lança, escorreu sangue e água [João 19:34] — indicando assim que Seu coração se rompeu devido à pressão. A crucificação era uma morte horrível, mas só Deus sabe a dor indescritível que Jesus Cristo sentiu quando carregou a punição devida pelos nossos pecados.

"Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." [2 Coríntios 5:21].

Naquele momento terrível que foi registrado pela Palavra de Deus, vemos que o Pai virou as costas ao Filho, levando Jesus Cristo a clamar: "Eli, Eli, lamá sabactâni?; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"[Mateus 27:46] Portanto, embora o grau de dor e angústia que Ele sentiu naquela hora ser inimaginável para nós, sabemos que foi isso que fez Seu coração humano se romper!

Voltando e vendo a promessa feita ao ladrão arrependido, sobre estar com o Senhor no Paraíso naquele mesmo dia, é necessário enfatizar que isso significa que ao término de sua vida humana, ele entraria na eternidade e estaria na presença de Deus, o Pai! Esse mesmo princípio é algo que todo crente genuíno experimentará também.

Os quatro evangelhos contam que três homens morreram crucificados naquele dia, mas nas epístolas de Paulo aprendi que havia um quarto homem! Seu nome era Ron Riffe, porque para Deus, morri naquele dia junto com Seu Filho. Todo aquele que conheceu ou conhecerá Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal morreu ali também, porque quando Ele morreu aquela morte sacrificial de um Salvador inocente, satisfez o justo julgamento de Deus sobre todos os nossos pecados — passados, presentes e futuros.

Veja o que o apóstolo Paulo tem a dizer sobre esse fato:

"Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado." [Romanos 6:6; ênfase adicionada].

"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." [Gálatas 2:20; ênfase adicionada].

Existe um peso em seu coração que está ficando insuportável e você precisa desesperadamente de alívio? Admite que sentimentos de culpa freqüentemente ocupam sua mente e não parece haver um modo de se livrar deles? Chegou a um ponto em que não há mais alegria em sua vida?

Se isto descreve sua situação atual, já considerou a possibilidade de Deus estar tentando chamar sua atenção? Convicção do pecado e a culpa que a acompanha é um dos ministérios do Espírito Santo. Antes de Sua morte foi isto que o Senhor disse sobre o Espírito que Ele enviaria:

"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado." [João 16:7-11; ênfase adicionada].

Será que você — assim como o ladrão arrependido — sente a necessidade de admitir sua culpa e pedir a Cristo para ser lembrado quando Ele vier em Seu Reino? O ladrão sabia que sua punição era justa e também que estava à beira da morte, mas não permitiu que isso o impedisse de chegar a Jesus por meio da fé.

A citação seguinte é do livro 100 Sermon Outlines From The New Testament, de John Phillips (ISBN 0-8024-7817-4); veja algumas coisas notáveis que o ladrão não fez:

"Ele não foi batizado, confirmado ou arrolado em nenhuma igreja. Ele não se confessou a nenhum sacerdote, embora muitos estivessem ali presentes. Ele não fez penitência. Ele não tinha nenhuma alegação de caráter moral. Ele não pediu à virgem Maria para orar por ele, embora ela estivesse presente. Ele não invocou nenhum dos santos. Ele era uma alma perdida a caminho do inferno quando subitamente, colocou sua alma aos pés de Jesus. Ele ouviu o evangelho da boca dos inimigos de Cristo ("Salvou os outros...") [Mateus 27:42; Marcos 15:31; Lucas 23:35] e teve uma fé extraordinária em Jesus. E ele foi salvo, instantaneamente, na mesma hora e no mesmo lugar, e da mesma forma como qualquer um é salvo. Ele também recebeu garantia imediata de sua salvação." (Colchetes e ênfase adicionados) [tradução nossa].

Por que não imitar o exemplo do ladrão e receber uma nova vida em Jesus Cristo? Simplesmente coloque sua alma aos pés dEle pela fé e confie que Ele cumprirá a promessa que fez. Se você fizer isso de todo o coração (lembre-se que Ele não pode ser enganado), o Espírito Santo virá e habitará em você e lhe dará a certeza inconfundível de Sua presença.

Além do peso em seu coração, que o está esmagando lentamente, o que mais você tem a perder?

  



  Fonte: Autor: Pr. Ron Riffe

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Joel - O Derramamento do Espírito Santo

Publicado em 15 de Outubro de 2012 as 11:31:12 AM Comente

Texto Áureo: At. 2.17 - Leitura Bíblica: Jo. 1.1; 2.28-32



INTRODUÇÃO

A Igreja Evangélica carece de um derramamento do Espírito Santo, nos moldes daquele que aconteceu no dia de pentecostes (At. 2). No contexto daquele evento, Pedro ressaltou o cumprimento da profecia de Joel a esse respeito. Na lição de hoje estudaremos sobre Joel, o profeta pentecostal. Inicialmente destacaremos os aspectos contextuais do livro, sua mensagem, e ao final, a aplicação para a igreja de hoje.

1. ASPECTOS CONTEXTUAIS

Joel, cujo nome significa “O Senhor é Deus”, era filho de Petuel, e entregou sua mensagem para o povo de Judá, do Reino do Sul, bem como para o povo de todo o mundo. A data provável em que profetizou foi entre 835 a 796 a. C., durante reinado de Joás, que subiu ao trono de Judá com a idade de sete anos (II Rs. 11.21), e que permaneceu sob a orientação do sumo sacerdote Joiada durante toda a sua minoridade. Naquela época, semelhantemente ao que aconteceu com o povo do norte, Judá desfrutava de plena prosperidade. Essa condição favorecia o sincretismo religioso, o povo adorava ao Deus de Israel, ao mesmo tempo em que se dobravam perante outros deuses. Por isso, Joel profetiza a fim de evitar que Judá sofresse o castigo de Deus como consequência dos seus pecados. Os versículos-chave se encontram em Jl. 2.12,13: “Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus; porque ele é misericordioso. E compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência, e se arrepende do mal”. Um dos temas centrais da sua mensagem é: O Grande e Terrível Dia do Senhor. Através da sua mensagem Joel pretendia fazer com que o povo de Judá se apresentasse perante o Senhor (Jl. 1.14; 2.14,16); conduzir o povo ao arrependimento e para que se apresentasse humildemente diante de Deus (Jl. 2.12-17) e profetizar a respeito dos resultados do arrependimento sincero (Jl. 2.18-3.21). O livro apresenta a seguinte divisão: 1. O julgamento dos gafanhotos (Jl. 1.1-12); 2. O desastre da seca (Jl. 1.13-20); 3. O julgamento de Judá no futuro próximo (Jl. 2); 4. O grande e terrível Dia do Senhor (Jl. 3.1-16) e 5. A restauração de Judá (Jl. 3.17-21).

2. A MENSAGEM DE JOEL
A mensagem de Joel não é exclusivamente para Judá, mas para todos os habitantes da terra (Jl. 1.2). Portanto, todos devem estar atentos aos sinais dos tempos, pois a praga virá, destruindo a produção (Jl. 1.8-10). Os sacerdotes devem despertar, pois eles são responsáveis diretos pelo povo (Jl. 1.13,14). Mas cada pessoa, individualmente, deve responder a mensagem de Deus. Assim procedeu Joel, apesar do afastamento do povo, ele se apresenta como exemplo, mantendo-se no caminho do Senhor (Jl. 1.19,20). O profeta deixa claro que o julgamento de Deus virá, simbolizada pelos gafanhotos (Jl. 2.3-12). Portanto, todos devem se arrepender dos seus pecados, e praticarem um jejum santo (Jl. 2.12-17). O arrependimento resultará em bênçãos espirituais, a principal delas o derramamento do Espírito (Jl. 2.28-32), em resposta ao pedido de salvação do povo (Jl. 2.32). Esse mover do Espírito terá plenitude quando Israel se voltar para Deus, por ocasião do Milênio (Ap. 16.14-16; 19.17-19). Antes disso haverá uma batalha final, registrada por vários profetas (Is. 17.12; 24.21-23; Mq. 4.11-13; Zc. 12.2,3). Depois dessa batalha Judá finalmente desfrutará da plenitude das benções do Senhor (Jl. 3.18-21). Por esse tempo se cumprirão as profecias messiânicas alusivas à restauração plena de Israel.

3. PARA HOJE

Os cristãos têm muito a aprender com a mensagem de Joel, principalmente diante das calamidades que nos assolam. O sofrimento é uma realidade inevitável, ainda que tentemos negá-lo, o próprio Jesus o conheceu muito bem. Ele foi um homem de dores, e sabia o que era padecer (Is. 53.3), pranteou sobre Jerusalém (Lc. 22.44), na cruz sentiu o desamparo de Deus (Mc. 15.34). Nem sempre o sofrimento é resultado de pecado, mas muitas vezes isso pode acontecer. A mensagem dos profetas alerta para a necessidade de arrependimento. Caso contrário, coisa pior sempre poderá acontecer, caminhar distante de Deus traz consequências (Lc. 13.2-5). O Dia do Senhor virá, Jesus fez referência a este em Mt. 24.29-31. Pedro também mostra que esse Dia virá como um ladrão, no qual os elementos serão destruídos pelo fogo (II Pe. 3.10). Trata-se de um dia de julgamento pelo qual a Igreja não passará, já que terá sido arrebatada para se encontrar com o Senhor nos ares (I Ts. 4.13-18). O Dia do Senhor terá início justamente depois que a igreja tiver sido tirada. Haverá na terra grande sofrimento, será um tempo sem igual em sofrimento. Por fim, quando Cristo vier em glória, o povo de Israel experimentará um grande avivamento espiritual (Jl. 2.28-32). Em At. 2.17,21 Pedro explica o derramamento do Espírito como cumprimento da profecia de Joel. A igreja já se encontra na dispensação do Espírito Santo, por conseguinte, experimenta, por antecipação, do mover espiritual que Israel receberá no futuro.

CONCLUSÃO

Jesus Cristo quer derramar o Espírito sobre a Sua Igreja, mas para isso ela precisa buscar (Lc. 11.13). O Batismo no Espírito Santo é uma doutrina pentecostal que tem sido esquecida em muitos púlpitos. Jesus continua sendo o Batizador (Mt. 3.11), Ele sabe da importância do recebimento desse poder, a fim de que Sua igreja possa ser uma testemunha fiel (At. 1.8). Ao invés de nos deixar seduzir pelos poderes terrenos, voltemos a buscar o poder do alto (Lc. 24.49), sem o qual não passaremos de meras agremiações religiosas, sem autoridade espiritual para levar adiante o evangelho de Cristo.



 Fonte:
 Publicado no blog Subsídio EBD


 



Uma das principais doenças modernas que atingem homens e mulheres sem distinções, a depressão, é, sobretudo, o domínio incomum e predominante de sentimentos de tristeza e desânimo. Estudos recentes indicam que a doença já atingiu cerca de 20% da população mundial.

Alguns sintomas já foram classificados para o diagnóstico da doença, O interesse diminuído ou até a perda dele para tarefas de rotina, as sensações de inutilidade e culpa, dificuldade de concentração, fadiga excessiva, distúrbios de sono (insônia ou hipersônia), problemas psicomotores e ainda perda ou ganho súbito de peso e idéias recorrentes de morte ou suicídio, são umas das principais características deste novo mal do século.

Sendo uma doença que tem 85% de chances de obtenção da cura, a depressão é o alvo de muitos estudos da medicina moderna.

A psicologia e psiquiatria, por exemplo, já possuem uma gama de tratamentos eficazes para o transtorno. A procura de um especialista é o primeiro passo para o sucesso no tratamento. Além da intervenção medicamentosa, conselhos gerais podem ser práticos e funcionais na eliminação da doença.

A prática de atividades físicas além de equilibrar as funções do corpo, auxiliam na manutenção da saúde psicológica. Trinta minutos diários de caminhada liberam endorfina e diminui o cortisol, o hormônio do prazer, melhorando a humor e diminuindo a ansiedade.

Além disso, novos ambientes são estímulos para o depressivo. Uma rotina alimentar balanceada também é ferramenta de cura para a doença, principalmente quando esta relaciona-se com distúrbios de peso.

Certos nutrientes possuem efeito positivo sobre substâncias do cérebro responsáveis pelo humor e comportamento.

O equilíbrio do sono também é fundamental. Quando noites mal dormidas acumulam-se, todas as funções do corpo são prejudicadas e o cansaço torna-se inevitável. Leituras, novas atividades de lazer e terapias alternativas como massagens, aromaterapia e acupuntura também são apontadas como auxiliares.

Sobretudo o acompanhamento médico faz-se necessário para a cura da doença. Entretanto, a determinação pessoal é o maior fator de influência para qualquer tratamento. Para estar curado é necessário que se queira isso.

Para vencer a depressão e recuperar a motivação de viver é preciso sair da inércia e da condição “confortável” de vítima e ir à luta, romper os elos da auto-piedade que só servem para aumentar a dor, deixar de apontar os defeitos alheios e focar a atenção no próprio jeito de viver.

Refletir cada faceta da personalidade e o comportamento perante os semelhantes. E a partir daí, começar a por a mão na massa, não queira resolver tudo ao mesmo instante, é bom lembrar que os problemas que te rodeiam se formaram com o passar do tempo e não será de uma hora para outra que irá se ver livre deles, pelo contrário, o momento é de fazer um balanço, rodando o filme do passado e analisando cada cena, e se preciso for, repeti-la em câmera lenta até ficar evidente os por quês que acarretaram os dissabores do momento presente.

Todas as vezes que você passar por problemas difíceis e continuados se não tomar muito cuidado pode entrar num "ciclo de angústias". Uma rotina de sofrimento terrível. Também conhecida como “Gostar de sofrer”. E o estado depressivo é justamente a acomodação neste ciclo.

Em minhas palestras pelo Brasil já fiz muitas referências aos meus tempos de dificuldades (que às vezes ainda voltam), passando apertos financeiros, dilemas familiares e necessidades em diversos níveis; sei também de outras pessoas que passaram ou estão passando por graves problemas de saúde, familiares, profissionais , sentimentais.

Pode ser que você, neste momento, esteja bem no meio de uma turbulência, e seria muito egoísmo de minha parte não compartilhar com você um pouco das ajudas que recebi e das atitudes que tomei para enfrentar aqueles difíceis anos de tendências à me entregar à tristeza e a depressão.

Os meus 10 passos estão misturados e destacados à minha narrativa.

UM FATO DETERMINANTE, Enquanto estamos lutando contra a depressão,

(1) o que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia.

Você decide se vai ou não usar, naquele dia, a sua mente com pensamentos bons ou ruins. Você não percebe, mas acha que todo pensamento é inevitável. Mas não é. Não é mesmo.

(2) Temos que tomar o controle de nossos pensamentos, ou seja, pensamos aquilo que queremos.

Deixamos fluir apenas aquilo que nos interesse. Mantemos na mente apenas aquilo que, por uma análise rápida, consideramos benéfico.

Lembro-me de um dia muito interessante em meu processo de luta contra a depressão: A Companhia de energia havia cortado minha luz.

Levaram inclusiva o relógio (dias antes eu havia religado a energia por conta própria, revoltado com a situação), Tive naquele momento duas alternativas:

1. Me revoltar novamente e alimentar sentimentos de rancor, angústia e vingança.

2. Planejar um jantar a luz de velas e demonstrar à minha família as vantagens do banho gelado. (Engraçado não é?) Pois é, mas foi o que eu fiz,

(3) me decidi pela segunda alternativa (FAÇA ISSO VOCÊ TAMBÉM), tomamos banho gelado e fizemos um jantar à luz de velas. Cantamos, contamos histórias e fomos dormir como uma família.

O DIA SEGUINTE: Pensei com calma em alternativas para o problema, busquei conselhos e em 48 horas estava com minha energia religada. As decisões do dia anterior deixaram minha mente pronta para decidir de forma produtiva e objetiva no dia seguinte.

SUA MANEIRA DE ENXERGAR AS SITUAÇÕES, DETERMINA O QUANTO AQUELA EXPERIÊNCIA VAI INFLUENCIAR SUA VIDA. POSITIVA OU NEGATIVAMENTE!

VIGIAR OS PENSAMENTOS, COLOCAR UM ALARME CONTRA PENSAMENTOS INÚTEIS OU DESTRUTIVOS.

(4) Você deve também pensar que há muitas pessoas que estão passando pelos mesmos problemas que você, e até bem maiores, portanto não você está sozinha(o) nisso. Como disse, é muito importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia.

Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode valorizar tanto seus problemas que se tornará um “world trade center” ou um “Pão de açúcar” se destacando em meio a paisagem; Cuidado pra não “se achar” o problemático da hora.

Resistência. Pouca coisa consegue superar uma boa resistência. Já teve a experiência de não querer fazer algo? Na adolescência por exemplo? Seus Pais diziam: Faça isso; Você dizia não quero... Mas fazia. Isso pode ter durado algum tempo, mas se você se mostrou resistente durante aquele período, meso fazendo, certamente seus Pais cederam e você não teve que fazer mais. Falo de algo genérico.

Mas de forma específica temos que demonstrar RESISTÊNCIA contra os pensamentos, desejos e ações auto-destrutivas; Resistir, dizer a si mesmo NÃO vou ceder a autopiedade. NÃO vou ceder ao rancor.

NÃO vou ceder a amargura. NÃO vou ceder ao passado, NÃO vou ceder a saudade, NÃO vou ceder a tristeza e por aí vai.

(5) Quais tem sido seus maiores inimigos nesta batalha? Identifique-os e RESISTA.

(6) SEJA ÚTIL, de forma muito prática e objetiva, pergunte-se: O que há de importante para se fazer por aqui? ONDE? Na família, na vizinhança, entre os amigos, no bairro, no condomínio, na cidade, no país, no planeta, em minha própria vida...

...Encontre espaços onde você pode e deve ser útil e comece algo. Torne sua vida que já é importante em uma vida cada dia mais útil; Quer uma dica pra hoje? Pense em 5 COISAS (1 para cada) que você pode fazer na semana para cooperar com:

1. Um vizinho (a);
2. Um amigo (a);
3. Um Parente;
4. Um desconhecido;
5. Você.

Pense no que fazer como fazer, quando fizer e faça; Não quero deixar a idéia de que a depressão se combate com ativismo, mas a falta de uso de uma vida nobre (a sua) pode trazer constrangimento à sua alma.

(7) MUDE SUA MANEIRA DE ENCARAR A VIDA, Como você tem vista a vida até agora? Um perde e ganha? Um campo de batalha? Lutando pelo que? Por sua vontade? Por seus instintos? Pela submissão dos outros? Pela apreciação dos outros? Pra ser ouvido? Pra fazer e fazer?

COMO VOCÊ ENCARA A VIDA? Centrada em uma ou algumas pequenas batalhas, como acima mencionadas? OU a Vida é tudo isso e muito mais. Perceba as áreas de sua vida que ficaram esquecidas. Pare e pense sobre isso, encontre essas áreas e comece a investir nelas, se decidir que vale a pena;

(8) Exercite a mente, comece uma empreitada para aprender. Sim, aprender é uma das atividades mais saudáveis que existe e um dos maiores remédios contra a depressão e a sensação de vazio. Quando aprendemos começamos a enxergar a vida sob outros prismas. Aprender nos ajuda a alcançar nossos horizontes. Estimula nossa criatividade. Coloca-nos em condições de agir.

Escolha um tema, um livro ou quem sabe um curso. Aprenda. Decida ter o aprendizado como uma de suas atividades freqüentes.

Na minha luta, nos tempos mais difíceis, todo mundo podia me ver com um livro nas mãos.

Estava sempre lendo. Uma das coisas que aprendi foi desenvolver site (nada excepcional), mas aprendi os segredos. Aprimorei meu Inglês. Fiz um curso de Instrutor de Trânsito (Bom demais), Li muito sobre psicologia. Fiz novos estudos sobre a Programação Neurolinguistica...

Muito deste aprendizado tenho utilizado em minha vida e em minha profissão até os dias de hoje.

E repito a dose com freqüência. Tornei-me um estudioso freqüente. Exercito minha mente diariamente. Tento aprender algo novo a cada dia. Isso tem sido uma verdadeira fortaleza mental pra mim e para os que me cercam.

Também tenho tomado o cuidado de não me transformar em um “sabe tudo”. Aquele cara chato que tem respostas pra tudo, que já fez de tudo, que conhece tudo. Isso é deprimente. Mas tento ser útil com o que aprendo. Só isso.

(9) Receba os traumas da vida como situações “Naturais e inevitáveis”, pois a vida é assim mesmo. Os adeptos do “Não sofrimento” na verdade demonstram um grau muito grande de imaturidade e covardia. Não existe vida sem processos. E todo processo traz mudanças, sofrimentos e resultados.

O Seu processo está acontecendo agora. O do outro já passou ou ainda virão outros. A questão é entender nosso processo de crescimento.

Se livrar das situações difíceis da vida quando for possível, é bom, mas melhor ainda é reconhecer que estas são inevitáveis e que o grande segredo da felicidade está em aprender a lidar com as situações.

Receba esta oportunidade de crescer e depois que o temporal passar analise o que aprendeu e como poderá usar para a felicidade dos outros e a sua própria.

A experiência da depressão é uma das mais ricas que o ser humano pode passar. Não aconselho que entre nela. Mas se já entrou, comece o caminho de volta, traga algumas impressões encontradas no fundo do poço.

Suba devagar pra não escorregar. Ignore os ecos da subida, são apenas ecos. Segure-se firme nas 9 (nove) cordas que te lancei (ou outras mais que possa conseguir), ao encontrar outros na subida, compartilhe algumas cordas e ajuste, não se esqueça de olhar pra cima, existe luz na entrada do poço, ela está sempre encima porque é de lá que as mãos mais poderosas do mundo estão te segurando.

Você sabe quem, não é?

(10) Então confie, acredite, tenha fé!

Durante a depressão, o que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia. Como, de fato eu não sei, mas o maligno pode usar a sua mente como depósito de pensamentos ruins. Você não se dá conta e acha que todo pensamento é seu. Mas pode não ser. Lembro-me de algumas vezes quando saía de casa para caminhar e orar um pouco. Gosto de orar caminhando, principalmente, em lugares mais tranqüilos.

Então, algumas vezes, estava com uma tristeza imensa como se um pesado fardo estivesse em minhas costas. Aí, pela graça de Deus, eu detinha meus pensamentos, mesmo sem experiência ainda, e dizia para mim mesmo: " Jesus há de me tirar dessa " eu vou voltar a trabalhar de vou ser feliz de novo. Dois minutos depois, não é que eu começava a me alegrar, e assim vencia a provação do dia. É uma luta constante, de todo dia.

Quando você põe um vigia à porta da sua mente, para observar seus próprios pensamentos, você pode atacar uma das fontes do problema que é maligna. Na Bíblia, a mente é também chamada de coração, e no livro de Provérbios diz: " Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procede as saídas da vida."

Uma coisa, muito importante, que você deve saber: há muitas pessoas que estão passando pelo mesmo problema que você, e até bem maiores, portanto não está sozinha(o) nisso. Como dizia, antes, é importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia. Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode ser um "Pico da Bandeira", ou pior, um "Everest".

"Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." Está na Carta de Tiago, 4:7.

Uma forma de sujeição a Deus é orar todo dia. Quando orava eu conseguia mudar meu coração. A tristeza vai saindo com a escuridão da noite, quando vem a manhã. Orar, aqui, não se trata de repetir "Pai Nossos", estou falando de um conversa sincera com Deus.

Como um namoro. Só a oração pode fazer o milagre de mudar nos nossos sentimentos, pois, quando você ora, traz a presença de Deus para perto e afugenta os pensamentos da presença maligna.

Certa vez, recebi a carta de um irmão na fé, presidiário, contando sobre seus dias no "Piranhão" de Taubaté. Depois de ter cometido um crime horrível, ele foi posto lá.

Todo dia acordava com uma enorme dor de cabeça e um pensamento que não mudava como uma voz insistente que dizia" Você já fez isso e aquilo, envergonhou seus pais, seus vizinhos; seus amigos não gostam mais de você, então você de fato não presta e não deve mais viver.

Por que não se mata? Era todo dia a mesma pressão. De vez em quando ele punha um lençol no pescoço, subia em uma cadeira, amarrava o lençol em algum lugar alto, e quando dava por si, estava a um passo do suicídio. Ele dizia que nos piores momentos, antes de tentar se matar, ele se lembrava dos tempos de criança, dos momentos que passeava com seu pai indo à feira. Isso foi antes da sua conversão.

Há um sábio provérbio que diz "mente vazia é oficina do diabo". A oração muda o foco do seu pensamento. Mas tem outra coisa tão boa quanto. Tiago disse "sujeitai-vos a Deus". Sujeitar-se não é apenas orar. A oração leva você até a presença de Deus ou faz você senti-la. Deus pode nos orientar sobre o que devemos fazer enquanto a depressão não se vai.

" E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".Romanos 12:2. É uma seqüência de degraus para cima: boa, agradável e perfeita.

Nos últimos anos de provações, 2001 a 2003, o Senhor orientou-me quanto ao que fazer para realizar Sua vontade.

O carteiro veio e colocou uma carta de um preso no meu portão. Por que eu sabia que aquilo era da parte de Deus? Porque o destinatário da carta tinha os dizeres de um carimbo para folhetos que eu havia perdido há seis anos. Imagine você recebendo a resposta de uma coisa feita seis anos atrás? A probabilidade é muito pequena, não acha?

"Lança o teu pão sobre as águas, pois, depois de muitos dias o acharás" Ao manusear e entender o conteúdo daquela carta, o Espírito Santo, naquele momento, lembrou-me esse versículo acima de 11 de Eclesiastes. É por isso que afirmo: nossos pensamentos podem ter três fontes diferentes: a nossa, a maligna e a divina.

E foi seguindo a voz do Espírito que por dois anos e meio nos ocupamos com um dos melhores trabalhos que Deus nos orientou a fazer, que era de recolher literatura cristã usada, e pelo correio, entregá-la em caixas para grupos de cristãos dentro de penitenciárias do interior paulista.

Para não ir tão longe, nos tempos que andei deprimido por vários fatores, sendo o maior um desemprego de 11 anos, a receita que segui e que me tirou do corredor da morte ou do fundo do poço foi: a vigilância dos meus pensamentos, a oração constante e solitária enquanto caminhava por ruas e estradas tranqüilas e por fim executando um trabalho social e cristão que era de escrever cartas de aconselhamento cristão para presos.

Enquanto ajuntava literatura usada para depois mandar pelo correio e escrevia "cartas sociais" fiquei conhecendo grupos de presos cristãos em 48 presídios. Contribuímos com literatura com 29 deles, e com muito orgulho, no bom sentido, guardo em uma caixa de papelão, cerca de umas 500 cartas que recebi do cárcere.

Esta ocupação trazia a me um senso de utilidade, tirava o foco dos meus problemas. Lembro-me que na madrugada de certo dia, pus no papel e orei por um plano de mandar uma tonelada de literatura cristã para grupos de presos em 50 penitenciárias. E depois que se passaram dois anos atingiu o resultado que está descrito neste parágrafo. Foi a oportunidade que o Senhor nos deu para melhorar nossa auto-estima.

Vigiar os pensamentos, orar todo dia, de preferência caminhando, aliando o exercício físico com a oração, e se ocupando com algum trabalho cristão enquanto seus dias de vitórias se aproximam.

E depois, testemunhando para a Glória de Deus, como eu, pois do lado do Correio aonde postava minhas cartas para o cárcere tem um grande Hospital.

E, mesmo com 48 anos, em 2003, Deus deu um basta em minha provação ao enviar alguém em minha casa para dizer que aquele Hospital estava precisando de um contador. O Senhor preparou e deu em minhas mãos o melhor emprego que jamais tive.

Apesar de ter trabalhado em quase todos os ramos de contabilidade, de contabilidade pública eu não entendia nada. Mas com foi Deus quem abrira aquela porta, tive a oportunidade de aprender praticando.

Deus pode permitir que passemos por lutas de todos os tipos e tamanhos, crises e depressão. Mas não vamos estar sozinhos.

Com oração, exercícios físicos, tratamento médico e atividades sociais cristãs, podemos completar nossos dias até a chegada da nossa vitória. Mexa-se!

"Mas graças a Deus, que nos dá a vitória, por Nosso Senhor Jesus Cristo"





Fonte: Midia Gospel.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

LIVRO DE OBADIAS





Introdução ao Livro de Obadias

Chave: Edom
Comentário: Este pequeno livro resume o significado da relação de Edom e Israel (Esaú e Jacó) na história da salvação, e ao fazê-lo revela um aspecto do dia do Senhor e do reino de Deus. Edom, a nação oriunda de Esaú sempre se revelou hostil a Israel, a despeito dos laços fraternais existentes, visto que eram filhos de Isaque. Deus confiou a muitos profetas a mensagem de condenação dirigida contra Edom (Amós, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Malaquias), os quais freqüentemente chamaram a atenção para o orgulho e para a auto-suficiência de Edom como as raízes de seu pecado. Em Obadias, o profeta parece tomar uma profecia de juízo existente contra Edom (vers. 1-4 e frases incluídas nos vers. 5-9) - talvez o mesmo oráculo que aparece em Jeremias 49:7-22 - e observe-se quão terrivelmente se cumpria e com que justa retribuição.
Obadias relaciona, portanto, este castigo particular com o juízo de todas as nações no dia iminente do Senhor, quando o remanescente de Israel que escapou será como esfera de salvação e instrumento do governo de Deus sobre todas as nações. Embora muitíssimo curta esta profecia ressalta e exemplifica as verdades fundamentais da revelação bíblica: o governo soberano de Deus que será universalmente reconhecido (v.21); a eleição de Israel, o povo de Deus, para ser abençoado (v. 17b); sua eleição cumprida mediante um remanescente (v. 17a) que será a fortaleza do braço de Deus procedente do monte Sião; a culminância dos propósitos de Deus no dia do Senhor que, enquanto vindica a seu povo e lhe proporciona o júbilo da terra prometida de descanso, condenará os inimigos e opressores, dos quais Edom é aqui um tipo (v. 15).
Embora o livro de Obadias seja somente um dentre os muitos pronunciamentos proféticos relativos à Edom, é conveniente considerá-lo como o ponto de concentração de todas as referências que no Antigo Testamento se fazem concernentes a Edom, visto como não é possível, num comentário desta natureza, tratar de outras passagens pormenorizadamente. Portanto, apresentamos aqui uma lista das principais referências a Edom: Históricas: Gênesis 25-36 (Jacó e Esaú); Números 20:14-21, Deuteronômio 2:1-8 (o período do Êxodo); I Samuel 14:47 (sob Saul); II Samuel 8:14 (sob Davi); II Reis 8:20-22 (sob Jeroão); II Crônicas 20:10-23 (sob Josafá); II Reis 14:7, II Crônicas 25:11-13 (sob Amazias); II Crônicas 28:17 (sob Acaz); Salmos 137:7, Lamentações de Jeremias 4:22 (queda de Jerusalém); Salmos 83:1-6 (geral). Profecias: Isaías11: 14; 34; 63:1-6; Jeremias 49:7-22, Ezequiel 25:12-14; 35; Joel 3:19; Amós 1:11-12; Malaquias 1:2-5.
Autor: Com exceção de seu nome (que é comum no Antigo Testamento), nada se sabe do autor deste livro, o mais curto do Antigo Testamento. Nem se sabe com certeza a época em que foi escrito. Obadias parece descrever um desastre que sobreveio a Edom depois da queda de Jerusalém (vers. 5-7). Talvez seja este o primeiro ataque dos nabateus contra o monte Seir, os quais derrotaram os edomitas em determinada época compreendida entre os séculos VI e IV (compare Malaquias 1:3, 4). Esta profecia pertenceria, portanto, à época do exílio ou logo após o regresso.

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