sábado, 5 de setembro de 2015

O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
                                                                   



 Texto Áureo  II Tm. 4.7  – Leitura Bíblica  I Tm. 4.6-17

INTRODUÇÃO
Este é o capítulo final da II Epístola de Paulo a Timóteo, nele nos deparamos com informações bastante pessoais a respeito dos últimos dias do Apóstolo na terra. Inicialmente, conforme veremos na lição, ele mostra confiança em Deus diante da morte. Posteriormente, lamenta pelo abandono de alguns daqueles que se diziam companheiros de ministério. Ao final, demonstra sua firmeza em Cristo, que jamais o abandonou, também expressa suas considerações pelo fieis cooperadores de ministério.

1. O OBREIRO DIANTE DA MORTE
De acordo com a tradição, Paulo foi decapitado na Via Ápia, após trinta anos de trabalho como apóstolo do Senhor. Nessa Epístola encontramos aquelas que provavelmente foram as últimas palavras do Apóstolo: combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (II Tm. 3.7). Por meio dessa expressão Paulo revela sua convicção no reconhecimento do Senhor em relação à obra que desenvolveu. É importante que o obreiro cristão tenha a realidade da morte sempre diante dele. Não pode se esquecer de que um dia prestará contas de tudo que fez ou deixou de fazer para o Senhor, isso traz seriedade ao ministério. No caso de Paulo, ele sabia que “a coroa da justiça” o aguardava, e que a maior recompensa viria de Deus, e não dos homens. Mas antes ele demonstrou preocupação com a continuidade da obra, como se costuma de dizer, em “passar o bastão” adiante. Nem todos os obreiros têm esse cuidado, resultando em dificuldade para a obra do Senhor. Há obreiros tão apegados ao cargo que não preparam seus sucessores, agarram-se demasiadamente à função, e às vezes, delegam-na a pessoas que não foram vocacionadas. É bastante comum em algumas igrejas que a sucessão aconteça sempre no âmbito familiar, sendo essa inclusive uma condição colocada pelo obreiro para se afastar do pastorado. Mas O cuidado de Paulo é com a pregação da palavra, para que a sã doutrina seja propagada, e o evangelho de Jesus Cristo não seja vituperado (II Tm. 4.2). A igreja cristã não pode abrir mão da pregação, nada substitui a exposição da Palavra de Deus. A fim de tornar o culto “mais agradável” alguns pastores estão retirando a pregação dos púlpitos, ou reduzindo-a uns poucos minutos. Nos dias atuais, os quais as pessoas não resistem à sã doutrina, há líderes que estão fazendo concessões, e deixando de ensinar a Palavra, substituindo-a por fábulas meramente humanas, que agradam os ouvintes (II Tm. 4.3,4).

2. O OBREIRO DIANTE DO ABANDONO
Paulo já estava velho, mas não deixou de pregar o evangelho genuíno, mesmo estando em prisão. De igual modo, aqueles que professam a fé em Cristo, devem continuar vivendo no “porém”, cumprindo o ministério com integridade (II Tm. 4.6-8). Timóteo deveria dar continuidade ao ministério que Paulo havia iniciado, pois o Apóstolo tinha consciência que sua vida já estava sendo colocada no altar, e sendo oferecida como libação, pois a hora da sua partida estava se aproximando. Mas ele está consciente do prêmio que o Senhor lhe dará, não apenas para ele, mas a todos quantos amam a Sua vinda. Ele sabe que guardou, com toda segurança, como bom despenseiro, o tesouro do evangelho, que foi confiado aos seus cuidados. Todo obreiro deveria trabalhar com esse propósito em mente, convicto de que está labutando não apenas para homens, mas, sobretudo, para Deus. Se assim fizessem, teríamos menos disputas pastorais, engradeceríamos mais o ministério.  Por causa da política eclesiástica, aqueles que defendem o evangelho, como fez Paulo, acabam sendo abandonados pelos interesseiros. No final da vida Paulo estava sozinho, Demas, por amar o presente século, abandonou o Apóstolo. Pela necessidade do ministério, outros precisaram se deslocar para outras regiões. Mas Paulo não ficou totalmente só, Lucas, o médico amado, permaneceu com ele, certamente para auxilia-lo em suas enfermidades. Paulo lembra também de João Marcos, e pede para que o traga, reconhecendo sua utilidade para o ministério. João Marcos, que o havia abandonado em uma das viagens missionárias (At. 12.25), demonstrou ter amadurecido, tornando-se relevante para a obra de Deus (Cl. 4.10; Fm. 24; I Pe. 5.13). Os obreiros que fracassaram, principalmente os mais jovens, devem ter outra oportunidade, desde que se arrependam.  

3. CRISTO EM DEFESA DO OBREIRO
Apesar do abandono de alguns que estavam com Paulo, ele não perdeu sua confiança no Senhor, principalmente porque Ele o assistiu, e o revestiu de forças (II Tm. 4.17). Jesus é o Confortador dos obreiros fiéis, eles sabem que quando incompreendidos, podem derramar suas lágrimas aos pés do Salvador. O conforto também pode vir através de companheiros autênticos, como era o caso de Timóteo, a quem Paulo pede para que “venha depressa”. É alentador saber que podemos confiar em obreiros genuínos, pessoas como Timóteo e Epafrodito, que auxiliaram a Paulo em suas necessidades. O Apóstolo sabia que o inverno se avizinhava (II Tm. 4.21), por isso pediu a Timóteo que trouxesse sua capa, que havia deixado em Trôade, na casa de Carpo (II Tm. 4.13). Os estudiosos explicam que essa se tratava de um vestuário de tecido grosso, em modelo circular com uma abertura para a cabeça. Há quem especule que Paulo teria sido preso na casa de Carpo, e que na ocasião da prisão não teve tempo para pegar seus pertences (At. 20). Paulo também sentiu falta dos seus livros, “especialmente os pergaminhos” (II Tm. 4.13), ao que tudo indica, a versão do Antigo Testamento em grego. É uma pena que alguns crentes desprezem a leitura, é triste constatar que alguns obreiros, que deveriam se dedicar ao estudo, o considerem desnecessário. Não devemos esquecer a instrução dada a Timóteo, em II Tm. 3.16,17, em relação à autoridade e proveito das Escrituras. A Palavra de Deus é o fundamento, não apenas para a pregação, mas para que esse encontre alento nos momentos de adversidade. Diante do julgamento, Paulo encontrou guarida nos pés do Senhor, e firmeza em Sua palavra. Principalmente quando Alexandre, o latoeiro, lhe causou muitos males, e na sua primeira defesa, quando ninguém o assistiu.

CONCLUSÃO
O obreiro cristão sabe que a morte não é o fim, por isso a enfrentam com coragem, sobretudo resignação. Há líderes que, influenciados pelo espírito secularista, ficam perplexos somente em pensar na possibilidade da morte. Evidentemente a grande esperança do cristão é o arrebatamento, que acontecerá logo após a ressurreição dos mortos em Cristo (I Ts. 4.13-18). Mas é possível que a morte chegue antes do arrebatamento, por isso devemos permanecer firmes, e esperançosos em relação ao futuro. Sabemos que quando esse tabernáculo terreno se desfizer, temos da parte de Deus uma morada eterna (II Co. 5.1) e que estaremos com Cristo, o que e consideravelmente melhor (Fp. 1.23).

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A Parábola de Jesus Sobre Remendo Novo, Veste Velha


“Ninguém deita remendo de pano novo, em veste velha, porque semelhanteremendo rompe a veste e faz-se maior a rotura” Mt 9:16
Quando Jesus falou sobre veste e remendo, Ele estava diante de alguns discípulos de João Batista que o interrogavam sobre jejum. A necessidade de tal pratica também era observada com afinco pelo clero fariseu. Antes de proferir essa parábolaJesus havia se deparado com fariseus e escribas criticando seu modo de viver: “ Por que come vosso mestre com os publicanos e pecadores? (Mt 9:11) Ele blasfema (Mt 9:3), rogaram para que Jesus se retirasse de seu território ( Mt 9: 34)". Imaginar Jesus salvando vidas com todo amor e bondade de Sua alma e recebendo olhares e palavras ríspidas como recompensa.  Mas Ele não desistia, nem se intimidava com a perseguição, muito pelo contrário, todo o tempo possível era usado para curar corações. Pessoas, vidas, esse era o maior alvo do Mestre.

Costureiras sempre dizem que é mais fácil e prático fazer uma peça nova do que concertar uma antiga. Remendos são soluções provisórias para prolongar a vida útil de uma veste e a palavra grega usada por Jesus sobre remendo foi“Agnaphos”, indicando um tipo de tecido inacabado, de algodão e fibrasainda desalinhadas. Ou seja, um tecido que  precisaria de retoques especiaispara poder ser utilizado e nunca em veste velha, caso contrário, com a subsequente lavagem, ou mesmo com a força da linha de costura, o rasgo se tornaria ainda maior. A fraqueza do tecido velho, não suportaria a junção e resistência do novo. Que significado teria essa parábola de Jesus?

Interessante perceber a referência ao tipo de tecido usado para remendo e a contextualização da conversa que girava em torno de fariseus e discípulos de João batista: “ Podem porventura andarem tristes os filhos das bodas , enquanto o esposo está com eles? Dias, porém virão, em que lhes será tirado o esposo, então jejuarão. Ninguém deita remendo  de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste e torna ainda maior a rotura” Mt 9: 15:16. O tecido novo  era o próprio Jesus, a Nova Aliança da graça e a roupa velha, era a lei, todo o sistema religioso que dominava os fariseus, escribas e religiosos da época que não compreendiam os requisitos para o Novo Reino: arrependimento, perdão, novo nascimento.

Jesus estava com eles, e Ele era maior que toda e qualquer regra, a santidade consistia em se aproximar Dele e recebê-Lo no coração como novo homem, com nova vida. Era impossível seguir Jesus e continuar servindo ao antigo sistema de obras e tradições. A Nova Aliança, era aquele tecido inacabado, porque Jesusainda seria morto e ressuscitaria para cumprir definitivamente o plano salvífico. Os filhos das bodas eram os discípulos. Jesus o esposo, O noivo que seria tirado, ou seja, após a ressurreição, seria elevado ao céu (Atos 1:9) paraaguardar o cumprimento dos tempos. Apesar da comparação entre antiga e nova aliança, veste velha e remendo novo, Jesus aponta para um futuro em que os corações dos homens seriam comparados a vestes novas, brancas, completas, sem remendos. Uma transformação possível através da fé e não de tradições. Do amor, e não da religião. Da graça que se cumpre com a ação do Espírito santo em nós, pecadores como Saulo que se fez Paulo. Eis o reino de vestes que não precisariam de remendos.

Pode-se fazer uma comparação fiel entre a parábola de Jesus e esses versos de Efésios:
E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo,  Efésios 4:17-20

O velho homem, de vestes velhas.

É vaidoso, ignorante, duro de coração, separado de Deus, enganado quanto a si mesmo, voltado para imoralidade e sem sentimento.

E quando observei o significado real de “sem sentimento”, pude compreender melhor o estado do homem que vive sem Cristo.  “Sem sentimento” é a traduçãopara “parar de vigiar, de se preocupar”.  A veste velha é como esse homem que se acostuma ao pecado e já não liga mais para o que Deus pensa sobre ele. Se perde o temor, o amor e procura agradar somente a si mesmo. Os remendos surgem com muitas cores e tamanhos: “idas a igrejas, vida fora de suspeita, evangelho vivido de forma emocional , superficial, mas nada de transformação, de rasgar as antigas vestes e vestir as novas para aguardar a volta do Noivo”.

Sinceramente temi por minha vida ao fazer esse estudo. Temi por não querer me tornar essa veste velha, acostumada com o pecado e enganada sobre mim mesma. Porque a lei, a letra, os costumes, matam o amor e a fé, esfriam o relacionamento com Cristo Jesus. Quero muito ser como uma noiva preparadapara receber O noivo, vigiando e procurando agradar a Deus acima de tudo.

Que possamos compreender e viver o que Jesus
 nos ensinou.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

APROVADOS POR DEUS EM CRISTO JESUS

Lição 08


                               Texto Áureo  II Tm. 2.15  – Leitura Bíblica  I Tm. 2.1-18

INTRODUÇÃO
Nesta seção da II Epístola de Paulo a Timóteo, somos instruídos pelo Apóstolo a viver em santidade, fundamentados na Palavra. Veremos na aula de hoje que Paulo orienta Timóteo a ser obreiro aprovado, e que não tenha do que se envergonhar. Em seguida, faz a distinção entre os obreiros que honram e desonram o trabalho de Deus, comparando-os a vasos de ouro, prata, madeira e barro. Ao final, faz advertências a Timóteo, bem como à Igreja, para que não se envolvam em questões loucas, e contendas que a nada levam, e que não resultam em edificação.

1. OBREIRO APROVADO POR DEUS
Paulo é um exemplo de obreiro aprovado por Deus, isso porque suporta todas as coisas por amor dos eleitos (II Tm. 2.10). Uma das características primordiais de um obreiro aprovado é sua disposição para sofrer por causa de Cristo e Sua igreja, uma demonstração de amor ao evangelho (II Co. 11.16-23; Rm. 8.35-39). Essa é uma mensagem que contradiz a doutrina triunfalista comumente apregoada nos arraiais evangélicos. Há pastores que não querem mais se sacrificar pelo rebanho. Diferentemente destes, Paulo está disposto a suportar todas as coisas a fim de que, por meio de seu ministério, as pessoas sejam salvas eternamente em Cristo (II Tm. 2.11-13). O obreiro dedicado a Deus não pode fugir da sua responsabilidade, deve ser fiel, mesmo diante das perseguições, pois o Deus a quem servimos permanece fiel, em todas as circunstâncias. É preciso ter cuidado para não se envolver em discussões loucas, contendas desnecessárias, totalmente inúteis (II Tm. 2.14). Existem obreiros que estudam, mas tão somente para demonstrar erudição, sem compromisso com a verdade exarada na Palavra de Deus. O conhecimento bíblico-teológico é fundamental ao exercício do pastorado, mas não deve ser instrumento de arrogância. Os falsos mestres que se infiltraram em Éfeso, como alguns que conhecemos atualmente, debatam assuntos que desconhecem, e que não estão revelados nas Sagradas Escrituras. Para demonstrarem uma espiritualidade superior, arrogam sobre si um conhecimento especial, sem qualquer fundamentação bíblica. O obreiro aprovado por Deus maneja bem a palavra da verdade, ele não apenas conhece o texto bíblico, mas sabe também interpretá-lo, sem deturpar o conteúdo da mensagem (II Tm. 2.15, 16).

2. VASOS DE HONRA E DESONRA NA IGREJA
O Senhor conhece aqueles que são seus, existem muitos supostos mestres que andam pelas igrejas, que advogam serem conferencistas, mas na verdade não passam de enganadores. Uma das marcas dos verdadeiros mestres é a santidade, eles se apartam da injustiça e vivem para a glória de Deus (II Tm. 2.18,19). Como em uma mesma casa existem vasos de ouro e prata, bem como de madeira e barro, entre os obreiros existem aqueles que são para honra, e outros para desonra. A característica de um vaso de honra na casa de Deus é a pureza, a santificação, diferentemente daqueles que vivem na hipocrisia, e se entregam à lassidão moral (I Co. 15.33). Paulo dá uma orientação específica para Timóteo: “Fuja, porém, dos desejos da juventude, e vá pós a justiça, a fé, o amor, a paz com aqueles que invocam o Senhor de coração puro” (II Tm. 2.22). Os jovens pastores, ao que tudo indica, são mais susceptíveis às tentações, por isso devem ter cuidado redobrado. Satanás tentou a Cristo, de igual modo tentará distanciar os obreiros da comissão para a qual foram chamados. Mas como o Senhor poderemos vencer através da Palavra de Deus (Mt. 4.1-4), por meio dela fugiremos da tentação do prazer desenfreado, do poder descontrolado, e das possessões terrenas. Infelizmente muitos obreiros estão se deixando levar pelas propinas do Diabo, alguns deles justificam a desonestidade tratando o pecado com naturalidade. A hipocrisia está solapando o meio evangélico, há líderes que censuram determinadas práticas mundanas, mas dentro da igreja são vasos de desonra. Pastores que amam o presente século, que se dobram diante de Mamon, o deus deles não é o da Bíblia, mas o próprio ventre. O evangelho de Jesus Cristo tem sido deturpado por causa de alguns pastores televisivos, que por se encontrarem em evidência, passam para a sociedade um modelo de cristianismo que nada tem a ver com Cristo.

3. CONTENDAS DESNECESSÁRIAS
Em seguida Paulo instrui Timóteo a rejeitar as questões insensatas e ignorantes, isso porque servem apenas para gerar contendas desnecessárias. Existem falsos mestres na igreja que semeiam intrigas entre os irmãos, fundamentando-se em revelações particulares, distanciadas da Palavra. É preciso ter cuidado com o experiencialismo que predomina em algumas igrejas evangélicas, principalmente entre os pentecostais. Há crentes que não leem a Bíblia, não frequentam a Escola Dominical, não querem saber da doutrina e instrução na Palavra. Esses se tornam alvos fáceis dos falsos mestres, e geralmente disseminam heresias no seio da congregação. Ainda por cima arvoram serem mais espirituais do que os outros, alguns querem até ter maior autoridade que os ministros da igreja. Ao contrário da arrogância demonstrada por esses, os crentes devem ser amáveis com todos, qualificado para ensinar, paciente ante as injúrias, e que com mansidão devem corrigir os oponentes. Não adianta entrar em discussões infindas, que não levam à edificação espiritual, às vezes é melhor calar (II Tm. 2.23,24; I Pe. 2.21-24). É possível que, através de um comportamento de mansidão, até mesmo os falsos mestres venham a se arrepender dos seus procedimentos. Não podemos perder a esperança de conduzir as pessoas a Cristo, principalmente porque existem pessoas que estão sendo enganadas, e que se forem alertadas a tempo poderão abandonar o erro. Essas pessoas precisam ser constantemente advertidas, é importante que frequentem os trabalhos de ensino da igreja. Mas é necessário fazê-lo com cautela, com sólida formação bíblica, e equilíbrio espiritual, caso contrário, há o risco de se deixar conduzir por aqueles que apregoam doutrinas falsas.

CONCLUSÃO
Por causa do evangelho Paulo passou por adversidades, mas não fez concessões em relação ao conteúdo da mensagem. O exemplo do Apóstolo deve servir de motivação para todos os obreiros que desejam ser aprovados por Deus. Tal aprovação depende de uma vida alicerçada na Palavra de Deus, demonstrada em santificação. Uma vida piedosa poderá surtir efeito até mesmo entre os opositores. Na medida em que vivemos com amabilidade, poderemos conduzir alguns a Cristo, principalmente aqueles que estão sendo vítimas do engano.



Consumidores de Bênçãos


João 6.25-34
Em muitos lugares, as igrejas se tornaram como shopping centers e os cristãos se transformaram em consumidores. As pessoas vão às igrejas não motivadas pelo seu envolvimento com a pessoa de Jesus; mas pelo desejo de adquirir as bênçãos que Jesus pode dar.
Houve uma distorção do significado da fé bíblica. As pessoas, equivocadamente, pensam que fé é o poder sobrenatural que deve ser usado para conseguir dinheiro, casamento, emprego, estudo, prosperidade financeira e coisas do tipo; e que as pessoas devem ir à igreja para exercitarem a fé e conseguirem todas essas bênçãos. Entretanto, de acordo com a Bíblia, a fé genuína não está necessariamente relacionada com a aquisição de nenhuma dessas coisas. Se fosse assim, então os macumbeiros, os bruxos e os feiticeiros seriam pessoas cheias da fé bíblica.
Segundo a Bíblia, a fé está ligada ao seu relacionamento com Jesus, à maneira como você o vê, se aproxima dEle, se entrega a Ele e é mudado por Ele. Fé é deixar de lado os interesses pessoais e abraçar os interesses de Cristo; é abrir mão da própria vontade e realizar a vontade de Jesus; é deixar de buscar as coisas para si mesmo a fim de buscar o que Jesus deseja; é morrer para si mesmo a fim de viver para Deus.
É sobre isso que lemos em João 6.25-34. Portanto, já que a fé, segundo a Bíblia, é um envolvimento com a pessoa de Jesus, que conseqüências isso nos traz?
Devemos abandonar essa postura de buscadores de bênçãos
Os buscadores de bênçãos não estão tão interessados na pessoa de Jesus; eles estão interessados naquilo que Jesus pode fazer por eles. O buscador de bênçãos é como aquela pessoa que vai a uma loja fazer compras: ela não quer saber se o dono da loja está bem ou mal, feliz ou triste, com saúde ou doente. O seu interesse não é relacionado ao dono da loja, mas sim com o produto que o dono oferece. Assim também é o buscador de bênçãos: ele não quer nem saber de Jesus, só quer conseguir as suas bênçãos. Mas como identificá-los?
1. O buscador de bênçãos só corre atrás dos sinais
Ele sempre e UNICAMENTE corre atrás dos sinais, das maravilhas, dos milagres, dos eventos poderosos e dos moveres sobrenaturais. Toda a sua vida cristã é vivida SOMENTE em torno da busca de coisas novas, experiências “extravagantes” e bênçãos maravilhosas. Por isso, ele não consegue se firmar em uma única igreja. Ele está sempre “borboletando” em várias igrejas em busca de coisas cada vez mais surpreendentes.
Se, por exemplo, ele ouve que em determinada igreja está acontecendo uma campanha de oração por casamento, ele deixa de participar da sua comunidade para ir atrás da bênção; se em um certo local as pessoas estão caindo no chão de tanto rir, então ele vai passar um tempo nesse local; se ele ouve que em outra comunidade várias pessoas estão ganhando dinheiro, ele abandona a sua igreja e começa a participar dessa outra comunidade.
Era isso o que acontecia com aquelas pessoas que estavam seguindo a Jesus. Elas não se importavam com Ele nem se interessavam em colocar em prática os seus ensinamentos. Elas o seguiam apenas para terem experiências novas e diferentes. Num determinado momento, elas seguiam a Jesus por causa das curas que ele fazia e, em outro, iam atrás dele por causa dos sinais miraculosos (João 6.2;23).
2. O buscador de bênçãos só corre atrás da satisfação pessoal
Ele está preocupado UNICAMENTE consigo mesmo e com a satisfação dos seus desejos. Para ele, Deus é como o gênio da lâmpada mágica; alguém que está sempre disponível para satisfazer cada um dos seus desejos pessoais. A pergunta do buscador de bênçãos é apenas uma: “O que EU POSSO ganhar se começar a seguir a Jesus e se começar a freqüentar aquela igreja?” Se alguém lhe responder que os seus problemas vão ser resolvidos, que ele vai se sentir mais amado, que ele vai ser promovido na empresa, que ele se tornar um empresário, que ele vai prosperar nos negócios, então, rapidamente, ele decide seguir o que lhe foi apresentado.
Aqueles homens e mulheres que estavam seguindo a Jesus tinham essa mesma mentalidade consumidora. E Jesus sabia que era isso que estava acontecendo. Por isso Ele afirmou, no versículo 26: “A verdade é que vocês estão me procurando não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram SATISFEITOS.” Elas não tinha qualquer fé em Jesus. O que as motivava era a idéia capitalista de que seguir a Jesus poderia ser um bom negócio, uma boa fonte de renda e de prazeres consumistas.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lição 4 - 26 de Julho de 2015 Pastores e Diáconos

                                                     Lição 4 - 26 de Julho de 2015

 

Pastores e Diáconos
Texto Áureo: Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante,sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. I Timóteo 3.2

Leitura Bíblica em Classe: I Timóteo 3.1-4,8-13

Introdução: Houve um tempo em que as ordenações a ofícios na Igreja, tais como, pastores, presbíteros, bispos ou anciãos e diáconos obedecia a critérios rigorosos na separação para tal. É bem verdade que ainda existe essa prática em alguns ministérios, mas infelizmente não é em todos, pois há alguns ministérios que fazem essa ordenação por conveniência e não por qualificação do indivíduo. Se não bastasse isso, ainda tem indivíduos que se ordenam a um desses ofícios por conta própria e, geralmente o que mais buscam é o ofício de pastor. Essa febre de querer ser pastor e abrir igrejas a revelia na realidade não tem sido um bem para o evangelho e sim, um grande mal. O que implica é que quaisquer uns desses ofícios envolvem uma chamada de Deus para tal, e não somente isso, é também necessário que o postulante reúna várias qualificações para exercê-los. O que se observa em nossos dias é que muitos indivíduos tem se aventurado a exercer essas funções, sem qualquer qualificação para tal.

1) A SEPARAÇÃO DE UM PASTOR EXIGE QUE TENHA BOM CARÁTER

É uma ambição digna, mas não é qualquer um que pode exercer - 1 Timóteo 3.1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.

Desejar um cargo ou promoção no ministério não é errado, o errado é o indivíduo forçar uma situação para alcançar aquilo que deseja. É preciso entender que esses ofícios ministeriais não são para qualquer um. É uma ambição digna, porém para cada um desses ofícios existem exigências que o postulante não pode deixar de ignorar. Caso ignore e não respeite as condições impostas pela palavra de Deus, esse indivíduo estará afrontando a Deus, a palavra, o ministério, e se caracterizando como rebelde condição essa que implicará na sua salvação.

2) PARA ALGUÉM CHEGAR A SER PASTOR REQUER QUALIFICAÇÕES

A irrepreensibilidade em vários aspectos é o requisito condicional - 1 Timóteo 3.2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;

O ofício, seja de pastor, bispo, presbítero, ancião, estão enquadrados nos mesmos requisitos condicionais as suas qualificações. Nesse caso está envolvido o ministério pastoral e as condições exigidas para que seja um verdadeiro pastor. Além de ser necessária uma chamada ministerial vinda de Deus, é preciso que o indivíduo apresente um caráter irrepreensível, ou seja, não deve haver em sua vida qualquer coisa que o desabone diante dos outros, ou que satanás ou pessoas incrédulas usem para criticar ou atacar a Igreja. Não podemos nos considerar impecáveis em nossa conduta, porém devemos nos esforçar para sermos irrepreensíveis e acima de qualquer suspeita. Pastor que se divorcia por motivos que não seja o adultério, não pode se casar no outra. Caso assim o faça, não é mais digno de subir no púlpito e muito menos doutrinar a Igreja. Tem alguns pastores fazendo isso, sem qualquer temor de Deus. Por adultério, ou viuvez está de acordo com a palavra, fora disso está em pecado. Deve ser temperante, ou seja, manter o bom senso em todas as situações, como também ser sóbrio e sensato em todas as coisas. Deve ter sobriedade com a sua postura e principalmente com a palavra para não vulgarizar a mensagem com um comportamento tolo. A sua vida tanto exterior com interior deve ser exemplar, assim como no ensino e na doutrina. Ser hospitaleiro era uma condição usada em tempos passados, quando um obreiro ou visitante vinha de longe, geralmente o líder da igreja é que oferecia a hospedagem. Não é o caso de nossos dias onde há vários hotéis para isso. Ser apto para ensinar é uma das essenciais condições, pois quem não sabe manejar a palavra de Deus não pode ser separado para esse ofício.

3) A NOMEAÇÃO DE UM PASTOR É CONDICIONAL A SUA SOBRIEDADE

Apenas homens de conduta moderada podem exercer esse ofício - 1 Timóteo 3.3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;

Não dado ao vinho, significa não se embebedar, pois os bêbados ficarão de fora. Não violento significa que o pastor deve ser temperante, longânimo e ter domínio próprio. Deve ser cordato, significa que atender as pessoas com amabilidade e com atenção. Um pastor deve ser pacificador e inimigo de contendas. Não se pode diante de situações complicadas perder o equilíbrio emocional e agir destemperadamente. Não pode ser avarento também significa usar o ministério como um modo de ganhar dinheiro e geralmente para si próprio. Caso a Igreja tenha bons recursos o pastor deve usar parte desses recursos para ajudar os membros que estão passando por necessidade.  

4) O PASTOR DEVE SER CAPAZ DE GOVERNAR A SUA PRÓPRIA CASA

Quem não é capaz de cuidar dos seus não pode cuidar da igreja - 1 Timóteo 3.4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia

Para um pastor o seu lar e a Igreja devem ter cuidados similares, onde ambos deve ser administrados com amor, verdade e disciplina. O pastor não pode ser uma coisa em casa e outra na Igreja, ou vice-versa. O esforço do Pastor em cuidar da salvação dos outros, também deve se estender com os do seu lar.  O pastor não pode ser um tirano ou ditador em casa e não igreja ser todo amoroso, pois isso gerará sentimentos de revolta, tanto nos filhos, como na esposa.

5) QUEM QUER SER UM DIÁCONO DEVE TER DISPOSIÇÃO DE SERVIR

Ele deve ser alguém de princípios sem qualquer vício negativo -1 Timóteo 3.8 Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância;

A primeira nomeação ao diaconato surgiu quando os apóstolos separaram sete diáconos para serem seus assistentes. Essa nomeação foi motivada pelo acúmulo de funções que sobrecarregavam os apóstolos, e assim com a separação dos diáconos eles poderiam se dedicar mais a palavra. Em nossos tempos embora os diáconos não tenham a mesma autoridade dos presbíteros, devem possuir algumas qualificações para serem ordenados a este ofício. Devem ser indivíduos de elevado caráter cristãos e com muito senso de responsabilidade na função que o cargo exige. Deve ser pessoa de palavra, sem mentiras ou enganos. Se alguém não pode controlar essa tendência para o vinho, ou qualquer outra bebida alcoólica não pode estar qualificado para exercer qualquer ofício na Igreja e muito menos o serviço de diácono. Um diácono ou líder de Igreja não pode fazer do seu ofício um meio de obter ganhos próprios com objetivos de enriquecer-se com o que não lhe pertence. Tal pecado é muito tentador para aquele que tem a responsabilidade de manusear o dinheiro da Igreja..

6) UM DIÁCONO PRECISA SER DOTADO DE INTEGRIDADE ESPIRITUAL

Ele deve ser um homem de fé e sinceridade absoluta em tudo - 1 Timóteo 3.9  Guardando o mistério da fé numa consciência pura.

Os diáconos devem procurar aprender a doutrina bíblica observando os seus preceitos e procurando obedecer tudo de boa consciência. Um diácono que não conhece a palavra de Deus e não se esforça em conhecê-la, será sempre um problema para o bom andamento da congregação a qual serve. A escolha de alguém para o diaconato não pode ser simplesmente por ser benquisto por todos, ou por uma boa situação financeira, ou por ser um generoso contribuinte. Isso não pode ser levado em conta para a ordenação de um diácono, ou qualquer outro ofício.

7) NÃO SE SEPARA ALGUÉM A DIÁCONO SEM PROVAR SEU CARÁTER

Quem não for considerado irrepreensível não pode ser separado - 1 Timóteo 3.10 E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.

Alguém que é separado para o diaconato a revelia, sem observar se tem qualificações para tal poderá trazer grandes prejuízos para a Igreja. Isto é algo que não pode ser precipitado sob hipótese alguma, para que a obra não venha sofrer as consequências disso. Para saber se os postulantes ao cargo possuem qualificações é preciso observar a vida e a conduta desses indivíduos. Nos critérios de escolha é preciso que ele prove se tem vocação para servir com disposição em qualquer circunstância. Para fazer a coisa certa no sentido de separar alguém para um ofício na Igreja, é necessário fazer testes práticos em todos os candidatos a esse cargo. É preciso observar a sua maturidade espiritual e suas qualificações de toda ordem. Nenhum candidato pode receber ordenação sem ser provado em tudo.

8) TER UMA MULHER FIEL EM TUDO É REQUISITO PARA SER DIÁCONO

Não é só passar nas provas, a sua mulher deve ser observada - 1 Timóteo 3.11 Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.

O indivíduo postulante ao cargo de diácono pode até ser aprovado para tal, porém não basta isso, pois também a sua mulher deve reunir condições ideais para que se concretize a oficialização do cargo. Além de sobriedade exigida é preciso saber se estão dispostas a carregar o fardo de responsabilidade pelo sucesso dos maridos. A esposa de um diácono ou qualquer outro ofício na Igreja não pode ser um impedimento no desempenho de suas tarefas. Elas devem ter um profundo interesse pela obra da igreja, não podem ser linguarudas, ou viver falando mal de quem quer que seja como também devem ser fiéis em tudo.

9) O DIÁCONO DEVE CUIDAR DA SUA FAMÍLIA DANDO BONS EXEMPLOS

Uma boa conduta no âmbito familiar é exigida na sua ordenação - 1 Timóteo 3.12 Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.

Um diácono deve ter a reputação de ser um homem bom e fiel, tanto no seu lar, como na Igreja em que serve. Um diácono não pode servir bem na casa de Deus se não sabe servir bem em sua própria casa. Os cuidados com os filhos e o governo dos mesmos se estão dentro dos princípios bíblicos, é uma excelente experiência, para que também sirva bem a família de Deus na Igreja. Um diácono que reúne qualificação para tal, e demonstra sinceramente a sua fidelidade em todos os aspectos, certamente gozará de grande prestígio diante de Deus e dos homens.

10) O OFÍCIO DE DIÁCONO EXIGE TER DISPOSIÇÃO DE TRABALHAR

O caminho a posições mais elevadas exige integridade e retidão - 1 Timóteo 3.13 Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.

Para um pastor é uma grande alegria ter um diácono que serve a Igreja com todas as qualificações concernentes ao seu ofício. Aqueles que servirem bem e buscarem o crescimento espiritual, como também se prepararem teologicamente, tem grandes possibilidades de serem promovidos a um cargo mais elevado que exija estas condições. Em nossos dias o ofício de diácono já não é tão almejado nas Igrejas, isto porque, precipitadamente já eleva as suas pretensões para cargos mais elevados, principalmente o de Pastor. É bom lembrar que um pastor é também um médico de almas, assim como um médico secular que cuida do corpo humano precisa fazer uma faculdade de medicina e ser credenciado para exercer o seu ofício, também um Pastor precisa ser credenciado e ter um preparo teológico, tanto teórico como prático, para exercer o seu ofício. Se um médico não tem esse preparo é considerado um falso médico e se o Pastor não tem o preparo necessário para cuidar de almas, é um falso pastor.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O EVANGELHO DA GRAÇA

Lição 02



O EVANGELHO DA GRAÇA

              Texto Áureo  At. 20.24  – Leitura Bíblica  I Tm. 1.3-20


INTRODUÇÃO

A Primeira Epístola a Timóteo foi escrita por Paulo, a quem denomina o jovem pastor de “meu verdadeiro filho na fé” (I Tm. 1.2). Com essa declaração objetiva reconhecer e legitimar o ministério espiritual desse obreiro perante a congregação. Na aula de hoje, nos voltaremos para as orientações do Apóstolo à igreja, considerando a necessidade de refutar os falsos ensinamentos. Ao final, destacaremos a importância de não nos apartarmos do evangelho da graça, sob pena de comprometer o evangelho genuíno.

1. A DOUTRINA DOS APÓSTOLOS

Paulo está preocupado em manter a sã doutrina, e refutar os falsos ensinamentos que comprometiam o verdadeiro evangelho. ÉA onda de subjetivismo ainda hoje mina muitas igrejas evangélicas. Há pastores que criticam o liberalismo nas igrejas, mas não sabem que a experiência, distanciada da Palavra também é liberalismo. Os falsos mestres dos tempos de Paulo estavam se infiltrando nas igrejas, trazendo um ensino diferente (gr. heterodidaskaleo). Uma ala desse ensinamento não apostólico se respaldava em uma interpretação equivocada da lei (I Tm. 1.7). Existem movimentos estranhos ao evangelho, semelhantes aos judaizantes do passado, que querem resgatar a prática da lei como condição para a salvação. Paulo reconhece que a Lei é boa, tendo em vista que ela busca orientar o ser humano. Mas essa é incapaz de salvar, pois serve apenas  como um aio, um pedagogo que conduz o aluno à escola, mas não pode modificar seu comportamento (Gl. 3.24,25). O uso equivocado da Lei acaba por favorecer mitos e genealogias intermináveis, lendas que não edificam e contrariam o evangelho (I Tm. 4.7). Essas mitologias e genealogias também causam contendas nas igrejas, e uma espécie de especulação vazia de verdade. Mas a Torah aponta o caminho correto, para que o pecador reconheça suas limitações, e se volte para Deus. Até mesmo na sociedade, as leis servem tão somente para deter os instintos rebeldes do ser humano. Contudo, não podem modificar o caráter, ainda que sejam necessárias para evitar o caos (I Tm. 1.9-10). A mudança na natureza somente acontece a partir do interior (Cl. 3.5-11), quando o novo homem é construído, através do Espírito Santo, em Cristo (Gl. 5.22).

2. O ENSINAMENTO DOS FALSOS MESTRES

Os falsos mestres dos tempos de Paulo impunham proibições e penalidades, e ao mesmo tempo, as contradiziam, praticando imoralidades. A coerência deve ser buscada pelos servos de Deus, ainda que reconheçam que são incapazes de alcançar o padrão divino por conta própria. Faz-se necessário ter cuidado com o mero moralismo, às vezes, exige-se um padrão moral dos outros, atentando para algumas áreas, principalmente restrita à sexualidade. A hipocrisia é demonstrada quando pessoas exigem demais em uma área, mas transgridem em outras, naturalizando determinados pecados. Esse era o pecado de alguns fariseus dos tempos de Jesus, eles faziam de tudo para conseguir prosélitos, coavam um mosquito e engoliam um elefante (Mt. 23). A sã doutrina identifica a realidade do pecado, sobretudo sua universalidade (Rm. 3.23), ao mesmo tempo em que reconhece que ninguém é salvo pelas obras (Ef. 2.8,9), mas pela graça por meio da fé, gratuitamente (Rm. 6.23), como resultado do amor de Deus (Jo. 3.16; Rm. 5.8). Paulo sabe que foi um dos piores pecadores, um perseguidor da igreja de Jesus Cristo, tendo sido alcançado pela graça maravilhosa de Deus (I Tm. 1.16). Por isso destina a honra e a glória a Deus, não aos homens. Há líderes que pensam que a salvação depende deles, os méritos não são de Cristo, mas das obras que realizam. Esse é outro evangelho, nada tem a ver com o evangelho de Jesus (Gl. 1.7-9). Muitos estão se deixando enfeitiçar por essa falsa doutrina, que defende a salvação pelas conquistas humanas. Somos todos pródigos, é a graça de Deus que nos acolhe, a graça de Deus deve continuar nos causando espanto.

3. O EVANGELHO DA GRAÇA

Desfrutamos da graça e paz de Deus, que excede todo e qualquer entendimento, principalmente o religioso. A graça (gr. charis) é o favor imerecido de Deus, Ele nos dá muito além do que merecemos. Quando somos alcançados pela graça de Deus, podemos não apenar ter paz (gr. eirene) com Deus, mas também a paz de Deus (Fp. 4.7). Essa é uma paz que o mundo não conhece, mas que nos foi prometida por Cristo, antes de partir da terra (Jo. 14.27). Muitos cristãos estão perdendo a surpresa diante da graça de Deus. As responsabilidades eclesiásticas estão naturalizando os relacionamentos. Sem perceber alguns deles pensam que são merecedores das dádivas divinas. Como o fariseu da parábola de Jesus, estufam o peito diante de Deus, e apresentam suas prerrogativas, achando que são dignos (Lc. 18.9). Davi precisou ser advertido pelo profeta Natan, para que percebesse seu pecado, e se voltasse em arrependimento ao Senhor (Sl. 51.8). Com Paulo precisamos lembrar constantemente, que a graça do nosso Senhor transbordou sobre nós, com a fé o amor que estão em Cristo Jesus (I Tm. 1.14). A graça de Deus também nos motiva ao amor (gr. agape), a responder positivamente à providência do Senhor. Amamos a Deus, e uns aos outros, porque Ele nos amou primeiro (I Jo. 4.19), esse é o genuíno evangelho, uma palavra fiel e verdadeira, digna de toda aceitação (I Tm. 1.15). Por isso Timóteo deve pregá-la com ousadia naquela comunidade, para que os ouvintes possam reconhecê-la. Trata-se, na verdade, de um combate, a fim de, apologeticamente, manter a fé e a boa consciência que alguns estão rejeitando (I Tm. 1.18-20).

CONCLUSÃO

Diante da ameaça das falsas doutrinas na igreja, Paulo admoesta Timóteo para que combata contra os mestres do engano. Quando o evangelho está sendo ameaçado por ensinamentos falsos, devemos ser firmes e contundentes na defesa da verdade. Nossa principal arma é a espada do Espírito que é a Palavra de Deus (Ef. 6.17), com ela podemos destruir as fortalezas do erro, e mostrar a direção correta, a fim de defender a fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. 3).

sexta-feira, 3 de julho de 2015

UMA MENSAGEM A IGREJA LOCAL E À LIDERAANÇA

Lições do 3° Trimestre de 2015 - CPAD - Jovens e Adultos


A Igreja e o seu Testemunho
As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Lição 1 - 5 de Julho de 2015

Texto Áureo: "Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza." I Timóteo 4.12
Leitura Bíblica em Classe: I Timóteo 1.1,2; Tito 1.1-4

Introdução:
 A carta de I Timóteo tem uma data aproximada de 63 d.C., ela foi escrita pelo apóstolo Paulo, o qual tinha uma posição de autoridade outorgada por Cristo, concernente às Igrejas, tanto as quais ele fundou, como as demais. Ele tinha o direito de comandar e ser obedecido. Em suas Igrejas ele é o primeiro, depois de Deus. Ele mostra que tinha essa autoridade ao declarar esta responsabilidade quando diz: (segundo o mandado de Deus). Todas as cartas do apóstolo Paulo foram escritas estando ele fora dos locais onde ela seria enviada. Analisando o conteúdo das suas mensagens a essas Igrejas observamos que eram extremamente doutrinárias quanto a situação que estava passando cada uma dessas Igrejas. É importante saber que Paulo escrevia essas cartas mediante informações de vários dos seus colaboradores, que viajavam até onde ele estava para lhe passar o relatório dos fatos que estavam acontecendo nas Igrejas. Esta carta que Paulo escreve a Timóteo também envolve situações pelo qual esse filho na fé do Apóstolo Paulo estava enfrentando. Todas as instruções doutrinárias passadas nessa carta, tanto serviriam para a Igreja em Éfeso onde Timóteo estava, como também para outras Igrejas para onde ele fosse enviado pelo Apóstolo. Tanto Timóteo quanto a Tito, o qual também recebeu cartas do Apóstolo conviviam situações semelhantes, daí, a necessidade de serem instruídos por estas cartas chamadas de cartas pastorais. As dificuldades que Timóteo enfrentava em seu ministério para administrar a Igreja, tanto eram internas, como também externas. Internas com a tentativa de introduzir heresias na Igreja, as quais Timóteo deveria combater com rigor. Como Timóteo não tinha tanta experiência para lidar com essas situações e sempre dava sinais de fraqueza para enfrentar problemas de ordem disciplinares e outras questôes graves no ministério, o apóstolo que tinha um carinho e cuidado especial com ele precisava sempre estar orientando e incentivando o seu obreiro. Essa era uma característica que o Apóstolo Paulo tinha, e que deve ser imitada pelos líderes de Igreja. 

I – O LÍDER SÓ É VERDADEIRO SE FOR FIEL AOS ENSINOS DAS EPÍSTOLAS PASTORAIS -
1. As cartas pastorais exige que administrar uma igreja é só com o mandato de Deus - 1 Timóteo. 1 PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa,
As cartas pastorais são na realidade ensinos do próprio Cristo para os líderes da Sua Igreja espalhadas por todo o mundo. Paulo segundo o mandado de Deus tinha essa autoridade para escrevê-las e enviá-las aos líderes das Igrejas. Os seus ensinamentos são essenciais e obrigatórios para todos os líderes de Igreja, os quais devem se enquadrar dentro do que elas ordenam aos ministros. Naqueles tempos já havia muita gente querendo ser o que não está comissionado a ser e, em nossos tempos essa situação se agravou de uma forma incontrolável onde muitos que não tem condições de estar num púlpito liderando uma Igreja, o fazem indiscriminadamente por sua própria conta, sem se importar com o mandado de Deus. 
2. As cartas pastorais exortam para motivar o líder a perseverar fiel a sã doutrina - Como te roguei, quando parti para a macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, 1 Timóteo 1:3
A cidade de Éfeso não era um lugar fácil de pastorear uma Igreja, por ser uma cidade extremamente habitada por um povo idolatra, visto que essa cidade era dedicada à adoração de Diana, deusa dos instintos sexuais. Entidades malignas usavam essa imagem para incitar os mais variados tipos de imoralidades sexuais. Satanás tinha seus demônios territoriais agindo nessa cidade e, em todo lugar onde há oportunidades nas questões espirituais, também há os oportunistas. Uma das estratégias do maligno era introduzir heresias e apostasias nas Igrejas para deter o seu crescimento que os incomodava sobremaneira, pois muitos que eram idólatras estavam se convertendo ao cristianismo. Para introduzir essa heresias e apostasias nas igrejas é evidente que Satanás levantava os apóstatas e os hereges para exercer esse trabalho sujo e tão prejudicial às Igrejas, que também em nossos tempos cresce de uma forma incontrolável. A Timóteo foi dado esse encorajamento da parte de Paulo, para que ele não esmorecesse no seu ministério e procurasse combater todo tipo de falsa doutrina. 

II – A MENSAGEM PASTORAL TEM O PROPÓSITO CORRIGIR DISTORÇÕES NA S IGREJAS -
1. A importância dessa mensagem é orientar os líderes quanto à vida pessoal - Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 1 Timóteo 3:2
O que mais se vê em nos tempos atuais é indivíduos querendo ser promovido cargo na Igreja, principalmente os que o levam ao altar. Muitos que abrem salões de culto a revelia e sem qualquer direção divina e, em algumas vezes se intitulam pastor por conta própria, ou compram uma consagração vinda de outro pastor corrupto, ou simplesmente adquirem uma carteirinha de pastor pela internet sem qualquer escrúpulo tomam a direção de uma Igreja para pastorear um povo, sem qualquer qualificação para tal. Para aumentar o seu corpo de obreiros eles consagram pessoas por sua própria conta, ou porque é amigo, ou da parentela, ou porque o dizimo do indivíduo é alto fazendo isso para segurá-lo, ou para agradá-lo. Mas não somente as Igrejas clandestinas fazem isso, como também algumas igrejas oficiais o fazem sem qualquer investigação da vida do pretendente ao cargo. Timóteo recebeu essa orientação para não impor as mãos precipitadamente, mas que procurasse quando fosse necessário consagrar alguém, que essa pessoa fosse investigada para ver se realmente reunia condições para tal. 
2. Um verdadeiro líder jamais adere heresias e sim as combate com todo rigor - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. 2 Pedro 2:1
Uma das armas de Satanás para denegrir a imagem do verdadeiro evangelho perante o povo do mundo, como também enganar muitas vidas que se voltam para os caminhos de Cristo, é a introdução de heresias nos cultos prestados a Deus. Para isso ele precisa de homens e mulheres gananciosos e sem escrúpulos para atingir os seus objetivos. Essas Igrejas que poderiam ser chamadas de igrelojas, as quais são verdadeiros balcões de milagres que segundo esses líderes corruptos só acontecem mediante um preço monetário a ser pago, para que o milagre aconteça. O povo que é estruturado na sã doutrina jamais se deixará levar por estes ventos de doutrina e, é triste dizer que esse povo é uma minoria. Observa-se que a maioria do povo não é chegada a doutrina e isso decorre de uma visão materialista e os que tem essa visão são facilmente seduzidos por esses lobos devoradores.

III - A MENSAGEM DE ATENÇÃO PARA A IGREJA LOCAL E A LIDERANÇA DA ATUALIDADE -
1. Cuidado com o evangelho da prosperidade é coisa de líderes sem escrúpulos - Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. 2 Timóteo 3:13
O evangelho da prosperidade já estava sendo disseminado nas Igrejas dos tempos apostólicos e Timóteo foi instruído a não aderir esse tipo de evangelho e sim combatê-lo. Em nossos dias temos visto tanto em Igrejas pequenas muitas delas abertas a revelia, como também grandes ministérios que surgiram e cresceram rapidamente e o que é mais estranho é que cresceram sem qualquer dificuldade, como se fosse fácil uma Igreja crescer com tanta facilidade. Satanás sabe que muita gente gosta de fábulas, ou seja, enganos. Como ele é o pai da mentira é lógico que precisará levantar líderes que são hábeis na arte de mentir. Também Satanás sabe que muitos não suportam a sã doutrina, pois quando há ouvem têm comichão nos ouvidos e preferem atentar para aquilo que lhes agrada, principalmente no que tange a parte da prosperidade. Assim esses líderes corruptos conseguem enganar o povo e angariar para si grandes fortunas que ostentam com suas mansões, fazendas, aviões e muito mais. Dentre as heresias que eles usam para enganar o povo é a introdução de uma variedade de objetos supostamente ungidos, os quais não têm qualquer respaldo bíblico para isso. 

2. Cuidado, nesses últimos dias a apostasia tem se alastrado no meio evangélico – Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; 1 Timóteo 4:1
Paulo advertiu a Timóteo e aos líderes da Igreja que muitos falsos mestres invadiriam a Igreja. Em termos proféticos o Espírito Santo já alertava tanto para aqueles tempos, como para os nossos tempos que isso iria acontecer e realmente aconteceu e está acontecendo no meio evangélico. Satanás é um imitador e para isso tem os seus próprios ministros e doutrinas para enganar os cristãos e fazê-los desviar da verdadeira doutrina. O que muita gente não sabe, ou não quer entender é que Satanás usa cristãos professos dentro da Igreja para realizar a sua obra. O objetivo de Satanás é seduzir os crentes e os afastar da fé. Com o povo preso a uma visão materialista eles deixam de se relacionar com o Senhor de uma maneira mais profunda. É bom saber que Satanás também pode fazer falsos milagres e usam líderes com soberba elevada e mente cauterizada nas igrejas e nos púlpitos, ensinando doutrinas falsas e fazendo o povo desviar-se da verdade. A característica de um verdadeiro líder é sua honestidade e integridade. O verdadeiro líder pratica o que prega, pode não ser perfeito, mas procura manter-se fiel a Palavra de Deus.

IV - A MENSAGEM PARA AQUELES QUE DESEJAM EXERCER LIDERANÇA DE UMA IGREJA -
1. Não basta querer liderar uma igreja, é preciso ter um conjunto de qualificações para tal - Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; 1 Pedro 5:2
Um líder nunca pode dizer que a Igreja que dirige é dele, pois isso seria uma apropriação indébita de algo que não lhe pertence. A igreja é de Cristo e o líder é somente um despenseiro ordenado para servir na Igreja totalmente submisso aos preceitos deixados por Cristo. Fazendo aqui uma comparação de um médico com um pastor podemos detalhar o seguinte: o médico atua na parte física da pessoa e para ele exercer o seu ofício precisa ir para uma faculdade para ter a sua formação e credenciamento para exercer a sua profissão. Se ele não for credenciado é um falso médico e agindo assim pode prejudicar muitas vidas. O pastor atua na parte da alma e para exercer o seu ofício precisa ir para uma faculdade teológica para aprender e ser credenciado para exercer o seu ofício, caso não tenha essas credenciais é um falso pastor, que certamente prejudicará muitas almas. A bíblia revela o destino de muitos líderes que prejudicaram a Igreja de Cristo: (Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Mateus 7:22,23).

2. Ser um líder de Igreja exige conhecimento bíblico e ser um exemplo aos de dentro e aos de fora - Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. 1 Timóteo 4:16.
Só podemos nos apresentar a Deus se estivermos qualificados como obreiros aprovados e com a desenvoltura de manejar bem a palavra da verdade. Cristo instrui os seus discípulos durante todos os três anos do seu ministério terreno. O apóstolo Paulo após a sua conversão ficou esse mesmo período sendo preparado para a grande obra a qual tinha sido chamado. Em nenhum momento tanto os discípulos como também Paulo, se precipitaram e tomar a frente da obra sem a devida ordem do Senhor. Paulo alertou a Timóteo a ter cuidado com a doutrina que fosse instruir a igreja, pois ele deveria se manter fiel a palavra e que não se preocupasse quanto a quantidade de membros, a qual ele estava pastoreando. Certamente Timóteo preocupado com os hereges que conseguiam agrupar muitos seguidores, talves passasse pela sua mente a idéia de imitá-los. Assim Paulo o adverte a não mudar o rumo doutrinário, pois correria o risco de perder a salvação e levar outros com ele. Assim será para como os líderes de hoje que tem trilhado o caminho das heresias sem se preocupar com a própria salvação como também a dos seus seguidores. 

Quem pode tomar a Santa Ceia?

  De acordo com a Bíblia, se você é salvo, você pode tomar a Santa Ceia.   Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar da Santa Cei...