sexta-feira, 29 de maio de 2015

AS LIMITAÇÕES DOS DISCÍPULOS

                      
Lição 9





                       Texto Áureo Lc. 9.40  – Leitura Bíblica  Lc. 9.38-50


INTRODUÇÃO

A cristã está sujeita a altos e baixos, isso porque a condição humana é inconstante. Mas nem todos os cristãos estão conscientes dessa realidade, principalmente os adeptos do triunfalismo. Não existem supercrentes, é o que veremos na aula de hoje, ao analisar as limitações dos discípulos de Jesus. Dentre essas limitações destacamos:  a dúvida e a primazia, os valores invertidos e a necessidade do perdão.

1. A DÚVIDA E A PRIMAZIA

O liberalismo teológico tem incentivado à dúvida, para alguns estudiosos a dúvida é necessária à fé. No entanto, esse não é o posicionamento escriturístico, existem várias passagens bíblicas que censuram a dúvida (Mt. 14.31; 21.21; Lc. 9.41; Tg. 1.4-8). A dúvida faz parte da condição humana, os discípulos duvidaram, não apenas Tomé (Mt. 28.17). A dúvida pode ser explicada como uma condição existencial, e uma demonstração de falta de confiança em Deus, sobretudo na Sua Palavra (Rm. 10.17). Por isso motivo, ao contrário do que postula o neoliberalismo teológico, os cristãos devem assumir que duvidam, mas devem se envergonhar disso, e o orar ao Senhor, pedindo que os ajude nos momentos de incredulidade (Mc. 9.27).  Outra limitação demonstrada pelos discípulos, foi a intenção de ter primazia sobre os demais, debatendo entre eles a respeito de quem seria o maioral (Lc. 9.46,47). A mania de grandeza persegue o ser humano desde a queda (Gn. 3.5). Os discípulos não queriam ser apenas discípulos, eles estavam interessados na posição que teriam no reino. Várias vezes discutiram entre si a respeito desse assunto. Por isso Jesus os repreendeu, certa feita colocou uma criança no meio deles, e disse que quem quisesse ser o maior que fosse como uma delas (Lc. 9.45-50). Em outra oportunidade radicalizou, ao cingir os lombos com uma toalha, e lavar os pés dos seus discípulos (Jo. 13). A mania de grandeza está atingindo muitos ministérios, as divisões são perceptíveis em muitos arraiais evangélicos. O sentido do ministério como serviço está se desvirtuando, a hierarquia eclesiástica está destruindo muitos obreiros. Alguns deles iniciaram bem intencionados, mas não se conformam mais com a posição, há até aqueles que querem ser quase deus.

2. O PERIGO DA INVERSÃO DE VALORES

A inversão de valores entre os discípulos de Jesus é algo preocupante, por descaracterizar o significado do verdadeiro discipulado (Mt. 16.24). Há crentes, e até pastores, que defendem que a riqueza deve ser o alvo primordial do ministério, por causa disso muitos estão indo à ruina (I Tm. 6.10). De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma, o que poderá dar o homem em troca da sua alma? (Mt. 16.26). Muitos vivem demasiadamente ansiosos na modernidade, não consegue mais se satisfazer com o que têm. A doutrina bíblica do contentamento está sendo substituída pela ganância (I Tm. 6.6-8; Fp. 4.10-13; Hb. 13.4,6). Essa busca desenfreada pelo ter está levando até mesmo os cristãos a viveram debaixo da tutela da ansiedade (Lc. 12.22-34). Jesus foi contundente ao afirmar que ninguém pode servir a dois senhores, ninguém pode ser servo do Senhor, e ao mesmo tempo de Mamom, o deus-mercado (Mt. 6.24). Isso porque onde estiver o tesouro do ser humano, ali também estará seu coração (Mt. 6.21). As doenças psicossomáticas, que tem assolado muitas vidas, são decorrentes de um estilo de vida desequilibrado. A modernidade nos tornou consumidores, eternamente insatisfeitos com o que temos, buscando sempre mais, a fim de manter o círculo de um capitalismo selvagem. A alternativa do cristão diante desse estilo de vida é confiar cada vez mais em Deus, depositar sua esperança não nas coisas que são da terra, mas nas que estão no alto (Cl. 3.1,2).

3. A NECESSIDADE DO PERDÃO

Outra limitação dos discípulos de Jesus é a indisposição para perdoar, mas esse sentimento negativo pode conduzir o cristão à destruição espiritual (Hb. 12.15). Inicialmente, é preciso destacar que somos alvos da graça maravilhosa de Deus, Ele nos alcançou quando nós não merecíamos, sendo ainda pecadores, provando Seu amor para conosco (Rm. 5.8). Porque Ele nos amou, devemos também amar nossos irmãos, e expressar esse amor através de atos perceptíveis (Jo. 3.16; I Jo. 3.16). Jesus contou uma parábola a respeito de um homem que devia uma quantia vultoso, cuja dívida foi perdoada, mas esse mesmo homem, não agiu de igual modo a ser procurado por um servo que devia uma quantia menor. Quando soube do ocorrido, o homem que havia perdoado a quantia maior puniu aquele que não fez o mesmo, por não ter agido também com graça (Mt. 18.21-35). O perdão de Deus não tem limites, o número sete não é restritivo na passagem de Lc. 17.3,4, trata-se de uma elaboração metafórica, Jesus destaca a misericórdia de Deus, que não põe limites para perdoar o pecador arrependido. Perdoar os outros, de acordo com Mt. 6.15, é a única condição para ser perdoado por Deus, se alguém pretende ser alcançado pelo perdão de Deus, deve está disposto, mesmo contra vontade, a perdoar os outros. Isso porque não adianta alimentar o sentimento de rancor, isso acarretará em maior mal. Existem pessoas que estão sofrendo desnecessariamente porque ainda não foram capazes de liberar perdão. O perdão dará oportunidade ao outro de seguir adiante, e o mais importante, a nós mesmos dias melhores no Senhor (Is. 40.31).

CONCLUSÃO

Os discípulos de Jesus não são supercrentes, são pessoas comuns que têm suas limitações. Mas esses devem se dedicar à vida espiritual, a fim de não sofrerem as influências negativas dos valores deste mundo (I Jo. 2.15). Como discípulos de Cristo, devemos viver em humildade, considerando sempre os outros maiores que a si mesmo (Fp. 2.3), não se deixando levar pela avareza (II Pe. 2.3), muito menos pela ganância (Tt. 1.11), antes cultivando o perdão, que é uma característica dos seguidores de Jesus (Lc. 23.34; At. 7.60), não esquecendo que sem o Senhor, nada podermos fazer (Jo. 15.5).

A Vestimenta Que Agrada aDeus

1 Pedro 1:13-16
13 Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e ponham toda a esperança na graça que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado.
14 Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância.
15 Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem,
16 pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo".


A vestimenta mais importante do discípulo verdadeiro de Jesus é interna e espiritual. Ele já tem removido os panos sujos de pecado e maus   pensamentos, e tem os substituído por novas roupas de santidade e entendimento da vontade deDeus (veja Colossenses 3:1-16). Ele procura cada dia ser mais parecido com seu Senhor, e se esforça para desenvolver as atitudes piedosas que Jesus ensinou e demonstrou (Mateus 5:1-12). Essas transformações internas vão modificar seu comportamtento externo, é claro. Ele não vai mentir ou furtar como pessoas mundanas (Efésios 4:25-29). Todos os aspectos da vida dele são colocado sob controle do Deus santo a quem ele serve (1 Pedro 1:13-16).

Através da História, homens e mulheres têm lutado com a questão de como essa transformação interna deve ser refletida exteriormente. Deve o servo de Deusse vestir de um modo diferente do que as pessoas do mundo? Respostas a essa pergunta são quase tão diversas como as modas numa loja de roupas. Alguns argumentam que a vestimenta dos servidores de Deus devem ser completamente diferentes do que as das pessoas do mundo. Resultados de tais pensamentos incluem as trajes tradicionais de ordens religiosas especiais e outras roupas peculiares, como as adotadas pelo povo Amish. Outros vão ao extremo oposto, dizendo que os cristãos devem ser iguais ao mundo e que eles podem seguir todas e quaisquer modas do mundo.

Deus nos ensina como nos vestir

Quando Deus fala sobre algum assunto em todas as épocas da história bíblica, devemos reconhecer que é importante. Por exemplo, ele ensina sobre a permanência de casamento no período dos patriarcas, na dispensação da lei de Moisés, e no Novo Testamento. Enquanto não adotamos do Antigo Testamento leis específicas sobre o casamento, nós entendemos os princípios do Novo Testamento com a ajuda do Antigo Testamento. Percebemos que são diversos os assuntos que são incluídos em todas as épocas de revelação divina: adultério, idolatria, a importância de sacrifícios apropriados, comer sangue, matar, etc. Desde o jardim de Éden, Deus tem orientado seu povo sobre roupas modestas. Vamos procurar entender esse ensinamento, e tenhamos a fé e o amor suficiente para aceitar o que ele diz, mesmo se não o compreendemos (Isaías 55:6-9).

Deus ensina seu povo a se vestir com modéstia

A dão e Eva. "Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam" (Gênesis 2:25). Na sua inocência, antes de cometer o primeiro    pecado, era normal para Adão e Eva estarem nus, mesmo andando no jardim na presença de Deus. A mesma inocência é vista em criancinhas ainda não corruptas pelo pecado. Mas, quando Adão e Eva conheceram a diferença entre o bem e o mal, ficaram envergonhados e imediatamente fizeram algum tipo de roupa mínima (Gênesis 3:7). A palavra usada aqui sugere que fizeram alguma coisa que foi embrulhada no corpo, evidentemente escondendo as partes mais íntimas do corpo. Mas Deus não aprovou esse tipo de roupa. Ele lhes fez uma vestimenta de peles (Gênesis 3:21). Essa palavra sugere um tipo de túnica. William Wilson, em seus Estudos de Palavras no Antigo Testamento, diz que essa vestimenta era um tipo de roupa usado por homens e mulheres que, tipicamente, tinha mangas e caiu até os joelhos, raramente aos tornozelos. O que podemos aprender desse primeiro caso? Deus quer que homens e mulheres usem roupas. Não somos como animais, que não sentem vergonha de sua nudez. Podemos entender, também, que a vontade de Deus desde o princípio é que usemos vestimentas que cobrem o corpo, não meramente alguma coisa embrulhada no corpo para esconder as partes mais íntimas. Cada servo de Deus precisa ser honesto e sincero aqui: as roupas de praia usadas hoje em dia seriam mais parecidas com as roupas que Deus fez, ou com as cintas que Adão e Eva fizeram?

Sacerdotes do Velho Testamento. Ninguém hoje tem motivo para dizer que nós devemos usar roupas iguais aos trajes sagrados usados pelos sacerdotes do Antigo Testamento. Mas, nós podemos aproveitar uma lição importante do motivo que Deus deu junto com algumas regras. Primeiro, ele proibiu altares elevados, para que a nudez do sacerdote não fosse exposta (Êxodo 20:26). Mais tarde, ele acrescentou outra instrução para melhor evitar esse tipo de problema. Ele ordenou que os sacerdotes usassem calção em baixo de suas túnicas para cobrir a sua nudez (Êxodo 28:40-42). Deus especificou que o calção iria "da cintura às coxas". Deus não queria que esses servos mostrassem as coxas expostas ao mundo. Hoje, homens do mundo tiram suas camisas e mostram suas coxas para todo o mundo na praia ou na rua. Homens que servem a Deusprecisam perguntar para si, honestamente, se isso é realmente o que Deuspretendia que o povo santo fizesse.

Roupas peculiares ao sexo oposto. Em Deuteronômio 22:5, Deus disse: "A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais cousas é abominável ao Senhor, teu Deus." Entendemos que não somos sujeitos às ordenanças dadas por meio de Moisés aos israelitas. Portanto, é esclarecedor entender o que Deus estava dizendo. Ele não estava proibindo que homens e mulheres usassem algum artigo de roupa semelhante. Na época, ambos os sexos usavam túnicas, como ambos homens e mulheres em muitas culturas hoje usam calças compridas. É errado usar esse versículo para condenar as mulheres que usam calças. Mas, Deus quer que mantenhamos distinções entre os sexos (veja, por exemplo, 1 Coríntios 11:14-15). Ele condena as perversões de homens que se vestem e se comportam efeminadamente (1 Coríntios 6:9).

A vergonha da virgem da Babilônia. Quando Isaías profetizou, a nudez era, ainda, associada com vergonha. Quando ele descreveu o povo da Babilônia como uma virgem abusada, um aspecto da humilhação dela era que o inimigo descobriu suas pernas e sua nudez (Isaías 47:1-3). Mas hoje em dia, mulheres do mundo voluntariamente mostram suas pernas e ousam expor sua nudez, sem sentir nem um pouco envergonhadas. Será que tornamos tão dessensibilizados ao pecado, devido à cultura corrupta, que já esquecemos como sentir vergonha? (Veja Jeremias 8:5,8,9,11,12.) Como servos de Deus, temos que ser diferentes, não conformados aos costumes errados do mundo (Romanos 12:1-2). Precisamos saber como sentir vergonha.

A modéstia e bom senso de mulheres cristãs

Agora, vamos ver duas passagens semelhantes no Novo Testamento. "Da mesma  sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom   senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)" (1 Timóteo 2:9-10). "Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus. Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido" (1 Pedro 3:3-5). Esses trechos não são idênticos (1 Timóteo fala sobre mulheres em geral, enquanto 1 Pedro fala sobre a mulher cujo marido não é cristão), mas há vários pontos paralelos. Vamos estudar alguns pontos chaves.

Jóias. É comum ouvir alguém usar esses versículos para proibir absolutamente todos os tipos de jóias, enfeites de cabelo, etc. Mas esse não é o sentido do texto. A Bíblia, às vezes, usa essa construção (Não faça isso, mas faça aquilo) para enfatizar o que é mais importante, sem proibir o menos importante. João 6:27 é um exemplo claro: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará...." Jesus não está proibindo trabalho honesto para suprir as necessidades da vida (compare 2 Tessalonicenses 3:10; 1 Timóteo 5:8), mas está dizendo que devemos dar muito mais importância às coisas espirituais. Da mesma forma, Paulo e Pedro não proibiram o uso de jóias ou estilos de cabelo, mas disseram que mulheres piedosas devem dar mais ênfase à pessoa interior. É interessante que tanto Paulo como Pedro usaram exemplos do Antigo Testamento para explicar seu ensinamento. No Velho Testamento, jóias eram comuns, até entre as mulheres fiéis a Deus (veja Isaías 61:10; Provérbios 1:9; Gênesis 24:22,30,53). Excessos devem ser evitados, mas esses servos de Deus não proibiram o uso modesto de jóias.

Aqui, é bom observar que os escritos inspirados do Novo Testamento usaram exemplos do Velho Testamento para mostrar como o povo de Deus se veste.

A modéstia começa no coração. Os dois autores, Paulo e Pedro, fazem uma ligação importante entre o coração e as roupas. Algumas mulheres vão insistir em usar o tipo de roupas que elas querem, dizendo que ninguém pode mostrar onde Deus especificamente proibiu mini-saias, ou mini-blusas, ou biquinis, ou roupas muito justas. O problema nesses casos não é a falta de alguma regra específica nas Escrituras, mas a ausência de uma atitude certa no coração. Regras no vestuário não fazem a mulher modesta. Se o coração estiver errado, a mulher não será mansa e modesta.

A modéstia e bom senso. Em vez de dar uma lista de regras sobre vestimenta, Paulo apela à modéstia e bom senso das mulheres. Uma mulher (ou homem!) cujo entendimento é baseado nos princípios das Escrituras e cujo coração é dedicado a Deus, se vestirá decentemente. Ela não vai procurar chamar atenção por meios carnais, pelo uso de roupas dispendiosas ou que mostram o corpo.

Manso e tranqüilo. Pedro fala do espírito "manso e tranqüilo" como a base das roupas apropriadas. Paulo disse que nós todos devemos procurar viver uma vida "tranqüila e mansa" (1 Timóteo 2:2). O espírito manso e tranqüilo de cristãos — homens, mulheres e jovens — vai determinar o tipo de roupa que realmente agradará a Deus. Os cristãos farão diferença entre as roupas que refletem um espírito piedoso e as que sugerem carnalidade (veja Provérbios 7:10 — roupas fazem uma diferença!).

Vestindo-se para agradar a Deus

Muitas igrejas erram por inventar regras humanas sobre roupas. Mas, muitas  outras erram por recusar a estudar e ensinar, cuidadosamente, o que Deus tem  dito, para ajudar cada filho de Deus pensar e se vestir de uma maneira que glorifica o nome dele. Que possamos nos vestir para ele, começando com o próprio coração.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE

Lição 07

     Texto Áureo Lc. 7.16  – Leitura Bíblica  Lc. 4.38,39; 7.11-17 



INTRODUÇÃO
O Evangelho segundo Lucas destaca o poder de Deus sobre as doenças e a morte. Na aula de hoje nos voltaremos para esse importante assunto. Inicialmente estudaremos essas duas realidades no contexto bíblico. Em seguida, enfatizaremos esses temas especificamente na teologia lucana. Ao final, mostraremos que o Deus da Bíblia continua tendo poder sobre doenças e a morte.

1. DOENÇAS E MORTE NA BÍBLIA

As doenças e enfermidades resultam do pecado, por causa da desobediência dos primeiros pais, herdamos essa condição (Gn. 3.19; Rm. 5.12). Apesar dos esforços da sociedade moderna, no intuito de evitar que as doenças cheguem, e que a morte seja postergada, essas são inevitáveis (Hb. 9.27). Em algumas passagens bíblicas há fundamento para a existência de enfermidade como consequência do julgamento divino (Dt. 28.21; Jo. 5.14), ou mesmo por Satanás, quando permitido por Deus (Jó. 2.7). Mas essa realidade não pode ser generalizada. Nem todas as doenças são decorrentes de algum tipo de pecado, esse foi justamente o equívoco dos amigos de Jó (Jó. 42.7). Ao contrário do que defendem alguns movimentos, a Bíblia não se opõe à consulta aos médicos (Jr. 8.22; Mt. 9.12; Lc. 4.23). Mas devemos também buscar a cura divina, confiar que o Deus da Bíblia ainda cura (II Rs. 20.1-3; Tg. 5.14; Hb. 13.8). Em relação à morte, conforme já apontamos anteriormente, teve seu início a partir do pecado de Adão (Gn. 3.19; I Co. 15.21,22), sendo, portanto, consequência do pecado (Gn. 2.17; Rm. 5.12). A morte representa o final dos projetos humanos na terra (Ec. 9.10), e o distanciamento dos bens terrenos (I Tm. 6.7), a morte nivela todas as pessoas (Jó. 3.17-19). Cristo foi o Único a vencer a morte (Rm. 6.9; Ap. 1.18). Por isso Ele mesmo aboliu a morte (II Tm. 1.10), sendo esta a última inimiga a ser vencida (I Co. 15.26). Por isso não temos mais motivos para temer a morte, pois Cristo a venceu na cruz (Hb. 2.15). Mesmo aqueles que morreram ressuscitarão, para viverem eternamente com Cristo (I Ts. 4.13-18).

2. DOENÇAS E MORTE NO EVANGELHO DE LUCAS

No Evangelho segundo Lucas, Jesus é Aquele que tem poder sobre as doenças e a morte. Há passagens em sua narrativa que explicam o poder do Senhor sobre a doença e a morte. Em Lc. 4.38,  Jesus curou a sogra de Simão, que estava enferma com muita febre, de modo que essa pode começar a servi-LO. Indo a cidade chamada Naim, Jesus encontrou uma mãe angustiada, com a morte de seu único filho, sendo esta também viúva. Jesus, movido de íntima compaixão, a consolou, em seguida tocou o esquife, e ressuscitou o seu filho (Lc. 7.11-13). Em Lc. 8 lemos a respeito de Jairo, um oficial da sinagoga, que sofria com a doença e possibilidade de morte da sua filha, de apenas doze anos (Lc. 8.40). Mesmo sendo uma autoridade, Jairo se humilhou aos pés de Jesus, implorando para que Ele resolvesse sua situação (Lc. 8.40-42). Ao mesmo tempo, uma mulher que estava próxima de Jesus, tinha uma doença, que causava sangramento, e que duravam doze anos (Lc. 8.43). A situação dessa mulher era de desespero, ela já havia gastado muito dinheiro com os médicos, nenhum deles havia conseguido curá-la (Mc. 5.26; Lc. 8.43). Aquela enfermidade a tornava impura, por causa do cerimonial de purificação judaico. Mesmo assim, ela decidiu tocar em Jesus, e encontrou cura nele. Jairo também recebeu a providência divina diante da doença da sua filha, ainda que o pensamento humanista da época, dizia que o Mestre não deveria ser incomodado, pois a menina já estava morta (Lc. 8.49,50). Mas Jesus, que tem poder sobre as doenças e a morte, ressuscitou a menina (Lc. 8.51-53).

3. PODER DE DEUS DIANTE DAS DOENÇAS E MORTE

Jesus continua tendo todo poder sobre as doenças e a morte, milagres ainda podem acontecer nos dias atuais. Por isso, os crentes podem clamar ao Senhor, pedindo cura das enfermidades, os presbíteros da igreja devem ungir e orar pelos enfermos (Tg. 5.15). Na Antiga Aliança o Deus de Israel era reconhecido como o Jeová-Rafah, ou seja, o Senhor-que-Cura (Ex. 15.26). Jesus de Nazaré foi ungido por Deus, para curar as pessoas, inclusive àquelas que eram oprimidas pelo Diabo (At. 10.38). O salmista reconhece que o Deus de Israel é Aquele que cura as pessoas de todas as enfermidades (Sl. 103.2,3). As curas são possíveis porque Jesus, o Servo Sofredor de Jeová, foi ferido pelas nossas enfermidades (Is. 53.5; Mt. 8.16,17; I Pe. 2.24). A cura pode ser recebida através da oração da fé (Sl. 30.2), ainda que somente sejam curadas as pessoas a quem Deus soberanamente decide curar (II Co. 12.9). Os crentes devem ser estimulados a buscar a cura divina através da oração (Mt. 14.15,16). A fé em Jesus, não a fé na fé, como apregoa a Teologia da Saúde, é a causa da cura (At. 3.16). É preciso saber também que a cura, às vezes, não acontece imediatamente, precisamos “andar” um pouco mais, e ter paciência (Lc. 17.12). Isso acontece porque o desenvolvimento do nosso caráter, a produção do fruto do Espírito é mais importante que a cura divina (Gl. 5.21,22). A ressurreição, ainda que não seja comum em nosso meio, pode acontecer. Vários irmãos e irmãs têm testemunhado essa experiência em suas vidas.

CONCLUSÃO

A cura das doenças, e a ressurreição dos mortos, é algo que ainda pode acontecer nos dias atuais. Mas esses acontecimentos, que devem ser buscados pelos crentes, e submetidos à soberania de Deus, apontam para uma dimensão escatológica. Isso porque aqueles que são curados das doenças, ou mesmo ressuscitados, passarão pela morte, a menos que sejam arrebatados. Mas quando Deus cura ou ressuscita alguém, está apontando para o futuro, no qual não haverá mais morte nem dor (Ap. 21.3,4).


sábado, 2 de maio de 2015

JESUS ESCOLHE SEUS DISCÍPULOS

JESUS ESCOLHE SEUS DISCÍPULOS

    Texto Áureo Lc. 14.27  – Leitura Bíblica  Lc.14.25-35



INTRODUÇÃO
O ensino é uma das principais tarefas da igreja cristã, para isso Jesus enviou Seus discípulos (Mt. 28.19,20). Na aula de hoje veremos que Jesus é o Modelo de Mestre, na verdade Ele é o Mestre dos mestres. Em seguida, destacaremos a realidade do discipulado, o chamado e a vocação para esse ministério. Ao final, ressaltaremos a missão dos discípulos de Jesus, que é prioritariamente, fazer novos discípulos de Cristo.

1. O MESTRE DOS MESTRES
Jesus, como reconheceu Nicodemos, foi um Mestre vindo da parte de Deus (Jo. 3.1). Por esse motivo Seus ensinos estão fundamentados na autoridade divina. Conforme Ele mesmo expressou, nEle se encontra a Verdade, a expressa revelação de Deus (Jo. 14.6). Por essa razão, as pessoas que O ouviam ensinar distinguiam a forma e o conteúdo, que se diferenciava daquela dos escribas da sua época (Mc. 1.22). O fundamento do ensinamento de Cristo era o serviço, Ele expressou em palavras e ações que veio para servir, não para ser servido (Mt. 20.29; Jo. 13). Existem muitas passagens bíblicas que identificam Jesus como pregador, mas na verdade Ele se destacou mais pelo ensino, não por acaso costumava ser chamado de Rabi (Jo. 3.2). Ele mesmo ressaltou Seu ministério de ensino (Jo. 13.13), os Seus seguidores eram identificados como alunos, o mais apropriadamente, discípulos (Mt. 5.2). O principal fundamento para o ensino de Jesus era as Escrituras, Ele apontava para os Escritos Sagrados como fonte de autoridade divina (Lc. 24.47). Como Mestre por excelência, Jesus conhecia o ser humano, Ele perscrutava a intimidade das pessoas (Mt. 9.4; 12.15). Essas características de Jesus, enquanto Mestre dos mestres, devem ser buscadas por todos aqueles que exercem o ministério do ensino na igreja. Não podemos esquecer que um dos dons ministeriais da igreja é o do mestre (Ef. 4.11), e aqueles que são vocacionados para tal devem demonstrar esmero (Rm. 12.7).

2. O CHAMADO AO DISCIPULADO
Jesus vocacionou algumas pessoas para permanecerem mais próximas dEle, a quem chamou de discípulos. É possível afirmar que existem os discípulos em sentido restrito, aqueles que foram vocacionados para uma missão mais específica, mais especificamente os doze. E os discípulos em sentido amplo, ou seja, todos aqueles que são chamados a ir após o Mestre. Em relação ao sentido restrito, os discípulos de Jesus foram chamados em momentos distintos, e de formas variadas. Jesus os chamou enquanto pregava e ensinava (Mc. 1.16-20), através da indicação de João Batista (Jo. 1.35-39), oferecimento pessoal (Lc. 9.57-62), desses Jesus compôs seu corpo de discípulos, os doze (Lc. 6.13-16). Para ser discípulo de Jesus seria preciso pagar um preço, o custo do discipulado implicava em custo. Jesus deixou claro que aqueles que quisessem ser Seu discípulo deveriam viver em renúncia (Mc. 16.24). Muitos queriam segui-Lo baseado na emoção, na empolgação do momento (Lc.14.25-27), sem atentar para a necessidade de carregar a cruz do discipulado. Isso ainda acontece nos dias atuais, muitos querem ser identificados como discípulos de Jesus, mas não se submetem aos ensinamentos dEle (Lc. 12.22-30). Ainda hoje, os verdadeiros discípulos de Jesus não fazem o que querem, mas o que o Senhor deseja que façam. Ser discípulo de Jesus significa viver a partir das declarações do Mestre, que se encontram reveladas nas páginas do evangelho. Há noções variadas a respeito de Jesus, a maioria delas distante do que expressa os evangelhos. Aqueles que querem conhecer Seu Mestre devem ler e reler os evangelhos, para compreenderem e viverem com base nos ensinamentos de Cristo (Jo. 15.14).

3. A MISSÃO DOS DISCÍPULOS
Os discípulos de Jesus têm uma missão a cumprir, a de propagar a mensagem do Reino de Deus (Mt. 4.23; Lc. 4.44). Viver a partir do Reino de Deus, e da sua justiça, deve ser o grande alvo de todo seguidor de Jesus (Mt. 6.33). Como seguidores de Cristo, não podemos mais adorar a nós mesmos, muito menos os valores do mundo, devemos viver para glória de Deus (Mt. 4.10). A ênfase no materialismo terreno, que é um dos principais valores da sociedade contemporânea, não é compatível com os valores do Reino de Deus (Mt. 6.20,21). A produção de frutos espirituais é o alvo principal daqueles que seguem após Cristo (Jo. 15.7-8). Isso se torna possível quando permanecemos nEle, quando ouvimos Suas palavras (Mt. 7.24,25), e nos dispomos a obedecê-la (Jo. 10.27; 14.23). O amor a Jesus acima de qualquer coisa, até mesmo de qualquer pessoa, é uma das características do verdadeiro discípulo (Mt. 10.37). A cruz do discipulado não pode ser desprezada, não existe um discípulo genuíno de Cristo sem cruz (Mt. 10.38,39). Alguns deles serão sacrificados por causa da sua disposição para segui-LO, mas como uma semente depositada na terra, gerarão muitos frutos (Jo. 12.24-25). O discipulado, como o próprio termo o determina, é uma vida constate de aprendizado, a fim de tomar o jugo de Jesus (Mt. 11.28-30). E finalmente, os discípulos de Jesus têm expectativas em relação ao futuro, eles não perdem a esperança mesmo nos momentos difíceis (Lc. 12.35-37).

CONCLUSÃO
Os discípulos de Jesus foram chamados para uma missão, a de proclamar e viver a partir dos valores do Reino de Deus. De igual modo, todos aqueles que seguem após Ele, devem viver com base nas palavras do Mestre. O custo do discipulado continua posto, os que quiserem segui-Lo devem continuar carregando a sua cruz, sobretudo negando a Si mesmo, submetendo-se ao senhorio de Cristo.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Pecado é coisa séria: “Os efeitos do pecado nos relacionamentos


Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;
Romanos 5:12

Neste estudo sobre o Pecado, vamos estar abordando os efeitos do pecado sobre o relacionamento com outras pessoas.
Com a entrada do pecado na humanidade através da rebelião do Éden o homem tornou-se não só inimigo de Deus, mas de toda a criação no geral. A bíblia registra o primeiro homicídio que foi cometido por Caim quando matou seu irmão Abel. Os relacionamentos foram abalados por conta da queda, assim como o pecado afastou o Ser humano de Deus ele também afasta as pessoas umas das outras. A ONU “Organização das Nações Unidas” busca de todas as formas interagir entre os representantes dos países com o propósito de manter a paz mundial onde cada ano que se passa tem se tornado algo quase que impossível. O cinema em forma de arte aborda o assunto paz como algo que traz esperança para um mundo melhor. Não se pode tentar encontrar o remédio quando não se sabe o problema. O mundo tenta de todas as formas resolver o problema das guerras civis, conflitos interpessoais, criminalidade que vem devastando o mundo atual. O único meio de entender tudo que está acontecendo no contexto dos relacionamentos interpessoais é buscando sua origem na bíblia.
Tiago 4:1-2 – “De onde vêm às guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?2 – Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis”.
O pecado também tem efeitos poderosos sobre os relacionamentos entre os homens. Um dos mais significativos é a proliferação da competição. Uma vez que o pecado torna a pessoa cada vez mais egocêntrica e egoísta, é inevitável que haja conflito com os outros. Desejamos a mesma posição, a mesma pessoa como cônjuge, o mesmo carro que o outro. Não importa se para ser feliz o outro precise ser penalizado, pois o que está em jogo é a minha satisfação. Perdemos a capacidade de ser empático com os outros. O ser humano está preocupado com os seus desejos, sua reputação e suas opiniões pessoais. Esse pensamento é o oposto do que Paulo ensina no livro de Fp. 2: 3-5. A ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.Ser empático é ter compaixão “sentir o mesmo sentimento que outrem”, oposto a apatia que significa sem sentimentos. O pecado tem tornado desde os tempos remotos, a humanidade “seca” desprovida de sentimentos de empatia.
Outro fator que está enraizado na humanidade após a queda é a rejeição a autoridade: A proposta da “serpente”, Satanás foi que no dia que provássemos o fruto proibido seriamos iguais a Deus. Incitando Adão e Eva a rejeitarem a autoridade de Deus, rebelando-se contra seu criador. Depois daquele dia não parou mais, o homem tornou-se especialista em rejeitar autoridade. A começar em casa: Os filhos já não obedecem aos pais, na escola os alunos não respeitam os professores, os jovens tripudiam diante das autoridades constituídas. Objetivo de Satanás é implantar um governo anárquico que traga desordem, o de Deus uma teocracia. A quebra de autoridade tem a sua origem em lúcifer, ele foi o primeiro a cometer este pecado e provou das consequências dessa atitude maligna da qual trouxe um juízo irrevogável onde para ele não existe mais perdão. É por esse motivo que o pecado exalta o coração humano trazendo a ilusão de que ele é o centro de tudo e que não precisa se submeter a autoridade de ninguém.  Enfim o pecado torna o homem incapaz de amar. Uma vez que enxerga os outros como uma ameaça, pois ele é um adversário nesta grande competição que se chama vida. É impossível agir para o bem-estar pleno dos outros quando se está em busca da sua própria satisfação. O pecado é uma questão séria, seus efeitos se alastram e afetam o relacionamento com Deus, consigo mesmo e com os outros. A cura para estes males que o pecado traz como consequência é a palavra de Deus. Quando não se conhece a Cristo esses sentimentos são toleráveis no que diz respeito aos ímpios, mas para o salvo não condiz com o caráter de Cristo. A regeneração gera uma nova natureza dentro do ser humano, nela está intrínseca a mente de Cristo que reproduz a lei moral de Deus de forma que o homem abandona as coisas velhas para viver em novidade de vida.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

TENTAÇÃO DE JESUS


Lição 4 - 26 de Abril de 2015
Texto Áureo: Hebreus 4.15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Leitura Bíblica em Classe: Lucas 4.1-13

CORPO, ALMA E ESPÍRITO SÃO OS TRÊS ALVOS DAS TENTAÇÕES DO DIABO

Introdução: A tentação é algo que se manifesta em todas as áreas, tanto física, mental ou espiritual.
No âmbito religioso, a tentação em muitas situações é incitada por parte do Diabo. 
O Diabo tem um poder de persuasão muito convincente e pode provocar o indivíduo levando-o a fazer ou a deixar de fazer algo, aproveitando das suas fraquezas para afastá-lo de Deus. (Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Embora muitos crentes ignorem isso no seu dia a dia, a realidade é que vivemos uma luta constante contra as tentações que nos induzem a enveredar pelo caminho mais fácil, mas afastados dos preceitos divinos. O apóstolo Paulo enfrentou vários tipos de adversidades sabendo o Diabo estava por trás de muitas coisas pelo qual ele passou. (Porque não ignoramos os seus ardís.

2 Coríntios 2:11) Jesus alertou quanto ao cuidado com as tentações: (Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Mateus 26:41). Paulo também instruiu os gálatas a respeito da luta contra a carne e o espírito: (Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Gálatas 5:17). Uma das maiores defesas para não entrarmos em tentação é seguir este conselho do apóstolo Paulo: (Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Gálatas 5:16). Também a sujeição a Deus é uma das formas de resistirmos do Diabo e se nos sujeitarmos ao Senhor acontecerá o seguinte com ele: (Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Tiago 4:7).

1) O PRIMEIRO HOMEM FALHOU NO JARDIM, MAS O SEGUNDO TRIUNFOU NO DESERTO 
- Lucas 4.1 E JESUS, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;
Adão estava num jardim completamente farto de árvores frutíferas e nada lhe faltava na questão alimentícia, e foi nessa condição que foi submetido por Deus a um teste de fidelidade o qual revelaria o seu verdadeiro caráter. Deus havia dado um único mandamento para Adão o qual deveria ser rigorosamente obedecido. O mandamento como sabemos era não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Como o mandamento foi dado a Adão, o Diabo não foi tentá-lo diretamente, pois certamente Adão não cairia nessa tentação. Como o mandamento não foi dado diretamente a Eva, foi ai que o Diabo maquinou sua estratégia tentando-a a comer do fruto proibido. Assim Eva cedeu facilmente a tentação comendo do fruto e vendo que nada lhe tinha acontecido convenceu Adão a fazê-lo, e ele também comeu do fruto. Com isso o pecado entrou no mundo e o Diabo que conseguiu seu intento com Adão, agora vai até Jesus no deserto para tentá-lo, tanto na área física, mental e espiritual.

2) SÓ TRIUNFA SOBRE AS TENTAÇÕES DO DIABO QUEM ANDA NO ESPÍRITO E NÃO CARNE - Lucas 4.2 E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.
Foram quarenta dias de jejum, onde absteve a sua carne de qualquer tipo de alimentação. Assim Jesus não alimentou a sua carne nesse período, e sim o seu espírito. Através de muita oração, comunhão, e meditação com o Pai, ele deu todo alimento necessário ao seu espírito para passar por aquela grande provação. (Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:8). Jesus viveu em êxtase contínuo, durante o qual as necessidades do corpo dele foram milagrosamente satisfeitas.

3) QUEM ANDA NA CARNE NÃO DISCERNE OS ARDIZ DO DIABO ISSO É SÓ NO ESPÍRITO -
Lucas 4.3 E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
O Diabo sabe manifestar toda a sua astúcia e toda a sua habilidade e foi isso que ele usou contra Cristo. Contando com a fome que o Salvador estava sentindo, Satanás lançou mão desse fato para desferir o seu primeiro golpe tentando gerar dúvidas em Jesus quanto a sua filiação divina. (Se tu és Filho de Deus manda que essas pedras se transformem em pães). Essa expressão provocadora foi duas vezes usada pelo tentador em suas sutis sugestões. Pouco antes de o Diabo lançar dúvidas quanto à filiação de Jesus, na ocasião do seu batismo, a voz do Pai havia falado com suficiente clareza para confirmar o Filho, e certamente o Diabo e seus demônios havia escutado. Assim o Diabo lançou um desafio para que Jesus buscasse uma certeza maior. O Diabo provocou e intencionou em tocar de maneira mais intensa, no amor-próprio de Jesus com intenção de tentá-lo a pecar. Sutilmente Satanás procurou fazer Jesus utilizar o dom de milagres concedido a Ele pelo Espírito Santo em coisa de interesse pessoal. Jesus despojado de toda a sua glória haveria de sofrer fome como um simples mortal naquele desolado deserto e como simples mortal deveria buscar o alimento sem o uso do seu dom.

4) É SÓ NO ESPÍRITO QUE O HOMEM NÃO IRÁ FALHAR NOS MOMENTOS DE PROVAÇÃO 
 Lucas 4.4 E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.
Se Jesus desse ouvido ao Diabo teria se subordinado a vontade do dele e colocado a necessidade da Sua natureza humana acima da sua natureza divina, transformando o divino em meio de satisfazer o humano. Esta ordem não pode ser invertida, pois foi estabelecida por Deus. Jesus tinha conhecimento disso e rejeitou energicamente esse primeiro ataque fazendo uso da acertada e invencível Palavra de Deus. (Está escrito, não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus Mt 4.4).

5) AS PROVAÇÕES DO CRENTE SÃO CONTÍNUAS, POIS O DIABO SEMPRE MUDA DE PLANOS 
Lucas 4.5 E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.
Satanás queria deslumbrar Jesus com uma visão espetacular do mundo físico no sentido de que Ele pudesse governar o mundo sob a sua influência, e diabólica direção. Era outra tentativa que ele havia planejado para enganar Jesus, como se Ele pudesse ser enganado. Essa é uma das tentações mais usadas pelo inimigo contra o homem. Quantos têm feito pacto com Satanás para obter riquezas, poder e fama. Quando Jesus advertiu que surgiriam falsos apóstolos, pastores que fariam prodígios e milagres que se possível enganariam até os escolhidos, isso não deixa de ser uma realidade em nossos dias. Só que as ofertas e ajudas de Satanás estão muito distantes de ser gratuita.

6) NOS PLANOS DO DIABO ELE PROVOCA A AMBIÇÃO DO HOMEM COM SUAS OFERTAS 
Lucas 4.6 E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
Satanás se descreve como o legítimo dono e governante deste mundo. Na realidade por vontade permissiva de Deus, o Diabo chamado de deus deste século é o posseiro do mundo até que Jesus o derrote definitivamente no final da grande tribulação, quando assumira o seu reino. Portanto o que ele ofereceu a Jesus era de fato real. A trama do inimigo era facilitar as coisas para que Jesus aceitasse e assim não precisaria se sacrificar na cruz do calvário.

7) QUEM ACEITA AS OFERTAS DO DIABO RECONHECE SUA AUTORIDADE SOBRE SUA VIDA 
Lucas 4.7 Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
Satanás mesmo sabendo que a posse deste mundo é temporária, ele se atreveu a oferecer ao Senhor com uma exigência extremamente ousada. Ele sugeriu que Jesus se prostrasse diante dele e o adorasse imaginando que se o Senhor o aceitasse ele sairia vitorioso e todo plano de salvação divino estaria perdido. Livrar-se de Jesus o Seu executor era um grande plano do Diabo no sentido de escapar da sua condenação eterna.

 8) A AUTORIDADE E ADORAÇÃO A DEUS DEVE SER DECLARADA À TODA OFERTA DO DIABO 
Lucas 4.8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.
Nas almas comuns, a possibilidade de adquirir os bens terrenos excita ao máximo o desejo de possuí-los e de desfrutá-los. Como o homem tem essa fraqueza o Diabo age para despertar essa cobiça na quais muitos caem nela porque não conseguem dizer: passa para trás de mim Satanás, assim como fez o Senhor Jesus. Deus é exclusivista com os seus adoradores, pois não divide a Sua glória com outrem.

9) NAS OFERTAS DO DIABO ELE USA DÚVIDAS QUANTO A FILIAÇÃO DO HOMEM COM DEUS 
Lucas 4.9 Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
Jesus tolerou que Satanás o transportasse até Jerusalém no pináculo do templo para lançar mais um desafio. A tática diabólica dessa vez foi usar uma citação bíblica atrevendo-se a usar a Palavra para justificar a sua odiosa proposta. O plano era que Jesus saltasse do pináculo de templo e que os anjos recebessem ordem do Salvador para que o amparasse na queda. Se Jesus caísse nessa tentação, iria impressionar os judeus, que andavam, a todo o momento, pelos pátios do templo e, ao mesmo tempo, seria aclamado como o esperado libertador e assim não precisaria ir ao sacrifício da cruz. Jesus também fez uso da palavra quando retrucou: (Também está escrito: Não tentarás o Senhor; teu Deus Mt 4.7).

10) A FILIAÇÃO DO HOMEM COM DEUS NÃO O AUTORIZA TENTAR DEUS COM EXCESSOS
Lucas 4.10 Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,
Jesus sabia que se cedesse a proposta do Diabo estaria tentando a Deus. Seria forçar Deus a operar milagres para satisfazer atos de exibicionismo como muitos ministros do evangelho procuram fazer para enganar o povo de Deus. Jesus se privou de realizar um ato pecaminoso proposto pelo Diabo. Jesus não precisava disso para comprovar a sua missão celestial.

11) O HOMEM NÃO PODE EXCEDER NO PODER QUE DEUS LHE CONFERE PARA LHE SERVIR 
Lucas 4.11 E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
O Diabo preparou uma armadilha, mas Jesus não caiu nela, pois sabia que fazer o que Satanás lhe propunha equivaleria a substituir a fé pela conjectura, e a submissão à direção de Deus e assim se exporia a autodestruição. Era a falsa confiança no Pai, que o Diabo pedia a Jesus nessa tentação. Deus não tolera, mas condena e castiga a imprudência de jogar com a providência, lançar-se impulsivamente a um perigo totalmente injustificado. Se Jesus atendesse essa proposta do Diabo, Ele cairia e se estatelaria no chão do templo, pois estava completamente na condição humana e era nessa condição que cumpriria Sua missão até o fim. O Diabo pode citar as Escrituras para realizar os seus propósitos.

12) QUEM SERVE AO SENHOR NÃO PODE TENTÁ-LO A FAZER MILAGRES POR EXIBIÇÃO
Lucas 4.12 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.
Se seguirmos a vontade de Deus as promessas Dele são eficazes em qualquer crise em que formos lançados. Ninguém tem o direito de desafiar as promessas e a boa vontade de Deus. Jesus não poderia expor-se desnecessariamente ao perigo apenas para observar a reação de seu Pai, isto equivaleria em um grande pecado e se isso acontecesse sua missão falharia e toda humanidade estaria perdida. O Diabo trabalha para exercer em nós uma falsa confiança, a mesma que ele insistiu para que Jesus exercesse. Não tentarás o Senhor seu Deus é a resposta a tudo isso e foi assim que Jesus venceu mais esta tentação.

13) O DIABO NÃO DERROTANDO O HOMEM NAS TENTAÇÕES NÃO SIGNIFICA QUE DESISTIU 
Lucas 4.13 E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
Satanás após essa tentação frustrada afastou-se de Jesus até um momento mais oportuno. Significa que o Diabo não desiste das suas empreitadas e, assim aguardaria um momento oportuno para agir novamente. É preciso entender que quando ele não consegue atingir os seus propósitos e se sente derrotado, isso faz com que a sua irritação aumente ainda mais. No transcorrer do ministério de Jesus observamos que Satanás não investe mais pessoalmente como fez nessa tentação, pelo contrário ele muda as suas estratégias usando pessoas para tentar atingir o Senhor. Não costume se vangloriar diante do Diabo achando que você é o tal diante dele, é preciso lembrar que ele anda ao derredor rugindo como leão, buscando alguém que possa tragar.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A INFÂNCIA DE JESUS


Lição 3 - 19 de Abril de 2015

Texto Áureo: Lucas 2.52 E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.
Leitura Bíblica em Classe: Lucas 2.46-49; 3.21,22

AS FASES DO DESENVOLVIMENTO DA INFÂNCIA DE JESUS
Introdução: Nada se fala sobre a infância de Jesus desde que os seus pais regressaram do Egito onde ficaram refugiados até a morte de Herodes que tinha intenção de matá-lo. Com Ele ainda bebê sua mãe Maria e seu padrasto José foram morar em Nazaré onde Jesus como todo ser humano precisou apreender, desenvolver-se e amadurecer. Quando Jesus tinha doze anos de idade, seus pais foram ao Templo em Jerusalém como sempre faziam anualmente e foi nessa incursão que podemos chegar a algumas conclusões a seu respeito no que concerne a sua infância. Isso se deu quando retornavam para Nazaré e esqueceram Jesus em Jerusalém e ao darem falta dele voltaram encontrando-O entre os doutores da lei debatendo sobre as Escrituras. Isso mostra que Jesus desde pequeno foi instruído nas sagradas letras desenvolvendo um grande conhecimento e sabedoria da palavra. É sabido também que Jesus aprendeu com o padrasto o ofício de carpinteiro e após a morte do seu padrasto tornou-se arrimo da família vendendo moveis que Ele fabricava. Em toda sua fase de crescimento como criança, adolescente e moço, não há registro de qualquer feito milagroso partindo dele. Isso porque Jesus estava despojado de toda a sua glória e poder e nesse período viveu em Nazaré como qualquer outro ser humano. Seu primeiro milagre só é relatado após ser batizado no Jordão quando foi ungido pelo Espírito Santo e numa ação conjunta com este passou a exercer o seu ministério terreno, e esse primeiro milagre é visto quando transformou água em vinho nas bodas de Caná.

I – O EXEMPLO DE JESUS NO SEU DESENVOLVIMENTO FÍSICO
1. A diferença corpórea de Jesus para nós é que Ele não tinha pecado - Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Hebreus 4:15
Sendo o Filho Unigênito de Deus, não usou dessas prerrogativas e despojado de todo o poder quando ministrava aqui na terra em um corpo humano, Ele passou por tudo o que passamos e muito mais. Sendo totalmente sem pecado certamente sofreu todo o tipo de tentações e provações de uma maneira mais forte do que nós. Isto porque satanás tinha grande interesse que Jesus pecasse, pois era a única forma de poder derrotá-lo. Apesar de ter sido tentado, Cristo não pecou e pode nos ajudar quando enfrentarmos tentações. Jesus nunca falhou em qualquer sentido e devemos procurar seguir o seu exemplo.
2. Assim como somos, Jesus também tinha todas as necessidades físicas - E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. João 4:6
Jesus passou pelas experiências normais da vida humana e é capaz de identificar-se conosco em cada uma delas. Jesus passando por Samaria sentou-se junto ao poço de Jacó enquanto seus discípulos foram à cidade comprar comida. Jesus estava cansado, faminto e sedento revelando assim a sua condição totalmente humana sentindo todas as necessidades que qualquer homem tem.

II – O EXEMPLO DE JESUS NO SEU DESENVOLVIMENTO SOCIAL
1. Jesus como todo bom filho conviveu em obediência aos seus pais - E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. Lucas 2:51
Jesus era sujeito aos seus pais como todo filho deve ser. Ele era obediente as ordens dos seus pais dando a todas as crianças um exemplo para que também sejam obedientes e respeitosas aos seus pais. A sua mãe, embora não compreendesse perfeitamente as palavras do Filho, ainda assim guardava no coração, na esperança que mais adiante elas fossem compreendidas e fazer uso delas.
2. Jesus aprendeu o que foi necessário na parte secular e espiritual - Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. Marcos 6:3 - E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. Lucas 4:16
Jesus não ficou na ociosidade na sua fase de crescimento, muito pelo contrário, Ele aprendeu os ofícios de carpinteiro, profissão essa que exerceu até completar os trinta anos de idade. Também foi instruído nas Escrituras Sagradas e isso mostra que todo seu tempo era ocupado, tanto na área secular, como na área espiritual. O povo, principalmente os de Nazaré, cidade onde Jesus morava, não aceitava sob hipótese alguma crerem que Jesus era o Messias enviado por Deus. Não aceitavam crer que o Messias moraria numa cidade pequena e mais ainda, trabalhando como um simples carpinteiro. O Senhor se humilhou assumindo a forma de servo para nos redimir do nosso estado pecaminoso. Jesus detestava a ociosidade e certamente não se agrada daqueles que vivem nessa condição. É melhor assumir qualquer atividade cansativa, que proporcionem um modo de vida simples, do que viver entregue à preguiça.

III – O EXEMPLO DE JESUS NO SEU DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO
1. Jesus desenvolveu em todo seu crescimento a parte mental e psicológica - E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. Lucas 2.46 - Lucas 2.47 E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.
Quando os seus pais O levaram consigo para adorar a Deus no templo em Jerusalém, certamente muitas crianças que foram nessa incursão com os seus pais preferiam estar brincando, mas Jesus já aos doze anos preferia aquilo que lhe era útil. Assim ficou entre os doutores da lei aprendendo com eles e também compartilhando a sua sabedoria que foi admirada por todos que ali estavam.
2. Jesus aprendeu a controlar seus impulsos emocionais mesmo sob pressão - Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29 - Lucas 2.49 E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?
Mesmo sendo chamado à atenção por sua mãe Jesus não retrucou asperamente, pois tinha um modo muito manso para responder a todas as pessoas, inclusive aos seus pais. Esse modo de agir e responder com sabedoria foi desenvolvida na sua infância e, assim procurava passar essa desenvoltura adquirida para que outros seguissem o seu exemplo. Jesus em seu ministério foi muito instigado pelas autoridades religiosas e muitas vezes com ofensas. Porém sempre mostrou serenidade e equilíbrio para responder as interpelações que lhe faziam.

IV – O EXEMPLO DE JESUS NO SEU DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
1. Jesus era cônscio de estar sob a graça e isso o fortalecia espiritualmente - E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens. Lucas 2:52 - Lucas 3.21 E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu;
Como revela a Escritura, Jesus nas suas fases de crescimento se dedicava a uma vida de oração, pois Ele se fortalecia em espírito, também era um grande estudioso da palavra, pois era cheio de sabedoria e cheio da graça de Deus. Isso mostra que Deus o amava e tinha um enorme carinho para com Ele. Ele identificou-se com os pecadores na questão do batismo nas águas, embora sendo o Filho perfeito de Deus não precisava arrepender-se de pecado algum e nem ser batizado. Ele revelou que o motivo do seu batismo dizendo: "porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça". O Seu desenvolvimento espiritual atingiu o ápice no momento do batismo, quando o Pai confirmou o início do seu ministério.

2. Jesus se preparou em todos os sentidos e soube esperar o tempo de agir - E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. Lucas 2:46 - Lucas 3.22 E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.
Mesmo tendo aos doze anos de idade um grande conhecimento das Escrituras, fato esse demonstrado aos doutores da lei quando esteve em Jerusalém, Jesus não se antecipou a exercer o seu ministério terreno antes do tempo a qual estava predestinado. Esse é um exemplo para muitos afoitos que se precipitam a exercer um ministério querendo passar a frente de Deus O apóstolo Paulo se preparou após a sua chamada e aguardou o momento da sua separação para iniciar o seu ministério apostólico junto com Barnabé. Jesus até o momento do seu batismo não estava revestido pelo poder do Espírito Santo, e isso só veio acontecer no momento do seu batismo cumprindo assim o que está escrito no livro do profeta Isaías: (O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;


Isaías 61:1).   

Quem pode tomar a Santa Ceia?

  De acordo com a Bíblia, se você é salvo, você pode tomar a Santa Ceia.   Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar da Santa Cei...